Cursos de longa ou curta duração: qual o melhor para a carreira?

Cursos de longa ou curta duração? O modelo de pós-graduação praticado atualmente no Brasil permite que as pessoas escolham entre diversas modalidades, de acordo com seus objetivos.

E você, conhece a diferença entre os cursos de curta ou longa duração? Tem alguma dúvida quanto ao propósito ou à qualidade de cada opção? Sabe definir o que atende melhor aos seus objetivos profissionais no momento?

Chegou a hora de solucionar essas questões! Vamos começar?

O que leva os profissionais a buscarem mais especialização?

O primeiro ponto que precisamos destacar é que, para ter sucesso na carreira, todo profissional precisa adquirir constantemente novas competências. Essa necessidade é decorrente de três motivos principais:

1. É preciso complementar a formação superior

Sim, é isso mesmo que você leu. Por melhor que seja um curso do Ensino Superior, ele nunca conseguirá, em seu tempo de duração, ensinar com profundidade tudo o que um profissional precisa saber.

Assim, um graduado em Administração pode até ter estudado Economia por um ou dois semestres, mas o que a disciplina conseguiu ensinar foi uma base dos principais conceitos. Se ele for atuar na área financeira de uma organização, precisará adquirir conhecimentos mais profundos.

Nesses casos, a pós-graduação — portanto, um curso mais longo — provavelmente é o ideal. Ela contribuirá para aprofundar as capacidades e entender sua aplicação à realidade do mercado.

2. É importante desenvolver habilidades complementares

Porém, além do conhecimento proporcionado pela graduação ou até mesmo pela especialização, o profissional que deseja crescimento precisa trabalhar suas lacunas.

Faz parte de um plano de desenvolvimento individual coerente identificar os aspectos em que precisamos aprimorar e empreender iniciativas para solucionar esses déficits de performance.

Portanto, o profissional pode reconhecer que precisa aprender a se comunicar melhor em público, já que sua função exige apresentações em reuniões ou para grupos maiores. Nesse caso, um curso breve de oratória pode ser o suficiente para desenvolver essa habilidade. O mesmo vale em outras situações relacionadas à rotina de trabalho.

3. O mercado apresenta novas demandas

Muitos profissionais investiram em uma boa graduação e se especializaram em algum ponto da carreira. Por algum tempo, provavelmente esse conhecimento foi o suficiente para obter bons resultados.

No entanto, hoje eles se deparam com situações inéditas, seja porque a carreira mudou de rumo ou simplesmente porque o mercado se transformou. A alteração nos cenários econômicos, políticos e sociais traz implicações ao mundo dos negócios, e, por isso, é necessário desenvolver novas competências.

Nesse contexto, também é importante recorrer a uma instituição que esteja atualizada em relação às demandas do mercado para fazer uma reciclagem profissional.

Como escolher entre cursos de longa ou curta duração?

Talvez você ainda não tenha entendido de que forma o que falamos se relaciona à pergunta do título: afinal, o que é melhor para a sua carreira?

A resposta depende justamente de como a sua vida profissional está estruturada e o que você entende que precisa desenvolver. Então, vamos entender em quais situações eles são indicados?

Cursos de curta duração

Quando o interessado recorre a uma instituição confiável, ele pode ter a certeza de que os cursos terão excelente qualidade. O que muda, sejam eles longos ou curtos, são os objetivos que eles propõem alcançar.

Como já falamos, existem habilidades pontuais que devem ser adquiridas. Uma boa forma de fazer isso é por meio de cursos de extensão e atualização. Eles são rápidos e úteis, e solucionam essas lacunas de desempenho específicas.

Alguns excelentes exemplos são o de Oratória e Desinibição, Gestão e Liderança de Equipes e Gerenciamento Operacional de Projetos.

Para adquirir essas habilidades, o interessado dedica um período curto, que varia de 8 a 24 horas-aula ou mesmo uma semana. Ou seja, em pouco tempo ele tem a possibilidade de obter um conhecimento útil que potencializará sua atuação no mercado.

Embora a instituição ofereça um certificado e ele seja válido para melhorar o currículo e se destacar em momentos de crise, o profissional sabe que esse não é o principal objetivo do curso. O que realmente importa é a capacidade adquirida de realizar suas atividades com mais eficiência e alcançar a alta performance.

Entre as vantagens desse tipo de iniciativa, está o aprendizado de habilidades que não são contempladas em situações de ensino formal. Devido à extensão do programa de uma graduação ou pós-graduação, as instituições deixam de lado alguns conhecimentos que são abordados nesses cursos rápidos.

Outro público beneficiado pelos cursos de extensão é formado por profissionais que não têm tempo para formações mais longas, como muitos empreendedores. Para esse grupo, é impossível conciliar sua agenda com cursos extensos, mas é razoável dedicar-se a iniciativas pontuais.

Cursos de longa duração

Já os cursos de longa duração se destinam a um propósito diferente. Eles também visam complementar a graduação, mas de uma forma mais ampla.

Por isso, as especializações e MBAs envolvem um acompanhamento maior do desenvolvimento de competências, exigem a entrega de trabalhos avaliativos e demandam interação intensa com os professores e os outros alunos.

Em muitos casos, o MBA pretende promover um equilíbrio entre formação genérica, especializada e prática. Essa proporção prepara o profissional para cargos executivos e de liderança.

A graduação em Administração, por exemplo, oferece uma formação genérica. O aluno formado termina o curso com uma série de conhecimentos básicos sobre os diferentes aspectos da gestão de uma organização: Direito, Economia e Finanças, Gestão de Negócios, Gestão de Pessoas etc.

Porém, ao ingressar em uma organização, ele provavelmente será alocado em algum cargo em que não utilize esse espectro de capacidades mais superficiais. Ele possivelmente trabalhará em uma área específica, como em Finanças.

O exercício profissional mostrará que, embora ele tenha uma base ampla de conhecimentos, deve aprofundar aqueles que são referentes à sua área para dominar as melhores práticas do seu setor.

Nesses casos, a alternativa ideal é a especialização. Ela proverá essas capacidades e, mais que isso, mostrará quais são as ações praticadas no mercado que oferecem os resultados mais satisfatórios.

O contrário também acontece. Um profissional com formação específica — em Gastronomia, por exemplo — inicia um negócio. Logo ele percebe que seu conhecimento não é suficiente para a administração do empreendimento. Falta know-how para a gestão de pessoas, o marketing, a administração financeira, entre outras necessidades.

Um MBA em Gestão Empresarial complementa essa formação e fornece as competências para que, além de ser um excelente chef de cozinha, ele tenha um empreendimento de sucesso.

Entendeu a diferença entre os cursos de longa ou curta duração para impulsionar a carreira? Quer conhecer outras chances de crescimento profissional? Então assine a nossa newsletter e receba dicas para alcançar o sucesso diretamente em seu e-mail!

Afinal, como lidar com a pressão no trabalho?

A pressão no trabalho sempre esteve presente no nosso dia a dia. Entretanto, fatores como a crise financeira, o aumento da concorrência e a grande qualificação profissional acabaram intensificando a questão nos últimos anos. Com isso, muitas pessoas têm sucumbido à ameaça e vêm perdendo produtividade gradativamente.

Se você está em uma boa posição no mercado de trabalho, sabe do que estamos falando. Então, como lidar com toda essa pressão e manter sua performance em alto nível?

Não é uma pergunta fácil de responder. O desemprego cresceu de forma assustadora e você, muito provavelmente, deve conhecer algumas pessoas do seu círculo de amizades que foram demitidas ou enfrentam dificuldades para se recolocar no mercado.

Mas não é só do medo do desemprego que vem a coação. A competitividade do mundo corporativo exige que os profissionais se desdobrem devido ao cumprimento de metas audaciosas, aumentando o esforço necessário não só para permanecer na ativa, mas também para conquistar novas posições.

Tudo isso gera uma enorme pressão, com a qual você precisa lidar. Para tentar ajudá-lo, preparamos alguns conselhos que podem ser úteis nessa batalha.

Busque capacitação constante

Para enfrentar uma concorrência qualificada, a melhor receita é buscar o seu próprio aperfeiçoamento. Por isso, não se acomode com seus conhecimentos e esteja sempre pronto a aprender mais.

A boa notícia é que não faltam cursos de especialização voltados para todos os níveis de ocupação. Mas, antes que você saia se matriculando, é importante saber que não adianta nada fazê-los apenas para incluir uma informação a mais no seu currículo.

É preciso ter foco e direcionamento de carreira, e é disso que vamos tratar no próximo tópico.

Tenha um foco para a sua carreira

Planejamento é a palavra-chave para quem quer lidar com a pressão no trabalho. Se a pessoa tem um direcionamento de carreira preciso e bem-elaborado, enfrenta os problemas com mais tranquilidade, já que sabe que eles farão parte do contexto.

Mas o que é planejar sua trajetória? Em primeiro lugar, é preciso saber aonde quer chegar. Qual é a posição desejada: um cargo de liderança? Um posto acadêmico? Um emprego público? Para cada objetivo, existe uma capacitação diferente.

Se você optar, por exemplo, em focar o alcance de um cargo executivo, precisa buscar um curso que dê base de conhecimento e gere networking. Nesse caso, a melhor solução é procurar um MBA, de preferência realizando um dos estágios no exterior.

Se quiser ser professor — outro exemplo de carreira que tem sido muito procurada —, pode investir em um mestrado e, posteriormente, em um doutorado da área na qual deseja atuar.

Essas são apenas duas dicas, mas servem para ilustrar o quanto o direcionamento de carreira é importante. Caso esteja com dificuldades em encontrar o caminho, procure ajuda com um trabalho de coaching, muito utilizado por diversos profissionais atualmente.

Seja transparente com seus líderes

Se a pressão está se tornando insuportável a ponto de fazê-lo perder produtividade, talvez esteja na hora de conversar com seus líderes.

Muitos profissionais guardam um certo receio de ter esse tipo de conversa, por acreditarem que isso fragiliza a relação hierárquica. Mas é justamente o contrário. A falta de transparência e a ausência de abertura para diálogos importantes é que acabam distanciando os funcionários dos líderes e contribuindo para a perda de desempenho e até eventuais demissões.

Muitas vezes, a ameaça é um fenômeno acumulativo. Ou seja, ela já vem dos escalões altos: passa pelos superiores e chega até o funcionário de nível hierárquico mais baixo. Portanto, se você está se sentindo pressionado, saiba que o seu chefe direto provavelmente está na mesma situação.

E é justamente por isso que a transparência se torna importante. Ciente do quanto a pressão pode afetar o trabalho, seu líder chega a propostas concretas junto com você, tentando encontrar formas mais saudáveis de lidar com as questões inerentes ao seu cargo na organização.

Tape os ouvidos e a boca para as fofocas

Muitas vezes a pressão nem vem tanto dos superiores, mas sim de você mesmo. E a cobrança que se impõe pode derivar da insegurança gerada pelo excesso de fofocas de corredor.

A chamada “rádio-peão” está presente em todas as empresas e consiste basicamente no agrupamento de funcionários que, sem muitas informações concretas, passam a especular sobre todos os temas possíveis.

Participando disso, você pode entrar no turbilhão de fofocas, que geram situações hipotéticas sobre demissões, cortes, cancelamentos de projetos, entre outros assuntos.

O ideal é se afastar dessa rede, tanto para a sua saúde quanto para a sua imagem profissional. E, novamente, aposte na transparência. Se tiver qualquer dúvida a respeito de assuntos relacionados à empresa ou ao cargo, pergunte diretamente ao seu chefe imediato.

