Guia do empreendedorismo no Brasil (e além)

Muita gente gosta de trabalhar como contratado. Mas é cada vez maior o número de pessoas que buscam abrir o negócio próprio. Seja por meio de uma franquia, seja atuando como autônomo ou começando uma marca do zero, a verdade é que o empreendedorismo no Brasil vem crescendo nos últimos anos.

A afirmação é confirmada por um levantamento da Unitfour divulgada pelo IG. Segundo a pesquisa, o total de empreendimentos abertos em 2016 aumentou 20% em comparação com o ano anterior. 

A maior taxa de abertura foi identificada nas modalidades Microempreendedor Individual (MEI) e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli). O motivo que levou ao crescimento dos negócios foi a crise, que aumentou o nível de desemprego no país.

Considerando esse cenário, criamos este guia do empreendedorismo. O objetivo é que você veja por que essa tarefa árdua é recompensadora e como você pode superar as barreiras para começar o seu negócio.

Por isso, vamos passar pelos seguintes pontos:

  • a motivação para empreender;
  • os desafios do empreendedor brasileiro;
  • o modelo de negócios escalável;
  • as tendências do mercado;
  • a capacitação necessária.

E então, que tal saber mais sobre esse assunto? Continue lendo!

Encontre sua motivação para empreender

A pergunta: “o que o motivou a empreender?” pode ser respondida de diferentes maneiras. Alguns afirmam que o objetivo é ficar rico. Essa argumentação pode ser respaldada facilmente por uma grande lista de empreendedores bilionários, como Bill Gates e Jorge Paulo Lemann.

Outros vão preferir dizer que têm um sonho, algo maior que desejam realizar pelo bem da família e/ou da sociedade. E há cada vez mais pessoas que desejam pagar as contas no final do mês com aquele dinheirinho que, antes, era somente uma renda extra, mas agora se tornou a principal.

Independentemente do que você está pensando, é preciso saber que há quatro classificações de empreendedores em relação ao dinheiro. Veja abaixo quais são elas

1. Empreendedor por necessidade

A característica principal é obter o dinheiro para sobreviver. É o típico caso da pessoa que não encontra outra forma de remuneração por não conseguir ingressar ou voltar para o mercado de trabalho. Então, vê no empreendedorismo um modo de pagar as contas.

Seguir por esse caminho, porém, não foi o primeiro desejo dessa pessoa. A taxa de mortalidade de negócios assim é alta, porque o empreendedor abandona a ideia ou acaba falindo por falta de estrutura, competência ou outros motivos.

Essa categoria abrange principalmente os autônomos, profissionais liberais, artistas, empreendedores informais e aqueles que possuem micronegócios.

2. Empreendedor pós-sobrevivência

Esse empresário já passou pelo sufoco dos primeiros anos e ultrapassou os desafios da alta fragilidade e instabilidade. Ele começou a ser empreendedor por necessidade, mas equilibrou seu negócio e consegue ganhar um valor razoável, que não oferece sobressaltos no dia a dia.

Mesmo assim, os empreendedores dessa categoria têm receio de que a empresa saia do controle e volte a entrar em dificuldades. Eles não gostam de assumir grandes riscos e, por isso, optam por manter o porte pequeno do negócio.

Geralmente, enquadram-se nesse caso os mercados de bairro, lojas de varejo, postos de gasolina, salões de cabeleireiro e similares.

3. Empreendedor por comodidade

Nesse perfil, o indivíduo possui um emprego estável e tem boas chances de crescimento, mas descobriu a importância do empreendedorismo. Ele sempre cultivou o desejo de abrir o negócio próprio e, por isso, se preparou antes de colocar sua ideia em prática.

Devido a essas características, corre menos riscos e está atualizado sobre as informações necessárias para a gestão. O perigo de falência é baixo e a relação com o dinheiro varia conforme diferentes elementos, como passatempos, viagens, prazer, vida social, entre outros aspectos.

O sucesso, aqui, não passa apenas pelo lado financeiro. As conquistas são mais importantes. Por isso, esse empreendedor deseja ver o crescimento do seu negócio, mas não tem a intenção de torná-lo gigante. Afinal de contas, trata-se de um estilo de vida.

Nessa categoria estão enquadrados diversos tipos de empreendimentos, como aqueles com médio a alto grau de inovação, serviços com base no capital intelectual e segmentos de alto padrão.

