As 11 características essenciais do empreendedor

Empreender nunca foi nem nunca será uma tarefa simples. A dinâmica do mercado, somada à grande competitividade nele envolvida, fazem do empreendedor um verdadeiro soldado em busca dos seus objetivos.

Muito trabalho, estudo, dedicação e capacidade de autossuperação estão envolvidos na formação de uma mente empreendedora. Mas isso não é suficiente para garantir o sucesso nesse ramo.

Engana-se quem acredita que alguém já nasce empreendedor. Na realidade, muitas das características do empreendedor são desenvolvidas com o tempo e suas experiências e análises.

Quer saber o que é preciso para ser um bom empreendedor? Então continue lendo o post de hoje! Separamos 11 características que certamente levarão você e seu empreendimento ao sucesso. Acompanhe:

1. Liderança

A liderança é a base de um bom empreendedor. A capacidade de organizar a equipe, de motivá-la e, principalmente, de coordená-la são essenciais a um bom líder.

Um empreendedor tem na sua fala e postura um ar de liderança, sendo a pessoa que inspira e guia toda a rotina do empreendimento.

Atualmente, o modelo de liderança mais buscado nas empresas é o de liderança colaborativa, na qual se extingue a figura do chefe — que só dá ordens — e adota-se a figura do líder colaborador, que ajuda, está presente e sabe ouvir e entender as demandas das equipes.

2. Resiliência

“Resiliência: capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.”

Sabemos que o sucesso não vem da noite para o dia — não na maioria dos casos, pelo menos. A jornada é longa e, antes de as coisas darem certo, elas dão errado muitas e muitas vezes.

Por isso, ser resiliente é uma característica fundamental para um empreendedor. É ela que garantirá o seguimento nos objetivos, mesmo que as coisas não pareçam favoráveis.

Dias bons e ruins fazem parte da vida de qualquer ser humano, porém, o que muda é capacidade de superar e persistir sempre que for necessário.

3. Humildade

Sem humildade, quem está iniciando no universo do empreendedorismo dificilmente consegue ir longe.

Um empreendedor de verdade sabe reconhecer seus pontos fracos, assim como também é capaz de identificar os pontos fortes de terceiros e, mais do que isso, tem a humildade de aprender com ambos.

Quem deseja crescer deve estar disposto a aprender de todas as formas. Todas as pessoas, indiferentemente do nível hierárquico dentro da empresa, têm algo a acrescentar. Saber disso é fundamental.

Além disso, a humildade é um ponto que facilita significativamente a gestão de pessoas, pois ajuda a se colocar no lugar do outro e entender erros sem julgar.

4. Humanidade

Ter humanidade é primordial. Afinal, o empreendedor lida com pessoas e necessita delas para atingir seus objetivos.

Saber tratar todos de maneira humana e respeitosa é o primeiro passo para reforçar a sua postura de liderança. Isso facilitará muito o trabalho em equipe e certamente otimizará seus resultados.

5. Organização

Não há como empreender sem ter organização. Um empreendimento envolverá uma série de processos e rotinas, além de inúmeros pontos burocráticos, como análise de dados, gerenciamento de processos, entre muitos outros.

Em razão disso, o empreendedor deve saber se organizar e agendar os seus compromissos de forma eficiente para que as operações da empresa não saim dos eixos.

6. Comunicabilidade

Por último, mas não menos importante, está a capacidade de se comunicar. Essa é uma das características que melhor definem o empreendedor.

A comunicação é o que permite que todas as outras qualidades sejam exteriorizadas. Uma comunicação fluida, humana e efetiva torna o dia a dia de trabalho muito mais organizado. Ela abre portas para a empresa, criando novas oportunidades.

7. Proatividade

Simplesmente esperar que as pessoas façam alguma coisa ou peçam algo não é a postura mais indicada para um empreendedor. Na verdade, ele deve tomar as rédeas da empresa e agir espontaneamente, e intervir quando achar conveniente.

Nem sempre será possível aguardar que parceiros e colaboradores executem determinados trabalhos, ainda que muito importantes. Por isso, empreendedor, você deve estar disposto a agir a todo momento. Se você sabe o que deve ser feito, por que não assumir a tarefa?

A proatividade é um atributo muito útil em ambientes corporativos, especialmente em razão da divisão de tarefas, que faz com os colaboradores não se sintam responsáveis por atividades que excedem as suas funções. Até certo ponto, esse raciocínio não é errado; mas se for pelo bem geral, não existe nenhum impedimento.

8. Comprometimento

Engajar-se com os seus objetivos e ter comprometimento consigo e com aqueles que também estão envolvidos é, sem dúvida, um grande diferencial.

O empreender deve, mais do que ninguém, honrar a sua palavra e fazer o possível para que todos os compromissos firmados sejam cumpridos.

Tal característica mostra o quanto a empresa valoriza os seus prazos, a satisfação do cliente, colaboradores etc., e o quanto todos trabalham para que essa imagem seja sempre mantida.

9. Profissionalismo

Ser profissional é mais do que uma característica do empreendedor, é quase uma obrigação.

Em ambientes corporativos, manter o profissionalismo e a ética é medida de ordem para conquistar o seu espaço no mercado e o respeito dos funcionários e clientes.

Muitas vezes, o lado humano indicará determinada escolha, enquanto o profissional mostrará outro caminho. Nessas horas, é preciso ponderar com sabedoria, pois uma empresa necessita de humanidade, assim como de profissionalismo.

Por exemplo, sempre há um certo pesar ao demitir um funcionário. Mas se ele não agrega valor ao negócio, é preciso pensar de forma mais objetiva.

10. Gestão orientada a resultados

Executar uma gestão orientada a resultados pode fazer toda a diferença para a empresa.

Certamente atingirá o sucesso aquele empreendedor que consegue analisar todos os recursos à sua disposição — como capital humano, máquinas e softwares — e, a partir daí, organizar as atividades de maneira coerente para atingir os resultados.

Por isso, bons atributos pessoais são importantes, claro, mas aptidões técnicas também são indispensáveis.

11. Noções administrativas

Administrar um empreendimento envolve bastante conhecimento, e de diversas áreas. Gestão de pessoas, administração e recursos humanos são alguns exemplos clássicos.

Desse modo, possuir uma boa noção de processos administrativos pode ser de grande valia. Ao contar com esses conhecimentos, o empreendedor consegue trabalhar com mais precisão. Isso, sem dúvida, facilita a tomada de decisões e otimiza o gerenciamento interno do negócio.

Por fim, como vimos, muitas devem ser as características do empreendedor. Ter ciência da necessidade de cada uma delas é o primeiro passo para agir e desenvolvê-las ou aprimorá-las. Afinal, não se nasce empreendedor, mas se torna.

Agora, que você conhece alguns dos atributos indispensáveis ao empreendedor, o que achar que explorar um pouco mais sobre o universo do empreendedorismo? Baixe nosso e-book: Entenda a formação indicada para ter o próprio negócio!

Comunicação interpessoal: por que todo gestor precisa melhorar?

Para alcançar os objetivos da empresa, não basta ter visão estratégica e o melhor planejamento. Tirar as ideias do papel e transformá-las em resultados exige a capacidade de mobilizar, orientar e liderar pessoas. Por isso, uma das principais habilidades de um gestor de sucesso é a comunicação interpessoal. 

E você, entende a importância dessa competência para alcançar resultados? Percebe que poderia desenvolvê-la para lidar com as pessoas no ambiente corporativo? Sabe quais são os erros clássicos que um gestor comete em sua comunicação com o grupo? Quer descobrir como lidar melhor com essas situações na prática? 

Então este post foi feito para você. Nele, nós vamos abordar esses temas e mostrar por que e como o gestor pode melhorar essa habilidade e conseguir resultados melhores. Vamos lá? 

A importância de melhorar a comunicação interpessoal 

As pessoas são o principal ativo de uma organização e todos os resultados de companhia ocorrem por meio da ação dos colaboradores. Considerando isso, percebemos que a comunicação interpessoal eficaz é fundamental. 

Entre os principais benefícios que a comunicação eficiente garante, podemos destacar: 

  • redução de erros, pois elimina as falhas decorrentes de quando o colaborador não recebe orientações sobre o que, quando e como fazer algo;
  • diminuição dos conflitos que desgastam a equipe e minam a produtividade;
  • entendimento claro da participação de cada colaborador em um projeto, a forma como os papéis se complementam e o resultado esperado;
  • clima organizacional estimulante, inspirador e respeitoso;
  • engajamento e motivação da equipe de trabalho.

No entanto, temos que concordar que essa concepção que valoriza a gestão estratégica de pessoas é relativamente recente no contexto da administração de organizações.

Como herança do modelo anterior, baseado na “chefia” e na verticalização da hierarquia, muitos gestores não estão 100% preparados para lidar com pessoas no ambiente corporativo. O resultado disso é a ocorrência frequente dos erros clássicos na comunicação interpessoal. Você sabe quais são eles?

Os erros clássicos na comunicação interpessoal 

Nem sempre as nossas excelentes intenções correspondem à percepção que as pessoas têm a nosso respeito — especialmente no ambiente de trabalho. Grande parte da dissonância relacionada à imagem profissional acontece devido a erros na comunicação. 

Veja alguns exemplos de erros clássicos que os gestores cometem e que interferem nos resultados de seu trabalho. 

1. Passar uma imagem antipática

O profissionalismo exige que os funcionários cumpram seus deveres mesmo quando o chefe é antipático. No entanto, quando ele consegue despertar a simpatia da equipe, ela é capaz de produzir resultados extraordinários. 

Por isso, cuide para não passar uma imagem antipática. Cortesia, lealdade, educação e humildade são qualidades que jamais colocarão sua liderança em xeque, muito menos reduzirão o respeito de sua equipe. Pelo contrário, farão de você uma inspiração. 

2. Deixar de promover o trabalho em equipe

A interdependência potencializa resultados. Por isso, o trabalho em equipe deve ser incentivado. Ao fomentar a atitude de colaboração em seu time, surgirão soluções muito mais efetivas para os desafios enfrentados.