Drible a pressão no trabalho com válvulas de escape

A vida não pode ser somente dedicada ao trabalho. Mergulhar excessivamente nos seus projetos corporativos acaba gerando uma enorme pressão, o que não é nada bom para a sua produtividade.

Portanto, se você tem características de workaholic, talvez esteja na hora de encontrar atividades alternativas, que sirvam como válvulas de escape.

A primeira sugestão é o esporte. Praticar uma modalidade que você gosta, uma ou duas vezes por semana, serve para relaxar e ainda cuidar da própria saúde.

Além disso, invista em programas durante o final de semana, junto com a família e os amigos. Ir a jogos de futebol, frequentar restaurantes e marcar encontros na casa de amigos podem ser boas saídas para lidar com a tensão do dia a dia.

Caso você se sinta bem quando está sozinho, uma dica é procurar filmes ou séries interessantes, que não tenham a ver com seu emprego. Atualmente, a oferta é bastante ampla.

Como você viu, existem muitas formas de lidar com a pressão no trabalho. O importante é que você saiba que esse é um fenômeno natural e que faz parte da rotina profissional de todos, hoje em dia.

E se você está precisando de recomendação para inovar no seu ambiente de trabalho, baixe este e-book e veja algumas maneiras valiosas de motivar sua equipe a desenvolver melhor os projetos da área. Boa leitura!

Guia do empreendedorismo no Brasil (e além)

Muita gente gosta de trabalhar como contratado. Mas é cada vez maior o número de pessoas que buscam abrir o negócio próprio. Seja por meio de uma franquia, seja atuando como autônomo ou começando uma marca do zero, a verdade é que o empreendedorismo no Brasil vem crescendo nos últimos anos.

A afirmação é confirmada por um levantamento da Unitfour divulgada pelo IG. Segundo a pesquisa, o total de empreendimentos abertos em 2016 aumentou 20% em comparação com o ano anterior. 

A maior taxa de abertura foi identificada nas modalidades Microempreendedor Individual (MEI) e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli). O motivo que levou ao crescimento dos negócios foi a crise, que aumentou o nível de desemprego no país.

Considerando esse cenário, criamos este guia do empreendedorismo. O objetivo é que você veja por que essa tarefa árdua é recompensadora e como você pode superar as barreiras para começar o seu negócio.

Por isso, vamos passar pelos seguintes pontos:

  • a motivação para empreender;
  • os desafios do empreendedor brasileiro;
  • o modelo de negócios escalável;
  • as tendências do mercado;
  • a capacitação necessária.

E então, que tal saber mais sobre esse assunto? Continue lendo!

Encontre sua motivação para empreender

A pergunta: “o que o motivou a empreender?” pode ser respondida de diferentes maneiras. Alguns afirmam que o objetivo é ficar rico. Essa argumentação pode ser respaldada facilmente por uma grande lista de empreendedores bilionários, como Bill Gates e Jorge Paulo Lemann.

Outros vão preferir dizer que têm um sonho, algo maior que desejam realizar pelo bem da família e/ou da sociedade. E há cada vez mais pessoas que desejam pagar as contas no final do mês com aquele dinheirinho que, antes, era somente uma renda extra, mas agora se tornou a principal.

Independentemente do que você está pensando, é preciso saber que há quatro classificações de empreendedores em relação ao dinheiro. Veja abaixo quais são elas

1. Empreendedor por necessidade

A característica principal é obter o dinheiro para sobreviver. É o típico caso da pessoa que não encontra outra forma de remuneração por não conseguir ingressar ou voltar para o mercado de trabalho. Então, vê no empreendedorismo um modo de pagar as contas.

Seguir por esse caminho, porém, não foi o primeiro desejo dessa pessoa. A taxa de mortalidade de negócios assim é alta, porque o empreendedor abandona a ideia ou acaba falindo por falta de estrutura, competência ou outros motivos.

Essa categoria abrange principalmente os autônomos, profissionais liberais, artistas, empreendedores informais e aqueles que possuem micronegócios.

2. Empreendedor pós-sobrevivência

Esse empresário já passou pelo sufoco dos primeiros anos e ultrapassou os desafios da alta fragilidade e instabilidade. Ele começou a ser empreendedor por necessidade, mas equilibrou seu negócio e consegue ganhar um valor razoável, que não oferece sobressaltos no dia a dia.

Mesmo assim, os empreendedores dessa categoria têm receio de que a empresa saia do controle e volte a entrar em dificuldades. Eles não gostam de assumir grandes riscos e, por isso, optam por manter o porte pequeno do negócio.

Geralmente, enquadram-se nesse caso os mercados de bairro, lojas de varejo, postos de gasolina, salões de cabeleireiro e similares.

3. Empreendedor por comodidade

Nesse perfil, o indivíduo possui um emprego estável e tem boas chances de crescimento, mas descobriu a importância do empreendedorismo. Ele sempre cultivou o desejo de abrir o negócio próprio e, por isso, se preparou antes de colocar sua ideia em prática.

Devido a essas características, corre menos riscos e está atualizado sobre as informações necessárias para a gestão. O perigo de falência é baixo e a relação com o dinheiro varia conforme diferentes elementos, como passatempos, viagens, prazer, vida social, entre outros aspectos.

O sucesso, aqui, não passa apenas pelo lado financeiro. As conquistas são mais importantes. Por isso, esse empreendedor deseja ver o crescimento do seu negócio, mas não tem a intenção de torná-lo gigante. Afinal de contas, trata-se de um estilo de vida.

Nessa categoria estão enquadrados diversos tipos de empreendimentos, como aqueles com médio a alto grau de inovação, serviços com base no capital intelectual e segmentos de alto padrão.

4. Empreendedores de alto crescimento

Esses são os que realmente desejam ficar ricos. Eles não veem limites e querem atingir seu objetivo rapidamente. Estão alinhados às metas dos investidores e compartilham o ideal de ter bons resultados financeiros.

A partir dessa classificação de perfis de empreendedorismo, você precisa encontrar a sua motivação. Confira algumas dicas que ajudam a desenvolver a sua estratégia para chegar ao próximo patamar e ter sucesso:

  • conheça a si mesmo. Analise suas forças e fraquezas e identifique o que pode executar. Em outras palavras, saiba ter autoliderança;
  • lembre-se sempre de seu propósito pessoal. Perceba sua evolução e modifique seu desejo para enfrentar os desafios de frente;
  • volte atrás e busque o empreendedor e a pessoa que deixou ao longo do caminho. Revisitar-se e pensar sobre si mesmo é uma boa maneira de encontrar sua motivação;
  • faça um planejamento estratégico pessoal, que contemple objetivos e sonhos a alcançar;
  • trabalhe sua inteligência emocional, ou seja: autoconhecimento, motivação, autocontrole, habilidades sociais e empatia;
  • reinvente-se e saiba lidar com os desafios. Caia, levante e siga em frente. O fracasso, muitas vezes, é necessário;
  • saiba lidar com o sucesso, porque ele pode levá-lo a uma queda. Tenha em mente que é melhor crescer por ter vontade de construir, não por ego;
  • intercale o dia a dia com atividades prazerosas. Para alcançar o equilíbrio, é necessário ter uma válvula de escape — por exemplo: culinária, esportes, viagens etc. 
  • saiba gerir seu tempo. Acorde cedo e, se necessário, durma mais tarde. Trabalhe sem interrupções e tenha períodos para passar com a família e momentos de lazer;
  • concentre-se na estratégia. Evite perder a concentração devido aos problemas diários;
  • trabalhe sua produtividade. Procure sistemas de organização que se encaixem à sua realidade e execute primeiro o que é prioridade;
  • faça diferente com os colaboradores. Motive-os e engaje-os. Crie um ambiente flexível e menos centralizado, que permita a participação de todos.

Supere os desafios do empreendedorismo no Brasil

A opção pelo empreendedorismo não é fácil. É recompensador, mas realmente há diversos desafios que devem ser enfrentados e superados.

No começo, a parte mais difícil é o dinheiro. Depois que esse elemento está equilibrado, há problemas operacionais, com a gestão de pessoas e outros “incêndios” que precisam ser apagados todos os dias.

A consequência, em muitos casos, é que o empreendedor deixa de lado as estratégias, o que pode ser extremamente prejudicial para o negócio. Assim, fica evidente que há obstáculos no empreendedorismo brasileiro desde a abertura da empresa.

O que você deve estar se perguntando é: “quais dificuldades terei que enfrentar?”. É o que vamos mostrar a seguir para que você esteja preparado e saiba contornar as adversidades. Confira:

Abertura da empresa

A burocracia brasileira é um problema latente e que prejudica muito o empreendedor. De acordo com um estudo da consultoria Grant Thornton, divulgado pela Exame, o Brasil está no segundo lugar da lista de empreendedores mais preocupados com esse quesito.

O levantamento aponta que as principais dificuldades são o excesso de regulamentação (52%) e a dificuldade na contratação de colaboradores (49%). Além disso, há países, como a Austrália, em que é possível abrir uma empresa em dois dias. No Brasil, a média é de 152 dias, segundo o Guia Empreendedor. Muita diferença, certo?

Os processos realizados também são difíceis e as instituições podem prestar informações diferentes. Com isso, é comumente necessário contar com a ajuda de um profissional, como um contador.

Complexidade da tributação

A carga de impostos é muito grande no Brasil. Dados do Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, divulgados pela Info Money, assinalam que o Brasil está no 7º lugar em relação à cobrança tributária.

Além disso, há diferentes impostos que incidem sobre os itens comercializados. Por exemplo, uma empresa de serviços paga o Imposto sobre Serviços (ISS). Já a de produtos industrializados sofre a aplicação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No caso de ter lucro, há cobrança de Contribuição Social do Lucro Líquido (CSLL). E por aí vai.

Uma vantagem foi a criação do Simples Nacional, regime tributário que simplifica o pagamento dos impostos por meio de uma guia única. A modalidade MEI também é relevante nesse cenário, porque há isenção de tributos e o restante está incluso em uma taxa mensal.

Formalização dos colaboradores

As empresas em geral têm dificuldades para contratar pessoas, porque há diversos valores pagos ao governo além da remuneração do próprio colaborador. Isso representa o dobro de custos para o empregador, já que a porcentagem em relação ao salário é de 103%, conforme o economista José Pastore, da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à Época.

No entanto, deixar de assinar a carteira é um risco para a empresa e para os trabalhadores. Além disso, nesse caso eles não contariam com as proteções oferecidas pela assistência social.

Concorrência da informalidade

O governo federal criou o MEI como uma tentativa de acabar com a informalidade. Mesmo assim, muitos atuam dessa forma, seja porque querem, seja devido ao desemprego que ocasionou essa situação.

Uma análise do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), apresentada pela Carta Capital, afirma que o último trimestre de 2016 contava com 90 milhões de brasileiros na informalidade, ou seja, 45% da força de trabalho ativa.

Devido à ausência de pagamento de impostos, os trabalhadores informais conseguem ter preços mais competitivos e podem investir mais em marketing

Obtenção de crédito

O acesso a linhas de crédito específicas para empreendedores é difícil, especialmente para quem está no começo. As instituições exigem muitos documentos e garantias, o que faz com que empréstimos de amigos ou modalidades para pessoa física sejam mais fáceis de conseguir.

Capacitação profissional

A mão de obra qualificada é um dos grandes desafios dos empresários, independentemente do segmento de atuação e porte da empresa. Outro problema é que muitos empreendedores não têm grande conhecimento em gestão, o que compromete a continuidade do negócio.

Para acabar com essa dificuldade, é preciso fazer cursos de qualificação, investir na capacitação contínua dos colaboradores e ter um processo eficiente de recrutamento e seleção.

Gestão de pessoas

O principal ativo das organizações é o capital humano. No entanto, a liderança é um desafio que precisa ser ultrapassado. É preciso incentivar os colaboradores e motivá-los continuamente.