4. Empreendedores de alto crescimento

Esses são os que realmente desejam ficar ricos. Eles não veem limites e querem atingir seu objetivo rapidamente. Estão alinhados às metas dos investidores e compartilham o ideal de ter bons resultados financeiros.

A partir dessa classificação de perfis de empreendedorismo, você precisa encontrar a sua motivação. Confira algumas dicas que ajudam a desenvolver a sua estratégia para chegar ao próximo patamar e ter sucesso:

  • conheça a si mesmo. Analise suas forças e fraquezas e identifique o que pode executar. Em outras palavras, saiba ter autoliderança;
  • lembre-se sempre de seu propósito pessoal. Perceba sua evolução e modifique seu desejo para enfrentar os desafios de frente;
  • volte atrás e busque o empreendedor e a pessoa que deixou ao longo do caminho. Revisitar-se e pensar sobre si mesmo é uma boa maneira de encontrar sua motivação;
  • faça um planejamento estratégico pessoal, que contemple objetivos e sonhos a alcançar;
  • trabalhe sua inteligência emocional, ou seja: autoconhecimento, motivação, autocontrole, habilidades sociais e empatia;
  • reinvente-se e saiba lidar com os desafios. Caia, levante e siga em frente. O fracasso, muitas vezes, é necessário;
  • saiba lidar com o sucesso, porque ele pode levá-lo a uma queda. Tenha em mente que é melhor crescer por ter vontade de construir, não por ego;
  • intercale o dia a dia com atividades prazerosas. Para alcançar o equilíbrio, é necessário ter uma válvula de escape — por exemplo: culinária, esportes, viagens etc. 
  • saiba gerir seu tempo. Acorde cedo e, se necessário, durma mais tarde. Trabalhe sem interrupções e tenha períodos para passar com a família e momentos de lazer;
  • concentre-se na estratégia. Evite perder a concentração devido aos problemas diários;
  • trabalhe sua produtividade. Procure sistemas de organização que se encaixem à sua realidade e execute primeiro o que é prioridade;
  • faça diferente com os colaboradores. Motive-os e engaje-os. Crie um ambiente flexível e menos centralizado, que permita a participação de todos.

Supere os desafios do empreendedorismo no Brasil

A opção pelo empreendedorismo não é fácil. É recompensador, mas realmente há diversos desafios que devem ser enfrentados e superados.

No começo, a parte mais difícil é o dinheiro. Depois que esse elemento está equilibrado, há problemas operacionais, com a gestão de pessoas e outros “incêndios” que precisam ser apagados todos os dias.

A consequência, em muitos casos, é que o empreendedor deixa de lado as estratégias, o que pode ser extremamente prejudicial para o negócio. Assim, fica evidente que há obstáculos no empreendedorismo brasileiro desde a abertura da empresa.

O que você deve estar se perguntando é: “quais dificuldades terei que enfrentar?”. É o que vamos mostrar a seguir para que você esteja preparado e saiba contornar as adversidades. Confira:

Abertura da empresa

A burocracia brasileira é um problema latente e que prejudica muito o empreendedor. De acordo com um estudo da consultoria Grant Thornton, divulgado pela Exame, o Brasil está no segundo lugar da lista de empreendedores mais preocupados com esse quesito.

O levantamento aponta que as principais dificuldades são o excesso de regulamentação (52%) e a dificuldade na contratação de colaboradores (49%). Além disso, há países, como a Austrália, em que é possível abrir uma empresa em dois dias. No Brasil, a média é de 152 dias, segundo o Guia Empreendedor. Muita diferença, certo?

Os processos realizados também são difíceis e as instituições podem prestar informações diferentes. Com isso, é comumente necessário contar com a ajuda de um profissional, como um contador.

Complexidade da tributação

A carga de impostos é muito grande no Brasil. Dados do Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, divulgados pela Info Money, assinalam que o Brasil está no 7º lugar em relação à cobrança tributária.

Além disso, há diferentes impostos que incidem sobre os itens comercializados. Por exemplo, uma empresa de serviços paga o Imposto sobre Serviços (ISS). Já a de produtos industrializados sofre a aplicação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No caso de ter lucro, há cobrança de Contribuição Social do Lucro Líquido (CSLL). E por aí vai.