Por falta de comunicação, pode ser que membros do grupo estejam tentando “reinventar a roda” individualmente diante de problemas que seriam mais simples de resolver se todos pudessem participar. A coletivização dos desafios e projetos pode encurtar o caminho para o sucesso. 

3. Confundir sinais

A primeira regra para eliminar os erros de comunicação poderia ser “não deduza” ou “não presuma”. O problema é que isso acontece com muita frequência no ambiente de trabalho. 

Alguns exemplos clássicos são confundir o silêncio com concordância ou com o pleno entendimento. Portanto, não interprete esses sinais dessa maneira. Estabeleça um diálogo efetivo e certifique-se de que as suas palavras surtiram o efeito esperado e de que a pessoa realmente compreendeu tudo o que você disse. 

4. Não saber lidar com a diversidade de pessoas ou opiniões

As pessoas têm bagagens de vida diferentes. Elas se expressam em sua percepção, postura e opinião. Quando a situação é vivenciada por um grupo maduro, todos crescem e enriquecem seu ponto de vista a partir dessas diferenças. 

Portanto, as divergências não devem ser motivo para desvalorizar ideias, muito menos para desqualificar as próprias pessoas. Reconhecer apenas as concepções idênticas ou semelhantes às suas próprias enfraquece a equipe, desgasta relacionamentos e provoca a evasão de talentos. 

5. Não apresentar as ideias por medo de falar em público

A salvação de um projeto pode estar nas mãos de um gestor que não apresentou sua ideia por medo de falar em público. Ele desperdiça a chance de se valorizar na companhia e a empresa perde soluções eficientes para seus problemas. 

Portanto, caso o gestor tenha dificuldade para se apresentar em público ou não consiga fazer isso de forma clara e persuasiva, ele deve buscar recursos para desenvolver essa habilidade fundamental. 

Como melhorar a comunicação interpessoal na prática

Reconheceu algum desses erros na sua prática profissional? Então, é hora de buscar alternativas para melhorar sua comunicação interpessoal. É preciso entender os elementos envolvidos nesse processo para, de forma consciente, alterar nosso padrão de funcionamento nessa área essencial. Vamos conhecê-los?

Processo da percepção

A comunicação começa com a nossa interpretação da situação, da forma como vemos a nós mesmos, os outros e o mundo. Com base em sua experiência de vida, as pessoas podem adotar uma percepção seletiva, que enfatiza alguns estímulos recebidos e minimiza outros.

Portanto, o primeiro passo para uma boa comunicação é nos tornarmos conscientes dessa percepção e dos fatores que a afetam. Isso nos permite distinguir fatos de impressões. 

Influência das emoções

Sofremos também a influência das emoções, que nos levam à aproximação ou afastamento de determinados objetos, pessoas e situações.

Novamente, a consciência sobre esse fator nos coloca em posição de controle e permite utilizar estratégias para tornar a comunicação viável — mesmo quando nosso desejo primário é de afastamento.

Comunicação não verbal

Apenas uma pequena parcela da nossa mensagem é transmitida pelo conteúdo das palavras. O restante é percebido por elementos não verbais, como o tom de voz, a expressão facial, a postura corporal, o padrão de gesticulação, entre outros.

O comunicador eficiente tem consciência desses elementos e os alinha para que todos sejam convergentes e não haja contradição entre gestos e palavras.

Conhecimento dos elementos da comunicação

Embora pareça pretensioso, podemos sintetizar um assunto tão amplo com a seguinte afirmação: o comunicador precisa conhecer muito bem o destinatário da mensagem. Somente dessa maneira ele poderá adequar seu conteúdo ao meio e à linguagem que o seu alvo é capaz de decodificar e entender.

Inteligência emocional

Visto que a comunicação interpessoal é afetada por quem somos, desenvolver a inteligência emocional é fundamental para aprimorar essa habilidade.

Isso significa que precisamos investir no autoconhecimento, no desenvolvimento do autocontrole e da empatia. Com esses requisitos, será mais fácil estabelecer um padrão de sociabilidade que nos permita administrar relacionamentos e criar redes.

Com essas características, o gestor adquire as ferramentas necessárias para formar equipes, reter talentos, liderar mudanças e persuadir a pessoas, entre outros benefícios. 

Entendeu por que a comunicação interpessoal é tão importante e os motivos pelos quais os gestores precisam desenvolvê-la? Então comece a comunicar conhecimentos importantes: compartilhe este post nas redes sociais e marque seus contatos. Eles também vão gostar!

Como ser um gestor mais humano?

O mundo mudou e, é claro, não seria diferente no ambiente organizacional. Vivemos uma verdadeira transformação nos paradigmas das empresas.

Apenas para ilustrar esse fato, palavras como “chefe” e “subordinado”, por exemplo, foram riscadas do dicionário de muitas organizações. Afinal, prevalece cada vez mais a noção de que a gestão deve ser participativa. No contexto atual, líder e colaborador passam a ser as palavras-chave.

O fato é que os chamados millennials revolucionaram a forma como as empresas funcionam, tanto do ponto de vista cultura quanto do operacional. Embora, é claro, existam muitas críticas em relação ao posicionamento desses jovens no mercado de trabalho, o fato é que eles trouxeram algumas transformações positivas.

Uma delas é a ideia de que a gestão do negócio — e, principalmente, o próprio gestor — deve trabalhar de forma mais humana.

São inúmeros os benefícios trazidos pela humanização da gestão. Em primeiro lugar, temos a diminuição da rotatividade, uma vez que uma gestão humana leva a um clima organizacional mais agradável.

Além disso, a produtividade também é aumentada, afinal, é criado um senso maior de coletividade com a participação do gestor. É claro que apenas esses dois benefícios já trazem uma série de consequências positivas, como a diminuição dos custos e a melhoria dos resultados.

O assunto é muito importante e, justamente por isso, resolvemos elaborar um post especial para abordar a questão. A seguir, você confere algumas dicas para se tornar um exemplo de gestor humano. Confira!

Participe da rotina como um coach

Como vimos, o distanciamento entre a gestão e o nível operacional é algo impensável hoje em dia. Essa é a fórmula para a repetição de problemas internamente, principalmente o retrabalho.

Com erros mais frequentes, é claro que o clima interno também reage, afinal, ao contrário do que alguns empresários ainda pensam, não são só eles que gostam de um trabalho bem-feito. Os colaboradores também esperam bons resultados, e isso afeta a sua autoestima.

Por isso, é fundamental o gestor agir ativamente na rotina dos colaboradores como um verdadeiro coach. Mas o que isso significa? Esse é um tipo de postura que pode ser explorado de várias formas diferentes, mas destacaremos as duas principais.

Em primeiro lugar, temos a questão da sinergia do time. O papel de uma liderança é fundamental para promover a coesão e harmonia das equipes. É dessa forma que podemos orientar a todos para que sigam um caminho comum — sim, como nos esportes.

Além disso, o coaching também é uma forma de capacitar os colaboradores. São os feedbacks transmitidos pelo gestor que podem aperfeiçoar talentos ou, simplesmente, encorajar um trabalho bem-feito.

O melhor de tudo é que esse tipo de experiência é gratuita, pois precisamos apenas usar o conhecimento que já temos. Esse, certamente, é um excelente caminho para se tornar um gestor humano!

Realize a PNL (Programação Neurolinguística)

Programação Neurolinguística (PNL) é um assunto que começou em 1970, na Califórnia, mas se torna cada vez mais atual — principalmente quando consideramos questões como o aumento das doenças ocupacionais e a própria mudança dos paradigmas organizacionais, já mencionados por nós.

É difícil definir o que é PNL, já que a prática é utilizada com diferentes finalidades. No entanto, Richard Bandler, um dos criadores do modelo, diz que se trata de um processo educacional, que tem como objetivo fazer o indivíduo usar melhor o cérebro.

Basicamente, são três pilares que sustentam essa técnica:

  • linguística: nesse caso, procura-se explorar os pensamentos, as crenças, os valores e, é claro, toda a estrutura linguística do indivíduo;
  • neuro: os pontos explorados nesse pilar são questões como a fisiologia, as sensações, os sentidos e as representações internas;
  • programação: por fim, temos a programação, que explora todas as rotinas instaladas inconscientemente na nossa psique.

Explorando todos esses ramos, podemos começar um caminho de autoconhecimento dentro da organização, passando pelos colaboradores e chegando à própria gestão do negócio.

Assim, é possível externalizar todos os vícios existentes na empresa, que acabam corroborando para a manutenção de um status quo nocivo. Como podem ver, essa pode ser uma verdadeira sessão de terapia empresarial.

Estimule o empowerment dos colaboradores

Muitos gestores acabam pecando pelo excesso de controle. Para eles, é preciso que todas as decisões passem pelas gerências. Em alguns casos, é preciso inclusive ter a permissão de supervisores para a realização de determinadas tarefas, por mais simples que elas sejam.

Esse cenário de controle excessivo pode gerar dois problemas na organização. O primeiro deles é a burocracia excessiva. Quando pensamos em um modelo burocrático, normalmente lembramos dos órgãos do poder público.

Carimbos, protocolos e permissões são apenas alguns dos processos enfrentados. O resultado, na maioria dos casos, é a perda em produtividade, uma vez que o fluxo de tarefas é sempre interrompido por conta de alguma exigência nos regulamentos internos. É preciso evitar ao máximo esse problema.

Além disso, temos também a própria questão do amadurecimento e da motivação dos colaboradores. Quando o controle é feito de maneira excessiva, a responsabilidade também é concentrada. Os profissionais perdem completamente a conexão com o trabalho realizado e acabam se sentindo desestimulados.

Por isso, é fundamental incentivar o empowerment na organização — ou, em português, o empoderamento. Além de ser uma forma de eliminar a burocracia, também podemos encorajar o surgimento de lideranças internamente — afinal, para que isso aconteça é preciso criar antes um senso de responsabilidade. Além disso, por reconhecerem a responsabilidade dos seus atos, os colaboradores certamente se sentirão mais motivados.

Em resumo, é preciso pensar no ambiente organizacional de modo a valorizar o ser humano e, para isso, precisamos pensar em uma séria de questões, que vão desde a cultura da empresa até pontos mais específicos, como a própria psique dos colaboradores.