Formar outras lideranças também é crucial. Esses profissionais de destaque ajudam a equipe a se organizar e a cumprir as metas estipuladas, alcançando o planejamento estratégico definido.

Gestão financeira

Os empreendedores têm dificuldades de manter as finanças em dia, equilibrando as contas a pagar e a receber. Um erro comum é ter custos acima da receita. Isso exige a contratação de empréstimos e financiamentos, que podem se tornar uma verdadeira bola de neve.

Inovação

Esse item está relacionado ao desenvolvimento de novos produtos e serviços ou a maneiras diferentes de executar algo. A inovação, atualmente, é o segredo para o sucesso, mas muitos empreendedores ainda deixam esse aspecto de lado.

Deve ser criado um ambiente propício para a inovação, que estimule a colaboração dos profissionais e incentive-os a dar ideias que possam mudar a forma de fazer as coisas.

Mesmo com todos esses desafios, é possível seguir em frente e ser um empreendedor de sucesso. É só saber lidar com os obstáculos!

Crie um modelo de negócios escalável

Esse conceito indica que uma empresa pode ser desenvolvida e ampliada sem haver a elevação proporcional dos custos. Em outras palavras, o objetivo é crescer de modo sustentável.

A ideia aqui é aumentar a produtividade e a margem de lucro sem contratar mais pessoas ou recursos. Ou seja, fazer mais com menos.

Esse tipo de empreendimento tem como característica a padronização dos processos, o que simplifica as atividades. Além disso, o mesmo método é replicado para diferentes produtos e serviços, o que eleva a produtividade.

Essa medida é tomada para aumentar a capacidade de produção sem gastar mais com contratações, estruturas, maquinário etc. Outro fator relevante é o valor agregado, já que são gerados benefícios intangíveis para os clientes.

Assim, criar um negócio escalável é importante para que você não limite o potencial de crescimento e permita a elevação da margem de lucro. Ainda existem outras vantagens:

Robustez e segurança

O empreendedor consegue ter uma empresa mais sólida quando gasta menos, porque guarda dinheiro para os momentos de incerteza. Por outro lado, os negócios que possuem estrutura sobrecarregada acabam tendo problemas financeiros devido a quaisquer alterações internas ou externas.

Vantagem competitiva

Os processos replicados permitem o atendimento de mais pessoas sem haver perda da qualidade. O resultado é a diminuição dos riscos devido à indisponibilidade e o aumento do diferencial competitivo para o empreendimento. Outro benefício é poder adaptar o processo facilmente para casos de demanda específica. 

Continuidade do empreendimento

O negócio escalável se mantém no mercado com mais facilidade, o que assegura a continuidade da empresa. O cuidado que se deve ter é que a escalabilidade não garante o sucesso automático. É preciso estruturar o processo e acompanhar os resultados. Assim, evita-se a inviabilidade e a obsolescência que podem ocorrer com o passar do tempo.

A dúvida é: como tornar o seu negócio escalável? Veja o passo a passo a seguir:

1. Analise o negócio detalhadamente

A primeira etapa é fazer uma avaliação minuciosa do empreendimento, conhecendo seus principais indicadores. Vale a pena acompanhar o custo de aquisição de clientes (CAC) e o de produção. Se um ou os dois índices aumentarem, o negócio não é escalável. Aproveite e avalie também o mercado de atuação e a capacidade de investimentos.

Nesse momento, vale a pena adotar o Business Model Canvas, que descreve os aspectos principais do empreendimento. O objetivo é especificar os seguintes aspectos:

  • parceiros-chave;
  • atividades-chave;
  • proposta de valor;
  • recursos-chave;
  • relacionamento com clientes;
  • canais;
  • segmentos de clientes;
  • estrutura de custos;
  • fontes de receita.

Cada um desses itens deve apresentar informações relevantes, que vão oferecer um panorama sobre o empreendimento. Por exemplo, em estrutura de custos, você pode detalhar os gastos principais, além dos recursos-chave e atividades-chave mais caros.

2. Aposte na automação

A tecnologia ajuda a reduzir os custos, aumentar a produtividade e diminuir o tempo de execução das tarefas. A automação ainda permite focar assuntos estratégicos, porque as tarefas manuais ficam por conta dos sistemas utilizados. Lembre-se ainda de que a gestão pode ser melhorada a partir da adoção de um software especializado. Assim, a estrutura se mantém menor e menos custosa.

3. Pense sobre a escalabilidade

O recomendado é considerar as ações que permitam aumentar a renda de forma passiva e com menos esforço. Assim, não há adição de custos e fica mais fácil atingir o resultado esperado.

Você pode, por exemplo, apostar no sistema de franchising, criar cursos on demand para educar outros empreendedores, entre outras possibilidades. Tudo depende do perfil do seu negócio.

Acompanhe as tendências do mercado

O mercado muda constantemente por diferentes fatores, como as novas demandas dos consumidores ou tecnologias que surgiram e que facilitam os processos.

Estar atento a essas questões é uma forma de garantir o sucesso e inovar. Os resultados podem demorar para aparecer, mas são consistentes, porque estão embasados em dados coletados. 

Essas informações podem ser conseguidas de diferentes formas: análise, pesquisa de campo, observação etc. A finalidade é fazer uma avaliação crítica e científica, que resultará na identificação das tendências.

Existem diferentes formas de fazer isso. Mas uma das mais utilizadas hoje é o design thinking. Esse conceito foi aplicado no mundo empresarial como ferramenta de criatividade. Afinal de contas, ela pode ajudar a repensar o negócio colocando o consumidor como elemento central.

Veja a seguir como aplicar a abordagem do design thinking no seu negócio:

Identifique onde estão as chances de inovação

Os caminhos que levam à inovação devem ser conhecidos. Para isso, é preciso analisar a si mesmo e ao ambiente externo. Observe os pontos fortes e fracos, as condições macroeconômicas, as fragilidades da concorrência etc. Algumas ferramentas que podem ser usadas nesse processo são benchmarking, análise SWOT, reuniões multidisciplinares e pesquisas de mercado.

Avalie as chances de inovação

A descoberta dos verdadeiros potenciais é um ponto fundamental. As pesquisas qualitativas e soluções de Big Social Data ajudam a verificar as chances e oportunidades.

Desenvolva a possibilidade de inovação

O produto ou serviço deve ser elaborado a partir da percepção de valor e demandas dos consumidores. Nesse momento, o processo heurístico ajuda a chegar ao diagnóstico, e o criativo gera as possibilidades de produtos.

Faça um protótipo

Essa é uma versão mais simples para ser lançada como um teste. O objetivo é compreender se as demandas do consumidor final foram atendidas.

Implemente a solução

Esse é o momento de lançar o produto. No entanto, o processo de desenvolvimento deve continuar e ser aprimorado com a ajuda dos stakeholders.

Não se esqueça da capacitação

A última parte deste guia do empreendedor brasileiro aborda a necessidade de preparo para o profissional e seus colaboradores. A capacitação é fundamental para saber ultrapassar os obstáculos, analisar o mercado e fazer o negócio crescer de modo saudável.

Esse item é tão relevante que a pesquisa Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios do Brasil — elaborada pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper e divulgado pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios — mostra que praticamente 37% dos empreendedores acreditam que a capacitação é importante para melhorar os resultados.

Mas como investir em capacitação? Confira algumas dicas:

Busque a melhor forma de se capacitar

Esse processo pode ser feito de diferentes formas, como por meio de cursos de graduação e pós, em escolas de capacitação, tutoria etc. Verifique o que é melhor para o seu caso e lembre-se também dos cursos online, que facilitam bastante a vida de quem tem o cotidiano corrido. Por fim, faça sua escolha de acordo com sua maior necessidade.

Conheça sua disponibilidade

A capacitação só terá efeitos positivos se você tiver dedicação. Avalie os seus horários e pense nos cursos a distância se houver muitas restrições. Por outro lado, se quer terminar as aulas rapidamente, busque uma alternativa da modalidade intensiva.

Encontre uma instituição adequada

A busca por uma escola renomada pela qualidade de ensino é fundamental. Observe a metodologia adotada e a matriz curricular, verifique se há aplicação prática, entre outros aspectos.

Vale a pena atentar ainda para a estrutura. Por exemplo, veja se a turma é pequena, se o atendimento pode ser feito de forma individualizada e qual é a qualificação dos docentes.

Estude continuamente

O processo de aprendizado nunca termina. Se você já tem diversos cursos, continue lendo artigos na internet — inclusive em outros idiomas, se for possível, porque isso ajuda a ter novas ideias. Se você ainda precisa se especializar mais, aproveite. A hora é agora!

Como você pôde perceber, o empreendedorismo traz dificuldades, mas também há várias ferramentas que podem ser adotadas para melhorar esse cenário. O fato é que vale a pena apostar nessa ideia, porque as chances de retorno são bastante grandes.

E você, já está pronto para atuar no empreendedorismo no Brasil? Aproveite e tenha acesso a mais conteúdos relevantes assinando a nossa newsletter.

É possível aprender a pensar fora da caixa?

Inovação. Nunca essa palavra foi tão ouvida no mundo profissional quanto agora. Se há alguns anos o profissional precisava ser proativo, dominar outro idioma e ter uma boa qualificação para se destacar no mercado, hoje, além disso tudo ele ainda precisa pensar fora da caixa. Mas como fazer isso acontecer?

No post a seguir, vamos ensinar um pouco sobre o que é essa tal de inovação e como desenvolvê-la no seu dia a dia. Ficou curioso? Então, você já tem meio caminho andado! Continue a leitura e complete o percurso para ser um profissional mais inovador!

O ser criativo

O conceito de inovar está diretamente ligado ao da criatividade. No próprio dicionário, um dos significados dessa palavra é “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar e inovar”.

Na prática, ser criativo é formular ideias e conceitos com base em algo novo ou em algo já existente.

No empreendedorismo, por exemplo, não é raro encontrar startups que fazem sucesso em um mercado já saturado apenas melhorando um produto ou serviço que já foi criado.

A necessidade de inovação passou a ser enxergada também pelo mundo empresarial nos últimos anos, graças, principalmente, a esses empreendimentos. O grande trunfo dos empreendedores foi vencer a ideia errônea do mito da criatividade, do senso comum que diz que as pessoas já nascem criativas.

O mito da criatividade

A ideia de que as pessoas já nascem criativas é alvo de estudos e controvérsias há muitos anos. Hoje, o entendimento sobre o processo criativo vai muito além da teoria da divisão dos cérebros (lado direito: emocional e criativo; lado esquerdo: analítico e racional).

A neurociência, por exemplo, acredita que a criatividade é sim um fruto de processos cognitivos e emoções, mas também de experiências sociais, vivências pessoais e até de hábitos.

Ou seja: não existe um lugar especial no nosso cérebro onde a criatividade se esconde. Para aparecer e nos presentear com uma grande ideia, ela precisa ser trabalhada todos os dias, estimulada.

Elizabeth Gilbert, autora do livro sobre criatividade “Grande Magia” (e também de “Comer, Rezar, Amar”), relembrou no TED Talks que os povos da Antiguidade acreditavam que artistas e filósofos eram seguidos por uma espécie de entidade mágica, um gênio criativo de onde vinham todas as boas ideias.

Mesmo sendo uma realidade quase incompreensível para nós atualmente, esse exemplo serve para mostrar que, sim, a criatividade pode ter uma influência externa. Basta que acreditemos nisso.

É um fato que muitas pessoas têm uma enorme facilidade de aprender determinada atividade, que se revela desde a infância. Outras, mesmo com uma educação limitada, se tornam um talento no que fazem. Mas a fase de aprendizado sempre deve existir.

