Como fazer um plano de carreira em Direito?

Quem pensa em seguir carreira em Direito geralmente faz a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ingressa em um escritório de advocacia. Mas você já considerou que o seu plano pode ir além? Tudo depende do que você deseja e dos caminhos que traça para o seu futuro.

O ideal é perceber que existem diferentes alternativas a serem selecionadas — e você pode se preparar para elas. Você pode até mesmo apostar em uma carreira em Direito Internacional, se quiser ser mais audacioso. Em qualquer caso, o importante é ir além do diploma universitário.

Para ajudá-lo na sua escolha este post apresentará os planos que você pode delinear para o seu futuro. O conteúdo abordará a importância do planejamento da carreira, as competências necessárias ao novo profissional de Direito, as perspectivas de atuação existentes e a relevância de investir em uma atualização.

Então que tal saber mais? É só acompanhar as dicas a partir de agora!

Lembre-se da importância do planejamento da carreira jurídica

Muitos profissionais esquecem de delimitar objetivos e metas para sua carreira. Esse é um erro para todos, mas especialmente para quem pretende seguir o rumo jurídico. Afinal, há muitas vertentes e possibilidades — basta saber identificá-las e ver aquela que se ajusta melhor ao que deseja conquistar.

Nesse cenário é preciso saber o que é o planejamento de carreira. Essa prática consiste na organização sistemática dos objetivos profissionais e pessoais. Com esses dois vieses alinhados é possível saber quais etapas deve cumprir e atitudes necessárias para progredir e chegar aonde quer.

Vale a pena especificar que esse planejamento é válido tanto para ascender em uma mesma empresa — por exemplo: você começa como estagiário em um escritório de advocacia e busca se tornar um dos sócios — quanto para seguir outros caminhos. Em qualquer dos casos é preciso definir metas alcançáveis, estipular prazos e adotar estratégias adequadas.

Por isso é fundamental repensar o momento que está passando e responder alguns questionamentos, por exemplo: 

  • Como chegou até esse ponto?
  • Quais foram os obstáculos enfrentados?
  • Seria possível chegar mais rápido se as atitudes tomadas fossem diferentes?

Adote essa recomendação como uma maneira de se aprofundar sobre sua vida atual e o que deseja alcançar no futuro. É a partir disso que você conseguirá ter sucesso, avançar de acordo com as competências adquiridas e avaliar o que ainda precisa aprimorar. Qual a consequência dessa atitude? Maior proatividade e autonomia, porque você fica responsável pelo seu progresso.

Porém, uma dúvida é: como construir o planejamento? A adoção de uma estratégia visual é a melhor saída. Crie uma planilha com variáveis a serem consideradas na elaboração e execução do plano. Mantenha-a sempre à vista e a nomeie de acordo com sua meta principal, como: “quero abrir uma nova empresa”, “quero ter um aumento salarial”, “desejo ser promovido” etc.

Tenha em mente que a satisfação pessoal também é necessária. Por isso é importante associá-las às metas profissionais. Por exemplo: desejo manter o fim de semana para conviver com a família ou ter uma parte do dia para atividades pessoais. A partir disso é necessário verificar quais competências são necessárias para alcançar o seu objetivo.

Se você quer ser promovido, por exemplo, veja o que é preciso para chegar lá e quanto tempo e recursos financeiros precisará demandar. Pode ser necessário fazer uma especialização, curso de idiomas ou aprender uma nova ferramenta. Lembre-se de considerar aspectos que independem de suas atitudes, como a movimentação do mercado, a situação do escritório em que atua e a abertura/fechamento de vagas.

Por fim, foque 2 aspectos principais: ser condizente com a realidade e revisar o planejamento constantemente. O primeiro ponto é fundamental para evitar colocar uma meta inalcançável, que pode causar frustração. O segundo é obrigatório, porque a realidade muda constantemente e suas estratégias também devem ser alteradas.

O ideal é rever o planejamento a cada 3 meses e ver o que foi conquistado. Analise os motivos dos fracassos e dos sucessos e mude o prazo, a relevância e até as razões, se necessário. Em suma, perceba que essa é uma forma de se preparar para o futuro e fazer a gestão de carreira. Dessa forma o êxito está nas suas mãos.

Saiba o que o novo profissional de Direito precisa ter

As carreiras do Direito exigem uma boa imagem profissional. Ter habilidades comportamentais — também chamadas de soft skills, como a inteligência emocional — e técnicas são o caminho para o sucesso. No entanto, pode ser difícil reunir todas essas qualidades. 

O primeiro passo é terminar a graduação e fazer um MBA, que faz a diferença na sua carreira. Em seguida é preciso reunir outras competências para se destacar no mercado de trabalho, altamente competitivo nos dias de hoje. Então o que fazer? Confira as habilidades necessárias:

Eloquência

O domínio da oratória é essencial. O advogado precisa saber convencer o público e trazer importância ao que está sendo dito. Ao mesmo tempo essa é uma maneira de impor sua presença. A eloquência pode ser um talento desde criança, mas também pode ser desenvolvido. Se para você for a segunda situação, aumente seu conhecimento sobre o assunto que vai abordar. Isso ajudará.

Postura

O tom de voz e a gesticulação usados durante o discurso fazem toda a diferença e contribuem para repassar seu conhecimento. Evite falar alto ou baixo demais e analise seu poder de persuasão, porque esses fatores podem comprometer sua performance e prejudicar a eficácia de sua atuação como advogado. Além disso, lembre-se que o corpo fala. Portanto, adote uma postura de equilíbrio e segurança. Se necessário, treine como falar bem em público.

Conhecimento sobre as mudanças da área

As leis são o foco do profissional de Direito. Há muitas delas e é comum ser difícil acompanhá-las. No entanto, é preciso estar atento às modificações rotineiras. Por isso vale a pena ler sobre o assunto e usar a versão digital do Vade Mecum, que é mais atualizada que a impressa.

Aperfeiçoamento contínuo

A capacitação constante é a chave para o sucesso de qualquer profissional. Mantenha uma rotina diária de leitura de sites e jornais especializados e busque cursos de longa ou curta duração, que podem ajudar a se manter atualizado. Frequente seminários e palestras, independentemente de serem presenciais ou online. Em resumo: estude sempre se quiser ser reconhecido como profissional.

Educação

A gentileza é uma característica apreciada em qualquer área e é ainda mais importante para o advogado, profissional que lida com clientes o tempo todo. É assim que se estabelece uma relação de confiança.

Pontualidade

Um profissional que busque ser referência de mercado precisa ser pontual, especialmente se você for um advogado que precise comparecer ao tribunal e tratar com os clientes. Lembre-se de que precisa resolver um problema e comparecer no horário é uma forma de transmitir credibilidade e segurança. No final sua reputação e imagem serão fortalecidos.

Colaboração no trabalho

O advogado precisa trabalhar conjuntamente com a equipe e cuidar para não exaltar seu ego. Saiba ouvir os colegas e clientes, se portar, fazer as colocações em momentos adequados e fortalecer as atividades feitas junto a outras pessoas. Tenha em mente que a coletividade é essencial.

Foco na área que mais gosta

O Direito possui várias vertentes que podem ser exploradas — veremos mais sobre elas a seguir. O recomendado é atentar às diferentes possibilidades para então definir seu foco. Faça sua escolha conforme a área com a qual se identifica e empregue seus esforços para alcançar melhores resultados.

Networking fortalecido

A rede de contatos é primordial para o advogado. Esse profissional precisa estar em contato com outras pessoas constantemente e, por isso, é uma boa ideia firmar parcerias com colegas que atuem em diferentes áreas. Essa é uma maneira de obter indicações, trocar ideias, ampliar horizontes, discutir sobre dúvidas e mais.

Otimismo

Os profissionais pessimistas e que afirmam que a área do Direito está saturada existem, mas você deve evitar dar ouvidos a eles. O início de carreira pode ser difícil, mas isso ocorre com qualquer profissão. Seja persistente e perceba que o sucesso vem com o tempo e depois de muito estudo e esforço.

Conheça suas perspectivas de atuação

As carreiras para bacharel em Direito são bastante variadas e abrem diversas possibilidades para o profissional recém-formado. É possível atuar nos setores público e privado — tudo depende do que você deseja. Para ajudá-lo a definir a melhor área para seguir, descrevemos abaixo as diferentes opções existentes:

Carreira pública

Os bacharéis nessa área podem ocupar diferentes cargos em órgãos públicos. A principal atração é a remuneração elevada e a estabilidade. No entanto, é importante ocupar a função desejada para evitar a frustração depois de um tempo. As carreiras públicas no Direito são:

Juiz

Esse profissional processa e julga ações judiciais. Para ser aprovado na carreira como juiz de Direito é necessário fazer concurso público de provas e títulos. Também é preciso comprovar 3 anos de atividade jurídica. A magistratura está voltada aos âmbitos federal, estadual, militar e trabalhista. O salário inicial pode ultrapassar R$ 20 mil.

Promotor de justiça

A atuação do Ministério Público é direcionada para a defesa dos interesses da sociedade, ordem jurídica e regime democrático. O promotor ainda supervisiona a aplicação das leis e protege o patrimônio público. A atuação pode ser voltada para a área criminal ou cível. O cargo é ocupado por meio de aprovação em concurso público de provas e títulos e comprovação de 3 anos de atividade jurídica. A remuneração também pode ultrapassar R$ 20 mil.

Procurador

A gama de opções dentro desse escopo é variada. Veja:

  • procurador da República: trabalha no Ministério Público Federal (MPF) e pode atuar nas áreas criminal, constitucional, eleitoral e cível. O salário é de mais de R$ 28 mil;
  • procurador de contas: atua junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para fiscalizar o cumprimento das leis ordinárias e da Constituição, especialmente em relação a questões financeiras, operacionais, contábeis, orçamentárias e patrimoniais. A remuneração pode chegar a R$ 30 mil;
  • procurador do estado: age de maneira consultiva e representa o ente público nos tribunais. Também analisa e redige contratos e editais de licitação. A renda é superior a R$ 20 mil;
  • procurador do município: tem as mesmas funções do profissional anterior, mas atua exclusivamente no município. Geralmente também pode exercer um cargo privado. O salário varia, mas ultrapassa R$ 28 mil em São Paulo, por exemplo;
  • procurador no Banco Central: representa judicial e extrajudicialmente a instituição, além de prestar assessoria jurídica e consultoria. O salário é de mais de R$ 17 mil;
  • procurador federal: exerce a mesma função que o anterior, mas é voltado a autarquias e fundações públicas federais, como o INSS, Ibama e universidades federais. A remuneração é de R$ 17 mil;
  • procurador da Fazenda Nacional: representa a União em questões de cobrança, tributária e execução de dívida ativa, além de prestar consultoria e assessoria jurídica ao Ministério da Fazenda. O salário é de R$ 17 mil.

Defensor público

Esse profissional oferece assistência jurídica gratuita a pessoas sem condições de pagar pelo serviço. Outra função é promover os direitos humanos e dos necessitados. O salário varia conforme o estado, mas pode chegar a R$ 18 mil.

Delegado de polícia

Sua função é coordenar agentes, presidir o inquérito policial e comandar a parte jurídica da investigação. São divididos em: Polícia Civil — cuja atuação é estadual — e Federal — que atuam em todo o país. Os salários de qualquer uma das modalidades ultrapassa R$ 10 mil.

Advogado da União

Sua atuação é voltada para a representação da União em assuntos não abrangidos pelo Procurador da Fazenda Nacional. Também presta consultoria e assessoria jurídica para as entidades do Poder Executivo. O salário é de R$ 17 mil.

Tabelião de notas

Sua responsabilidade é aconselhar os envolvidos de modo imparcial e confeccionar documentos públicos a fim de prevenir litígios e assegurar o respeito à legislação, bem como à segurança jurídica. Atua principalmente em relação às escrituras públicas, atas notariais, testamentos, autenticações, procurações e reconhecimento de firma. A remuneração depende dos lucros obtidos no cartório.

Carreira acadêmica

A ideia, aqui, é trabalhar em universidades públicas ou privadas. O profissional pode ministrar aulas em diferentes disciplinas, como Direito Penal, Empresarial, Ambiental, Civil, Constitucional, Administrativo e mais. Também pode ser tutor dos alunos de graduação e ser docente em cursos preparatórios para concursos ou exame da OAB.

A remuneração é bastante variável. Para ingressar na carreira acadêmica é preciso ser graduado em Direito e ter continuado os estudos fazendo especialização, Master of Laws (LLM), mestrado, doutorado e até pós-doutorado. Quem deseja seguir esse rumo também deve participar de atividades de extensão já na faculdade, por exemplo, por meio de monitoria, publicação de artigos científicos e participação em congressos e colóquios.

A vantagem de seguir a carreira acadêmica é poder ter mais autonomia e dinamismo em sua atuação, já que é possível fazer pesquisas, dar aulas, realizar análises de campo, entre outras atividades.