Assim, produziremos uma organização mais madura, que certamente será resiliente nesse mercado cada vez mais competitivo. Essa é a chave para o sucesso, em períodos de estabilidade ou de crise!

Gostou do nosso post de hoje? Quer se aprofundar no assunto e procurar uma especialização na área para se tornar um gestor humano? Que tal conhecer nossos MBAs? Esperamos você!

Afinal, o MBA vai fazer diferença na sua carreira?

Você já parou para pensar na pergunta do título? Se a sua resposta é sim, precisa saber que o MBA vai sim fazer a diferença na sua carreira. Mais do que isso: esse curso pode ser a chave para o sucesso, a conquista de um novo cargo e para o aumento da renda.

As questões são: será que vale a pena fazer o Master in Business Administration nesse momento da sua carreira? Quais são os benefícios que ele pode trazer? É o que vamos apresentar neste post.

Além disso, vamos mostrar quais são os cuidados necessários e o que caracteriza esse tipo de pós-graduação. Quer descobrir tudo isso? Acompanhe!

Qual é a proposta do MBA?

Esse é um tipo de pós-graduação lato sensu cujo foco é o mercado de trabalho. Suas principais características são o fato de contar com professores especializados na área de atuação e estudantes que já possuem experiência em empresas. Assim é possível criar um networking mais forte.

O Master in Business Administration surgiu nos Estados Unidos com o propósito de ser um mestrado voltado para a gestão de empresas. No Brasil, ele possui o mesmo nível da especialização, mas é bastante valorizado no mercado de trabalho.

Isso porque causa uma boa impressão entre os recrutadores e líderes organizacionais. Esse ponto de vista é decorrente do comprometimento com o aprendizado constante e também da expectativa de entrega de resultados acima dos superiores que não possuem a formação.

A proposta, portanto, é oferecer um curso mais prático e que propõe situações reais do mercado de trabalho. A consequência para o profissional é uma visão mais abrangente da sua área de atuação e a preparação para enfrentar diferentes obstáculos.

Quais diferenciais o MBA traz para a carreira e a empresa?

Esse curso de pós-graduação faz com que o profissional ganhe vantagem competitiva e esteja mais preparado para lidar com situações desafiadoras que surgem no ambiente corporativo. Ele se torna, portanto, um profissional qualificado e com experiência mais ampla.

Isso acontece porque muitas das pessoas que cursam o Master in Business Administration já têm 3 anos ou mais de atividade no mercado de trabalho e, por isso, podem contribuir e repensar suas experiências pessoais. Outro fator relevante é que os professores desse curso são profissionais de destaque em suas áreas de atuação.

O resultado é o estabelecimento de um networking mais firme, pelo qual é possível conhecer novas práticas e ideias. O profissional pode, então, inovar e delimitar um modelo de gestão que traga benefícios para a empresa em que trabalha.

No caso da organização, a vantagem é ter profissionais mais bem preparados para situações complexas, que saibam lidar com diferentes ferramentas e propor soluções que proporcionem mais competitividade à empresa.

Quais são as vantagens do MBA?

Esse curso traz diversos benefícios para a sua carreira. Veja abaixo alguns deles:

Maior remuneração

Cursar um MBA permite que você ganhe mais. Segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento e seleção Catho, divulgada pela Harvard Business Review, um profissional sênior com MBA tem um salário um terço maior do que uma pessoa que conta apenas com a graduação. Já entre os gerentes, o aumento é da ordem de 34,5%. Comparando os diretores, é 16% maior.

Outro levantamento, feito pela Robert Half e divulgado pelo Uol, indicou que 42% dos executivos de RH brasileiros consideram muito relevante ter essa especialização.

Todos esses dados confirmam o que já dissemos: vale a pena fazer esse curso, porque além de se especializar mais, você ainda recebe proporcionalmente para isso. Ou seja: é um investimento que vale a pena.

Enfoque prático do estudo

A ideia do MBA é aprender mais, porém o foco é especificamente a prática. Com isso você tem a chance de se tornar um expert, já que os conteúdos são aprofundados.

Além disso, o curso realizado possibilita explorar uma nova fatia de mercado e dar aplicação para conhecimentos que antes estavam restritos ao campo teórico. Assim, você pode continuar na sua área ou até mesmo mudar para outra. Em qualquer dos casos, o objetivo é conduzir sua carreira para o caminho certo.

Ampliação da área de atuação na empresa

O MBA tem a finalidade de capacitar o profissional para o trabalho diário, superando obstáculos e desafios. Ele está mais preparado para tomar decisões e solucionar problemas, porque já viu de forma prática como as situações podem ser resolvidas.

Desse modo, o profissional tem uma possibilidade maior de ampliar sua atuação na empresa. Ele adquiriu a formação específica para gestão e liderança, por isso pode ocupar um cargo mais relevante.

Ao mesmo tempo, seu currículo é valorizado, pois demonstra sua expertise na área e consegue destacá-lo dos demais profissionais.

Fortalecimento do networking

A possibilidade de aumentar e fortalecer a rede de contatos é um dos pontos mais úteis do MBA. O networking é um elo entre profissionais e empresas, seja para pessoas que estão buscando uma recolocação no mercado de trabalho, seja para quem deseja ter mais destaque.

Ao mesmo tempo, você consegue trabalhar melhor seu marketing pessoal para que os colegas e outras empresas o vejam como alguém dedicado, que está sempre buscando novos conhecimentos e deseja se aprofundar nos aprendizados executivos.

Como você pôde perceber, o Master in Business Administration traz diversas vantagens para sua carreira. Você se torna um profissional melhor e com mais capacidade de atuação. Dessa forma, se destaca no mercado e tem uma chance maior de ocupar um cargo de gestão ou liderança.

Para potencializar esses resultados, é preciso ter apenas um cuidado: escolher com atenção a instituição em que fará o curso. Esse é um ponto relevante para que o investimento valha a pena, porque o diploma tem mais credibilidade se a instituição for bem reconhecida.

O problema é que o Ministério da Educação (MEC) não definiu as características necessárias para o curso. O que especialistas dizem é que o Master in Business Administration deve:

  • desenvolver competências e habilidades para a gestão;
  • oferecer conhecimento em diferentes áreas organizacionais;
  • fornecer ferramentas técnicas;
  • tratar de assuntos abrangentes, que tenham relação com o ambiente econômico, social, local, global, papel das empresas, responsabilidade social e sustentabilidade;
  • aprimorar atributos de liderança, por exemplo: relações humanas, comunicação, motivação, simulações, jogos, gestão de pessoas e equipes, entre outros.

Agora que você já sabe que o MBA faz a diferença, é só escolher a instituição certa para você. Entre em contato com a gente e veja como são nossos cursos e de que forma eles podem ajudá-lo!

Empowerment: aprenda uma nova estratégia de gestão de equipes

Sobrecarga de atribuições. Necessidade de acompanhar uma infinidade de tarefas de relevância menor que tomam tempo e poderiam ser conduzidas de outra forma. Sensação de que precisa “empurrar” os colaboradores para obter resultados — essa é uma realidade comum para muitos gestores. Se você se identificou, a solução pode estar no empowerment. Já conhece essa estratégia de gestão de equipes?

Existe uma maneira de gerir sua equipe com mais autonomia, garantindo excelentes resultados e a chance de desenvolver líderes — isso tudo fazendo sobrar o tempo que o gestor necessita para exercer aspectos mais estratégicos de sua função.

Quer saber como? Continue a leitura deste post! 

O que é empowerment? 

O empoderamento é um conceito relacionado ao exercício da liderança no qual os funcionários são coparticipantes nas responsabilidades, inclusive no que se refere à tomada de decisão. 

Essa delegação de responsabilidades permite que a equipe trabalhe de forma mais autônoma. Por isso, o modelo é geralmente utilizado em organizações que possuem uma cultura participativa, na qual as equipes são autodirigidas.

Ele possui quatro pilares principais: 

  • poder: é necessário delegar autoridade e responsabilidade em todos os níveis da organização, confiar nas pessoas e conceder liberdade e autonomia de ação;
  • motivação: reconhecer o bom desempenho, recompensar resultados e permitir a participação dos colaboradores nos resultados de seu trabalho são formas eficientes de promover entusiasmo e engajamento;
  • desenvolvimento: é preciso fornecer os recursos necessários ao bom desempenho — informações, aporte financeiro, capacitação, iniciativas para o crescimento pessoal e profissional, entre outros;
  • liderança: espera-se que o gestor oriente os colaboradores, defina objetivos e metas, avalie o desempenho e proporcione o feedback necessário ao desenvolvimento.

Quais são as vantagens do empowerment? 

Sabe-se há muito tempo que é o olhar do dono que garante o sucesso de um empreendimento. Afinal, ninguém está mais interessado que ele em observar cada processo, corrigir falhas e garantir um bom resultado. 

Agora, imagine como seria se uma empresa tivesse muitos “donos”? É isso o que acontece quando se adota o empowerment como estratégia para gestão de equipes. Os funcionários não se sentem uma simples engrenagem da máquina, mas uma peça fundamental.

Logo, eles passam a ter a “visão de dono”: se engajam nas ações da companhia, vestem a camisa, esforçam-se para atingir a alta performance e obter resultados extraordinários. 

Mas se você acha que esse motivo ainda não é suficiente, vamos listar algumas outras vantagens desse modelo de gestão

  • o funcionário vai fazer o seu melhor para corresponder às expectativas do gestor que atribuiu a responsabilidade;
  • com mais autonomia, os colaboradores podem tomar decisões dentro de determinada esfera e resolver os problemas com maior velocidade;
  • o acesso a um conjunto maior de informações garante uma base mais sólida para as ações dos colaboradores, que deixam de ser intuitivas e tornam-se data-driven;
  • aumento da satisfação dos funcionários, com consequente retenção de talentos;
  • desenvolvimento da visão sistêmica: cada funcionário passa a ver o negócio e suas necessidades de forma mais ampla;
  • surgimento de novas lideranças;
  • decisões tomadas por colaboradores mais próximos dos clientes e, portanto, aptos a entender melhor suas necessidades e expectativas;
  • elevação do índice de satisfação dos clientes, que têm seus problemas resolvidos de forma ágil, sem que a situação precise ser levada a várias instâncias da organização. 