Acreditar que a criatividade é algo intrínseco que somente algumas pessoas sortudas têm — ou que só pode ser desenvolvida no campo artístico e nas ciências humanas — é uma forma de barrar a si mesmo. É possível inovar, mesmo sendo um engenheiro, um bioquímico ou um profissional de TI, por exemplo.

A realidade é que ninguém nasce criativo, as pessoas se tornam criativas, e existem diversas técnicas para estimular o pensamento fora da caixa.

Estímulos à criatividade

Agora que você já sabe que pode treinar a sua criatividade, deve estar se perguntando: como fazer isso? Algumas atitudes podem estimular essa habilidade no dia a dia e trazer resultados positivos, tanto pessoal quanto profissionalmente. São elas:

Coolhunting

Muito utilizado no mundo da moda, esse conceito — que já se tornou uma profissão — é oriundo do marketing dos anos 90, e significa observar o mundo e as pessoas ao seu redor para descobrir novas tendências.

Para quem deseja pensar fora da caixa, o mundo é uma tela em branco, pronta para ser preenchida por possibilidades. Por isso, esteja sempre atento ao que acontece no seu dia a dia, observe o comportamento das pessoas, explore a sua cidade, viaje se for possível. Pensar em um contexto diferente trará novas ideias.

Design Thinking

Elaborado por Tim Brown, CEO da Ideo — organização símbolo de inovação — o conceito de Design Thinking foi pensado para ajudar as empresas a gerar soluções rápidas e mais criativas para os seus problemas.

Tudo é baseado em um roteiro simples: descobrir (observar o contexto em que vive e explorar novas possibilidades), interpretar (analisar como as ideias podem vir desse contexto), idealizar (enxergar oportunidades), experimentar (testar as ideias) e evoluir (aprender com os erros e melhorar o que for preciso).

Leituras

Muitos especialistas indicam que, para ser muito bom em algo, você precisa ter pelo menos dez mil horas de prática nessa atividade. No entanto, quem deseja estimular a criatividade não precisa ir tão longe. O mais importante é que estude, leia, explore as teorias e as técnicas de algo — particularmente algo novo.

Buscar qualquer tipo de conhecimento é uma forma de sair da sua zona de conforto, principalmente para quem está sempre ligado aos assuntos da sua área profissional e não estuda outros temas fora dela.

A leitura permite que você enxergue sem limites e crie uma mente sem amarras, capaz de chegar a lugares inimagináveis.

Hábitos

A criatividade também é fruto de hábitos. Reservar uma hora para ficar sozinho, aprender algo novo todos os dias, praticar uma atividade física e ter uma alimentação balanceada são alguns dos costumes que refletem positivamente no corpo e na mente. E não há espaço melhor para as ideias inovadoras do que um cérebro saudável e ativo!

“Dolce far niente”

Até mesmo o fazer nada pode ser uma fonte de inovação, de acordo com o italiano Domenico De Masi, criador do conceito de Ócio Criativo. Isso não significa, no entanto, parar de trabalhar e perder dias deitado na cama.

Para o sociólogo, o dolce far niente proposto por essa teoria está em unir o estudo e o trabalho com momentos frequentes de lazer. No dia a dia, isso significa descansar a mente das atividades cotidianas, enquanto aprecia um bom filme, lê um livro, pratica um hobby ou ouve uma música, por exemplo.

Erros

Muitas pessoas matam uma ideia dentro de si antes mesmo que ela floresça, por medo de que a execução seja falha ou por se preocupar com o que os outros vão pensar.

Quem está em cargos de gestão, por exemplo, pode deixar de implantar mudanças no ambiente de trabalho por não acreditar na sua possibilidade de sucesso.

Errar também é uma forma (uma das melhores!) de se tornar mais criativo. Pode parecer loucura, mas as falhas são caminhos para ganhar experiência, reconhecer novas possibilidades e inovar.

Capacitação

Sim, é possível aprender a pensar fora da caixa. E muitas instituições já se especializaram nisso. 

Para quem deseja se reinventar no trabalho, a capacitação pode fornecer ferramentas criativas, facilitar o desenvolvimento de projetos e estimular a busca por soluções inovadoras de acordo com a realidade do mercado.

A maior vantagem dos cursos e treinamentos nessa área está em obter resultados mais rápidos do que se você estivesse trabalhando sozinho. 

Agora que você já aprendeu alguns macetes para pensar fora da caixa, que tal colocá-los em prática? Se estiver em busca de capacitação no assunto, não deixe de conhecer o nosso curso sobre Gestão Criativa, e estimule o líder inovador que está dentro de você!

Por que a automotivação pode ser sua melhor ferramenta de trabalho?

Todos querem dar dicas e conselhos para quem busca crescer profissionalmente sobre como alcançar aquela vaga dos sonhos ou a promoção tão desejada. Mas uma das ferramentas mais importantes é algo que, provavelmente, ninguém nunca recomendou a você. Estamos falando da automotivação.

E por que será que essa habilidade é tão pouco divulgada? O motivo é simples: não se pode vender automotivação. Como o próprio nome sugere, ela depende de posturas e atitudes autônomas. Diferentemente de liderança ou comunicação, que também são habilidades muito importantes, a automotivação é desenvolvida ao longo de uma jornada solitária.

Neste post, vamos apresentar algumas ideias para que você possa trilhar esse caminho com garantia de sucesso, e também vamos explicar por que tal processo é tão importante, afinal. Confira!

A automotivação como diferencial no trabalho

As empresas perceberam que profissionais com a habilidade da automotivação são extremamente valiosos. Agora, quem apresenta essa característica em seu perfil tem uma chance muito maior de recolocação e crescimento. Você arrisca o motivo?

A verdade é que motivar pessoas é caro. Pensando na motivação externa, sempre chegamos a soluções como mais benefícios, flexibilidade, liberdade para o colaborador. Nada disso é ruim, é claro, mas tudo tem seu custo de implementação.

Além disso, existe uma tendência de que cada indivíduo encontre motivação externa em fatores diferentes. Para mim, pode ser um horário de almoço estendido; para você, uma mesa de pebolim no meio do escritório. Atender cada um é inviável e atender apenas alguns acaba gerando conflitos e prejudicando o clima organizacional.

Enquanto isso, o profissional que tem automotivação exige menos investimento para manter seu alto nível de desempenho. Ele encontra motivos para fazer o seu melhor dentro de si mesmo. Além disso, seu estímulo é mais duradouro, pois não está vinculado a um reforço contínuo por parte da empresa.

Situações em que a automotivação é necessária

Em primeiro lugar, vamos esclarecer que a automotivação não é boa apenas para o seu empregador. Ela também é excelente para você, já que permite que você se sinta mais realizado no seu trabalho e tenha mais energia para buscar algo além.

Alguém que tem baixa motivação interna tende a sentir uma insatisfação permanente e, ao mesmo tempo, a demonstrar pouca iniciativa para a mudança. Essa passividade afeta seu bem-estar pessoal.

Agora, vamos ver três situações em que a automotivação é necessária?

1. Quando sua produtividade está baixa

Deixando de lado qualquer discussão sobre os fatores de motivação externa, sabemos que é natural passar por momentos de baixa produtividade; por exemplo, quando você está há muitos meses sem férias e o cansaço começa a bater.

Nessas horas, a automotivação pode dar aquele “gás” necessário para seguir adiante. O que mantém você acordando cedo para trabalhar nem sequer é o salário. É algo mais profundo, como a sua própria vontade de mostrar que é capaz, de vencer suas barreiras, de ser uma referência para os seus filhos.

2. Quando chega a hora de mudar de emprego

Você está em uma boa empresa e continuar no mesmo serviço é uma opção segura. Então, por que correr atrás de algo novo? Mais uma vez, é a automotivação que compele você adiante.

Nesse caso, sua automotivação é seu desejo de se colocar à prova, de mostrar que pode fazer mais, que tem potencial para crescer. Fique atento pois, de novo, não é necessariamente o salário que faz com que você dê esse passo. Aliás, muitos profissionais com forte automotivação deixam seus empregos para ganhar menos. O que está por trás de sua decisão é somente o desejo de enfrentar desafios.

3. Quando quer negociar um novo salário

Até mesmo para pedir um aumento, a automotivação é necessária! Do contrário, você poderia se acomodar com o que tem e se tornar aquele profissional eternamente insatisfeito, sempre reclamando, mas que não faz nada para mudar. Em vez disso, sua automotivação permite que você corra o (suposto) risco.

E saiba que o fato de você dar o primeiro passo e começar uma negociação já tem um impacto positivo sobre sua imagem na empresa. Você demonstra proatividade. Portanto, quem busca o aumento tem muito mais chances de conseguir do que quem espera, passivamente, sua vez chegar.

Como desenvolver sua automotivação

Como já explicamos no começo, infelizmente, não é possível comprar automotivação ou absorvê-la de outras pessoas. Por outro lado, você pode desenvolver hábitos para fortalecê-la.

Temos três sugestões para que você dê início a esse processo. Vamos lá?

1. Descubra por que você faz o que faz

Seja você um contador, um analista de projetos ou um assistente comercial, esse momento de reflexão é indispensável. Como e por que você está nessa posição hoje? Quais foram suas razões para a escolha dessa profissão e do seu atual emprego?

Muitas vezes perdemos a motivação e não é por causa da empresa. O problema é que, envolvidos na rotina diária, esquecemos por que estamos ali. Resgate essa memória! E se você não conseguir mais pensar em nenhuma boa razão para fazer o que faz atualmente, provavelmente é hora de buscar novos caminhos.

2. Elimine qualquer sentimento negativo

Eles simplesmente não combinam com a automotivação. Enquanto você alimenta sentimentos negativos sobre seu trabalho, a empresa e o chefe, torna-se impossível encontrar força de vontade para se levantar de manhã e fazer o seu melhor no trabalho.

Então, assuma a responsabilidade pelo seu sucesso profissional, mas não se culpe ou pense que “falhou” se ele ainda não chegou. Também não gaste tempo demais culpando os outros. Saiba que você está em um processo positivo de crescimento e melhoria contínua, e processos positivos jamais levam a resultados negativos.

Além disso, tenha consciência de que o trabalho duro sempre é reconhecido. Se isso não acontecer no seu emprego atual, certamente você encontrará outra empresa que vai perceber seu perfil motivado e valorizar sua produtividade.

Em resumo: as palavras de ordem para manter a automotivação são paciência e perseverança!

3. Tenha metas ambiciosas

Uma das formas mais eficazes de automotivação é estipular metas para sua carreira profissional. Atenção: não são as metas da empresa, mas as suas. E então, dê os próximos passos de maneira consciente em relação a elas. Ou seja, cada decisão profissional deve ser estratégica, para ajudá-lo a chegar mais perto de concretizá-las.

Assim, sempre que você sentir sua motivação fraquejar, lembre-se de qual é o seu objetivo e como aquele trabalho será importante para realizá-lo. Dessa maneira você está, efetivamente, criando um motivo para seguir adiante — ou seja, criando motivação.

Agora você já sabe como desenvolver sua própria automotivação na vida profissional (e, claro, essas dicas valem para a vida pessoal também). Que tal colaborar para que outras pessoas tenham acesso à mesma ferramenta e entendam a importância dessa habilidade? Compartilhe este post com seus amigos e familiares nas redes sociais!

Gestão de carreira: o que nenhum colaborador ou empresa pode ignorar

Muito se fala em gestão de carreira e na sua importância para criar metas bem-sucedidas e atingir novos patamares profissionais. Mas o que ela significa na prática e como utilizá-la para planejar uma trajetória no mercado de trabalho? A resposta para essas e outras perguntas você encontra no post a seguir!