Carreira em escritório de advocacia

O foco do profissional com esse âmbito de atuação é a representação do seu cliente. Por essa característica, também ajuda nas tomadas de decisão sobre diferentes assuntos. Para ter sucesso nessa área é importante ter um perfil mais especialista, bem direcionado a um segmento específico do Direito. Portanto, vale a pena se atualizar e buscar especializações.

A vantagem de trabalhar em um escritório são a pessoalidade na prestação de serviços, o dinamismo e a motivação profissional. Além disso, o seu salário pode ser bem interessante, especialmente se conseguir vários clientes. A desvantagem é a falta de planejamento na carreira, porque muitos escritórios não oferecem essa possibilidade.

Carreira em departamentos jurídicos de empresas

Nesse caso o profissional pode ter uma atuação mais generalista e ser voltado à administração. O advogado fica responsável pela coordenação de atividades e organização de protocolos internos, como controle de processos judiciais e administração, requisição de serviços, gestão de contratos etc.

Observe que o objetivo é atender as demandas e necessidades organizacionais. Por isso é importante saber simplificar as atividades e traduzir para outras equipes as questões legais relacionadas ao assunto que está sendo abordado. Ainda é indicado que esse profissional tenha conhecimentos em marketing e administração.

As vantagens da atuação em departamentos jurídicos são: jornada de trabalho racionalizada e controlada, planos de carreira consolidados, benefícios e bônus. A remuneração também costuma ser atraente.

Carreira internacional

Esse é o sonho de muitos advogados, mas acredite: a carreira profissional no Direito pode ampliar os limites do território brasileiro. Para isso é imprescindível ter fluência em outros idiomas, especialmente inglês — porém, estude outras línguas também. Aproveite e se especialize, porque sem cursos extras será muito difícil se destacar nessa área.

Uma das maneiras mais simples de ingressar na carreira internacional é pela arbitragem. O objetivo é solucionar conflitos de empresas internacionais. O árbitro — que pode ser comparado ao juiz — é escolhido pelas partes geralmente por seu conhecimento no assunto que está em litígio.

Você também pode participar de competições acadêmicas de Direito, as chamadas moot court, que o ajudam a ser reconhecido na área e ampliar seus conhecimentos. De toda forma é fundamental estudar o Direito Internacional e da Arbitragem. Também é necessário ser persistente.

Uma segunda maneira de atuar internacionalmente é se tornar um diplomata, profissional que defende, representa e negocia assuntos de interesse nacional junto a outras nações. No entanto, para ter essa atuação é necessário passar no concurso de admissão do Instituto Rio Branco. Ainda vale a pena estudar Relações Internacionais, que fornecem uma visão mais ampla e ajudam a ingressar na área.

Perceba que além de todas essas perspectivas de atuação que indicamos existem outras possibilidades, que estão diretamente ligadas a áreas do Direito, como Ambiental, Civil, Criminal, Tributário e por aí vai. Porém, todas elas levam a essas situações que apresentamos aqui. 

Invista em uma especialização

As carreiras do Direito, independentemente de quais forem, exigem uma especialização. Se antigamente esse profissional trabalhava com todas as áreas principais — como a de Família, Trabalho e Penal —, hoje é necessário focar para se destacar perante o mercado competitivo.

Existem várias especializações em alta, especialmente em Direito Tributário e Empresarial. Ainda surgiram os LLMs, uma modalidade de especialização voltada especificamente para a área do Direito e que tem um reconhecimento a mais no mercado. Para entender melhor veja as opções a seguir:

MBA em Direito Tributário

Essa é uma área cujos profissionais são bastante requisitados devido à grande quantidade de impostos, taxas e tributos existentes no Brasil. Ainda tem um déficit grande de especialistas, por isso, está em constante crescimento e não sentiu os efeitos da crise que abalou o país recentemente.

A dificuldade é a complexidade da legislação, que tem muitos detalhes e exige grande dedicação e atenção. Para se manter atualizado é essencial fazer um MBA, curso bem prático e voltado para as demandas do mercado. Desse modo é possível ampliar os conhecimentos teóricos e práticos e se capacitar para atuação em órgãos públicos, escritórios, empresas ou nas funções de consultoria, assessoria e fiscalização.

O público-alvo desse MBA são pessoas graduadas em Direito, Administração, Finanças e Contabilidade. Entre as disciplinas estudadas estão: Legislação Tributária, Impostos Federais, Estaduais e Municipais, Direito Societário, Tributação Internacional e Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária.

A carga total é de 472 horas/aula. No final você recebe o certificado de MBA. Caso faça essa especialização na IBS Business School — que oferece em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) —, você ainda tem a possibilidade de ter uma experiência internacional e ter uma certidão específica para esse curso extra.

LLM em Direito Empresarial

Essa é outra área em alta, porque as empresas cada vez mais precisam se proteger da legislação e das competições existentes no mercado. O advogado que opta por se especializar nessa área usa como base o Código Civil, que prevê as principais diretrizes relativas aos aspectos legais, como administração e constituição da organização, direitos e deveres dos sócios etc.

O LLM também é uma especialização, assim como o MBA — apesar de ambos constarem a palavra master em seu nome, que corresponde a mestrado. O objetivo dessa especialização é trazer uma visão mais atual do Direito Empresarial a partir de disciplinas práticas e teóricas relevantes. Com isso você poderá desenvolver habilidades específicas na gestão jurídica das empresas com um enfoque interdisciplinar. O resultado é a capacidade de tomar decisões corporativas com apoio técnico-jurídico.

O público-alvo do LLM em Direito Empresarial são graduados em Direito e também executivos e gestores de sociedades empresárias, entidades da Administração Indireta, organizações do Terceiro Setor e da área pública. Entre as disciplinas estudadas estão: Direito Societário, Responsabilidade Civil, Recuperação de Empresas, Direito Tributário, Marketing Jurídico e Propriedade Intelectual.

Ao terminar o curso você recebe o certificado de LLM. Porém, se fizer na IBS Business School, em parceria com a FGV, tem a possibilidade de realizar um módulo internacional e receber uma certidão extra por isso.

Como você pôde perceber, a sua carreira precisa ser planejada, porque há diferentes vertentes que podem ser seguidas. Neste post você viu a importância do plano de carreira, as competências e habilidades que precisa ter, as perspectivas de atuação e por que precisa investir em uma especialização. Seguindo essas dicas, sua carreira em Direito com certeza será um sucesso!

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O que você precisa saber sobre a metodologia ágil

A busca constante por inovação e maior produtividade é um reflexo das transformações ocorridas no mundo. Procurar obter respostas rápidas e passar por processos flexíveis é o objetivo de muitas empresas que não desejam ter seus projetos engessados por questões técnicas ou contratuais. A metodologia ágil veio para trazer esta inovação no desenvolvimento dos softwares, mas também pode ser aplicada em outras áreas, não ficando restrita apenas à TI.

Para alcançar uma gestão moderna, é melhor deixar o medo de lado e encarar os princípios e processos do ágil como uma melhoria para organizar, favorecer a comunicação e reduzir os atrasos nas entregas dos projetos, pois, aplicar a metodologia promove a agilidade que as empresas buscam.

Para entender o que é a metodologia ágil, como ela surgiu, que benefícios pode trazer à empresa e quais são os métodos ágeis existentes, acompanhe este artigo.

O que é metodologia ágil

Na gestão de projetos tradicional, os detalhes de execução são previamente conhecidos e minuciosamente descritos com a certeza de que nada vai mudar, porém, atualmente a prática mostra que os requisitos podem mudar ao longo do período por exigência do cliente ou por necessidade de atualização diante do comportamento do mercado. Até mesmo a equipe envolvida pode descobrir uma nova tecnologia e ter ideias que facilitem a execução de determinado processo.

A metodologia ágil é uma alternativa à gestão de projetos tradicional, pois ajuda a encarar a imprevisibilidade e traz flexibilidade. Portanto, é a capacidade de promover respostas às mudanças mesmo em ambientes incertos e turbulentos, tornando os processos de gerenciamento de projetos adaptáveis e constantemente atualizados.

Nesta metodologia a falta de comunicação e os atrasos na entrega dos projetos são substituídos por uma filosofia que favorece o trabalho em equipe, a comunicação, o foco no cliente e a entrega rápida e de alta qualidade. As equipes de trabalho são multifuncionais e auto-organizadas, comprometidas em criar e responder às mudanças de forma rápida e natural por meio de planejamento e execução interativa. Neste caso, experts do negócio participam colaborando para reduzir as incertezas referentes ao projeto e gerando satisfação do cliente.

Como ela surgiu

A metodologia ágil surgiu da necessidade de gerar melhoria no desempenho e maior flexibilidade nos processos de desenvolvimento de software. Embora tenha seu berço na área de TI, ela pode ser aplicada a qualquer tipo de projeto, para isso é preciso observar os princípios e práticas traçados no Agile Manifesto.

Em 2001, em Utah, foi assinado o Manifesto Ágil para Desenvolvimento de Software em reunião com 17 desenvolvedores para criar valores e princípios a fim de alcançar a satisfação dos clientes, através da melhoria na comunicação e no suporte às mudanças durante o processo proposto.

O Manifesto Ágil é composto por 12 princípios e 4 sentenças que vão nortear a metodologia ágil, em que consideram:

  • indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;

  • software em funcionamento mais que documentação abrangente;

  • colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;

  • responder a mudanças mais que seguir um plano.

Onde os itens à esquerda são mais valorizados do que os da direita. Assim a prioridade é buscar melhores formas de desenvolvimento, obtendo vantagens das mudanças exigidas ao longo do processo e alinhando constantemente o funcionamento do sistema com a expectativa do cliente.

Como as empresas podem se beneficiar

Para as empresas, qualquer que seja o ramo de atuação, adotar a metodologia ágil trará vantagens e agilidade em seus processos, pois essa prática permite a redução do prazo na conclusão de tarefas, diminui a possibilidade de falhas e atrasos, além de atender as demandas do mercado com foco no consumidor.

As equipes são preparadas para trabalhar com autonomia, sendo auto gerenciável, onde o gerente é um líder facilitador que promoverá a frequente comunicação com o cliente, identificando pontos de melhoria e ajustes necessários ao projeto para dar rapidez aos processos e garantir que as correções sejam feitas com maior velocidade.

Desta forma, a empresa terá ganhos de produtividade contínuos, pois todos os setores estarão interligados, o que facilita o entendimento do negócio e faz com que os colaboradores trabalhem focados na satisfação do cliente, podendo este visualizar o funcionamento do sistema e intervir em meio ao processo para otimizar o tempo e reduzir custos.

Principais métodos ágeis existentes

A metodologia ágil abrange diversos métodos e há os mais conhecidos como: Scrum, Extreme Programming (XP), Kaban, Feature-Driven Development (FDD), Microsoft Solutions Framework (MSF), Dynamic System Development Model (DSDM). Para escolher corretamente é preciso conhecer suas funcionalidades para conseguir encaixar nas necessidades e perfil da empresa.

No entanto, é comum encontrar empresas que adotem o modelo híbrido onde as metodologias são mescladas em busca de desenvolver as melhores práticas de cada uma e criar um processo customizado para gerar resultados expressivos e atender à expectativa do cliente.

Scrum

É o método mais utilizado por ser simples e o que possui maior facilidade de integração com outros métodos, tanto para aplicabilidade no desenvolvimento de softwares como em qualquer outro ambiente de trabalho. O planejamento interativo é a base para o Scrum que acontece em fases denominadas sprints.

Para iniciar o projeto é criada uma lista de funcionalidades que serão desenvolvidas, chamada de product backlog, em seguida cada uma se torna um sprint com todos os detalhes que serão criados, passando de product blacklog para sprint blacklog. As atividades são distribuídas para o Scrum Team e têm prazo de até 4 semanas para serem desenvolvidas, por fim, ao final de cada sprint é feita uma reunião para alinhar as atividades já concluídas e planejar o próximo sprint. Esse ciclo se repete até a entrega do projeto.

Extreme Programming (XP)

É um método ágil que trabalha com três pilares: economia de recursos, agilidade no desenvolvimento de solução e qualidade do produto final. Valores como comunicação, respeito, coragem, feedback e simplicidade direcionam as atividades desempenhadas para promover interação e sinergia entre a equipe e o cliente.

Além disso, tem como objetivo garantir as melhores práticas de trabalho como design funcional, reuniões de planejamento, entregas frequentes ao cliente, testes de aceitação e melhoria contínua o que garante a satisfação do cliente durante o processo.

Kaban

É um método ágil visual que ajuda no controle do progresso das atividades, facilitando enxergar uma tarefa concluída e qual a próxima a ser realizada. Tem como base quatro princípios, que são: comece com o que você faz agora; concorde em buscar mudanças evolucionárias; respeite os papéis, responsabilidades e cargos atuais e incentive atos de liderança em todos os níveis.