Esses são apenas alguns exemplos de como o empowerment pode contribuir para o sucesso de uma organização. 

O que o empowerment exige dos gestores e da empresa? 

Descentralização

Talvez este seja o maior desafio para muitas empresas. Afinal, o empowerment não funciona em uma organização excessivamente burocrática, hierarquicamente vertical e engessada nessa estrutura. 

Para que o empowerment funcione, é preciso descentralizar as decisões, certamente levando em consideração os diferentes níveis e a amplitude das responsabilidades. 

Redução das exigências burocráticas

Muitas empresas reclamam da burocracia do governo, mas impõem o mesmo modelo aos seus funcionários. Dentro das organizações, o excesso de exigências burocráticas tem o mesmo efeito: lentidão, rigidez e ineficiência. 

Portanto, essa barreira precisa ser eliminada. É necessário, inclusive, impedir que gerentes e gestores que temem a perda de status e poder prejudiquem o processo de empoderamento com exigências dessa natureza. 

Cultura de compartilhamento de informações

Além da experiência, o que torna as decisões mais certeiras é a informação. Sem os dados necessários, as escolhas serão intuitivas e, portanto, mais propensa a erros. 

Por isso, se um colaborador precisa decidir, deve ter acesso a informações referentes à sua esfera de atuação. Sem esse recurso, ele estará muito mais sujeito a agir de forma equivocada. 

Horizontalização da estrutura

No mercado competitivo de hoje, as empresas que desejam agilidade e resultados estão abandonando modelos verticais. Isso serve tanto para a estrutura hierárquica quanto para metodologias. 

Abertura para a verdadeira autonomia

Os funcionários precisam não só de informações, mas de apoio e liberdade para uma atuação realmente autônoma. Para isso, a empresa deve desenvolver a mentalidade de que equívocos fazem parte do processo de aprendizagem, e que as pessoas não devem ser punidas por isso. 

Erros devem ser corrigidos, mas quando a empresa adota uma cultura punitiva, a autonomia dos colaboradores é inibida. 

Como fazer o empowerment dar certo em sua empresa? 

Avalie e escolha as pessoas certas 

A definição dos colaboradores que deverão conduzir projetos mais autônomos deve ser criteriosa. É preciso garantir que o responsável pela tarefa tenha os conhecimentos e condições para realizá-la. 

Comece gradualmente

É impossível sair de um modelo centralizado e adotar um modelo de empoderamento sem realizar essa transição de forma gradativamente. A maioria dos funcionários não foi preparada para isso, então é importante conduzir o processo de forma responsável e até mesmo educativa, preparando o colaborador para desafios cada vez maiores. 

Estabeleça metas e prazos realistas

É importante que o responsável por uma tarefa ou projeto tenha uma ideia clara do que a empresa espera dele, que saiba os alvos que precisa alcançar e o prazo que deve cumprir. Mas é imprescindível que esses aspectos sejam estabelecidos de forma bastante realista. 

Forneça feedback

Delegar não significa abandonar. Por isso, o gestor deve acompanhar o processo. A princípio, de forma mais próxima e, à medida que a equipe desenvolve a autonomia, de maneira mais discreta.

Porém, ele deve manter a porta sempre aberta para orientar, tirar dúvidas, sugerir formas de contornar obstáculos e, principalmente, fornecer feedback. 

Faça desses momentos de retorno e avaliação uma iniciativa para promover o desenvolvimento do colaborador. Analise com ele o percurso de um projeto ou tarefa, questione-o sobre as dificuldades apresentadas e ofereça alternativas. O feedback é uma ferramenta poderosa para o crescimento profissional. 

Entendeu o que é empowerment e como ele pode revolucionar a atuação do capital humano e produzir excelentes resultados? Que tal compartilhar este post em suas redes sociais e mostrar que está antenado às boas práticas de gestão de negócios?

MBA vs. pós-graduação: entenda a real diferença

Você quer se especializar para aumentar sua renda mensal e conquistar um cargo mais elevado. Ao pesquisar sobre as opções se depara com uma dúvida: qual a diferença entre MBA e pós-graduação?

O primeiro ponto que deve ficar claro é que um MBA é um tipo de pós-graduação. O que caracteriza esse formato e o diferencia dos outros é que ele é voltado para a área de administração.

Outro ponto peculiar e importante é o fato de os participantes terem mais experiência de mercado, o que fortalece o networking. Além disso, os professores também são empresários e possuem negócios de destaque na área em que lecionam.

Mas o que faz essas duas modalidades serem tratadas de modo distinto? É isso que vamos esclarecer neste post. A partir de agora, você entenderá a real diferença entre esses cursos e descobrir qual é o melhor para você.

Quer saber mais? Acompanhe!

Diferença entre MBA e pós-graduação

Todos os cursos de especialização, MBA, mestrado, doutorado e pós-doutorado podem ser chamados de pós-graduação. Pela definição, entendemos que são programas realizados após a obtenção do título básico do Ensino Superior. No entanto, as modalidades se diferenciam e cada termo é utilizado conforme o conceito adequado.

A principal divisão é feita entre programas lato sensu e stricto sensu. A primeira categoria é composta por cursos que servem para o aperfeiçoamento em uma área de atuação específica. Por isso são mais direcionados para o mercado de trabalho.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), os programas lato sensu têm duração mínima de 360 horas. Ao terminar o curso, o aluno recebe um certificado, e não um diploma. Na prática não há diferença, exceto se você quiser dar aula em uma universidade pública, situação que geralmente exige o segundo documento.

Já os cursos stricto sensu são aqueles voltados para a carreira acadêmica, ou seja, mestrados e doutorados, que devem ser feitos nessa ordem. São mais teóricos e têm como foco as pesquisas, e não o mercado de trabalho.

Compreendendo essa separação entre lato e stricto sensu, vamos abordar as diferenças entre o MBA e a pós-graduação. Veja o que os caracteriza:

MBA

Esse curso é da modalidade lato sensu e se tornou bastante comum nos Estados Unidos, chegando depois ao Brasil. O Master in Business Administration tem foco no mercado de trabalho e é indicado para pessoas que têm mais de 3 anos de experiência profissional.

Apesar de nos EUA o MBA ser considerado do mesmo nível de mestrado, no Brasil o curso tem o mesmo grau de uma especialização. Seus assuntos principais são gestão, empresas e negócios. A ideia é preparar o estudante para se tornar gestor ou líder.

É um curso ideal para formar um networking e ter contato com outros profissionais da área, inclusive os professores. A carga horária do MBA frequentemente pode ultrapassar as 360 horas. É mais recomendado para pessoas que:

  • gostam de estudar, mas têm interesse em assuntos diretamente relacionados à profissão;
  • pretendem equilibrar os estudos e a jornada de trabalho;
  • desejam pesquisar, mas não têm tempo para uma dedicação exclusiva ou aprofundada;
  • dominam o idioma inglês;
  • desejam ocupar um cargo de liderança ou gestão na empresa em que trabalham.

Pós-graduação

Sua divisão é feita entre programas lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado). No primeiro caso, o foco também é o mercado de trabalho, mas os professores nem sempre são profissionais de destaque em sua área de atuação e é difícil formar um networking tão qualificado quanto no MBA.

Já a modalidade stricto sensu é voltada para a carreira acadêmica. Para entender melhor a diferença podemos usar como exemplo um profissional da área de nutrologia. Se ele quer se especializar em um aspecto da nutrição, deve procurar a pós-graduação. Porém, se deseja se tornar um líder no segmento de saúde, é mais indicado fazer o MBA em Gestão Hospitalar, por exemplo.

Quem procura a especialização pode atuar no mercado de trabalho e não precisa se concentrar completamente nos estudos. Já o mestrado e o doutorado exigem dedicação integral, porque é preciso realizar uma pesquisa mais aprofundada. Por isso as modalidades stricto sensu são recomendadas se você pretende dar aulas em escolas e universidades.

Como escolher a melhor opção

A escolha pela categoria mais adequada ao seu caso deve ser feita de acordo com os seus objetivos. O que você pretende ao fazer o curso é o principal critério nessa hora. Por exemplo, pense se você deseja seguir a carreira acadêmica algum dia ou se quer continuar sempre no mercado de trabalho.

Mas existem outras circunstâncias que devem ser avaliadas:

Pense na rotina

Outro ponto relevante é o dia a dia. O MBA pode ser levado junto com uma profissão, por ser um curso mais breve e que considera a rotina de quem trabalha. Isso significa que há possibilidade de fazer as atividades em horários livres. As aulas costumam ocorrer à noite em alguns dias úteis e principalmente nos finais de semana. 

Já as pós-graduações stricto sensu pedem, geralmente, dedicação integral. Além das aulas é preciso fazer estágio de docência, participar de grupos de pesquisa, elaborar artigos para revistas acadêmicas, entre outras atividades que vão contar pontos na plataforma Lattes.

Assim, se você deseja conciliar trabalho e pós-graduação, provavelmente terá que sacrificar finais de semana, noites e períodos de férias. Também precisará ter flexibilidade no emprego para poder assistir às aulas (que geralmente ocorrem de manhã ou à tarde em dias úteis) e participar de eventos, como palestras, congressos e simpósios.

Considere os pré-requisitos

Os pré-requisitos para ingressar em um MBA ou uma pós-graduação são praticamente os mesmos. É preciso ter um diploma de curso superior e participar do processo seletivo, que é definido pela instituição de ensino.

Entretanto, o processo seletivo para stricto sensu costuma ter mais etapas — em geral o mestrado e o doutorado exigem apresentação de projeto de pesquisa e arguição oral com uma banca.

Ao final, em ambos os casos é necessário realizar um trabalho de conclusão, que pode ser uma monografia, dissertação ou tese. Algumas universidades pedem a elaboração de um artigo em substituição. 

Geralmente, os cursos são pagos e podem ser feitos em instituições públicas e privadas. Em qualquer dos casos é uma forma de aprender mais e ter a possibilidade de melhorar sua carreira. No entanto, o MBA ajuda mais se o seu objetivo é o mercado de trabalho.