Como fazer uma gestão de carreira eficaz?

As empresas devem ajudar os seus colaboradores a ganhar mais produtividade, motivação e qualidade de vida, principalmente por meio de estratégias como o plano de carreira — que traça todo o percurso profissional e aponta os melhores caminhos para o crescimento.

Entretanto, o funcionário não precisa deixar apenas a cargo da organização em que trabalha o controle sobre a sua conduta e planejamento para o futuro. Essa gestão também pode, e deve, ser feita individualmente. Para realizá-la com eficácia:

Visualize em que ponto da trajetória você está

O ideal é que a gestão de carreira comece a ser feita ainda na graduação, mas é possível investir nessa técnica em qualquer estágio da vida. Para isso, é importante avaliar em que etapa profissional está e aonde quer chegar.

Se você está em atividades operacionais, por exemplo, mas quer alcançar um cargo de diretoria, é mais fácil definir qual caminho traçar para sair da posição atual.

Estabeleça metas mensuráveis e realistas

Quando se trata da definição de objetivos, não basta apenas colocar o seu sonho no papel. É preciso avaliar se ele é viável e como pode ser concretizado. Os especialistas acreditam que toda meta precisa ser SMART (específica, mensurável, atingível, relevante e temporal).

Na prática, isso significa que ela necessita ser clara, ter um limite de tempo definido, ser importante para algo — nesse caso, para a carreira — e, principalmente, ser realista. Em longo prazo é possível sonhar mais alto. No entanto, se as suas metas são imediatistas, não devem ser muito difíceis de realizar ou você corre o risco de se frustrar.

Invista em capacitação

Não importa a sua idade ou quanta experiência você tem profissionalmente. Sempre há algo novo a aprender. Às vezes a empresa não possui ferramentas e uma visão focada no crescimento do seu colaborador. Nesse caso, é importante buscar por si mesmo alguns recursos para expandir suas habilidades, tanto para o mundo corporativo quanto para a vida em geral.

Busque autoconhecimento

Há alguns anos, o sentido da palavra “carreira” estava associado apenas a um emprego ou a uma função em determinada empresa. Mas, com as mudanças das aspirações profissionais e do mercado de trabalho em si, hoje ela também está associada à vida pessoal, às expectativas para o futuro e à busca por satisfação.

Por isso, para fazer uma gestão de carreira bem-sucedida, é preciso se conhecer. Entender quais são as suas afinidades, como se vê daqui a cinco ou dez anos e em que área não suportaria atuar.

Ter essa visão pode ajudar a definir o que tem mais peso na sua vida profissional: o dinheiro, o tempo livre, o status ou a qualidade de vida, por exemplo. Essa é também uma maneira de reconhecer pontos fortes e fracos que precisam ser trabalhados.

O que o profissional deve esperar de uma boa gestão organizacional?

Para fazer uma coordenação melhor da sua carreira, o indivíduo também precisa encontrar na empresa em que trabalha determinados comportamentos e atitudes que estimulem o seu desenvolvimento e concretização de objetivos. Nesse sentido, uma boa gestão é fundamental. Para que ela aconteça, o líder deve investir em:

Pacotes de benefícios

Mesmo não sendo a prioridade profissional de alguns colaboradores, um bom salário e auxílios (como plano de saúde e odontologia, vale-alimentação e férias remuneradas) são muito importantes para a maioria.

Quando um profissional encontra as condições financeiras ideais, ele melhora a sua produtividade e ganha motivação para realizar um trabalho com mais qualidade.

Planos de sucessão

Trata-se de uma estratégia criada para determinar todos os cargos e funções em uma empresa, definindo quem é responsável pelo quê e os requisitos para exercer bem essas atividades.

Essa é apenas uma etapa do plano de carreira. Seu caráter é desenvolver o profissional internamente, dentro do que a organização precisa, sem ter que recorrer a novas contratações, por exemplo. É um processo muito eficiente na formação do colaborador, que é preparado para, quem sabe, se tornar um novo líder no futuro.

Estímulo à capacitação

O conceito de empowerment, ou empoderamento, é uma tendência forte na gestão de carreira, pois permite que o profissional tenha responsabilidades que vão além do seu cargo. Mas, para que ele possa participar com mais eficácia do processo de tomada de decisões, as empresas precisam investir em capacitação.

Muitos gestores têm medo de financiar treinamentos e cursos para os colaboradores, receando que esse conhecimento seja aplicado na concorrência. No entanto, profissionais valorizam lugares em que são reconhecidos e possuem chances de crescer. Não investir na capacitação deles é um erro que impede o negócio de prosperar e obter resultados melhores.

Respeito às diferenças

Hoje em dia, o mercado precisa estar aberto — e pronto — para lidar com todos os gêneros, etnias, orientações sexuais e necessidades especiais do seu time.

Não adianta exigir um bom relacionamento interpessoal da equipe se a própria empresa não respeita as individualidades e diferenças entre os seus colaboradores. O profissional precisa conviver em um ambiente no qual possa se expressar livremente e ser quem é, sem medo de sofrer represálias ou ser demitido.

Planejamento de carreira

Além das diferenças naturais, cada colaborador possui suas próprias maneiras de trabalhar as respectivas habilidades e pontos fracos. Para ajudar os líderes nesse sentido, foi criado o conceito de carreira em “Y”.

Se você observar o formato dessa letra, verá que ela possui uma bifurcação. Do ponto de vista profissional, essa partição significa que cada pessoa possui mais de um caminho em uma empresa, que nem sempre é se tornar um gerente ou diretor. E tratar esse comportamento como estagnação é um erro de gestão.

Observar uma carreira de maneira não linear é uma chance de as empresas aproveitarem as individualidades em novas funções. Além disso, ajuda a valorizar competências, que vão além dos clichês típicos — reter talentos e melhorar resultados — já que as pessoas certas são destinadas àquilo que sabem e querem fazer.

Senso de pertencimento

O colaborador precisa acreditar que realmente pertence e é importante para a empresa, e não apenas mais uma “escada para outros subirem” — sentimento ainda muito comum no mercado de trabalho.

Para isso, é importante que ele encontre um ambiente acolhedor, onde possa desenvolver ideias e projetos com mais autonomia, consiga se relacionar interpessoalmente com todos, tenha momentos de diversão e participe do processo de tomada de decisões.

Reconhecimento

Quando lemos um artigo online como este ou uma notícia em um jornal, é comum buscarmos quem está por trás dele. Então por que não fazer o mesmo com as demandas da sua empresa e dar os créditos aos seus colaboradores?

Pessoas esperam ser reconhecidas. Seja por meio de um elogio, de um feedback sobre uma tarefa que vem executando ou até mesmo de uma crítica, feita de maneira construtiva. Saber que seu trabalho é visto pela chefia é uma forma de encontrar valor e propósito no que faz.

E então, ficou mais fácil investir em gestão de carreira na sua empresa? Se você quer melhorar outros aspectos da sua liderança, não deixe de conferir o nosso artigo sobre como ser um gestor mais humano!

Guia para montar um plano de negócios imbatível

As tradicionais cartilhas para o sucesso geralmente iniciam o tópico “plano de negócios” orientando o empreendedor a estabelecer missão, visão e valores para a organização.

Embora a orientação esteja totalmente correta e as empresas baseiem suas atividades em propósitos nobres, visões audaciosas e valores admiráveis, as estatísticas mostram que isso não é o suficiente.

De forma cruel, elas apresentam um quadro preocupante para o empreendedorismo brasileiro. Estudos do IBGE revelam que, de cada dez empresas abertas, seis fecham as portas antes de completar seu quinto ano de atividade — um dado realmente desanimador.

Isso mostra que, a fim de sobreviver, prosperar e crescer, as empresas precisam ter mais que boas intenções e uma dose de ambição. É necessário realmente investir na elaboração de um plano de negócios realista, prático e viável, baseado em conhecimentos já consolidados no mercado.

Então, vamos falar desse instrumento tão importante para o sucesso de um empreendimento: o plano de negócios. Hoje você vai descobrir como torná-lo imbatível a fim de superar os obstáculos e garantir o sucesso de sua empresa. 

O que não pode faltar em um plano de negócios?

Uma boa ideia é garantia de uma trajetória de sucesso? Infelizmente, a resposta é não. Muitos negócios promissores fecham suas portas dentro de um curto período de tempo, mostrando que é preciso avaliar se aquela proposta realmente corresponde ou não a uma boa opção de negócio.

Além disso, mesmo que o produto ou serviço inovador realmente se revele promissor, um plano ajuda a estruturar o funcionamento do negócio a fim de obter o sucesso desejado.

Para isso, um empreendimento deve ser iniciado com um plano de negócios. Você sabe qual é a finalidade de tal documento e quais são os elementos necessários para desenvolvê-lo? Então vamos às respostas.

Qual é a finalidade de um plano de negócios?

Ele serve para planejar um novo empreendimento e seu objetivo é traçar uma estratégia de atuação para a organização. Em outras palavras, podemos afirmar que se trata de um guia para a gestão estratégica do negócio.

Uma outra situação que demanda sua elaboração é quando uma empresa já estabelecida decide investir na criação de uma nova unidade empresarial.

Por que os empreendimentos precisam de um plano de negócios?

Precisamos pontuar que o plano de negócios não é uma obrigação dos empreendedores. Pelo contrário, trata-se de uma ferramenta de auxílio, que vai contribuir para que a empresa chegue aonde seus gestores desejam.

Então, quando o empreendedor tem em mente os objetivos que pretende alcançar daqui a 5, 10 ou 20 anos, ele está definindo um destino. O plano de negócios vai traçar o caminho que a organização precisará percorrer a fim de atingir o patamar desejado.

Portanto, um plano de negócios não pode ser simplesmente um documento abstrato, pautado na importância da organização e uma descrição filosófica de sua missão e valores. Ele precisa ser objetivo e definir números que refletem o crescimento esperado do negócio em relação a receita, lucro, participação no mercado, número de clientes e outras metas.

Quais são os elementos de um plano de negócios?

Não há uma fórmula pronta para a elaboração do plano de negócios. Porém, sem alguns elementos essenciais é difícil traçar um percurso e estabelecer as ações necessárias para percorrê-lo.

Além da já tradicional descrição da missão, visão e valores, é importante que o plano contenha:

  • análise da oportunidade: o que o mercado precisa e sua empresa pode oferecer? Essa é uma condição importante para o empreendimento dar certo;
  • análise do mercado: este é o momento de entender seu público-alvo, conhecer suas necessidades e expectativas. Também é importante analisar o que os concorrentes têm feito para atendê-las. Suas chances de sucesso são maiores se a empresa conseguir superá-los nessa tarefa;
  • modelo de negócio: nesta etapa, o plano estipula o que vender, como, para quem, cobrando quanto, qual será a estratégia de marketing e estimativa de receita e de despesas, quanto precisa investir, etc.
  • revisão completa dos passos: deve, na verdade, acontecer a todo o momento. Cada vez que o gestor analisa um dos itens anteriores, ele precisa considerar seu impacto sobre os demais e fazer as devidas adaptações.

Depois desses passos, o empreendedor pode concluir a redação do plano e fechar o modelo estabelecido.

À medida que o conhecimento sobre o negócio cresce e a compreensão do produto, do público-alvo e do mercado torna-se mais profunda, o empreendedor pode (e deve!) rever as etapas, de forma interativa.

Portanto, deve haver um permanente diálogo entre o plano de negócios e a realidade. É importante que ele seja revisto e atualizado periodicamente, garantindo que seja executável e adequado ao comportamento do mercado e aos resultados possíveis.

Quais metodologias podem ser usadas?