O Kanban promove redução de custos e de desperdício, com o objetivo de entregar ao cliente o projeto concluído dentro do menor prazo possível. Um exemplo de aplicabilidade bem-sucedida do Kanban é a Toyota que passou a utilizar a ferramenta em seu processo de fabricação, facilitando a comunicação entre as equipes e organizando o que e quando deveriam fazer.

Em síntese, para obter sucesso na aplicabilidade da metodologia ágil é essencial investir em práticas que assegurem facilidade de comunicação entre o cliente e a equipe de trabalho, que façam testes constantes a fim responder com rapidez as demandas e que tenham flexibilidade em caso de mudanças.

Se você deseja conhecer como algumas metodologias funcionam na prática, não deixe de conferir este post.

Gestão de processos: aprenda a tornar sua operação mais eficiente!

Entre uma excelente ideia e o resultado desejado existe um longo caminho. Para que ele aconteça da forma mais rápida possível, sem desperdício de recursos e garantindo a qualidade necessária, é preciso prestar atenção à gestão de processos.

Portanto, se na sua empresa você é o profissional que precisa “fazer as coisas acontecerem”, não perca esse post! Vamos explicar o que é a gestão de processos e mostrar que, independentemente da sua área de atuação, ela pode fazer sua equipe alcançar resultados com muito mais eficiência. Confira!

Descubra o que realmente é gestão de processos

Em primeiro lugar, precisamos entender que existe uma diferença entre dois conceitos presentes no mercado: gestão de processos e gestão por processos.

A gestão de processos diz respeito à compreensão e melhoria dos processos que acontecem em uma empresa. Ele envolve ações de avaliação, planejamento e monitoramento para garantir que eles estão funcionando de acordo com o que foi estabelecido.

Já a gestão por processos parte de um conceito diferente. Trata-se de uma integração inteligente entre todas as funções desempenhadas para atingir uma determinada finalidade.

Neste modelo, em vez de pensar apenas nas atividades de um único setor ou seção, os gestores analisam como os diversos departamentos atuam para alcançar um objetivo. Eles enxergam o processo como um todo a fim de otimizá-los.

Portanto, a gestão de processos utiliza uma visão sistêmica da organização, promovendo uma melhoria em nível global. Ela reavalia, aprimora e padroniza processos de trabalho executados nas diversas áreas e departamentos, otimizando tempo e recursos.

Agora que você já entendeu a diferença entre gestão de processos e gestão por processos, está na hora de conhecer os benefícios que eles podem promover em uma organização. 

Entenda quais são benefícios da gestão de processos

Entre as principais vantagens, vamos destacar a seguir aquelas que são mais eficientes.

Otimização de recursos

Tempo, matéria prima, pessoas, equipamentos e tecnologias são alguns dos recursos com os quais as empresas podem contar para alcançar seus objetivos. O sucesso e a lucratividade dependem de uma utilização inteligente deles.

Sem uma gestão de processos bem organizada, perde-se tempo e a matéria prima é desperdiçada. As pessoas podem não ter a chance de utilizar plenamente seu potencial, e mesmo os equipamentos são subutilizados.

Ao analisar os processos de forma profissional, o líder consegue alocar seus colaboradores nas posições e funções que eles são mais produtivos e podem explorar suas habilidades naturais.

Além de se tornar um gestor mais humano, ele consegue deixar seu quadro de funcionários mais satisfeito, motivado. O resultado é a alta produtividade e performance da equipe.  

Já o baixo aproveitamento dos recursos aumenta os custos de produção, encarecendo o produto tornando-o menos atrativo que o dos concorrentes. Quando a gestão simplifica os processos, ela mostra aos colaboradores como ser mais produtivo no trabalho.

O resultado é um aumento da produtividade, com impacto positivo direto na lucratividade e competitividade do negócio.   

Alinhamento à estratégia da empresa

Uma análise geral dos processos de uma companhia permite identificar as ações e processos que não estão totalmente alinhadas ao planejamento estratégico da organização.

Há muitas razões para isso acontecer. Entre os principais podemos destacar anos de departamentalização ou um modus operandi que é seguido há anos, sem qualquer tipo de adaptação às mudanças do mercado.

Mesmo que a equipe daquele departamento ou mesmo a direção não tenham percebido, as ações daquela área podem ser divergentes do que a companhia precisa ou deseja naquele momento.

O mapeamento identifica esses processos, criando a chance de fazer as adequações necessárias e alinhá-lo à estratégia da companhia.

Qualidade dos produtos e serviços

A gestão eficiente dos projetos também contribui para que a empresa consiga adequar seus procedimentos às normas que precisam ser seguidas. Isso significa um produto ou serviço de qualidade superior, capaz de atender plenamente as expectativas do cliente.

Rapidez e precisão na tomada de decisão

A gestão de processos acaba com um problema existente em muitas organizações: a tomada de decisão “intuitiva”, baseada em percepções e não em dados.

O mapeamento, análise, implementação e avaliação cria parâmetros para mensurar os resultados dos processos. Desta forma a empresa tem dados para tornar sua gestão estratégica. Eles embasam decisões, ajudam a definir prioridades e nortear processos.

Integração entre as áreas

Quando o foco da gestão está nos processos, considera-se a participação de todas as áreas na obtenção daquele resultado. Por isso o que conta não é o desempenho de um único departamento, mas a contribuição de todos.

Esse tipo de integração favorece o desenvolvimento de relações e comunicação interpessoais, o fluxo de informações, a criação de uma visão sistêmica do negócio e o surgimento de um senso de propósito e pertencimento.

Normalmente, esse tipo de clima organizacional favorece ainda mais o aperfeiçoamento. Existe uma troca intensa de ideias, que garantem que a compreensão de um mesmo processo seja enriquecida por pontos de vista diferentes.

Conheça o BPM

Mas uma empresa não pode melhorar aquilo que não conhece, que não sabe como funciona, que não entende como é executado. Também não tem como avaliar o que não consegue medir — seja para determinar o estado atual ou para identificar se houve progresso. 

Por isso, o primeiro passo para que uma empresa se torne eficiente é entender de forma clara como acontecem os seus processos. Isso é essencial para que ela identifique os pontos em que precisa melhorar, aqueles em que sua concorrência leva vantagem e o que fazer para superar seus competidores.

A gestão de processos ou BPM (Business Process Management) propõe uma abordagem sistematizada para isso. Ela entende que é preciso seguir determinadas etapas para identificar, desenhar, executar, medir, monitorar, controlar e aperfeiçoar os processos de negócios.

Não se trata de uma ação única, mas de um esforço permanente voltado para a otimização e ganhos e eficiência. Quer entender como funciona? Então continue a leitura do próximo tópico!

Compreenda como melhorar o gerenciamento de processos

Como já falamos no tópico anterior, o BPM é uma abordagem sistemática para compreender, avaliar e modelar processos. Entenda como ele funciona!

1. Mapeamento de processos organizacionais

É a etapa inicial e fundamental para entender como o negócio funciona atualmente e como as atividades são realizadas dentro da organização.

Esse mapeamento de processos organizacionais faz um levantamento de tudo que a empresa produz, quais são as tarefas e áreas envolvidas, bem como dos recursos materiais e humanos necessários à execução do trabalho.

O mapeamento também é fundamental para a organização identificar quais são as mercadorias e serviços que mais agregam valor ao negócio e quais são os recursos essenciais para produzi-los.

Com essas informações a empresa pode entender melhor os seus processos para redesenhá-los de forma mais eficiente.

2. Análise e modelagem de processos

A etapa seguinte é composta pela análise dos processos. Eles devem ser avaliados de forma mais ampla, observando como funcionam e quais são as ferramentas utilizadas para a execução e integração.

Durante a análise é possível identificar erros, gargalos e outros problemas que impedem uma execução mais rápida ou mais eficiente. Verifica-se se a modelagem está adequada e se existem riscos ou ameaças ao negócio.

Essa análise atenta é utilizada para redesenhar os processos. A remodelagem é feita para garantir agilidade, precisão e qualidade. Ficam apenas as etapas essenciais para a concretização e ordenadas da forma mais simples e prática possível. 

3. Validação

O objetivo da validação é garantir a qualidade o desempenho do fluxo dos processos, em suas diferentes áreas de negócios. As evidências de que os processos mapeados estão funcionando plenamente devem ser devidamente documentadas.

Esses documentos elaborados se tornarão uma fonte de referência para a organização. Eles serão utilizados para manter o sistema de gerenciamento adotado ou para criar procedimentos com a finalidade de melhorar esses processos.

Essas referências também podem ser utilizadas internamente para facilitar a comunicação sobre a forma de gerenciamento. Em relação ao público externo, esses documentos podem ser vistos como um compromisso da empresa quanto à sua atuação.

4. Maturidade dos processos

No mercado competitivo de hoje, não basta que as empresas alcancem um bom nível de eficiência. Elas precisam evoluir continuamente para atender às necessidades de seu público-alvo e se manter à frente da concorrência.

Quando as organizações alcançam a maturidade dos processos, elas têm a chance de fazer isso. Elas podem acompanhar os indicadores, avaliá-los utilizando o planejamento estratégico do negócio como parâmetro e identificar outros aspectos em que podem implementar melhorias e aumentar a produtividade.

Saiba como ir além e realizar a gestão por processos

Já comentamos que existe uma diferença entre gestão de processos e gestão por processos. Embora a primeira seja um excelente passo para garantir a eficiência, é possível ir além e implantar uma visão sistêmica da organização.

Para isso, é fundamental que:

  • as diferentes áreas da empresa entendam que são parceiras que trabalham para um fim: gerar resultados para a companhia;
  • que a visão dos processos não seja segmentada em departamentos, mas que envolva todas as áreas que contribuem de alguma forma para um determinado fim;
  • que a avaliação dos colaboradores seja baseada na contribuição que tiveram para o sucesso de um projeto.

Como você pode perceber, esse cenário é uma realidade distante na maioria das organizações. Isso exige que os diferentes departamentos tenham maturidade suficiente para abrir mão de interesses segmentados para se alinharem a uma visão do todo.

Disseminar essa cultura é um projeto que precisa ser cultivado pela liderança. É preciso que os gestores desenvolvam as diversas áreas da organização de forma equilibrada, fazendo com que todos estejam aptos a alcançar uma performance de alto nível.

Desta forma haverá uma sinergia maior entre as diferentes áreas. Os processos serão otimizados, padronizados e controlados. O gerenciamento será alinhado à estratégia da organização, garantindo que o cliente tenha os melhores produtos e serviços à disposição. 

Entenda a diferença entre eficácia e eficiência

Geralmente vemos uma série de métodos ou sugestões para tornar uma empresa mais eficiente. No entanto, tão importante quanto alcançar esse objetivo é analisar os processos para avaliar se eles são realmente eficazes.

Muitos profissionais ainda não conseguem diferenciar esses dois conceitos. No entanto, entendê-los é essencial para otimizar os recursos de uma empresa, torná-la mais produtiva e competitiva.

A gestão de processos contribui para identificar não apenas os procedimentos ineficientes, mas também as ações ineficazes que acontecem dentro de uma companhia. Entenda a diferença entre elas:

A eficiência é a capacidade de realizar as atividades de maneira correta, prezando pela qualidade e economia de recursos. De modo geral, a eficiência depende de questões operacionais da empresa.

A eficácia, por outro lado, parte de um princípio diferente. Não se trata de fazer as coisas do jeito certo, e sim de fazer as coisas certas, de eliminar etapas e até processos que definitivamente não são necessários para alcançar um objetivo da companhia.

Eficiência e eficácia no ambiente de trabalho

Vamos imaginar um exemplo de processo de um negócio: uma empresa tem um e-commerce de moda. Como as roupas são vendidas pela internet, é comum os consumidores descobrirem, depois de receberem a mercadoria, que ela não tem o tamanho adequado para seu corpo.

De acordo com a política de trocas e devoluções da empresa, ela realiza os seguintes procedimentos:

  • recebe a solicitação do consumidor;
  • envia a autorização para postagem do produto devolvido;
  • recebe e confere a mercadoria para constatar se foi usada ou não;
  • envia uma peça maior ou menor, de acordo com a solicitação do cliente ou devolve o dinheiro.

Se tudo isso aconteceu da maneira correta e dentro do prazo estabelecido, podemos dizer que esta empresa foi eficiente, não é mesmo? A probabilidade de o cliente ficar satisfeito é muito grande.

No entanto, se analisarmos melhor toda a situação, observamos um problema. Mesmo que os prazos sejam seguidos e o cliente fique satisfeito, esse processo representa um desperdício para a empresa.

Para processar essa troca foi necessário colocar pessoas para trabalharem nisso, houve custos adicionais de devolução e envio, além de levar mais tempo até que o cliente tivesse de fato a peça desejada.

A eficácia, nesse caso, vai além. Ela colocaria uma tabela de medidas no site, à disposição do cliente. Antes de escolher o tamanho e concluir o pedido, ele seria alertado sobre a possibilidade de consultá-la.