Entendeu a diferença entre MBA e pós-graduação? Agora é só você escolher o curso mais adequado às suas necessidades. Para saber mais sobre os cursos e ter outras informações, aproveite e assine a nossa newsletter.

Conheça 3 metodologias de gestão de projetos usadas na prática

Orçamentos, prazos, entregas, expectativas — todos esses fatores são importantes, mas não suficientes para transformar uma ideia em realidade. É preciso saber o que e como fazer para que uma empresa entregue ao cliente o produto ou serviço que ele espera. Por isso é tão importante conhecer as metodologias de gestão de projetos.

E você, sabe quais são os princípios de cada metodologia e em que situações elas são adequadas? Pois hoje vamos abordar 3 modelos, explicar como funcionam e apresentar as circunstâncias em que devem ser utilizados. 

Metodologias tradicionais 

Métodos tradicionais estabelecem um planejamento completo e fechado antes mesmo do início dos trabalhos. Nele, a totalidade das tarefas específicas é distribuída em uma ordem linear de evolução, e os prazos para as entregas são definidos. 

Portanto, a equipe desenvolve cada uma das etapas na ordem em que elas aparecem no planejamento. Assim que finaliza uma tarefa, inicia a seguinte. Essa sequência é conhecida como cachoeira.

Conheça abaixo o PMI, que estabelece práticas de acordo com esses princípios da metodologia tradicional: 

PMI

Criado pelo Standards Committee (Comitê de Padronização) e gerenciado pela organização Project Management Institute, que dá origem à sigla, o PMI não é uma metodologia. Trata-se de uma padronização utilizada por diversas indústrias.

O modelo identifica e nomeia processos, áreas de conhecimento, técnicas regras e métodos. Atualmente, é considerada a bibliografia mais importante quando se trata da gestão de projetos, pois abrange os principais aspectos que podem ser abordados nesse contexto. 

Como funciona o PMI?

As melhores práticas para a gestão de projetos reconhecidas por profissionais são reunidas em um guia: o Project Management Body of Knowledge (PMBOK). Essa publicação estabelece 5 processos para a condução dos projetos, que são iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, encerramento.

Ele também determina 10 áreas de conhecimento que devem ser consideradas no gerenciamento de projetos

  1. escopo;
  2. tempo;
  3. qualidade;
  4. custos;
  5. aquisições;
  6. comunicações;
  7. recursos humanos;
  8. riscos;
  9. integração;
  10. relacionamento com stakeholders.

Quando utilizar o PMI? 

As práticas do PMI / PMBOK permitem gerir melhor os projetos da empresa e coordenar a execução com excelência. Elas estabelecem fluxos eficientes de informações e ações na organização, gerando produtividade, redução de custos e satisfação de profissionais e clientes.

São recomendadas também para aquelas situações que não se adequam às metodologias ágeis, como veremos mais à frente. 

Métodos ágeis

Ao contrário da metodologia tradicional, os métodos ágeis não utilizam um planejamento completo, fechado e engessado. As tarefas são organizadas em ciclos, e sua revisão pode acontecer em diferentes ordens. 

O formato prevê a tomada de decisões enquanto o projeto é desenvolvido, a partir do surgimento de necessidades. As demandas são comunicadas por meio de controles visuais e o cliente participa do projeto, verifica o progresso, avalia o produto em construção e solicita alterações, de acordo com suas demandas. 

Agora chegou a vez de falarmos de dois métodos ágeis relevantes no mercado. Veja abaixo!

Kanban

O Kanban é um método criado pela empresa japonesa Toyota e utilizado para implantar mudanças. Em vez de prescrever práticas, ele oferece princípios que, quando aplicados, podem melhorar o desempenho e reduzir o desperdício. 

Como funciona o Kanban?

Inicialmente, o Kanban divide as tarefas em três campos: para fazer, em execução e finalizado, mas outras classificações podem ser criadas. Cada campo (pode ser uma coluna) é abastecida com cartões que trazem informações como a descrição da atividade, nome do responsável, horário em que foi solicita e prazo, por exemplo. 

À medida que as tarefas são realizadas, o próprio profissional altera sua localização e escreve o próximo cartão, com as mesmas informações, mas referentes à atividade seguinte que deve ser executada. Existem inclusive aplicativos que utilizam essa metodologia, como o Trello. 

Quando utilizar o Kanban?

Esse método pretende minimizar o impacto inicial de mudanças, facilitando a aceitação do grupo. Ele contribui para modificar a cultura da organização e amadurecê-la, preparando-a para a implementação de melhorias mais significativas nos processos. 

Portanto, ele é recomendado para aquelas situações em que a organização precisa realizar uma transição gradual entre os métodos tradicionais para métodos ágeis sem causar altos níveis de resistência organizacional. 

Design Thinking

Essa abordagem foi elaborada para permitir a solução de problemas complexos utilizando a criatividade e a empatia. Como o nome diz, ela aplica o modelo cognitivo usado pelos designers — a capacidade de abduzir para proporcionar o bem-estar na vida das pessoas.

O Design Thinking aplicado aos negócios foi popularizado por duas personalidades do Vale do Silício: David Kelley, professor da Universidade de Stanford, e Tim Brown, ligado à consultoria de inovação IDEO. 

Como funciona o Design Thinking? 

O processo geralmente é feito em grupos, e a quantidade de fases pode variar de acordo com o autor que as descreve. Vamos mencionar aqui a proposta do Instituto de Design de Stanford, que estabelece cinco etapas:

  1. criar empatia: compreender as necessidades das pessoas que demandam o projeto ou serão atingidas por ele (consumidores, colaboradores etc);
  2. definir: utilizar os resultados da pesquisa do item anterior para descrever o problema, o que deve ser resolvido ou criado para solucioná-lo;
  3. idealizar: trazer ideias e sugestões à tona sem qualquer censura, sem medo de errar. Os brainstormings são muito comuns nessa etapa; 
  4. prototipar: organizar as ideias, selecionar as mais recorrentes ou interessantes e criar protótipos capazes de simular o produto final; 
  5. testar: experimentar os protótipos e escolher o mais adequado para atender às necessidades do cliente. 

Também é importante incentivar a participação do usuário final no desenvolvimento das soluções, facilitando sua adoção e aumentando as chances de serem aplicadas como inovações

Quando utilizar o Design Thinking? 

O Design Thinking promove dois aspectos essenciais para o sucesso empresarial: inovação e desejabilidade. 

Ou seja, quando uma empresa desenvolve um produto ou serviço, é fundamental que ele seja desejado pelos consumidores, que ele tenha um valor perceptível para o cliente. 

Pensar como um designer promove exatamente isso: o empresário consegue imergir no mundo do cliente, enxergar com seus olhos e entender suas necessidades, vontades e expectativas. Dessa forma, ele é capaz de desenvolver um produto que os consumidores realmente desejam.

Quando utilizar os métodos ágeis 

Nem todos os projetos funcionam bem quando direcionados por uma metodologia ágil. Em alguns casos, é necessário realizar um planejamento completo logo no início, de acordo com os métodos tradicionais. 

Os projetos que apresentam melhores resultados com as metodologias ágeis têm as seguintes características: 

  • contam com clientes dispostos a colaborar ao longo do projeto;
  • possibilitam a utilização de controles visuais;
  • não demandam um desenvolvimento linear;
  • permitem a realização de testes constantes;
  • reúnem os diferentes setores envolvidos em um único local. 

Entendeu qual é a diferença entre as metodologias de gestão de projetos e em que situações elas são aplicadas? Percebeu o quanto essa área é abrangente e traz soluções para o dia a dia das empresas?

Que tal então conhecer os 7 motivos para se formar em gestão de projetos? Leia nosso post e descubra como esta pode ser uma opção de carreira interessante. Confira!

Como fazer a gestão de clima organizacional do jeito certo

Em ambientes corporativos, os recursos humanos exercem um papel essencial para o bom desempenho das operações. Equipes coesas, motivadas e alinhadas com os objetivos da organização são, sem dúvida, peças-chave para a otimização da rotina e para o sucesso do negócio.

Contudo, obter o máximo desempenho dos recursos humanos requer que sejam criadas condições ideais para que todos possam trabalhar de maneira adequada. E, mais que isso, que se sintam confortáveis e motivados a se manterem na empresa.

Nesse ponto, entra em pauta a gestão de clima organizacional, como ferramenta capaz de promover todas essas funções.

Você conhece a maneira correta de fazer a gestão de clima organizacional? Sabe como ela pode ser relevante para sua empresa? Não? Então está na hora de mudar isso. Acompanhe no post de hoje!

Gestão de clima organizacional: o que é, afinal?

Esse conceito nada mais é do que um conjunto de ações executadas no ambiente de trabalho, que podem ser percebidas direta ou indiretamente pelos colaboradores. Em outras palavras, são as ações que demonstram a preocupação do gestor e da própria empresa em criar um ambiente saudável e estimulante.

Essas ações servem como indicadores de satisfação dos indivíduos inseridos no contexto da empresa. Entre elas, podemos citar as políticas de recursos humanos, o modelo de gestão e valorização do profissional. Ou seja, tudo aquilo que tem o objetivo de motivar o colaborador e fazê-lo perceber as vantagens que aquele ambiente traz.

A administração do clima organizacional é uma tarefa que cabe ao gestor, portanto ele precisa conhecer muito bem o ambiente e as pessoas nele inseridas. Na prática, para promover e otimizar essa gestão, algumas medidas são fundamentais. Veja algumas delas abaixo:

Entender o perfil dos colaboradores

Conhecer o perfil dos colaboradores ajuda a compreender quais são as suas principais necessidades e, a partir daí, adaptar o ambiente para que suas demandas sejam cumpridas.

Por exemplo, em um grupo de funcionários podem existir aqueles que têm mais facilidade de comunicação, sejam mais desinibidos e tenham um perfil de liderança. Por outro lado, existe também quem prefere se comunicar menos e trabalhar de forma mais reservada.

O gestor, conhecendo esses dois perfis de profissionais, pode agir buscando alocar cada um deles em funções que se alinhem melhor ao seu perfil, tirando melhor proveito deles e ainda melhorando o bem-estar de cada um.