No entanto, ao iniciar um negócio, nem sempre o empreendedor tem conhecimento das ferramentas e metodologias para realizar essas análises de forma profissional e objetiva.

Por isso, selecionamos algumas das principais opções consagradas pelo mercado para ajudá-lo a construir um plano imbatível:

Canvas Business Model (CBM)

Proposto inicialmente por Alexander Osterwalder, o Canvas é uma ferramenta muito utilizada na fase inicial da elaboração de um plano. Sua proposta é simplificar a criação de modelos de negócio, tornando esse processo mais visual e fácil de ser compreendido por todos os envolvidos.

A ideia principal é reunir todos os aspectos que uma empresa precisa considerar para sua estruturação em 9 blocos integrados, proporcionando a chance de refletir sobre como o empreendimento deve atuar, como eles serão conduzidos para compor o negócio e de que forma os processos serão estruturados.

Esses módulos são:

1. segmentos de mercado: determina quem são os clientes que a empresa quer atender, seu perfil, onde estão localizados e como estão agrupados;

2. canais de comercialização: estabelece a forma como sua empresa se comunica com os clientes para entregar sua proposta de valor;

3. relacionamento com os clientes: estabelece os tipos de relação que o empreendimento utiliza para manter e conquistar os clientes.

Como você pode perceber, os três primeiros módulos caracterizam para quem o negócio é estabelecido e a sua forma de se relacionar com esses elementos.

4. proposta de valor: mostra como o seu pacote de produtos e serviços contribui para atender às necessidades do cliente. Portanto, trata-se do seu valor. Responde à pergunta: “o que sua empresa tem a oferecer”?

5. atividades principais: descreve as ações importantes que a empresa precisa realizar para colocar em prática o seu modelo de negócios;

6. recursos principais ou recursos-chave: são os recursos essenciais para o funcionamento do modelo de negócios. Entre eles estão os equipamentos, colaboradores, matéria-prima e insumos, estrutura, entre outros;

7. parcerias principais: trata-se da rede de fornecedores e parceiros sem a qual a empresa não pode desempenhar suas atividades.

Analisando esses três últimos blocos, percebemos que eles estabelecem como a empresa realizará suas operações.

8. estrutura de custos: relaciona todos os custos envolvidos na operação do negócio;

9. receitas: projeta quanto dinheiro a empresa gera, o valor e a forma como ela vai receber de seus clientes.

Portanto, os dois últimos itens estabelecem quanto dinheiro a empresa precisa para realmente ser capaz de funcionar, bem como o quanto pretende lucrar com sua atuação.

Plano de negócios em pirâmide

Muito indicado para startups, o plano de negócios em pirâmide é uma estratégia utilizada para convencer investidores ou novos sócios a entrarem em um empreendimento com o objetivo de levantar investimentos para conquistar o mercado.

Nessa estrutura, o empreendedor consegue formatar o plano de acordo com os objetivos que deseja alcançar. A ideia é organizar a execução de ações para viabilizar a conquista das metas, de acordo com suas necessidades.

Análise SWOT

A análise ou matriz SWOT, também conhecida pela sigla FOFA, é uma ferramenta importante para analisar tanto os fatores internos quanto os elementos internos que interferem nos resultados de uma empresa, e por isso pode ser muito útil para o desenvolvimento de um plano de negócios.

Na verdade, seu nome é um acrônimo que utiliza as iniciais dos elementos que serão analisados, em inglês. Ela se propõe a identificar as forças (Strengths), fraquezas (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) de um negócio.

Portanto, como já falamos, ela se propõe a identificar os fatores internos e externos que podem ocasionar o sucesso ou o fracasso de um empreendimento, como veremos a seguir:

Fatores internos

  • forças: são as características da empresa que a colocam em situação vantajosa em relação à sua concorrência. Pode ser um produto ou serviço inovador, atendimento diferenciado, preço competitivo ou qualquer outra peculiaridade que constitua em um diferencial competitivo.
  • fraquezas: são os elementos contrários aos anteriores — justamente as características que prejudicam o andamento do negócio ou são superadas pela concorrência. Pode ser a falta de reconhecimento no mercado, algum produto ou serviço com qualidade inferior, entre outros aspectos.

Como podemos observar, tanto as forças quanto as fraquezas são características da organização, e por isso são reconhecidas como fatores internos. Depende unicamente da empresa a solução das fraquezas e o aproveitamento das forças como um diferencial competitivo para potencializar resultados.

Fatores externos

  • oportunidades: são as características do mercado que a empresa pode aproveitar para crescer. Embora não tenha controle sobre esses fatores, o empreendimento precisa conhecê-los para se beneficiar deles. Pode ser a falta de concorrência para determinado serviço em uma área, alta demanda, entre outras possibilidades.
  • ameaças: também de forma contrária, nessa categoria encontramos as forças e ações externas que interferem negativamente nos resultados da empresa. Concorrência acirrada, alto custo de matéria-prima e dificuldade para encontrar profissionais capacitados são alguns exemplos.

Portanto, a identificação desses quatro elementos é muito importante para elaborar um plano de negócios realmente capaz de contribuir para o crescimento da empresa.

Esses aspectos mostram o que o gestor precisa corrigir para vencer a concorrência e se destacar, além de apontarem para as oportunidades que devem ser aproveitadas e forças que devem ser mais bem exploradas.

Trade Offs

Podemos afirmar que o plano de negócios traz uma série de decisões “em cascata”. O início de um empreendimento exige que algumas escolhas sejam feitas e, a partir daí, novas decisões são tomadas para viabilizar a realização das primeiras, e assim por diante.

O grande problema é que, como se trata de um negócio em estágio inicial, esses passos podem deixar o empreendedor inseguro. Como elas têm grande impacto na definição de metas, projeções financeiras, processos e outras políticas da organização, elas podem ser um fator decisivo para o sucesso ou fracasso.

Vamos pensar em uma situação prática muito simples, apenas para contextualizar. Barbearias estão na moda, e por isso determinado empreendedor resolveu investir no ramo. As duas opções que ele tem são:

  • opção 1: atender uma clientela nível A/B;
  • opção 2: atender uma clientela nível C.

Cada uma dessas escolhas terá como consequência outras “decisões em cascata”, conforme vemos a seguir:

Atendimento à clientela nível A/B

  • estabelecimento do ponto em um bairro nobre;
  • escolha de um local com estacionamento;
  • decoração sofisticada ou temática;
  • climatização do ambiente;
  • investimento no conforto dos clientes: sala de espera com sofá confortável, TV e jogos; 
  • oferta de produtos importados para cuidados com a barba;
  • utilização de produtos diferenciados no atendimento aos clientes;
  • cafeteria no estabelecimento.

Atendimento à clientela nível C

  • estabelecimento do ponto em bairro popular;
  • escolha de um ponto mais simples, com a estrutura mínima para o funcionamento;
  • compra dos equipamentos básicos: cadeira, espelho, conjunto de utensílios;
  • aquisição de dois ventiladores de parede;
  • duas ou três cadeiras estofadas simples para a espera dos clientes;
  • utilização de produtos profissionais, porém de marcas menos conhecidas e a um preço mais acessível.

Portanto, percebemos pelo exemplo acima que a decisão quanto ao público-alvo é fundamental para desencadear uma série de outras ações. Essa escolha influenciará o plano de negócios e trará impacto em muitos aspectos, como o investimento inicial, projeção de receitas e despesas, entre outros.

Mas afinal, como isso se relaciona com a ferramenta Trade Offs?

Como vimos, uma única decisão traz uma série de implicações. Uma escolha errada no planejamento estratégico pode acarretar erros que podem comprometer a sobrevivência de um negócio.

Para permitir uma visão mais abrangente e reduzir a dimensão dos erros, a ferramenta Trade Offs ajuda a definir o que seu criador, Michael Porter, chamou de 3 Estratégias Genéricas.

Segundo o Trade Offs, essas escolhas são excludentes. Ou seja, quando o empreendedor opta por construir um negócio segundo determinada linha, as outras duas devem ser automaticamente descartadas. Por isso o sistema recebe esse nome. Conheça as três possibilidades:

1. Estratégia de liderança total em custos

Trata-se daquele empreendedor que estabeleceu que o objetivo de seu negócio é vender seus produtos ou serviços a um preço imbatível. Por isso, ele precisa procurar produzir de forma mais eficiente, porém sem perder a confiabilidade.

No entanto, para atingir esse objetivo, ele deverá abrir mão das outras duas estratégias. Por mais que seu produto seja confiável, ele não poderá ser diferenciado, pois isso inviabilizaria sua política do preço mais baixo.

Voltando ao exemplo da barbearia, o empreendedor garantiria a barba bem-feita. Porém, a fim de garantir o menor preço, ele faria isso em um ambiente simples, sem estacionamento ou climatização, com o mínimo de mobiliário, decoração e outros itens de conforto.

2. Estratégia de diferenciação

Nesse caso, a estratégia prevê o destaque da qualidade. O empreendedor conhece seu público-alvo e sabe que ele não se importa em pagar um valor adicional, desde que isso garanta um produto ou atendimento nitidamente diferenciado.

Portanto, é a barbearia que oferece o conforto que o cliente deseja e os melhores produtos. Para isso, cobra mais caro, e sua clientela não se importa de desembolsar esse valor.

3. Estratégia de foco

É o que acontece quando um estabelecimento praticamente não tem concorrência. O empreendedor vende algo que os outros não têm a ofertar, pois inovou ou se especializou em atender às expectativas de determinado nicho.

Sem concorrentes diretos, o empreendedor sabe que seu negócio se encontra em uma posição superior à dos demais estabelecimentos do setor. Também não se preocupa em vencer pelo preço, e sim pela exclusividade do que tem a oferecer.

Como podemos perceber, quem escolhe vencer pelo preço baixo não tem como oferecer os mesmos diferenciais e o foco. Seria economicamente inviável. Da mesma forma, quem escolhe a qualidade ou o foco não tem como manter os custos em um patamar competitivo. Não há como adotar mais de uma dessas estratégias ao mesmo tempo.

Por isso, quando um empreendedor faz essa escolha inicial, ele tem a possibilidade de elaborar seu plano estratégico de forma mais precisa. Assim, ele toma decisões que contribuem para configurar seu negócio de acordo com sua opção.

Esse cuidado evita contradições operacionais que, caso o gestor percebesse apenas depois, custariam uma soma considerável de recursos ou talvez até mesmo inviabilizasse a sobrevivência do empreendimento.

Por que sua missão não acaba por aqui?

No entanto, o plano de negócios não pode ser um documento que permanece engavetado e não ganha vida na empresa. Além de ser consultado frequentemente e colocado em prática, ele precisa de revisões constantes. Por que isso é necessário?

Como você se lembra, o plano de negócios foi criado no estágio inicial de implantação de um empreendimento ou unidade de uma empresa estabelecida. Portanto, por mais cuidadosa que tenha sido a análise, as conclusões não passavam de estimativas ou projeções.

É a operação real de um negócio que vai, de fato, confirmar essas projeções ou alterá-las, de acordo com o andamento das atividades. Portanto, o cenário pode ser, em diversos aspectos, muito diferente das condições previstas no planejamento.

Nesse caso, não adianta a empresa continuar seguindo um curso de ação que não é o mais adequado à sua realidade. Ela precisa rever suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças a fim de corrigir a rota ou aproveitar as aberturas de mercado de forma mais agressiva.