Desta forma, a empresa poderia reduzir drasticamente as trocas e devoluções ocasionadas por problemas com o tamanho das peças. Ela não precisaria ser eficiente para solucionar o problema, pois ele nem mesmo aconteceria! 

Entendeu qual é a diferença entre eficiência e eficácia? No primeiro caso, os funcionários seguem os processos corretamente — ou seja, são eficientes. No segundo, eles solucionam a origem do problema, evitando procedimentos desnecessários e gerando economia de tempo e dinheiro.

A gestão de processos e a eficácia

Em um primeiro momento, o modelo de gestão de processos contribui para a eficiência. Ao mapear os procedimentos realizados, ela identifica gargalos e ajuda a estabelecer medidas para garantir que tudo seja feito da maneira correta.

No entanto, à medida que a organização evolui e ganha maturidade, a gestão contribui também para o aumento da eficácia. Uma visão sistêmica das diferentes áreas começa a revelar não só os processos são truncados, mas quais são desnecessários.

Um processo ou tarefa podem se mostrar desnecessários por mais de uma razão. A primeira é que atividades que faziam muito sentido no passado são completamente infundadas quando pensamos nos recursos e na tecnologia que temos hoje.

Poderíamos citar diversos exemplos. No passado muitas empresas tinham um funcionário exclusivamente para cuidar do aparelho de fax, de tão grande que era o movimento de informações por esse meio.

Hoje os nossos e-mails e aplicativos de mensagens são tão eficientes que podemos trocar informações por esses meios, eliminando uma etapa do processo que era natural há apenas alguns anos. 

Outras vezes, como no exemplo do e-commerce, trata-se de uma questão de pensar em ações preventivas que extinguem (ou reduzem) automaticamente a necessidade de realizar ações paliativas ou corretivas.

Em ambos os casos, o mapeamento e análise de processos podem contribuir para identificá-las e eliminá-las.

Conheça as ferramentas de gestão de processos

Em time que está ganhando não se mexe! Essa frase, usada muitas vezes de maneira equivocada, pode se revelar uma verdadeira tragédia para os negócios.

Em primeiro lugar, precisamos pensar que mesmo que uma empresa esteja lucrando e crescendo hoje, isso não significa que ela não possa melhorar.

Além disso, o mercado é dinâmico e aquilo que funciona muito bem agora pode não ser suficiente para se manter nele amanhã. Assim, as empresas precisam sempre buscar maneiras para aumentar sua competitividade e sobreviver no mundo corporativo.

Mas então por que muitas companhias não mudam? Por que elas insistem em manter processos ineficientes ou ineficazes (às vezes os dois) e encontram tanta dificuldade para mudar seu modelo de gestão de processos?

Não existe uma resposta única ou simples para essas perguntas. No entanto, é fato que algumas delas encontram uma dificuldade muito grande porque desconhecem ferramentas que podem ajudá-las a desbravar um caminho até então inexplorado.

Assim, entre permanecer em uma zona de conforto que dominam e explorar possibilidades ainda desconhecidas, elas optam pela segurança do barco — mesmo que ele esteja afundando!

É nesse contexto que as ferramentas são importantes. Elas funcionam como um mapa: nos ajudam a identificar o melhor trajeto para alcançarmos os resultados desejados e a avaliar os resultados que obtemos. Vamos conhecer algumas delas?

Ciclo PDCA

Trata-se de um conjunto de ações recomendadas para planejar (Plann), executar (Do), avaliar (Check) e agir (Act). Ele envolve as seguintes etapas:

  • planejar: localizar problemas e estabelecer um plano de ação;
  • fazer: executar o plano, colocá-lo em prática;
  • avaliar: verificar se as metas foram atingidas por meio do acompanhamento de indicadores;
  • agir: corrigir as falhas e padronizar os sucessos, treinando outros funcionários para executar as ações da forma como deram certo.

Portanto, o ciclo PDCA parte do princípio de que a melhoria não é um evento, e sim um hábito. Deve haver um esforço contínuo para planejar, fazer, avaliar e aperfeiçoar, fazendo com que a empresa sempre esteja em busca de novos patamares de excelência e eficiência.

Ferramentas BPM online

Na própria internet é possível encontrar fluxogramas ou diagramas de processos que o gestor e sua equipe podem utilizar para mapear e aperfeiçoar seus processos. Eles permitem detalhar procedimentos, facilitando a avaliação e sugestão de mudanças.

Por tornarem o processo muito visual, eles ajudam a identificar gargalos, analisar a eficiência em cada etapa, detalhar procedimentos e principalmente buscar caminhos alternativos.

Portanto, eles podem ser considerados verdadeiros aliados para o mapeamento e remodelagem de processos.

Softwares de gestão de processos

Também há formas mais assertivas de gerenciar e melhorar processos. Existem softwares que oferecem as ferramentas que o gestor precisa para organizar informações, distribuir tarefas e delegar responsabilidades, determinar e controlar prazos de entrega, anexar arquivos e outras funcionalidades importantes para o time de trabalho.

O Asana é um exemplo. A proposta dos desenvolvedores é eliminar o caos dos processos à medida que integra tarefas, dados, arquivos, projetos e conversas. Ele também permite a visualização de prazos e indicadores em painéis de controle.

Portanto, as ferramentas de gestão de processos servem par tornar o processo mais seguro, controlável e bem-sucedido. Elas possibilitam visualizar e acompanhar as mudanças, o que ajuda a alcançar o resultado desejado.

Saiba por que é importante se especializar na área

Tudo o que acontece dentro de uma empresa faz parte ou é resultado de um processo. Portanto, independente da área em que você trabalha, para que “as coisas aconteçam”, é preciso torná-los cada vez mais eficientes e eficazes.

Essa é uma habilidade extremamente necessária para os líderes que atuam dentro de uma organização. Afinal, o que a empresa espera é que eles sejam capazes de organizar suas equipes para que as estratégias sejam executadas e os objetivos estratégicos alcançados.

Uma especialização na área faz com que o profissional tenha o conhecimento necessário para substituir o modelo tradicional de administração por uma gestão contemporânea, baseada em processos.

Desta forma, ele saberá como utilizar técnicas de mapeamento, análise e melhoria de processos. Ele dominará o conhecimento necessário para remodelá-los a fim de atender melhor as necessidades da empresa e as demandas do mercado, promovendo a eficiência e a lucratividade.

Ao conhecer os conceitos e técnicas relacionados à gestão de processos, o líder se torna capacitado a identificar e implementar soluções na organização em que atua, garantindo que suas ações sejam estrategicamente alinhadas aos processos organizacionais e aos objetivos da companhia.

Assim, fazer MBA em Gestão de Processos é a melhor maneira de formar profissionais capazes de liderar as empresas onde atuam na transformação necessária para enfrentar os desafios do mercado atual e futuro.

O impacto desta formação para as companhias é o ganho em eficiência e aumento na lucratividade. Para o gestor, é um diferencial competitivo fundamental para ampliar sua empregabilidade e garantir a ascensão profissional.

O curso também é muito recomendado para quem tem ou pretende abrir um negócio próprio no futuro. Assim o gestor conhece as práticas mais recomendadas para aumentar a eficiência e destacar o empreendimento no mercado. 

Entendeu o que é gestão de processos e por que é importante que os gestores desenvolvam essa habilidade? Gostou do post? Quer receber outras sugestões e conteúdos como esse?

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Profissionais em falta: você é um deles?

O mercado de trabalho brasileiro enfrenta consequências de uma dura realidade: profissionais em falta. A diminuição significativa de trabalhadores em empresas de grande porte (mais de 50 funcionários) e a substituição em vez da criação de novas vagas, por parte das empresas, tem moldado um cenário árduo.

Mas, nesta mesma realidade, profissionais que estão atentos às mudanças e exigências para se destacarem, estão se reinventando e traçando novos rumos profissionais, ocupando profissões com boa perspectiva de crescimento e remuneração, e que estão abertas por falta de profissionais qualificados para ocuparem.

Mas o que de fato está faltando?

Qualificação e inovação são as principais necessidades de gestores e empresas que buscam pessoas para participarem do crescimento de seus projetos. Você tem ciência dessa necessidade? Se sim, o que tem feito em prol do seu destaque no mercado de trabalho?

Pesquisa realizada, recentemente, em mais de 20 países, pela consultoria alemã Trendence, revelou o que as empresas buscam em um profissional para contratá-los, inclusive as empresas brasileiras.

A palavra do momento, no mundo corporativo é resiliência. Não é atoa que, entre os principais quesitos mais avaliados, as empresas brasileiras destacam a personalidade do profissional. Para 70% das empresas, ele precisa ser flexível, para adaptar-se as mudanças em seu setor e na empresa. 

E diferente do que foi ditado no mercado, durante muitos anos: “manda quem pode (patrão) e obedece quem tem juízo (empregado)”, o trabalho em equipe é a característica mais votada pelas empresas brasileiras. Para 76% dos executivos entrevistados, os profissionais devem se posicionar como donos do negócio, “vestirem a camisa” da empresa desde o momento da entrevista para ocupar o cargo.

Profissionais em falta e a readaptação do mercado de trabalho

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de profissionais trabalhando em grandes empresas caiu 29% em relação a 2015, enquanto o percentual de trabalhadores em empresas de pequeno e médio porte cresceu 50,1%.

A reconfiguração do cenário tem proporcionado às startups e novos modelos de negócio uma entrada forte e promissora em diversas áreas. Isso revela que o mercado responde ao ritmo acelerado de oferta e demanda de qualificação profissional e aguça ainda mais a competitividade.

Nos últimos anos, pesquisas realizadas com gestores e diretores de grandes empresas têm destacado a principal necessidade em um profissional promissor: o espírito empreendedor. O grande problema é que a maioria alega não encontrar essa característica nos profissionais que se candidatam. 

Em suma, podemos perceber que um perfil bem claro de profissional, com chances de sucesso em sua carreira, tem as seguintes características intelectuais e comportamentais:

  • está em constante atualização e investe em suas técnicas: MBA, pós-graduação, certificações e participação em seminários;
  • participa de projetos paralelos de extensão ou atualização de conhecimento;
  • é proativo e disponível para novas funções e desafios em seu dia-a-dia de trabalho;
  • “veste a camisa” da empresa desenvolvendo a capacidade de ser intraempreendedor e pensar em ideias inovadoras.

Com a queda de contratações no modelo CLT, bem como o incentivo ao empreendedorismo, os salários estão sendo barganhados e são estipulados de acordo com a situação do trabalho. Saber “vender o seu peixe” pode ajudar você a se valorizar. 

Como se destacar neste cenário de profissionais em falta?

Ao passo que aumenta o número de startups e novos modelos de negócios no Brasil, também aumenta a informalidade e o número de pessoas que trabalham por conta própria.

Um dos grandes fatores sem dúvida é a paralisação que a economia brasileira viveu por um período duro, que ainda reflete no mercado de trabalho. Atualmente, mais de treze milhões trezentos e vinte e seis mil brasileiros estão desempregados, segundo o IBGE.

Se, por um lado, muitos profissionais estão arriscando em seus projetos, por outro, eles estão desistindo ou estão perdendo suas vagas para uma competitividade que fica mais acirrada, e permanece quem se destaca. 

Mas, afinal, quais são essas áreas que ofertam emprego diante desta realidade do mercado? Cargos em áreas técnicas; profissões de ofício; operadores de produção e máquinas; auxiliares em escritório; motoristas; representantes de vendas; engenheiros; profissionais de finanças e de TI estão abertos à espera do profissional ideal.

Por isso, se reinventar é fundamental para este momento. É totalmente possível traçar uma carreira profissional de sucesso em um mercado que tem se reconfigurado, e mais, descobrir-se em áreas novas conquistando, assim, a tão sonhada estabilidade. 

Se mostrar sempre à frente em conhecimento e técnica, ajudará você a ser um profissional visado pelas empresas. É importante entender que os avanços da tecnologia e o encurtamento das distâncias pela internet, tornaram as atividades diversas de uma empresa mais exigentes sobre conhecimentos técnicos e olhar globalizado. 

Muitas profissões demandam, ainda, o domínio em pelo menos uma língua estrangeira, geralmente o inglês. Como é o caso do cargo de engenheiro de vendas, com média de salário de R$ 7 mil, e faltam profissionais que o ocupe em multinacionais por não falarem a língua inglesa.  

Resumindo, existem algumas práticas profissionais e pessoais que levam um profissional a ser visado pelo mercado de trabalho em um nível diferente da realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros:

  • acordar cedo para otimizar o desempenho;
  • praticar exercício físico diário (20 a 30 minutos);
  • planejar a semana;
  • aproveitar o tempo com técnica e ferramentas de gestão;
  • concentrar no trabalho utilizando fone de ouvido e colocando o celular no silencioso ou modo avião;
  • delegar responsabilidades;
  • intercalar trabalho e descanso aos fins de semana e após o expediente semanal;
  • relaxar com algum hobby ou entretenimento;
  • ler diariamente livros e periódicos;
  • dormir numa mesma média de horário todos os dias;
  • desconectar da tecnologia 30 minutos antes de ir para a cama;
  • estudar e participar de eventos da área de atuação.