Motivar trabalho

Dentro da gestão do clima organizacional, a motivação é elemento essencial. Sem ela, é praticamente impossível promover mudanças significativas na eficiência e nos resultados da empresa. Por isso, o gestor deve sempre conseguir identificar quais são os elementos que mais motivam os colaboradores para, então, reforçá-los.

Nesse quesito, existem inúmeros pontos que podem ser fortalecidos para criar mais motivação. Por exemplo, salários mais atrativos, planos de carreira, incentivo ao aperfeiçoamento por meio de cursos e especializações, entre outros. Tudo isso valoriza o profissional e faz com que ele se sinta motivado a trabalhar e a permanecer na empresa.

Estabelecer uma cultura de feedbacks

Outro ponto que se destaca na gestão do clima organizacional é a política de feedbacks. Apontar ao colaborador suas habilidades e seus pontos fracos, quando feito da maneira correta, tem um impacto positivo não só sobre a qualidade do trabalho, mas também sobre a imagem da empresa — visto que o funcionário sentirá que a organização se preocupa com seu crescimento pessoal e profissional.

Além de dar ao colaborador a possibilidade de ele crescer e melhorar suas funções dentro da empresa, o feedback reforça a importância de cada um, pois a companhia mostra que prefere investir no aperfeiçoamento dos que já fazem parte da equipe em vez de buscar profissionais de fora.

Entender as causas do turnover

A alta rotatividade de profissionais nas empresas pode indicar problemas sérios na gestão do clima organizacional. Muitas vezes, o turnover acontece porque a empresa não passa a imagem que os profissionais de hoje buscam e nem oferta as condições de trabalho almejadas.

Nesse contexto, entender as causas do turnover é medida de ordem para ajudar a gestão do clima organizacional. Afinal, se o gestor sabe o que faz com que os funcionários optem por abandonar a empresa, ele pode agir para acabar com o problema.

Por exemplo, se a causa é a média salarial reduzida e a baixa perspectiva de progressão de cargos, a organização pode reformular os seus planos de carreira e repensar os salários.

Estudar a cultura da empresa

Para colocar em prática todas as dicas listadas anteriormente, é indispensável que o gestor tenha pleno conhecimento da cultura da empresa. Certamente, algumas mudanças estruturais deverão ser feitas, por isso é tão importante compreender bem a política organizacional.

Atualmente, as empresas estão cada vez mais evoluídas quando a questão é a administração dos seus recursos humanos. Valores como motivação, valorização pessoal e profissional, respeito e humanidade estão inseridos na cultura das grandes organizações atuais.

Sabendo disso, o gestor deve trabalhar para que os valores citados sejam estimulados no ambiente — visto que, atualmente, eles são os que mais se alinham a um clima organizacional adequado e podem trazer muitos benefícios.

Contratar um consultor externo

Para entender o panorama do clima organizacional de uma empresa, o gestor pode se valer de alguns recursos, como é o caso da pesquisa de clima.

A pesquisa de clima é um procedimento muito interessante, e no mercado já são encontrados softwares próprios e consultorias especializadas nesse tipo de ação. O objetivo desse método é conhecer os níveis de satisfação dos colaboradores em relação às condições oferecidas pela empresa.

O ponto a que queremos chegar é o seguinte: em muitos casos, essa pesquisa é realizada pelos próprios gestores. Isso nem sempre é indicado, pois pode influenciar nas respostas e nos resultados, mesmo que involuntariamente.

Desse modo, o ideal é que seja contratado um consultor externo, isento de vínculos com a organização e com os colaboradores. Isso permite que as respostas à pesquisa sejam mais sinceras e o procedimento seja imparcial, melhorando, assim, os seus resultados.

Por fim, como foi possível perceber, a gestão de clima organizacional não é uma tarefa impossível, mas depende de alguns fundamentos — os quais listamos para você.

Agora que você já sabe qual o jeito certo de gerenciar o clima organizacional, está na hora de partir para a prática. Mas, antes, o que acha de nos contar um pouco sobre as suas impressões ou eventuais dúvidas? Deixe seu comentário abaixo! Será um prazer respondê-lo!

Como ser um profissional inovador de verdade?

Hoje em dia, ter a capacidade de criar algo novo é praticamente um pré-requisito para o sucesso. Cada profissional precisa possuir um diferencial, algo que vá além da sua eficiência e produtividade diárias.

Alguns acreditam que, para ser um profissional inovador, é necessário ter nascido com um dom, como se a criatividade fosse um talento exclusivo. Porém, a verdade é que qualquer pessoa pode atingir esse patamar por meio do aprendizado.

Inovação não é um privilégio de nenhum grupo ou geração. Não é necessário ter a experiência de um grande gestor para encontrar novas formas de trabalho, nem ser jovem para conseguir elaborar algo que ninguém nunca tinha visto.

Se você deseja inovar na sua área, pode começar a trabalhar essa capacidade agora mesmo. Veja, a seguir, algumas atitudes indicadas para quem quer se tornar um verdadeiro profissional inovador!

1. Pratique sempre a proatividade

Em muitos momentos, a diferença entre o inovador e o seguidor é quem agiu primeiro. Se você esperar sentado um convite para criar algo, é provável que alguém crie antes de você.

Por isso, sempre que tiver uma boa ideia, não demore a discuti-la com o restante da equipe. Mesmo que ela não pareça ter futuro, algo interessante pode surgir a partir da discussão.

A proatividade não deve emergir apenas na hora de inovar, mas precisa ser cultivado como algo rotineiro no trabalho. Dar um passo à frente para ajudar um colega em uma tarefa ou cobrir uma ausência, por exemplo, são algumas das atitudes que um profissional inovador costuma praticar no seu dia a dia.

2. Procure novas especializações

Aqueles que param de estudar quase sempre perdem o passo em relação ao resto da equipe. Não basta apenas ter um diploma, é importante continuar se atualizando e especializando dentro do seu setor. Pode não parecer uma atitude intrinsecamente inovadora, mas é muito mais difícil criar algo novo quando você não conhece os antecedentes.

E essa atualização deve ser feita periodicamente. Como regra, um bom profissional inovador deve buscar um novo curso de complementação a cada 2 anos, no máximo. Se um curso durar entre 6 meses e 1 ano, você terá pelo menos 1 ano para colocar em prática tudo o que aprendeu e aproveitar os frutos da sua nova formação.

3. Busque novas experiências

Especializar-se é importante, mas não é a única coisa que um profissional inovador deve buscar. Boas ideias costumam surgir a partir de detalhes, momentos de relaxamento ou mesmo em circunstâncias inesperadas. Por isso, é importante que você não se limite a um campo de conhecimento. Busque algo diferente a fim de alimentar o cérebro e deixar seu trabalho mais produtivo e único.

Coisas simples como a prática de um esporte, leitura, cinema e viagens podem ajudar a limpar a mente dos padrões já estabelecidos de qualquer área, dando mais espaço para ideias novas. Em alguns casos, uma inspiração pode surgir a partir dessas atividades.

4. Tenha senso de necessidade

Inovar não é só aparecer com algo que nunca foi visto. É pensar em uma solução nova para atender a uma demanda antiga. Um profissional inovador sabe reconhecer o que seus colegas precisam, entregando novas ferramentas e recursos a fim de que suas tarefas se tornem mais fáceis.

O senso de necessidade não é um aspecto fácil de trabalhar. Essa é uma qualidade que envolve muito mais intuição, sendo algo relativamente subjetivo. Mas você pode exercitar certas perguntas como “qual é a demanda principal de determinado setor?”. Algo simples como isso já contribui bastante.

5. Questione com regularidade

Sem questionar algo que é oferecido como verdade absoluta, você não vai conseguir inovar em seu trabalho e ter um diferencial competitivo. Para criar novidades, quase sempre é necessário romper paradigmas, alguns fortemente enraizados nos procedimentos da empresa.

Um profissional inovador não deve permanecer na sua zona de conforto por muito tempo. Ele precisa sair e encontrar algo que ainda não foi explorado.

Uma boa técnica para exercitar o hábito de questionar é sempre rebater uma afirmativa categórica com uma pergunta curta e direta. Por exemplo, sempre que alguém disser que “o cliente tem sempre razão”, você pergunta: “será que tem mesmo?”. Este é um ditado que nem sempre é interpretado da maneira correta. Ao questioná-lo, você poderá entender o que significa e aplicá-lo melhor no seu dia a dia.

6. Descomplique

A inovação não precisa ser algo complexo, rebuscado e difícil de implementar. Pelo contrário. Algumas das ideias mais revolucionárias foram aplicações extremamente simples, tanto que podem passar despercebidas aos olhos. Talvez uma nova ideia esteja na sua frente agora mesmo e você apenas não lhe deu a devida atenção ainda.

Se você quer ser um profissional de sucesso e inovador, não se preocupe em reinventar a roda. Foque em elementos palpáveis do seu cotidiano e em formas simples de torná-los mais eficazes. Menos aparato significa menores chances de falha.

7. Trabalhe em equipe

Ninguém inova sozinho. Cooperação não é só um conceito empresarial. É uma oportunidade para que novas coisas se criem. A ideia de uma única mente criativa, alguém muito à frente de seu tempo, é uma falácia.

Qualquer criação ou mudança, da mais inusitada à mais trivial, é fruto de um esforço conjunto. Se você pretende ser um profissional inovador, melhore suas habilidades de trabalho em equipe.

8. Corra riscos calculados

Inovação sempre traz riscos. Isso é um fato. Então, por que tantas pessoas buscam inovar quando, em tese, isso seria algo perigoso? Isso ocorre porque os resultados podem compensar o risco sofrido.

A questão aqui é não correr perigos desnecessários. Sempre que você estiver em busca de alguma mudança, lembre-se de avaliar os riscos e criar um plano de ação. Colocar muitos recursos a perder sem um propósito não é benéfico.

Agora que você já sabe quais habilidades deve trabalhar a fim de se tornar um profissional inovador, é hora de começar a aprendê-las.

Acha que esse artigo pode ser útil para mais alguém? Então compartilhe-o em suas redes sociais e mostre como é possível aprender a inovar.

Como superar os 4 maiores desafios da gestão contemporânea

O mundo corporativo passa por constante evolução e os profissionais precisam se adequar. Essa característica faz com que existam diversos desafios na gestão contemporânea. A dúvida é: como identificá-los e superá-los?