Mas quando o empreendedor deve revisar o plano de negócios? Especialistas recomendam o seguinte procedimento:

  • no primeiro ano de um negócio, o ideal é rever o plano a cada três meses ou sempre que o empreendedor tiver dúvidas sobre os rumos do empreendimento. Como você se lembra, o plano foi baseado em projeções e expectativas, e agora é preciso adequá-lo à realidade;
  • no segundo ano, o plano pode ser revisado semestralmente. Embora o gestor já conheça melhor o mercado e saiba o que esperar do negócio, é importante avaliar se os resultados são compatíveis com as ações propostas e identificar qualquer problema que coloque em risco a sobrevivência do empreendimento;
  • a partir do terceiro ano, o procedimento pode ser anual. Porém, é fundamental que o gestor continue acompanhando os resultados de forma atenta, impedindo que a empresa se coloque em uma situação insustentável sem que haja qualquer percepção do fato ou reação.

Por que revisar o plano de negócios?

Cuidar da gestão de um empreendimento é trabalhoso. Por isso, muitos gestores acreditam que elaborar e revisar constantemente o plano de negócios vai tomar muito tempo e exigir grandes esforços. Diante da urgência das tarefas do dia a dia, a revisão pode ficar para depois — ou para nunca.

Porém, as estatísticas não são nada favoráveis ao gestor que adota essa postura. Segundo o SEBRAE SP, a revisão sistemática e periódica do plano é uma das atitudes dos empreendedores que obtiveram maior sucesso nos primeiros 5 anos de vida de suas empresas.

Da mesma forma que a revisão periódica está relacionada ao sucesso, a negligência de tal aspecto aparece nas estatísticas de fracasso. Entre os negócios que fecham, estão os maiores percentuais de empresas que não faziam a revisão, não acompanhavam rigorosamente receitas e despesas e nem as atividades dos concorrentes.

Além disso, o gestor pode perceber que não é só a sua percepção do negócio que muda. O próprio cenário econômico está em constante transformação, e a realidade precisa ser trazida à administração da empresa a fim de que ela possa se adaptar e obter sucesso.

E agora, está preparado para montar o seu plano de negócios imbatível? Quer receber outras sugestões para garantir uma gestão de sucesso para seu empreendimento? Então não perca tempo! Assine nossa newsletter e receba conteúdos indispensáveis diretamente em seu e-mail. 

Gestão estratégica — aprenda o que é para fazer na prática

Sabe aqueles pleonasmos que aprendemos na escola — subir para cima, descer para baixo, entre outros tantos exemplos? Não é incomum acharmos essas expressões engraçadas quando alguém as utiliza acidentalmente.

Porém, o mundo corporativo tem seus próprios pleonasmos, e nem sequer os percebemos no dia a dia. “Gestão estratégica” é um deles, e vamos agora falar por quê. 

O que é gestão estratégica

Falar em gestão estratégica é uma repetição da mesma ideia,  e por isso começamos o texto falando em pleonasmo. Espera-se que todo gestor sempre analise a situação e mobilize os recursos para atingir os resultados que a companhia deseja. Isso significa que não existe gestão de verdade que não seja estratégica

Mas como o termo se consagrou dessa forma no mundo empresarial, vamos utilizá-lo para designar o processo que coordena ações sistemáticas realizadas nas organizações com o objetivo de avaliar a situação, planejar mudanças e gerenciar sua implementação.

Por isso, podemos dizer que o processo de gestão estratégica utiliza três pilares:

  • planejamento estratégico: baseia-se no diagnóstico da instituição para promover ações com o objetivo de corrigir falhas, aproveitar melhor as oportunidades e fortalecer a organização a fim de superar obstáculos e alcançar resultados.
  • implantação do planejamento estratégico: essa é uma das principais dificuldades de uma organização. No papel, os planejamentos são muito bons. Porém, muitas companhias não conseguem colocá-los em prática;
  • monitoramento e ajustes necessários a partir dos resultados obtidos: trata-se de uma etapa tão importante quanto o planejamento. Nela, o plano anterior é avaliado e comparado com os resultados efetivamente obtidos. A partir daí, ocorrem correções e adaptação para que as diretrizes revisadas estabeleçam ações ainda mais efetivas para alcançar os objetivos.

Essas são formas bastante resumidas de descrever essas etapas. No entanto, para que elas sejam bem-sucedidas, é importante que o gestor tenha o conhecimento de algumas práticas que podem ajudar a realizá-las de forma eficiente. É desse tema que falaremos a partir de agora.

As melhores práticas para a gestão estratégica

1. Utilizar ferramentas adequadas

Sem os critérios adequados, algumas etapas do planejamento e gestão estratégicos podem adquirir um caráter muito subjetivo. Com o julgamento comprometido, é possível que fiquem de fora alguns apontamentos importantes, fazendo com que a empresa ignore pontos que deveria corrigir ou explorar.

Um exemplo é a etapa do diagnóstico. Com as ferramentas apropriadas, a equipe pode avaliar melhor suas necessidades e oportunidades. Vamos conhecer algumas?

1.1. Análise SWOT

Essa análise ou matriz permite a identificação das forças (Strengths), fraquezas (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) que potencializam ou impedem o sucesso de uma organização. 

Seu papel é identificar os pontos que precisam de intervenção para melhoria (fraquezas e medidas para contornar as ameaças), bem como as oportunidades e diferenciais competitivos que devem ser mais bem explorados. 

1.2. Matriz BCG

Ela permite analisar o portfólio de produtos ou serviços e classificá-los de acordo com sua situação atual, estimativa de crescimento de vendas no mercado e nível de participação do produto.

Assim, a empresa consegue identificar se a previsão para aquele item é de expansão, estagnação ou queda, avaliar o impacto disso devido ao nível de participação na quota de mercado e direcionar seus esforços para as ações mais promissoras.

1.3. Canvas Business Model (CBM)

Nesse caso, não se trata de uma ferramenta para diagnóstico, e sim para o planejamento. O Canvas procura simplificar a criação de modelos de negócios, tornando-os facilmente compreensíveis pelos envolvidos.

O modelo reúne 9 aspectos que uma empresa deve considerar para se estruturar, proporcionando uma ferramenta que favorece a reflexão sobre a atuação do empreendimento e a integração desses blocos para o sucesso da organização.

2. Rever o planejamento estratégico da empresa

Por mais que o planejamento seja elaborado a partir de estatísticas confiáveis, nem sempre o desempenho da companhia ou o mercado se comportam da forma esperada. Essas alterações podem ser positivas ou negativas, mas o fato é que a empresa precisa se adaptar para lidar com a nova situação.

Por isso, o planejamento estratégico deve ser revisto com certa frequência. A revisão identificará esses fatores e buscará alternativas para solucionar problemas e potencializar resultados.

3. Acompanhar métricas e indicadores

Por melhor que tenha sido a base de dados utilizada para o planejamento, precisamos nos lembrar de que as ações propostas são ainda suposições. Ou seja, quando os gestores pensam em uma solução, apenas a prática vai revelar se elas são realmente efetivas para solucionar os problemas apresentados ou alcançar metas.

Portanto, para que a empresa tenha sucesso, é importante avaliar qual foi o resultado das ações implementadas. Essa análise não deve se basear em percepções subjetivas, mas em indicadores e métricas que transformam o andamento dos processos em números em vantagens reais.

Por isso, os gestores devem utilizar indicadores objetivos e confiáveis. Eles serão variáveis, de acordo com o segmento em que o negócio atua. São exemplos de métricas e indicadores que o gestor deve acompanhar:

  • métricas: metas de vendas, prospecções, taxas de conversão, ticket médio, quantidade de propostas feitas, negócios fechados, entre outros; 
  • indicadores de desempenho: números que mostram a produtividade, qualidade, capacidade, lucratividade etc. 

4. Alinhar a comunicação interna

Quando a comunicação da empresa não garante que os colaboradores realmente compreendam a estratégia da organização, as chances de que ocorram falhas na implementação de um planejamento se tornam muito maiores.

Portanto, se os processos forem descoordenados e difusos, não se pode esperar outro resultado a não ser o fracasso da implementação. A comunicação desempenha um papel importantíssimo na transformação de processos internos eficazes, garantindo que cada colaborador saiba o que e como fazer para cumprir a estratégia. 

5. Investir na governança corporativa

A governança corporativa pode ser definida como o conjunto de mecanismos utilizados para solucionar problemas comuns nas organizações que dificultam a implementação bem-sucedida de um planejamento estratégico.

Seu papel é atuar para solucionar conflitos de agentes, diferenças entre vieses cognitivos e limitações técnicas. Ou seja, quando ocorre uma implementação, diferentes interesses entram em jogo, e essas questões podem se tornar fatores impeditivos e comprometer o sucesso do projeto.

Cabe à governança corporativa resolver cada um desses pontos, seja administrando os conflitos, seja providenciando formas de superar as limitações técnicas e mediar as diferentes concepções. Assim, ela garante a atuação de um conjunto unido em prol de um propósito: o cumprimento da estratégia da empresa.

Entendeu como essas práticas podem contribuir para a gestão estratégica de um negócio? Quer descobrir como superar os 4 maiores desafios enfrentados pelos gestores contemporâneos? Então continue em nosso blog e confira esse post imperdível.

As 11 características essenciais do empreendedor

Empreender nunca foi nem nunca será uma tarefa simples. A dinâmica do mercado, somada à grande competitividade nele envolvida, fazem do empreendedor um verdadeiro soldado em busca dos seus objetivos.

Muito trabalho, estudo, dedicação e capacidade de autossuperação estão envolvidos na formação de uma mente empreendedora. Mas isso não é suficiente para garantir o sucesso nesse ramo.

Engana-se quem acredita que alguém já nasce empreendedor. Na realidade, muitas das características do empreendedor são desenvolvidas com o tempo e suas experiências e análises.

Quer saber o que é preciso para ser um bom empreendedor? Então continue lendo o post de hoje! Separamos 11 características que certamente levarão você e seu empreendimento ao sucesso. Acompanhe:

1. Liderança

A liderança é a base de um bom empreendedor. A capacidade de organizar a equipe, de motivá-la e, principalmente, de coordená-la são essenciais a um bom líder.

Um empreendedor tem na sua fala e postura um ar de liderança, sendo a pessoa que inspira e guia toda a rotina do empreendimento.

Atualmente, o modelo de liderança mais buscado nas empresas é o de liderança colaborativa, na qual se extingue a figura do chefe — que só dá ordens — e adota-se a figura do líder colaborador, que ajuda, está presente e sabe ouvir e entender as demandas das equipes.

2. Resiliência

“Resiliência: capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.”

Sabemos que o sucesso não vem da noite para o dia — não na maioria dos casos, pelo menos. A jornada é longa e, antes de as coisas darem certo, elas dão errado muitas e muitas vezes.

Por isso, ser resiliente é uma característica fundamental para um empreendedor. É ela que garantirá o seguimento nos objetivos, mesmo que as coisas não pareçam favoráveis.

Dias bons e ruins fazem parte da vida de qualquer ser humano, porém, o que muda é capacidade de superar e persistir sempre que for necessário.

3. Humildade

Sem humildade, quem está iniciando no universo do empreendedorismo dificilmente consegue ir longe.

Um empreendedor de verdade sabe reconhecer seus pontos fracos, assim como também é capaz de identificar os pontos fortes de terceiros e, mais do que isso, tem a humildade de aprender com ambos.

Quem deseja crescer deve estar disposto a aprender de todas as formas. Todas as pessoas, indiferentemente do nível hierárquico dentro da empresa, têm algo a acrescentar. Saber disso é fundamental.

Além disso, a humildade é um ponto que facilita significativamente a gestão de pessoas, pois ajuda a se colocar no lugar do outro e entender erros sem julgar.

4. Humanidade

Ter humanidade é primordial. Afinal, o empreendedor lida com pessoas e necessita delas para atingir seus objetivos.