Se você quer se enquadrar no perfil de profissionais em falta para o mercado, tenha em mente e coloque em prática essa ações e desfrute as vantagens de ter um currículo visado pelas empresas. 

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Scrum: tudo o que você precisa saber!

Entregar o que o cliente quer, no prazo que ele deseja e com a qualidade esperada requer planejamento. Porém, é preciso tirar essas ideias do papel e garantir uma execução primorosa. Para isso, muitas equipes recorrem a metodologias de gestão de projetos. Uma delas é o Scrum — você já conhece?

Pois então fique atento a esse post porque hoje nós vamos explicar tudo que você precisa saber sobre a metodologia ágil Scrum: o que é, como funciona, em que tipo de projeto ele pode ser aplicada. Confira!

O que é Scrum?

O Scrum é uma metodologia ágil utilizada para a gestão de projetos. Embora ele seja muito conhecido por equipes de TI, a verdade é que uma série de profissionais de diversas áreas jamais ouviu a respeito desta abordagem.

Ela foi desenvolvida por Jeff Sutherland. Esse profissional usou sua experiência anterior como piloto da aeronáutica para propor diversos paralelos entre a gestão de um projeto e o pouso de um avião.

Para ele, pousar um avião é um enorme desafio devido ao fato de que não há uma fórmula única que permita realizar esse procedimento em segurança. De acordo com as condições do momento é preciso fazer ajustes para adequar o avião à rota de pouso.

Segundo Sutherland, o mesmo acontece com um grande projeto: ele envolve diversas pessoas, atividades complexas e um conjunto de outras variáveis. Por isso, sua gestão não pode se basear em uma série de etapas padronizadas metodicamente.

Por isso, essa metodologia ensina que é necessário subdividir o projeto em pequenos ciclos de atividades. Eles devem ser acompanhados atentamente, permitindo os ajustes e mudanças que forem necessários.

A metodologia ágil Scrum se baseia em três pilares:

Transparência

Os aspectos do processo devem ser visíveis para toda a equipe, especialmente para aqueles que gerenciam os resultados.

Isso diz respeito não só à sinalização (feito / não feito), mas à garantia de que cada tarefa entregue realmente contém tudo o que a definição diz sobre aquele status.

Inspeção

O processo precisa ser acompanhado de perto. O andamento deve ser analisado com frequência, permitindo que variações, erros ou dificuldades sejam detectados rapidamente e corrigidos.

Porém, para que a inspeção seja benéfica e não provoque uma situação desgastante, sua frequência não pode exceder a tolerância do processo. Além disso, os responsáveis devem fazer isso com habilidade.

Adaptação

Se a inspeção verificar que existem aspectos fora dos limites aceitáveis é necessário ajustar o processo ou o material utilizado o mais rápido possível. Isso é preciso para corrigir o problema atual e evitar desvios posteriores.

Como funciona o Scrum?

O Scrum é um framework (conjunto de valores, princípios e práticas) que permite organizar e gerenciar projetos complexos. Embora ele seja muito popular na área de TI, especialmente quando se fala em desenvolvimento de softwares, ele pode ser aplicado a muitos tipos de projetos. Entenda como essa metodologia funciona:

Divisão de tarefas

O primeiro ponto que a metodologia Scrum destaca é a divisão. Ela entende que um grande projeto precisa ser segmentado em Sprints menores de atividades.Essa divisão é importante por vários motivos:

  • o time analisa a viabilidade das requisições feitas pelo cliente e pelo líder a cada passo;
  • o resultado de cada Sprint é testado e se houver necessidade de correções é mais fácil mexer em uma pequena parte do que no todo;
  • a equipe pode avaliar essas etapas menores e melhorá-las antes de dar sequência ao projeto;
  • o cliente pode avaliar o trabalho realizado até ali e solicitar alterações, se necessário;
  • é mais fácil manter a equipe motivada quando o resultado é visto em um período mais curto.

Definição de papéis e prazos

Esta metodologia define papéis de forma muito clara, assim como os prazos estipulados para entregar as diversas etapas do projeto. Os papéis básicos são:

  • Product Owner (Proprietário do produto): representa os stakeholders e o negócio;
  • Team: é a equipe que efetivamente trabalhará no projeto;
  • Scrum Master: seu trabalho é coordenar a equipe, fazendo com que as metas sejam alcançadas.  

Vamos falar dos papéis de forma mais detalhada em um dos próximos tópicos. Por enquanto, basta saber que esses são os atores principais.

Equipes pequenas e multidisciplinares

Cada time é formado por entre de 5 a 9 membros. Embora esse número possa variar, é importante que as equipes sejam formadas por poucos componentes, pois a limitação numérica facilita a interação e aumenta a produtividade.  

Apesar de pequeno, o time deve contar com profissionais multidisciplinares. Os conhecimentos e habilidades precisam ser complementares, garantindo que eles tenham todos os elementos necessários para conduzir o projeto.

Reuniões diárias

Lembra quando comparamos a execução do projeto com o pouso de um avião? Concorda que a tripulação pode ter um cenário em mente, mas encontrar condições completamente diferentes ao chegar ao aeroporto?

Se estiver ventando muito, ou a visibilidade for extremamente ruim pode ser necessário fazer ajustes ou até mudar o local de pouso! Pistas de comprimentos diferentes também exigem procedimentos específicos. Outras condições também interferem nesta ação.

O mesmo acontece com um projeto: por mais que uma equipe tenha planejado, podem aparecer situações que exigem uma readequação. Para isso, o Scrum propõe a realização de reuniões diárias onde essas questões são analisadas e novas decisões são tomadas.

Adaptabilidade

O Scrum funciona como um verdadeiro alicerce: o framework tem alguns componentes estruturais (valores, princípios e práticas) que não podem ser mudados ou ignorados sem que o projeto corra sérios riscos.

No entanto, é possível personalizar o interior dessa estrutura, acrescentando recursos e procedimentos. Assim ele pode ser adaptado até que a empresa obtenha um projeto que funciona para ela. No final, cada projeto tem uma versão do Scrum exclusivamente sua.

Base do Scrum

Agora que você sabe que é possível acrescentar elementos desde que mantenha a base, é importante saber qual é a estrutura que deve ser mantida. Ela é composta por:

  1. papéis;
  2. atividades;
  3. documentos (artefatos).

Vamos explicar como cada um desses aspectos funciona nos próximos tópicos.

Quais são os papéis do Scrum?

O desenvolvimento de um projeto que utiliza a metodologia Scrum pode exigir mais de uma equipe. Por sua vez, cada time é composto por três papéis básicos:

Product Owner

Ele é a ponte entre os stakeholders e o time, o que lhe garante um poder de liderança sobre o produto.

O Product Owner define o que o projeto precisa ter (recursos, funcionalidades, características) e em que ordem devem ser feitos. De forma geral, ele é responsável pelo sucesso do produto.

Por isso, é responsabilidade do PO comunicar-se com todos os participantes. Ele é quem orienta o grupo e os mantém alinhados aos objetivos do projeto. Sua colaboração com o ScrumMaster e a equipe de desenvolvimento deve ser irrestrita.

Scrum Master

Tem a atuação muito parecida com a de um coach — ele vai liderar o grupo e ajudar a equipe a desenvolver sua própria abordagem do Scrum. No entanto, ele não exerce o papel de um gerente de projetos. Seu foco está na liderança e não na autoridade.

Entre suas atribuições está a responsabilidade de ajudar o time a solucionar problemas, protegê-lo de interferências externas e remover empecilhos à produtividade. Para realizar essa atividade de forma apropriada, recomenda-se a certificação Scrum Master. 

Time Scrum

Como já comentamos, deve ser um time enxuto e multidisciplinar. Eles devem reunir todos os conhecimentos e habilidades necessárias para conceber, construir e testar (quando for o caso) um produto.

Como o Scrum é um framework flexível, é possível agregar outros papéis. No entanto, esses são os essenciais de acordo com a metodologia.

Como fazer Scrum na prática?

Para entender como a metodologia Scrum funciona, precisamos saber quais são as atividades básicas e os documentos utilizados para nortear o projeto. 

Documentos (artefatos):

Product Backlog

O Product Backlog é o escopo do produto. Ou seja, este documento define o que deve ser produzido, quais são as suas características e que necessidades deve atender.

O ideal é que esse artefato seja realmente a referência que o time de Scrum utilizará para conduzir o projeto. O responsável por ele é o Product Owner (PO), que assegurará que ele contenha a descrição geral do produto, mesmo que ela ainda não seja tão detalhada.

Todos os itens devem estar presentes no projeto precisam ser distribuídos na sequência correta. Para estabelecer essa ordem, ele utilizará critérios como valor, custo, conhecimento e risco.

Esse processo de criar itens para o Product Backlog, refiná-los e ordená-los é chamada de Backlog Grooming. É preciso estimar o tamanho e o esforço que cada item exigirá da equipe para fazer uma distribuição equilibrada.

A partir desta classificação, o PO se reúne com a equipe do negócio para estabelecer as prioridades do projeto. Ele é então dividido em ciclos menores, que darão origem aos Sprints.

Essa divisão deve acontecer da seguinte maneira: eles elegem os requisitos mais importantes naquele momento e inserem-nos no Backlog dos próximos Sprints para que sejam devidamente desenvolvidos.  

Um Sprint é, provavelmente, o principal conceito do Scrum. Trata-se de uma meta curta e clara, com duração entre uma e quatro semanas, definida a partir dessas prioridades identificadas.  

O resultado de cada Sprint deve ser a entrega de um incremento (ou um pedaço) do produto final. Portanto, o projeto caminha de Sprint em Sprint, até sua conclusão. Veja no próximo item como ele é definido.

Sprint Backlog

Se a descrição do produto como um todo é o Product Backlog, a descrição dos sprints são os Sprint Backlogs.

Basicamente, podemos dizer que se trata de um escopo daqueles requisitos que foram priorizados, detalhados e selecionados para serem implementados no próximo Sprint.

Esse escopo é definido a partir da interação entre o PO e o time. Na reunião de Sprint Planning ele será a meta que a equipe tentará alcançar.  Quando ela consegue concluir item a item do Backlog Sprint, diz-se que o tim “queimou” ou backlog.

Definição de pronto

É o documento que estabelece os critérios que finem quando um projeto pode ser considerado concluído.

Atividades básicas

Na metodologia ágil Scrum, a conclusão de um projeto nada mais é que a finalização de sucessivos Sprints. Portanto, é importante entender como eles são conduzidos, e esse é o papel das atividades básicas da metodologia.

Podemos dizer que se trata de um ciclo, que envolve:  

  • planejamento do Sprint;
  • execução do Sprint;
  • reuniões diárias;
  • revisão do Sprint;
  • retrospectiva do Sprint.

No próximo tópico, vamos falar de cada um desses eventos e de como eles contribuem para o sucesso do projeto.

Quais reuniões precisam ser feitas?

O Scrum viabiliza o trabalho da equipe. Portanto, não há como conceber esse tipo de colaboração sem a realização de reuniões. Entenda quais são os encontros recomendados nesta metodologia:

Planejamento de Sprint (Sprint Planning Meeting)

Este evento precisa reunir todos os papéis, pois é o ponto de partida para um projeto de sucesso.  Ele deve resultar no escopo do Sprint, ou incremento do produto que deverá ser entregue ao final do Sprint.

Recomenda-se que a reunião seja dividida em duas partes iguais, que deverão responder “o quê” e “como”.

Portanto, na primeira parte todos os envolvidos vão definir o que será entregue ao fim do Sprint. Depois que essa decisão for tomada, é hora de desenhar como o projeto será desenvolvido para garantir essa entrega e escrever a definição de pronto.

A partir deste planejamento, o time tem as diretrizes para desenvolver o Sprint de forma satisfatória e pode partir para a execução.

Reuniões diárias

Já comentamos que a metodologia ágil Scrum exige a realização de reuniões diárias durante a execução de um Sprint. É importante que ela aconteça sempre no mesmo local e horário, contribuindo para a produtividade do time.

Em vez de sentar toda a equipe em torno de uma grande mesa, em poltronas confortáveis, recomenda-se que elas sejam feitas em pé. A ideia não é que todos se acomodem e percam tempo, mas apenas que atualizem o status das tarefas para que cada um tenha as informações necessárias para ser mais produtivo no trabalho

As reuniões diárias também não podem ser intermináveis para não comprometer a produtividade da equipe. Elas têm um tempo definido e, além disso, os membros respondem três perguntas bem objetivas:

  • o que foi feito desde a última reunião?
  • o que será feito até a próxima reunião?
  • que obstáculos estão dificultando a realização da tarefa?