A verdade é que a gestão vertical e hierarquizada é bastante reconhecida, especialmente no Brasil. Porém, quando tratamos de um gerenciamento horizontal, o cenário muda de figura. As pessoas se perdem e é comum o sentimento de confusão.

Nesse cenário, cabe aos gestores o empenho e a dedicação para mudar o contexto organizacional. É preciso considerar propósitos, pessoas, negócios e projetos, aliando todos esses aspectos para alcançar bons resultados. O desafio é difícil, mas acredite: pode ser superado.

Para entender melhor a gestão nos dias atuais, vamos mostrar qual é o papel do líder e apresentar 4 cenários desafiadores:

  • definição de propósitos;
  • gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento;
  • gestão de negócios: concorrência e inovação;
  • gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia.

A ideia é delinear quais são os obstáculos em cada um desses casos e dar dicas de como você pode ultrapassá-los. Então, vamos lá?

O papel do líder na gestão contemporânea

Falamos muito nos dias de hoje sobre a diferença entre chefe e líder. Porém, é difícil fazer essa distinção na prática.

No Brasil, a cultura do chefe ainda está muito presente, até mesmo por questões históricas. Basta pensarmos no paternalismo da nossa sociedade, na escravidão que ocorreu por tantos anos e no mercado extrativista, que ainda permanece em diversos estados.

O que isso gera no mundo corporativo brasileiro? Uma diferença grande em relação a países mais avançados, como os Estados Unidos. Enquanto aqui ainda solicitamos direitos, mas pouco conquistamos, lá as organizações são modelo de autogerenciamento e meritocracia.

Isso significa que os trabalhadores no Brasil, de modo geral, precisam de uma supervisão para trabalharem de maneira adequada. Os profissionais têm dificuldade de assumir o controle de suas próprias carreiras e ainda estão caminhando “ao sabor dos ventos”, em vez de tomarem decisões com autonomia.

A situação, no entanto, pode ser modificada — e isso já vem ocorrendo, em certa medida. Muito dessa conquista deriva da diferenciação entre chefe e líder, cujos conceitos poderemos ver a seguir:

Chefe

É o indivíduo que ocupa um cargo designado. Costuma ser autoritário, distribuir ordens e comandar pessoas. Tem como objetivos principais os resultados e o lucro.

O bem-estar dos colaboradores é colocado em segundo plano, se as metas forem atingidas. Quando isso não acontece, o chefe costuma responsabilizar outros colegas. Porém, em caso de sucesso, ele assume a execução da tarefa sem dividir os méritos.

Líder

É uma pessoa mais motivadora, que pensa em inspirar os colegas de trabalho e subordinados. Atua de forma conjunta com a equipe e valoriza as habilidades e capacidades de cada colaborador. Ao mesmo tempo, respeita as limitações existentes e auxilia na superação dos obstáculos.

Seu foco não é apenas os resultados. Apesar de isso ser importante, ele também se preocupa com a rota a ser trilhada. É mais respeitado pelos colegas por não centralizar as atividades e se responsabiliza junto com a equipe pelos sucessos e fracassos.

A diferença entre o comportamento do chefe e do líder é vista principalmente em situações difíceis. Sem a presença do segundo elemento, os colaboradores começam a agir de forma automática e podem complicar ainda mais o cenário que se apresenta.

Por sua vez, o líder consegue transformar o problema em uma possibilidade de superação. Ele se compromete com a visão da empresa e se esforça para que ela seja cumprida e mantida. Como consequência, os colaboradores alinham seus objetivos pessoais aos organizacionais.

Necessidade de especialização

Especializar-se é um requisito fundamental para o líder. Afinal de contas, a liderança não diz respeito a assumir um cargo, mas a ser reconhecido pelos colegas.

Ele deve ter, portanto, conhecimento, experiência e talento. Ao ser expert em determinado segmento, o líder consegue influenciar os liderados e repassar o know-how que possui, atuando de maneira conjunta.

Além da parte técnica em sua área de atuação, também é recomendável que o líder se especialize em desenvolvimento humano. Esse conhecimento é necessário para gerir melhor a equipe e desenvolver algumas habilidades, como capacidade de comunicação, condução acertada de equipes e processos, respeito a individualidades, alinhamento de valores e crenças, feedbacks e suporte aos colaboradores.

Ao se aprimorar constantemente, o líder melhora suas características profissionais e pessoais e reafirma-se como uma pessoa de destaque na empresa. Ele também pode ajudar a melhorar o contexto organizacional e está preparado para lidar com os desafios da gestão atual.

Quais são esses obstáculos? Existem 4 principais cenários, como podemos ver em seguida. Confira:

1. Definição de propósitos

Ao pensarmos na gestão, é notável que aprendemos a gerenciar desde crianças. Começamos a gerir coisas, animais e responsabilidades (como trabalhos da escola, tarefas, aulas extras etc.) para posteriormente passarmos para atividades maiores.

Os modelos de gestão adotados pelas escolas administrativas surgiram há muito tempo e foram se adequando com o passar dos anos. Na época da Revolução Industrial, por exemplo, foi criada uma abordagem mecânica, cartesiana e lógica. A ideia era uma hierarquia bem clara, na qual o chefe mandava, o subalterno obedecia e a carga horária era cumprida.

De lá para cá foram criados muitos outros modelos, como o neoclássico, estruturalista, de desenvolvimento organizacional, comportamental, dos sistemas, entre outros. Até que no pós-modernismo aparece a teoria contingencial, que propõe não haver uma abordagem única, mas sim uma prática mais adequada conforme o cenário e as circunstâncias.

A partir disso a gestão se tornou mais libertária, focada no indivíduo e com o objetivo de transformar a sociedade por meio da empresa. Esse paradigma vem ao encontro da dinâmica da sociedade contemporânea. Hoje, exige-se inovação e criatividade no gerenciamento dos negócios.

Como fazer isso? O primeiro passo é incluir valores, missão, objetivos de vida e qualidade dos relacionamentos interpessoais. Esses são os propósitos da organização, que são os pontos-chave para a revolução da gestão.

Eles permitem que as companhias entreguem valor para os clientes, tenham fornecedores prósperos e deem retorno para os acionistas. Isto porque o propósito é o que dá sentido ao negócio e o move para frente.

1.2. Desafios

Nesse cenário, o obstáculo que surge para as empresas na gestão atual é construir um propósito relevante e alinhá-lo à excelência operacional. É assim que a empresa conquista uma equipe bem treinada e capacitada, consegue explorar seus sonhos e impactar o mundo.

A consequência são os lucros financeiros, uma boa reputação da empresa perante a sociedade e um clima organizacional positivo. Mas é preciso ter cuidado com as confusões que costumam ocorrer com relação à definição de propósitos. Observe:

  • propósitos como sinônimo de visão ou missão: o primeiro indica por que a empresa existe. O segundo aponta aonde deseja chegar. O terceiro assinala o que o negócio faz e de que forma é realizado. A finalidade do propósito, nesse caso, é responder à seguinte pergunta: “o que a sociedade perderia se a sua empresa desaparecesse hoje?”;
  • propósitos como posicionamento de marca: o segundo é construído com base em um contexto externo, porque considera a análise da concorrência. Já os primeiros surgem internamente, fazem parte da alma da empresa. Por isso, requer uma avaliação profunda que siga até as origens, valores e artefatos culturais do empreendimento;
  • propósito como sinônimo de adendo: algumas pessoas acreditam que o propósito é adotar uma causa ambiental ou social, por exemplo. Na verdade isso é um adendo, porque é uma iniciativa isolada. O objetivo é ter uma forma única de contribuir e fazer com que isso esteja entranhado na cultura organizacional, sendo absorvido e vivenciado pelos colaboradores diariamente.

Para definir corretamente os propósitos da sua empresa, responda às seguintes perguntas:

  • Você conhece os sentimentos e valores que motivaram o começo do negócio?
  • Você conhece o propósito organizacional? Todos os gestores conseguem responder essa questão?
  • Sua empresa impacta a sociedade significativamente, contribuindo de maneira mais ampla?
  • Seu negócio atinge lucros consistentes com o propósito?
  • O propósito do seu empreendimento o diferencia da concorrência e auxilia no alcance de maior lucratividade?

A partir dessas respostas, você consegue definir melhor os propósitos e ultrapassar o desafio. Porém, lembre-se: tudo depende da sua companhia e do segmento de atuação.

2. Gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento

As empresas precisam considerar os colaboradores em seu gerenciamento atual. Isso exige ultrapassar os desafios da gestão de pessoas. Muitas vezes deixado em segundo plano, esse fator é relevante para o crescimento sustentável do negócio e para a retenção de talentos.

As atividades estratégicas da gestão de pessoas vão além do processamento de folhas de pagamento, admissões e demissões. Esse setor tem por finalidade propiciar um clima agradável para a equipe trabalhar, estimular a motivação, atrair talentos, reduzir os conflitos internos, valorizar a imagem do negócio no mercado e elevar a produtividade.

Tais metas são conquistadas a partir de 4 dicas básicas:

  • selecione profissionais cujas visões estejam alinhadas às da empresa e que tenham os requisitos mínimos solicitados para a função;
  • crie um ambiente colaborativo, porque isso ajuda a incentivar a produtividade;
  • valorize os colaboradores, ouça-os e proporcione chances de desenvolvimento;
  • ofereça benefícios para reter talentos, já que o turnover (rotatividade de colaboradores) traz custos mais altos e é prejudicial para a produtividade.

No entanto, essas sugestões são apenas atitudes básicas, que devem ser estabelecidas junto com as propostas de superação dos desafios. 

Veja quais são os obstáculos que se colocam à frente da gestão de pessoas nos dias de hoje:

2.1. Recrutamento e seleção acertados

O processo seletivo de novos colaboradores precisa ser certeiro para evitar o turnover. Deve haver rigor para evitar prejuízos financeiros e de produtividade.

O desafio é conduzir o processo com dinamismo e agilidade. Muitas empresas começaram a adotar seleções mais longas e exaustivas. O problema é que o investimento do RH nesse caso pode ser muito alto, e não compensar.