Saber tratar todos de maneira humana e respeitosa é o primeiro passo para reforçar a sua postura de liderança. Isso facilitará muito o trabalho em equipe e certamente otimizará seus resultados.

5. Organização

Não há como empreender sem ter organização. Um empreendimento envolverá uma série de processos e rotinas, além de inúmeros pontos burocráticos, como análise de dados, gerenciamento de processos, entre muitos outros.

Em razão disso, o empreendedor deve saber se organizar e agendar os seus compromissos de forma eficiente para que as operações da empresa não saim dos eixos.

6. Comunicabilidade

Por último, mas não menos importante, está a capacidade de se comunicar. Essa é uma das características que melhor definem o empreendedor.

A comunicação é o que permite que todas as outras qualidades sejam exteriorizadas. Uma comunicação fluida, humana e efetiva torna o dia a dia de trabalho muito mais organizado. Ela abre portas para a empresa, criando novas oportunidades.

7. Proatividade

Simplesmente esperar que as pessoas façam alguma coisa ou peçam algo não é a postura mais indicada para um empreendedor. Na verdade, ele deve tomar as rédeas da empresa e agir espontaneamente, e intervir quando achar conveniente.

Nem sempre será possível aguardar que parceiros e colaboradores executem determinados trabalhos, ainda que muito importantes. Por isso, empreendedor, você deve estar disposto a agir a todo momento. Se você sabe o que deve ser feito, por que não assumir a tarefa?

A proatividade é um atributo muito útil em ambientes corporativos, especialmente em razão da divisão de tarefas, que faz com os colaboradores não se sintam responsáveis por atividades que excedem as suas funções. Até certo ponto, esse raciocínio não é errado; mas se for pelo bem geral, não existe nenhum impedimento.

8. Comprometimento

Engajar-se com os seus objetivos e ter comprometimento consigo e com aqueles que também estão envolvidos é, sem dúvida, um grande diferencial.

O empreender deve, mais do que ninguém, honrar a sua palavra e fazer o possível para que todos os compromissos firmados sejam cumpridos.

Tal característica mostra o quanto a empresa valoriza os seus prazos, a satisfação do cliente, colaboradores etc., e o quanto todos trabalham para que essa imagem seja sempre mantida.

9. Profissionalismo

Ser profissional é mais do que uma característica do empreendedor, é quase uma obrigação.

Em ambientes corporativos, manter o profissionalismo e a ética é medida de ordem para conquistar o seu espaço no mercado e o respeito dos funcionários e clientes.

Muitas vezes, o lado humano indicará determinada escolha, enquanto o profissional mostrará outro caminho. Nessas horas, é preciso ponderar com sabedoria, pois uma empresa necessita de humanidade, assim como de profissionalismo.

Por exemplo, sempre há um certo pesar ao demitir um funcionário. Mas se ele não agrega valor ao negócio, é preciso pensar de forma mais objetiva.

10. Gestão orientada a resultados

Executar uma gestão orientada a resultados pode fazer toda a diferença para a empresa.

Certamente atingirá o sucesso aquele empreendedor que consegue analisar todos os recursos à sua disposição — como capital humano, máquinas e softwares — e, a partir daí, organizar as atividades de maneira coerente para atingir os resultados.

Por isso, bons atributos pessoais são importantes, claro, mas aptidões técnicas também são indispensáveis.

11. Noções administrativas

Administrar um empreendimento envolve bastante conhecimento, e de diversas áreas. Gestão de pessoas, administração e recursos humanos são alguns exemplos clássicos.

Desse modo, possuir uma boa noção de processos administrativos pode ser de grande valia. Ao contar com esses conhecimentos, o empreendedor consegue trabalhar com mais precisão. Isso, sem dúvida, facilita a tomada de decisões e otimiza o gerenciamento interno do negócio.

Por fim, como vimos, muitas devem ser as características do empreendedor. Ter ciência da necessidade de cada uma delas é o primeiro passo para agir e desenvolvê-las ou aprimorá-las. Afinal, não se nasce empreendedor, mas se torna.

Agora, que você conhece alguns dos atributos indispensáveis ao empreendedor, o que achar que explorar um pouco mais sobre o universo do empreendedorismo? Baixe nosso e-book: Entenda a formação indicada para ter o próprio negócio!

Comunicação interpessoal: por que todo gestor precisa melhorar?

Para alcançar os objetivos da empresa, não basta ter visão estratégica e o melhor planejamento. Tirar as ideias do papel e transformá-las em resultados exige a capacidade de mobilizar, orientar e liderar pessoas. Por isso, uma das principais habilidades de um gestor de sucesso é a comunicação interpessoal. 

E você, entende a importância dessa competência para alcançar resultados? Percebe que poderia desenvolvê-la para lidar com as pessoas no ambiente corporativo? Sabe quais são os erros clássicos que um gestor comete em sua comunicação com o grupo? Quer descobrir como lidar melhor com essas situações na prática? 

Então este post foi feito para você. Nele, nós vamos abordar esses temas e mostrar por que e como o gestor pode melhorar essa habilidade e conseguir resultados melhores. Vamos lá? 

A importância de melhorar a comunicação interpessoal 

As pessoas são o principal ativo de uma organização e todos os resultados de companhia ocorrem por meio da ação dos colaboradores. Considerando isso, percebemos que a comunicação interpessoal eficaz é fundamental. 

Entre os principais benefícios que a comunicação eficiente garante, podemos destacar: 

  • redução de erros, pois elimina as falhas decorrentes de quando o colaborador não recebe orientações sobre o que, quando e como fazer algo;
  • diminuição dos conflitos que desgastam a equipe e minam a produtividade;
  • entendimento claro da participação de cada colaborador em um projeto, a forma como os papéis se complementam e o resultado esperado;
  • clima organizacional estimulante, inspirador e respeitoso;
  • engajamento e motivação da equipe de trabalho.

No entanto, temos que concordar que essa concepção que valoriza a gestão estratégica de pessoas é relativamente recente no contexto da administração de organizações.

Como herança do modelo anterior, baseado na “chefia” e na verticalização da hierarquia, muitos gestores não estão 100% preparados para lidar com pessoas no ambiente corporativo. O resultado disso é a ocorrência frequente dos erros clássicos na comunicação interpessoal. Você sabe quais são eles?

Os erros clássicos na comunicação interpessoal 

Nem sempre as nossas excelentes intenções correspondem à percepção que as pessoas têm a nosso respeito — especialmente no ambiente de trabalho. Grande parte da dissonância relacionada à imagem profissional acontece devido a erros na comunicação. 

Veja alguns exemplos de erros clássicos que os gestores cometem e que interferem nos resultados de seu trabalho. 

1. Passar uma imagem antipática

O profissionalismo exige que os funcionários cumpram seus deveres mesmo quando o chefe é antipático. No entanto, quando ele consegue despertar a simpatia da equipe, ela é capaz de produzir resultados extraordinários. 

Por isso, cuide para não passar uma imagem antipática. Cortesia, lealdade, educação e humildade são qualidades que jamais colocarão sua liderança em xeque, muito menos reduzirão o respeito de sua equipe. Pelo contrário, farão de você uma inspiração. 

2. Deixar de promover o trabalho em equipe

A interdependência potencializa resultados. Por isso, o trabalho em equipe deve ser incentivado. Ao fomentar a atitude de colaboração em seu time, surgirão soluções muito mais efetivas para os desafios enfrentados.

Por falta de comunicação, pode ser que membros do grupo estejam tentando “reinventar a roda” individualmente diante de problemas que seriam mais simples de resolver se todos pudessem participar. A coletivização dos desafios e projetos pode encurtar o caminho para o sucesso. 

3. Confundir sinais

A primeira regra para eliminar os erros de comunicação poderia ser “não deduza” ou “não presuma”. O problema é que isso acontece com muita frequência no ambiente de trabalho. 

Alguns exemplos clássicos são confundir o silêncio com concordância ou com o pleno entendimento. Portanto, não interprete esses sinais dessa maneira. Estabeleça um diálogo efetivo e certifique-se de que as suas palavras surtiram o efeito esperado e de que a pessoa realmente compreendeu tudo o que você disse. 

4. Não saber lidar com a diversidade de pessoas ou opiniões

As pessoas têm bagagens de vida diferentes. Elas se expressam em sua percepção, postura e opinião. Quando a situação é vivenciada por um grupo maduro, todos crescem e enriquecem seu ponto de vista a partir dessas diferenças. 

Portanto, as divergências não devem ser motivo para desvalorizar ideias, muito menos para desqualificar as próprias pessoas. Reconhecer apenas as concepções idênticas ou semelhantes às suas próprias enfraquece a equipe, desgasta relacionamentos e provoca a evasão de talentos. 

5. Não apresentar as ideias por medo de falar em público

A salvação de um projeto pode estar nas mãos de um gestor que não apresentou sua ideia por medo de falar em público. Ele desperdiça a chance de se valorizar na companhia e a empresa perde soluções eficientes para seus problemas. 

Portanto, caso o gestor tenha dificuldade para se apresentar em público ou não consiga fazer isso de forma clara e persuasiva, ele deve buscar recursos para desenvolver essa habilidade fundamental. 

Como melhorar a comunicação interpessoal na prática

Reconheceu algum desses erros na sua prática profissional? Então, é hora de buscar alternativas para melhorar sua comunicação interpessoal. É preciso entender os elementos envolvidos nesse processo para, de forma consciente, alterar nosso padrão de funcionamento nessa área essencial. Vamos conhecê-los?

Processo da percepção

A comunicação começa com a nossa interpretação da situação, da forma como vemos a nós mesmos, os outros e o mundo. Com base em sua experiência de vida, as pessoas podem adotar uma percepção seletiva, que enfatiza alguns estímulos recebidos e minimiza outros.

Portanto, o primeiro passo para uma boa comunicação é nos tornarmos conscientes dessa percepção e dos fatores que a afetam. Isso nos permite distinguir fatos de impressões. 

Influência das emoções

Sofremos também a influência das emoções, que nos levam à aproximação ou afastamento de determinados objetos, pessoas e situações.

Novamente, a consciência sobre esse fator nos coloca em posição de controle e permite utilizar estratégias para tornar a comunicação viável — mesmo quando nosso desejo primário é de afastamento.

Comunicação não verbal

Apenas uma pequena parcela da nossa mensagem é transmitida pelo conteúdo das palavras. O restante é percebido por elementos não verbais, como o tom de voz, a expressão facial, a postura corporal, o padrão de gesticulação, entre outros.

O comunicador eficiente tem consciência desses elementos e os alinha para que todos sejam convergentes e não haja contradição entre gestos e palavras.

Conhecimento dos elementos da comunicação

Embora pareça pretensioso, podemos sintetizar um assunto tão amplo com a seguinte afirmação: o comunicador precisa conhecer muito bem o destinatário da mensagem. Somente dessa maneira ele poderá adequar seu conteúdo ao meio e à linguagem que o seu alvo é capaz de decodificar e entender.

Inteligência emocional

Visto que a comunicação interpessoal é afetada por quem somos, desenvolver a inteligência emocional é fundamental para aprimorar essa habilidade.

Isso significa que precisamos investir no autoconhecimento, no desenvolvimento do autocontrole e da empatia. Com esses requisitos, será mais fácil estabelecer um padrão de sociabilidade que nos permita administrar relacionamentos e criar redes.

Com essas características, o gestor adquire as ferramentas necessárias para formar equipes, reter talentos, liderar mudanças e persuadir a pessoas, entre outros benefícios. 

Entendeu por que a comunicação interpessoal é tão importante e os motivos pelos quais os gestores precisam desenvolvê-la? Então comece a comunicar conhecimentos importantes: compartilhe este post nas redes sociais e marque seus contatos. Eles também vão gostar!