Desta forma a equipe faz o acompanhamento do Sprint, mostra ao Product Owner como está a evolução do projeto e revela ao Scrum Master quais são os impedimentos que ele pode trabalhar para resolver e garantir o bom andamento dos trabalhos.

A ideia é que a duração da reunião seja proporcional à quantidade de membros do time, mas nunca ultrapassando 25 minutos. Se a equipe é tão grande que esse tempo não é suficiente, é sinal de que é melhor redistribuir os profissionais em grupos menores.

Revisão do Sprint

O objetivo deste evento é inspecionar o incremento do produto produzido naquele Sprint. O que foi efetivamente feito é comparado ao Backlog do Produto, para garantir que o que foi prometido foi realmente entregue.

No mundo real, é fato que nem sempre o Sprint é concluído da maneira planejada. A equipe deve deixar isso claro nesta reunião e considerar isso ao planejar o Sprint a seguir.

Retrospectiva de Sprint

Esta reunião deve acontecer após a revisão, e seu objetivo é analisar o andamento do último Sprint em relação ao projeto como um todo, identificar tecnicamente a produção ou os impedimentos à entrega e principalmente definir formas de melhorar a execução e garantir que os próximos Sprints tenham mais sucesso.

Para que tipo de projetos a metodologia funciona?

De forma geral, entende-se que o Scrum é a metodologia mais apropriada quando se trata de um projeto que ainda não tem seu escopo totalmente conhecido. Esse método tolera incertezas e trabalha com ciclos curtos de entregas.

Como toda metodologia ágil, ela não parte de um planejamento completo, fechado ou engessado. O projeto é desenvolvido ciclo por ciclo, e as decisões são tomadas ao longo de todo esse processo, à medida que surgem ou se percebem novas necessidades.

Portanto, ele é bastante indicado quando existe um projeto complexo ou com escopo incremental. A equipe pode desenvolver uma parte, testá-la, analisá-la e só então partir para a definição de objetivos e realização da etapa seguinte.

Justamente por essas características ele é bastante utilizado no desenvolvimento de softwares ou aplicativos em TI, embora ele possa ser aplicado à gestão de projetos de uma forma geral.

Como os ciclos de desenvolvimento são curtos (no máximo 30 dias), a equipe do projeto tem um feedback mais constante do cliente. Ele pode participar, avaliar o progresso e o produto ainda no período de construção.

Assim, se ele percebe que existe uma necessidade de alteração, pode solicitá-la ao longo do desenvolvimento. Isso faz com que a equipe consiga desenvolver soluções alinhadas às necessidades do negócio.

Por esse motivo, é muito interessante conhecer a proposta não apenas do Scrum, mas de outras metodologias ágeis. A IBS tem um módulo específico sobre o tema, que pode ajudar o gestor a identificar os projetos em que elas são utilizadas de forma vantajosa e como aplicá-las em seu negócio.

Há algum erro na metodologia?

Algumas pessoas confundem o termo “metodologia” com “milagre”. Na verdade, quando falamos em qualquer método, precisamos entender que nenhum deles é perfeito e todos possuem suas limitações.

Além disso, vale lembrar que os projetos também são diferentes. Portanto, um procedimento adequado para uma determinada situação pode não ter o mesmo efeito em outra.

No entanto, existem algumas situações que podem impedir o sucesso desta metodologia. Conheça-as:

Falhas na comunicação

Este problema afeta qualquer ambiente de trabalho, independentemente da metodologia adotada. Porém, no caso do Scrum o dano é ainda mais sério, visto que o gerenciamento dos projetos é feito para a própria equipe.

Neste caso, essas falhas se tornam um problema ainda mais crítico, que pode comprometer o andamento do projeto. O autogerenciamento exige consenso, que por sua vez, demanda uma boa comunicação interpessoal.

Por isso, o Scrum Master tem em mãos um dos maiores desafios da gestão contemporânea. Cabe a ele coordenar esses diferentes papéis e fomentar uma comunicação fluida e produtiva. 

Falha nos diferentes papéis

É importante que todos os envolvidos estejam devidamente alinhados e que cada um cumpra seu papel da forma devida. O PO, por exemplo, precisa se comunicar de forma clara não apenas com o time, mas também com os stakeholders.

Se isso não acontecer, o time desenvolverá um Sprint de acordo com as instruções que recebeu. No entanto, quando esse incremento for submetido à avaliação do cliente, ele não será aprovado.

Portanto, é fundamental que o PO desempenhe esse papel de mediador de forma objetiva para que a equipe não tenha seus esforços invalidados. O mesmo vale para outros papéis.

Imaturidade da equipe

Já falamos sobre a relação entre Scrum e autogerenciamento. Isso significa que o PO trará para o time as expectativas dos clientes ou stakeholders, mas são eles que definirão o “como” isso será feito.

Isso exige um time maduro, que realmente saiba como trabalhar em equipe. É preciso que consigam chegar a um consenso (muitas vezes abrindo mão de posições pessoais) para chegar a um objetivo comum.

Existem dicas para começar?

Quando se fala em métodos para garantir eficiência, existem algumas opções já conhecidas pelo mercado. A maior parte dos gestores de projetos prefere escolher uma metodologia e não utilizar as outras, como se elas fossem excludentes.

Porém, é possível combinar essas metodologias para obter resultados ainda mais expressivos. Veja alguns exemplos:

Scrum e PMBOK

O Guia PMBOK traz as melhores práticas de gerenciamento de projetos divididos em grupos e processos. Geralmente, ele é utilizado para projetos tradicionais e de menor complexidade.

Já o Scrum, como vimos, é bastante adaptável. Ele permite adições e exclusões, desde que elas não inviabilizem seus três princípios: transparência, inspeção e adaptação. Portanto, do ponto de vista técnico não há qualquer impedimento em adicionar processos adaptados do PMBOK ao framework.

De forma geral, existe um certo consenso no mercado: entende-se que a gestão de projetos mais complexos e que exigem experimentações exige uma metodologia como o Scrum. Por outro lado, o PMBOK seria mais indicado para projetos simples, em que se conhece os requisitos e tecnologia desde o início do trabalho.

No entanto, é possível adotar as melhores práticas de cada uma dessas metodologias, garantindo eficiência e agregando valor tanto para os clientes quanto para as áreas do projeto.

Scrum e Kanban

O Kanban é um quadro muito simples, mas extremamente eficiente. Sua principal vantagem é permitir o acompanhamento do progresso de tarefas de uma forma muito visual. Isso alerta a equipe quanto ao que deve ser feito, além de agregar transparência ao processo.

Trata-se na utilização de um quadro dividido em três colunas: “fazer”, “fazendo” e “feito”. Abaixo de cada uma delas são colocados pequenos cartões ou post-its onde as tarefas são escritas.

À medida que a equipe dá andamento nas tarefas os papéis são puxados para as colunas correspondentes, até que sejam finalizadas. Desta forma, todos conseguem ver o fluxo das atividades e se torna mais simples identificar gargalos e propor soluções.

Portanto, se entre os princípios do Scrum temos a transparência e a inspeção, o Kanban pode ser um aliado poderoso para alcançá-los. Ele deixa a real situação do projeto à vista de todos, e faz da inspeção uma responsabilidade coletiva.

Entendeu o que é Scrum e como ele pode ser usado na gestão de projetos? Quer aprender mais sobre esse e outros temas relacionados à eficiência de um negócio? Então não perca tempo! Cadastre seu e-mail agora mesmo e receba nossa newsletter em primeira mão!

Como a inteligência artificial vai impactar o dia a dia corporativo?

Presente 24 horas por dia na vida das pessoas, a inteligência artificial pode ser notada por meio do uso de um simples aplicativo utilizado por comando de voz no smartphone, ou de um lembrete  programado para você não deixar de cumprir suas obrigações diárias. Hoje em dia, as pessoas interagem com essas e outras inovações tecnológicas de tal forma que é impossível pensar em não depender de tudo isso.

Mesmo sem precisar sair de casa, é fácil esclarecer dúvidas por telefone com um atendente virtual ou por meio de serviços de call center em que você é direcionado a um setor de forma com que consiga solucionar seus problemas. E se o caso for resolver pessoalmente, as portas automáticas dos estabelecimentos já revelam que quem dá as boas vindas, advém de uma tecnologia inteligente.

Cada vez mais atuante no mercado, a inteligência artificial apresenta soluções que otimizam o tempo dos funcionários e aumentam a produtividade da organização. Um exemplo bastante comum disso é a facilidade de contabilizar a repercussão de uma peça publicitária na plataforma digital a fim de verificar se a estratégia de marketing adotada por uma empresa ocorreu de maneira satisfatória. Com isso, algumas formas de trabalho, vêm sendo substituídas por outras que surgem conforme a evolução das máquinas.

Adaptação à nova realidade

Embora seja reconhecida como uma tecnologia promissora, há quem a enxergue como sendo uma ameaça às formas de trabalho, principalmente para quem ocupa cargos de chefia e de liderança, visto que o gerenciamento dos resultados pode ser realizado, em muitas empresas, apenas por uma aparelho pensante. Como as próprias organizações estão em um processo contínuo de implementação e adaptação dessas ferramentas, estima-se que em menos de 1 década, as atividades exercidas por um grupo poderão ser autogerenciadas.

Inovação e agilidade

Entretanto, muitos que ocupam cargos de liderança apresentam dificuldades para lidar com essa mudança gradativa, até porque muitas organizações ainda não se adaptaram a tudo isso. Pouco tempo atrás, líderes e gestores em geral exerciam atividades operacionais no sentido de planejar, gerenciar e monitorar a própria equipe com o intuito de avaliar o seu desempenho. No que tange o universo corporativo, inovação e agilidade são palavras de ordem.

Resiliência no trabalho

A resiliência no âmbito profissional pode ser considerada uma das principais características valorizadas por uma empresa. A capacidade de trabalhar em um ambiente de crise, por exemplo, revela a competência de cada gestor no desempenho de suas funções perante uma eventualidade. Profissionais que exercem suas atividades sob pressão em determinados momentos da empresa muitas vezes têm o seu real reconhecimento por seus superiores. Empatia, proatividade, otimismo e flexibilidade mental se enquadram neste contexto.

A importância do pensamento humano no alcance dos resultados

Como a inteligência artificial está presente em muitas formas de trabalho, é importante lembrar que essa é uma criação dotada de pensamento humano. Ou seja, mesmo que as máquinas consigam resolver questões operacionais, é o homem que precisa analisar os dados apresentados para tomar as medidas cabíveis. As máquinas têm apresentado soluções inteligentes que auxiliam na resolução dessas atividades básicas, o que permite a esses profissionais a possibilidade de assumir trabalhos mais criativos e estratégicos que ainda estão além do alcance de um computador. 

Espírito de Equipe para otimizar os resultados da empresa

Empresas que possuem excelentes líderes alcançam ótimos resultados. Muitas vezes são esses líderes que adotam medidas que envolvam todo o grupo. Estimular o espírito de equipe é o que motiva muitos gestores a encontrarem no coaching, no networking e nas atividades interpessoais a forma de garantir a sintonia entre os colaboradores que compõem um determinado grupo.

Especialização como forma de acompanhar as transformações

Existem alternativas capazes de seguir essa evolução de maneira com que o seu desempenho seja reconhecido pelos superiores. Hoje em dia, profissionais que lideram e gerenciam equipes optam pelo MBA como forma de acompanhar as transformações que ocorrem dentro das empresas. Com grande procura, o curso de gestão de projetos, por exemplo, proporciona uma visão global de tudo aquilo que envolve as práticas exercidas no mundo dos negócios. Dessa forma, é possível identificar de que maneira um determinado profissional pode somar dentro daquela equipe, a fim de atingir os objetivos propostos.

Além disso, o MBA permite maior capacidade de gerenciar recursos, tempo, orçamentos e riscos. No geral, a especialização é uma excelente alternativa para quem quer se manter no mercado. Como o aprendizado poderá ser colocado em prática, o MBA aprimora o seu desenvolvimento profissional, tornando-o capaz de resolver situações adversas ambiente de trabalho de forma menos desgastante e em menos tempo, o que possibilita apresentar mais soluções para a organização.

Inteligência Artificial como forma de auxiliar o processo de aprendizagem

Mais do que isso, essa inovação tecnológica incorporada no ambiente de trabalho traz ganhos positivos na tomada de decisões da empresa, já que a inteligência artificial auxilia no julgamento de determinadas situações, aperfeiçoando o desempenho da empresa. Com isso, o clima organizacional pode ocorrer de forma positiva, visto que a agilidade e inovação nos processos resultam em ganhos no mercado competitivo.

Na interação com clientes por meio das máquinas dotadas de inteligência artificial, é possível repassar aos colaboradores um feedback desses atendimentos como forma de aperfeiçoar a qualidade de prestação de serviços de forma satisfatória, grande requisito para manter a imagem da empresa de forma positiva.