2.2. Retenção de talentos

A falta de mão de obra qualificada é um problema visível atualmente. Saber reter os talentos é uma maneira de conquistar vantagem competitiva e destacar a empresa no mercado.

As estratégias que ajudam a reter os bons profissionais são as seguintes, segundo o Guia Salarial 2017:

  • promoções internas;
  • trabalho flexível;
  • salário competitivo;
  • treinamento e desenvolvimento;
  • contraproposta.

Qualquer uma dessas estratégias é um desafio para a gestão de pessoas e deve ser trabalhada com cuidado.

2.3. Gestão geracional

O conflito de gerações vem se tornando um problema presente nas empresas atuais. É comum que profissionais que nasceram na época dos baby boomers sejam gerenciados por pessoas mais jovens, que foram criadas sob a influência das eras X e Y.

Nesse cenário, a gestão de pessoas precisa proporcionar uma convivência harmoniosa e assegurar que as expectativas sejam atingidas por todos os colaboradores, independentemente da geração de que façam parte.

Lembre-se ainda de que as previsões indicam que 5 gerações vão conviver nas empresas até 2020. Isso porque quem nasceu na época Z está chegando ao mercado de trabalho e os veteranos ainda permanecem nas organizações.

2.4. Engajamento

Os colaboradores precisam estar engajados para se tornarem produtivos e felizes com o trabalho. Este, porém, é outro desafio contemporâneo da gestão de pessoas. 

O período de crise pelo qual o Brasil passa aumenta essa situação, porque as empresas precisam “fazer mais com menos”. Isso faz com que as pessoas acumulem mais atividades e se sintam desmotivadas.

2.5. Humanização de relações e resultado

As companhias têm como foco o alcance de resultados. Por outro lado, é preciso valorizar e trabalhar atitudes. A liderança deve ser exercida em todos os seus aspectos e levar em conta as limitações e potenciais da equipe.

Cabe aos líderes analisar os resultados observando o faturamento e a qualidade de vida no trabalho. É aí que entra a humanização nas relações dos colaboradores, já que eles não devem ser vistos apenas como números, mas sim como seres humanos complexos.

2.6. Treinamentos e custos

Os treinamentos são necessários, mas têm um impacto relevante nas finanças do negócio. A gestão de pessoas deve equilibrar ambos os aspectos para otimizar o custo-benefício.

Os treinamentos in company vêm ganhando espaço, porque são personalizados segundo as necessidades organizacionais. O curso é ministrado dentro da própria companhia de acordo com a cultura interna e as demandas da equipe.

O resultado é uma economia de recursos e maior potencial de aplicabilidade do know-how repassado.

2.7. Tecnologia e produtividade

A tecnologia sempre deve ser usada a favor das empresas. Isso nem sempre acontece. Com a adoção cada vez maior de dispositivos móveis e de plataformas de acesso à internet, é comum que os colaboradores percam tempo nas redes sociais, por exemplo.

Esse é um desafio grande, porque proibir o acesso é inviável. A melhor alternativa é ter uma cultura de consciência, orientando os colaboradores a usarem os dispositivos e a internet a favor das atividades no trabalho. Para isso, deve ser adotada uma comunicação interna eficiente.

2.8. Diversidade

As empresas sempre tiveram que lidar com a diversidade, mas nunca como ocorre hoje. Essa situação é relativa a gênero, competências, experiências, habilidades, origem social, idade e cultura. A questão é que as diferenças não devem ser anuladas. Pelo contrário: é importante trabalhá-las como diferencial competitivo.

A diversidade é, inclusive, um ponto de convergência das empresas com a sociedade. Ela mobiliza forças criativas e permite gerar maior riqueza pela presença de equipes multiculturais.

Mesmo assim, esse assunto gera tensões, tanto em comparação com a universalidade quanto em relação à igualdade e ao desempenho. É por isso que, no Brasil, a diversidade ainda está engatinhando.

Em alguns casos, como o das mulheres, há avanços maiores e mais visíveis. Em outros, como dos homossexuais e deficientes, existem mais problemas. Cabe às empresas ultrapassar esses desafios respeitando as diferenças.

3. Gestão de negócios: concorrência e inovação

A gestão atual precisa ser tratada junto à concorrência e, principalmente, à inovação. Esse é o grande diferencial que as organizações podem ter — e, em muitos casos, é o segredo do sucesso.

No entanto, o que é inovação? É uma forma de explorar novas ideias, romper com dogmas e paradigmas e encontrar maneiras diferentes de fazer as mesmas atividades. Assim, é possível gerar valor para os clientes e obter resultados positivos para o negócio.

Outras vantagens são a economia de recursos (materiais, tempo, dinheiro) e a simplificação de funcionalidade, forma e tamanho. Tudo isso aumenta a produtividade, eleva a lucratividade e abre novos mercados.

Mais do que isso: a inovação permite se diferenciar da concorrência. Se hoje tudo parece “mais do mesmo”, o cenário atual exige o foco no mercado e na melhoria de produtos e processos.

Como fazer isso? É só se basear nos 3 pilares seguintes:

  • a inovação deve conversar com a estratégia organizacional;
  • a competência deve estar ligada ao comprometimento para que o negócio tenha mais chance de inovar;
  • a inovação depende da gestão para ser efetivada.

A partir daí, você pode seguir algumas dicas práticas para implantar a gestão da inovação em sua companhia. Confira:

3.1. Planeje a inovação

A inovação depende de objetivos bem claros que devem ser alcançados. A partir disso, pode-se estruturar um programa e elaborar um planejamento orçamentário que assegure os recursos necessários e viabilize as ações.

3.2. Pesquise parcerias

Uma maneira mais fácil de implantar a inovação é fazer parcerias com startups, universidades e comunidades criativas. Para isso é preciso ter 5 princípios definidos:

  • clareza da estratégia;
  • seleção dos parceiros a partir da compatibilidade de culturas;
  • consideração dos programas de fomento brasileiros realizados junto a universidades e outras instituições, como BNDES, Finep e CNPq;
  • boa gestão de prazos e recursos, além de prestação de contas frequente;
  • gerenciamento com base no longo prazo, sem atropelos ou atalhos desnecessários.

3.3. Estimule as novas ideias

Os colaboradores podem ter várias ideias, mas deixar de apresentá-las por uma série de fatores. Estimule-os para que deem sugestões que atendam às expectativas dos clientes e tragam soluções para os problemas. Essa liberdade eleva a competitividade e a produtividade do negócio.

3.4. Compreenda o impacto da inovação disruptiva

A inovação disruptiva surge quando o produto ou serviço transforma o setor ou o mercado por trazer mais simplicidade, acessibilidade e conveniência. Isso significa que podem ocorrer quebras no modelo de negócio — e você deve estar atento.

Um exemplo é a Kodak. A marca fazia muito sucesso e patenteou a criação da câmera digital. Porém, engavetou a ideia porque ela exigia a reinvenção do modelo de negócios. Resultado? A concorrência utilizou a proposta e foi um sucesso, deixando a Kodak para trás.

3.5. Realize um benchmarking inovador

O benchmarking é utilizado para buscar informações da concorrência. Essa técnica aprimora o desempenho e os processos internos por meio da incorporação das melhores práticas adotadas no mercado.

Quando tratamos de inovação no benchmarking, estamos falando da busca por práticas recomendadas em mercados que estão fora do seu nicho. A finalidade é agregar as experiências vividas para o aumento da produtividade, alternativas de novos negócios e geração de receita.

Um exemplo é a Netflix. Ao incorporar a tecnologia da informação ao modelo de negócios da locação de filmes, a empresa inovou e acabou com a concorrência, conquistando uma fatia de mercado gigante.

4. Gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia

O último ponto dos desafios da gestão atual é referente ao gerenciamento de projetos. Essa atividade tem como função organizar, planejar e acompanhar a execução de diferentes atividades que são realizadas simultaneamente.

Porém, mesmo tendo um bom planejamento e uma equipe competente, podem surgir obstáculos nas atividades diárias. Essas barreiras comprometem o sucesso do projeto e podem trazer sérios prejuízos ao negócio.

Alguns exemplos de desafios enfrentados na gestão de projetos são desperdício de tempo, mau uso de ferramentas e aplicações e desmotivação da equipe.

Na atualidade, existem outros 3 obstáculos principais que podem levar a empresa a um novo patamar. Veja quais são eles:

4.1. Identificação do problema principal

O problema é a lacuna existente entre o estado atual do seu empreendimento e onde ele deseja chegar. Ela deve ser eliminada, mas isso pode ser difícil.

O primeiro passo é identificar o maior número possível de problemas e elaborar uma escala de impacto e frequência em relação ao baixo desempenho do negócio.

Em seguida, deve-se reconhecer os recursos que permitem reduzir a lacuna, como parceiros, pessoal, produto, tecnologia, equipamentos, instalações, dinheiro, marca etc.

4.2. Validação da solução antes de ser escalada

A identificação do problema e das soluções possíveis requer a validação da alternativa. Esse também é o momento de definir metas e resultados esperados.

Verifique se a solução encontrada realmente eliminou o problema e monitore a performance para descobrir novos resultados. Uma dica importante é trabalhar primeiramente com um grupo menor e escalar para toda a empresa quando estiver efetivamente funcionando.

4.3. Sistematização e recomeço

As mudanças sempre encontram barreiras na cultura organizacional. Por isso, a aplicação da solução não implica em eliminação do problema. Nesse momento, é preciso garantir sua manutenção e evitar um retrocesso por meio da sistematização.

Essa prática simplifica e automatiza os processos. Com os resultados positivos, os colaboradores não terão outra possibilidade a não ser adotar a ideia.

Você pode ultrapassar esse desafio elaborando rotinas automáticas que utilizam um software de gestão. Elementos lúdicos também facilitam a adoção do modelo.

Fica evidente, então, que os desafios da gestão atual são complexos e nem todos têm uma resposta pronta. Você deve analisar o contexto em que sua empresa está inserida e verificar o que precisa ser feito em cada caso.

De toda forma, este post apresentou diversas ideias que podem ser colocadas em prática na gestão contemporânea do seu negócio. Gostou? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a outros conteúdos relevantes!