Evolução das máquinas e das atividades profissionais

Como muitas formas de trabalho estão sendo substituídas por outras devido a essa inovação, cabe esclarecer que a tecnologia expandiu o número de empregos. Além disso, muitas empresas se desenvolveram a partir da inteligência artificial. Portanto, o mais importante a ser levado em questão é conhecer essas inovações, interagir ao máximo com todas elas para verificar em que aspecto a inteligência artificial possa lhe favorecer. O mais importante é desempenhar suas atividades no ambiente de trabalho sempre acompanhando a evolução das máquinas de forma com que você possa conhecer cada passo desse avanço que muda diretamente a vida das pessoas.

E então, agora que você viu como a inteligência artificial pode impactar seu trabalho sem comprometer a sua carreira, compartilhe este artigo nas redes sociais!

Mapeamento de processos: conheça 4 técnicas eficientes

O mapeamento de processos é uma das técnicas mais importantes e fundamentais para a  otimização da cadeia produtiva de uma organização. Em um mercado cada vez mais concorrido, a eficiência interna é decisiva para a obtenção de novos negócios e, a cada dia, mais empresas se beneficiam deste trabalho. 

Mapear processos significa, basicamente, rever toda a cadeia produtiva da empresa, em busca de aperfeiçoamento constante. Trata-se de uma técnica inovadora que deve ser aplicada constantemente, justamente para evitar que haja acomodação da equipe em torno do que já é realizado pela organização. 

Por que mapear processos?

Como você sabe, não é incomum que organizações entrem em modo conhecido como “piloto automático”. Normalmente, isso ocorre quando existe uma consolidação do pensamento de que tudo o que é feito internamente já funciona de forma natural, tornando desnecessária qualquer reformulação. 

Se você identificou algum desses elementos na sua empresa, não precisa se preocupar: seguramente, muitas empresas mundiais passam por essa situação e precisam mapear seus processos com alguma constância. Trata-se de um grande desafio aos gestores atuais.

Mapear processos traz informações absolutamente estratégicas sobre a sua cadeia produtiva e possibilita não apenas maior eficiência interna, como amplia as possibilidades do processo de tomada de decisões. Com a concorrência atual, quem consegue decidir mais rapidamente e com maior grau de assertividade tem maiores chances de obter negócios lucrativos. 

Quais as fases do mapeamento? 

Falando de uma forma mais prática, agora que você já entendeu a importância de se mapear processos, é hora de detalhar as fases do trabalho. 

O mapeamento precisa ser completo, desde a definição dos objetivos até a documentação final de tudo o que foi feito, para que você tenha uma base mais sólida no momento de reiniciar o trabalho. 

O ideal é que o mapeamento seja feito anualmente, mas é claro que isso depende da sua realidade e a da sua empresa. Vamos às etapas! 

1. Objetivos

Esta fase é composta de duas subfases: a primeira é o objetivo estratégico global, e a segunda é a definição dos objetivos de cada fase processual. 

Para a primeira, é preciso ter em mente quais são as metas de crescimento da empresa para os próximos anos. Isso deve estar descrito no planejamento estratégico, principalmente por meio da visão organizacional. É este objetivo que orientará todo o trabalho do mapeamento. 

A segunda, que complementa a inicial, é a definição do objetivo de cada etapa de um processo produtivo. Termos como tempo máximo em cada setor, nível de excelência e redução de erros devem estar compreendidos na avaliação. 

2. Saídas

Processos internos são compostos por entradas (insumos) e saídas (produtos ou serviços prontos). A identificação das saídas tem a ver com a própria natureza do negócio já que, não necessariamente, elas são constituídas por produtos ou serviços físicos. 

As saídas também podem ser formadas por dados ou informações de diversos tipos, que nem sempre são palpáveis. 

3. Perfil de clientes

A percepção que os seus clientes têm da sua empresa é fundamental tanto para as suas vendas como para o fortalecimento da sua marca perante o mercado. Ao conhecer o seu perfil, você pode adequar seu processo a diversas necessidades, tornando seu produto ou serviço cada vez mais personalizado. 

4. Entradas

A análise dos inputs, ou entradas, pode levá-lo a estabelecer novos padrões de qualidade, além de possibilitar a descoberta de novas formas de economia, sem abrir mão da qualidade. 

5. Componentes

Esse é o momento de encontrar os atores do processo. Quais são aquelas pessoas ou áreas que influenciam em cada etapa, tanto por meio da participação direta, quanto da indireta. 

6. Fornecedores

Muitas vezes uma empresa trabalha com fornecedores, que terminam por influenciar profundamente cada etapa do processo. Muitos casos de atrasos são reportados justamente devido a falhas em entregas de terceirizados. 

7. Melhorias

Este é um momento chave do mapeamento: a hora de verificar o que funciona e o que pode melhorar na cadeia produtiva. É aqui que se identificam os gargalos e que são traçados os planos para eliminá-los. 

Um benchmarking pode ser uma ferramenta muito interessante nessa hora. Buscar informações na concorrência ou mesmo em outras áreas que estejam obtendo sucesso em trabalhos semelhantes certamente acarretará em melhorias exponenciais. 

8. Documentação

A última fase do mapeamento de processos é a documentação de todo o trabalho realizado. Como já dissemos, a revisão deve ter uma periodicidade. Para evitar retrabalho a cada visita aos processos, o ideal é confeccionar um relatório com todas as melhorias obtidas por meio dos diagnósticos feitos, tanto para a manutenção do que foi programado quanto para novas revisões. 

Que técnicas devo utilizar? 

Já falamos sobre a importância de se realizar um bom mapeamento de processos, mas agora chegou o momento de detalharmos quais ferramentas estão disponíveis para realizar este trabalho. 

As etapas são diferentes entre si e algumas ferramentas se adéquam mais a algumas do que as outras. Mas todas podem ser utilizadas ao longo do processo. Veja qual dos exemplos abaixo se adéqua mais às suas necessidades. 

1. 5W1H

A sigla traz, em inglês, as iniciais para as perguntas O que? Quando? Onde? Por que? Quem? e Como?

São questões fundamentais para que você entenda cada etapa do seu processo e possa, a partir delas, propor melhorias em sua cadeia produtiva. 

2. Matriz GUT

Este método classifica cada etapa de acordo com as categorias Gravidade, Urgência e Tendência. 

Possibilita que você priorize as etapas mais importantes, estabelecendo uma escala que ajuda a entender qual deve ser o foco principal do trabalho de revisão processual. 

3. Matriz BASICO

Também usada para a priorização de atividades, a matriz BASICO analisa cada etapa de acordo com sua importância e exequibilidade. As letras que formam o nome são as iniciais de Benefício, Abrangência, Satisfação, Investimento, Cliente e Operacionalidade. 

4. BPM

Por meio de um conjunto de técnicas de gestão, a metodologia BPM ajuda as organizações a conhecerem, estudarem e administrarem todas as etapas de sua cadeia produtiva, aprimorando o seu mapeamento de processos. Auxilia na redução de custos e no aumento da eficiência operacional, além de possibilitar maiores e mais ágeis negociações com os clientes. 

Como você viu, o mapeamento de processos é fundamental para a sua empresa continuar competitiva no mercado. Caso tenha gostado deste post e queira saber mais sobre este e outros assuntos relacionados, assine a nossa newsletter e receba conteúdo exclusivo na sua caixa de e-mails! 

Afinal, a experiência internacional faz diferença na carreira?

Como a globalização acontece de maneira acelerada, o mercado sempre exige algo novo de quem está determinado a se destacar profissionalmente. Com isso, a competição que ocorre dentro dos locais de trabalho se torna cada vez mais acirrada. A prática de se especializar tem sido constante, principalmente quando a escolha é por uma experiência internacional.

Quem opta por estudar no exterior logo percebe que o mundo oferece muitas possibilidades. Mais do que adquirir fluência do novo idioma, o intercâmbio proporciona uma série de resultados positivos para a sua carreira. Basta analisar o mercado corporativo e perceber que aqueles que ocupam maior posição hierárquica certamente optaram por investir na especialização da carreira em outro país.

Mas antes de decidir morar no exterior, é importante avaliar a sua principal finalidade, seja por recolocação no mercado de trabalho, reciclagem ou por aquela tão sonhada promoção. Como são oferecidos muitos cursos de especialização no exterior, é preciso que os seus objetivos estejam previamente definidos e alinhados com a sua realidade. Você já tem em mente aonde quer chegar?

Capacidade de lidar com o outro

Quem trabalha com pessoas sabe que o grande desafio é manter o seu grupo em completa harmonia a fim de apresentar resultados significativos para a organização. A vantagem de ter uma experiência internacional possibilita o convívio diário com muitos tipos de profissionais de diversas formações e experiências acumuladas.

Dessa forma, o intercâmbio permite o desenvolvimento constante da sua inteligência emocional, resultando em uma maior facilidade de liderar e motivar equipes sem comprometer o prazo das tarefas designadas pelos superiores. É por isso que lidar com as diferenças e  ouvir pontos de vista contrários ao seu podem refletir no bom desempenho de saber atuar em situações adversas no ambiente de trabalho. 

Na maioria dos casos, determinadas situações enfrentadas no intercâmbio podem formar pessoas capazes de trabalhar em circunstâncias que contribuem para o clima organizacional da empresa. Muitos profissionais que apresentam dificuldades de gerir sua equipe apostam no intercâmbio como forma de melhorar as relações humanas.

Aumento de renda

O aumento na renda é fator significante que motiva os profissionais a alçarem vôos mais altos. Quem retorna ao país de origem adquire uma visão global do mundo corporativo, principalmente aos que ocupam ou buscam ocupar o cargo de gestão de pessoas ou negócios.

Em muitos casos, quem carrega uma experiência internacional desempenha suas atividades de maneira rápida e eficiente, tornando a sua equipe mais produtiva. Portanto, se o aprendizado é colocado em prática, o profissional tem a chance de poder ser notado dentro do ambiente de trabalho pela sua atuação diferenciada na execução das tarefas.

A bagagem cultural aliada com a especialização e a produtividade podem interferir positivamente na sua performance. Ser capaz de gerenciar um grupo de pessoas de forma com que se torne mais produtivo, faz com que os resultados alcançados na organização favoreçam a sua ascensão profissional. Consequentemente, é inevitável pensar na possibilidade de um aumento no contracheque como forma de reconhecimento e valorização do seu empenho em querer apresentar resultados e soluções para a empresa em que atua.

Novo idioma

Sendo o maior objetivo de grande parte das pessoas, a busca pela fluência da língua estrangeira é cada vez mais comum. Estados Unidos e Europa estão entre os lugares mais procurados neste segmento e oferecem cursos de pequena duração para possibilitar àqueles que se utilizam das férias para aperfeiçoar a pronúncia da língua.

Saber conversar em inglês, por exemplo, é mais do que um requisito das grandes empresas, tendo em vista que elas enxergam naquele colaborador a possibilidade de ampliar as suas chances de ascender no mercado corporativo. Mas existem alternativas que podem possibilitar a sua ascensão profissional sem que o seu nível de inglês seja avançado. 

Especialização como forma de adquirir experiência profissional

Com grande destaque na procura por uma especialização, o MBA no exterior tem oferecido resultados positivos para profissionais que desejam ampliar suas habilidades e conseguir ter uma visão aprofundada do mercado de trabalho. Atualmente existem também parcerias entre instituições de ensino brasileiras e do exterior que proporcionam cursos do gênero.

Embora o intercâmbio seja a escolha de muitos que idealizam construir uma base sólida em sua trajetória, há quem se destaque no mercado sem precisar sair do país. Muitas instituições brasileiras de ensino permitem a ampliação do conhecimento, incentivando a inovação e o empreendedorismo. Hoje em dia, cursos de graduação, pós-graduação e MBA trazem benefícios significativos para a carreira. Essas modalidades são enriquecedoras e possibilitam ao profissional assumir novos postos na organização em que trabalha ou até mesmo de se recolocar no mercado.

Além disso, muitos cursos são ministrados com tradução simultânea, o que possibilita melhor aproveitamento do conteúdo ofertado. Um dos cursos mais procurados é o de gerenciamento de projetos e gestão empresarial e tem possibilitado grandes resultados para quem apostou neste caminho.

Habilidades pessoais

Toda especialização no exterior permite uma série de possibilidades para o crescimento profissional. Em muitos casos, as organizações consideram relevante analisar as habilidades pessoais desenvolvidas a partir do intercâmbio. Portanto, é preciso ter em mente quais são as suas maiores qualidades e procurar trabalhar cada uma delas de modo com que seus pontos fortes configurem a evolução neste período de investimento na carreira. 

Referências internacionais

Outro fator determinante no critério de avaliação dos profissionais que almejam alavancar na carreira a partir de uma experiência no exterior são os contatos e as referências vivenciadas nesse tempo de formação. Muitas corporações valorizam esse tipo de vínculo, pois traduz o seu interesse de se desenvolver no ramo de atuação e de manter relações profissionais com pessoas do outro lado do mundo.

Visibilidade nas redes de relacionamento

Utilizado no Brasil, o LinkedIn permite que você torne público toda a sua vivência no país estrangeiro, valendo-se das conquistas alcançadas no intercâmbio acerca das situações que lhe foram colocadas no caminho. Outra forma de valorizar o seu currículo nessa rede é destacar  palavras-chave pertinentes à sua área de interesse. Além disso, a plataforma possibilita a publicação do currículo em outro idioma, aumentando ainda mais as chances de alcançar o merecido espaço no mercado de trabalho. 

E então, gostou das vantagens de obter uma experiência internacional e destacar na carreira? Compartilhe nas redes socias!

Como conseguir maior reconhecimento no trabalho?

Uma questão de motivação e que faz toda a diferença no dia a dia, o reconhecimento no trabalho eleva o moral e cria a sensação de pertencimento, fundamental para a retenção de talentos e criação de um bom clima organizacional.

No entanto, nem sempre isso acontece. De acordo com uma pesquisa do International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), divulgada pelo jornal O Dia, 89% dos trabalhadores sofrem estresse devido à falta de reconhecimento na empresa em que atuam.

O problema pode ser ocasionado por diferentes fatores: você acredita que deveria ser promovido, acha que o líder não o enxerga, entende que há preferências pessoais porque profissionais menos capacitados estão se dando melhor…

A questão é: como ter um maior reconhecimento? Neste post, vamos dar dicas para que você tenha uma postura mais adequada, que permita alcançar melhores resultados na sua carreira

Então, vamos lá?

A importância do reconhecimento no trabalho

Já passou o tempo em que o profissional acreditava que receber o salário no final do mês era suficiente. Hoje em dia, é preciso muito mais. O reconhecimento é uma peça-chave nesse processo, porque ele faz com que você se mantenha motivado.

Essa é a necessidade das pessoas que compõem o mercado de trabalho atual. Mais do que apenas um emprego, há o desejo de fazer algo realmente importante e do qual se goste.

Os líderes e gestores têm um papel fundamental nesse momento. Se eles souberem trabalhar bem o reconhecimento, conseguem manter a motivação no alto e obtêm como benefícios o engajamento e a satisfação da equipe.

Para o colaborador, a desmotivação causada pela falta de reconhecimento faz com que ele comece a ter altos níveis de ansiedade enquanto está no ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo, outros colegas vivenciam essa situação ruim, que contagia a todos e piora o clima organizacional.

Além disso, qualquer cobrança feita pelo gestor se torna um problema, porque aumenta a sua sensação de injustiça. No final, a tendência é que você peça demissão por não aguentar mais trabalhar na empresa.

Porém, a situação não precisa chegar a esse ponto. Existem algumas atitudes que podem mudar esse cenário. Veja as dicas:

Tenha uma comunicação clara com o seu gestor

O líder precisa saber o que está acontecendo com você, porque às vezes ele nem sempre percebe, por estar sobrecarregado. Em outros casos, o líder está se desenvolvendo e ainda não tem todas as habilidades necessárias para entender o que ocorre.

Nessa situação, nada é melhor que o diálogo. Converse com o seu gestor e entenda que ele também tem defeitos. Não o julgue pelo que disser nem o culpe pelo que ele está vivendo. Procure uma conversa sincera e sem ataques, porque isso ajuda o líder a avaliar melhor o seu caso.

Assuma uma postura intraempreendedora

O seu comportamento é essencial para chamar a atenção do gestor. Quando você apenas faz o que mandam e não tem proatividade, fica mais difícil ser notado.

Para mudar esse cenário, assuma uma postura intraempreendedora. Em outras palavras, comece a criar, buscar e implementar ideias que possam trazer benefícios. Essa é uma capacidade diferenciada de avaliar cenários e encontrar oportunidades.

Mesmo que você tenha bastante tempo de casa, modifique seu comportamento. Achar que você merece uma promoção por estar há anos na empresa poderá comprometer seus resultados, sua carreira e o levar à desmotivação.

Solicite mais feedbacks

A falta de reconhecimento pode ser ocasionada por um problema de comunicação: você não sabe o que a empresa espera e seu gestor não comunica o que deve ser feito. O feedback pode solucionar esse problema.

É assim que você deixa de se esforçar para entregar o resultado Y, enquanto o gestor aguarda um resultado X. Além disso, o feedback é uma ferramenta excelente de aperfeiçoamento contínuo, desde que você esteja aberto às críticas.

Invista em sua formação

O aprendizado constante é uma das soluções mais indicadas para a falta de reconhecimento. Quando você busca uma especialização, um MBA ou mesmo um curso de educação continuada, demonstra que está disposto a aprender e alcançar um patamar mais elevado em sua carreira.

A formação complementar ainda permite que você antecipe tendências e saiba exatamente o que o mercado de trabalho espera. Assim, se não der certo mesmo nessa empresa, quem sabe você não arranja um emprego novo?

Participe mais ativamente dos projetos

A postura proativa é o primeiro passo para você se destacar dos outros profissionais. Estar disposto a participar de diferentes projetos, fazer coisas que nunca tentou e aprender sempre são atitudes que demonstram sua capacidade de reinventar e flexibilizar seu trabalho.

Mais do que isso: também é necessário participar ativamente dos projetos por meio de sugestões, compartilhamento de experiências, auxílio a colegas que estão com mais dificuldade em suas tarefas etc. São condutas simples, mas que impactam positivamente a visão do gestor sobre você.

Dialogue com outros colegas de trabalho

O compartilhamento de conhecimentos e experiências é necessário. Quando você tenta entender as dificuldades dos colegas e descobre como eles executam suas funções, tem a chance de reavaliar seus próprios métodos, encontrando formas mais simples de fazer as mesmas coisas.

Ao mesmo tempo, esse comportamento o transforma em uma referência e, por que não, um líder natural, que será facilmente reconhecido pelo gestor diante dos colaboradores que permanecem na inércia.

Inspire o reconhecimento na cultura da empresa

A atitude de apenas esperar ser reconhecido ignora que seus colegas passam por uma situação semelhante. Por isso, comece a mudar esse comportamento e incentive os outros colaboradores a agirem da mesma forma.

Elogie quando necessário, mostre que cada um tem uma participação fundamental nos resultados da empresa e deixe claro que todos devem se ajudar mutuamente. Esse hábito é digno de atenção e, é claro, de reconhecimento.

Como você pôde perceber, ser reconhecido no trabalho passa por muitas variáveis. Porém, é necessário evitar cair na frustração, já que isso pode fazer com que você se desmotive ainda mais e, como resultado, não chegue a lugar nenhum.

A mudança deve começar por você mesmo. Siga as dicas que repassamos e veja por que elas ajudam no seu reconhecimento no trabalho. Se gostou deste conteúdo, aproveite e compartilhe-o nas suas redes sociais!

6 motivos para ir além do diploma universitário

O diploma universitário costumava ser um diferencial, antigamente. Porém, hoje em dia não é mais assim. Para ter sucesso em sua carreira profissional, é preciso ir além. 

Isso acontece porque a faculdade atualmente é um requisito básico do mercado. Portanto, é necessário ir atrás de títulos que realmente agreguem valor à sua experiência profissional.

Além disso, é essencial estar em constante reciclagem para se manter “empregável” diante do mercado de trabalho. É por isso que vamos apresentar neste post 6 motivos para você ir além da universidade e buscar novos diplomas. Quer ver quais são eles? Acompanhe!

1. A faculdade deixou de ser um diferencial

Está enganado quem acredita que fazer uma faculdade é grande coisa hoje em dia. O mercado está cada vez mais exigente e a crise pela qual o Brasil passa aumentou o nível de desemprego. Por isso, conseguir uma vaga demanda mais requisitos.

De acordo com dados do IBGE, divulgados pelo G1, o Brasil fechou o trimestre encerrado em maio de 2017 com 13,8 milhões de desempregados. O resultado? Muita gente formada está trabalhando em outras áreas.

Isso também é decorrente do fato de que há mais pessoas se formando do que vagas abertas nos respectivos setores. Um exemplo é o curso de Administração, que, em 2014, contava com 30% dos concluintes, segundo dados divulgados pela BBC.

Apesar desse número, 4,9% deles trabalhavam efetivamente como administradores. Outros 9,4% atuavam como auxiliares e assistentes, funções que não exigem diploma. O restante não trabalhava ou atuava em área diferente. Portanto, é preciso se especializar.

2. É importante ter títulos que realmente agregam à sua experiência profissional

A formação em instituições de ensino pouco conhecidas e a falta de experiência podem fazer com que você se misture à grande quantidade de profissionais em busca por uma colocação no mercado de trabalho.

Esses são os principais obstáculos enfrentados nos processos seletivos. A situação pode ser resolvida com uma pós-graduação, seja um MBA, seja uma especialização.

Como são cursos voltados para a prática e o mercado de trabalho, você tem a chance de estabelecer um networking e conhecer assuntos mais direcionados ao dia a dia, o que aumenta sua possibilidade de conseguir uma vaga.

3. Você tem chance de conseguir um salário melhor

A reciclagem é uma boa maneira de tentar alcançar um salário mais atrativo. Com a alta competitividade do mundo corporativo, os profissionais estão sempre buscando um posto melhor.

Essa questão é demonstrada pelo fato de que profissionais de nível superior tendem a ganhar até 3 vezes mais do que pessoas que têm apenas o Ensino Médio. A média do trabalhador com formação em 2013 chegou a R$ 4.726,21, ao passo que a do sem graduação ficou em R$ 1.525,36.

O ideal é ter um perfil de solucionador de problemas e trabalhar em alta performance, porque essa é uma maneira de se destacar. Assim, se você quer assumir um cargo de gerência, por exemplo, precisa fazer uma pós-graduação.

Mas se o seu objetivo é melhorar aspectos práticos a fim de passar para outro setor, um curso técnico pode ser a opção mais adequada e rápida para atingir o seu intuito. Ou seja, tudo depende do que você precisa nesse momento.

4. Você pode buscar novas habilidades

Os cursos universitários tendem a ser mais abrangentes e deixam de apresentar muitas informações importantes e que podem ser utilizadas no mercado de trabalho. Nos processos seletivos, no entanto, os recrutadores buscam um candidato com competência.

O que isso significa? Ele deve reunir conhecimento, atitudes e habilidades para conseguir realizar suas funções adequadamente. É aí que entra a necessidade de ir além do diploma. 

Você pode optar por uma especialização, um MBA e um curso de educação continuada ou até preferir projetos paralelos e empreitadas de empreendedorismo. O que vale mesmo é estar constantemente se desafiando, encontrando novas capacidades e aprimorando suas competências.

5. É possível comprovar seus conhecimentos por meio de uma instituição mais renomada

O “peso” da instituição em que você concluiu o curso superior pode fazer toda a diferença em um currículo, trazendo mais oportunidades em comparação aos alunos de faculdades menos conhecidas.

Essa preferência é justificada. As universidades renomadas são famosas justamente porque costumam preparar melhor os seus estudantes para o mercado de trabalho. Isso não significa que você é incompetente. No entanto, é importante complementar o estudo em uma faculdade reconhecida.

Essa é uma forma de comprovar os seus conhecimentos e mostrar que está apto a ocupar aquela função pretendida. É claro que, assim, você também se destaca de outros candidatos e tem uma chance maior de conseguir a vaga tão sonhada.

6. Você é capaz de se adequar às exigências do mercado

As empresas desejam ter profissionais qualificados, que saibam usar as tecnologias disponíveis, conheçam a teoria e saibam aplicá-la. O problema é que as exigências mudam com o passar do tempo.

Nesse cenário, você pode estar em um dos 3 contextos:

  • atrasado em relação às demandas do mercado;
  • na média do setor em que atua;
  • antecipado.

O objetivo é estar sempre atento às novas demandas e buscando conhecimentos. No entanto, em qualquer um dos 3 estágios, é necessário se aperfeiçoar constantemente.

A reciclagem e o aprimoramento profissional o ajudam a se nivelar com as competências solicitadas pelas empresas. Além disso, é uma forma de prever tendências do mercado e se antecipar na questão de aprendizado.

Já quem está na vanguarda deve continuar estudando para permanecer à frente e usufruir dos benefícios que possui atualmente.

Assim, esses 6 motivos evidenciam que é imprescindível continuar estudando e se reciclar. Você tem opções mais formais (como as especializações e MBAs) e outras informais (por exemplo, cursos técnicos e de educação continuada).

O importante é complementar os seus conhecimentos em uma instituição renomada e buscar se destacar sempre. É assim que o diploma universitário será ultrapassado e você alcançará mais sucesso em sua carreira.

Se você quer melhorar ainda mais seu lado profissional, aproveite e leia agora o e-book “Inovação empresarial: guia para gestores que precisam inovar mas não sabem como“.