Uma vantagem foi a criação do Simples Nacional, regime tributário que simplifica o pagamento dos impostos por meio de uma guia única. A modalidade MEI também é relevante nesse cenário, porque há isenção de tributos e o restante está incluso em uma taxa mensal.

Formalização dos colaboradores

As empresas em geral têm dificuldades para contratar pessoas, porque há diversos valores pagos ao governo além da remuneração do próprio colaborador. Isso representa o dobro de custos para o empregador, já que a porcentagem em relação ao salário é de 103%, conforme o economista José Pastore, da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à Época.

No entanto, deixar de assinar a carteira é um risco para a empresa e para os trabalhadores. Além disso, nesse caso eles não contariam com as proteções oferecidas pela assistência social.

Concorrência da informalidade

O governo federal criou o MEI como uma tentativa de acabar com a informalidade. Mesmo assim, muitos atuam dessa forma, seja porque querem, seja devido ao desemprego que ocasionou essa situação.

Uma análise do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), apresentada pela Carta Capital, afirma que o último trimestre de 2016 contava com 90 milhões de brasileiros na informalidade, ou seja, 45% da força de trabalho ativa.

Devido à ausência de pagamento de impostos, os trabalhadores informais conseguem ter preços mais competitivos e podem investir mais em marketing

Obtenção de crédito

O acesso a linhas de crédito específicas para empreendedores é difícil, especialmente para quem está no começo. As instituições exigem muitos documentos e garantias, o que faz com que empréstimos de amigos ou modalidades para pessoa física sejam mais fáceis de conseguir.

Capacitação profissional

A mão de obra qualificada é um dos grandes desafios dos empresários, independentemente do segmento de atuação e porte da empresa. Outro problema é que muitos empreendedores não têm grande conhecimento em gestão, o que compromete a continuidade do negócio.

Para acabar com essa dificuldade, é preciso fazer cursos de qualificação, investir na capacitação contínua dos colaboradores e ter um processo eficiente de recrutamento e seleção.

Gestão de pessoas

O principal ativo das organizações é o capital humano. No entanto, a liderança é um desafio que precisa ser ultrapassado. É preciso incentivar os colaboradores e motivá-los continuamente.

Formar outras lideranças também é crucial. Esses profissionais de destaque ajudam a equipe a se organizar e a cumprir as metas estipuladas, alcançando o planejamento estratégico definido.

Gestão financeira

Os empreendedores têm dificuldades de manter as finanças em dia, equilibrando as contas a pagar e a receber. Um erro comum é ter custos acima da receita. Isso exige a contratação de empréstimos e financiamentos, que podem se tornar uma verdadeira bola de neve.

Inovação

Esse item está relacionado ao desenvolvimento de novos produtos e serviços ou a maneiras diferentes de executar algo. A inovação, atualmente, é o segredo para o sucesso, mas muitos empreendedores ainda deixam esse aspecto de lado.

Deve ser criado um ambiente propício para a inovação, que estimule a colaboração dos profissionais e incentive-os a dar ideias que possam mudar a forma de fazer as coisas.

Mesmo com todos esses desafios, é possível seguir em frente e ser um empreendedor de sucesso. É só saber lidar com os obstáculos!

Crie um modelo de negócios escalável

Esse conceito indica que uma empresa pode ser desenvolvida e ampliada sem haver a elevação proporcional dos custos. Em outras palavras, o objetivo é crescer de modo sustentável.

A ideia aqui é aumentar a produtividade e a margem de lucro sem contratar mais pessoas ou recursos. Ou seja, fazer mais com menos.

Esse tipo de empreendimento tem como característica a padronização dos processos, o que simplifica as atividades. Além disso, o mesmo método é replicado para diferentes produtos e serviços, o que eleva a produtividade.

Essa medida é tomada para aumentar a capacidade de produção sem gastar mais com contratações, estruturas, maquinário etc. Outro fator relevante é o valor agregado, já que são gerados benefícios intangíveis para os clientes.

Assim, criar um negócio escalável é importante para que você não limite o potencial de crescimento e permita a elevação da margem de lucro. Ainda existem outras vantagens:

Robustez e segurança

O empreendedor consegue ter uma empresa mais sólida quando gasta menos, porque guarda dinheiro para os momentos de incerteza. Por outro lado, os negócios que possuem estrutura sobrecarregada acabam tendo problemas financeiros devido a quaisquer alterações internas ou externas.

Vantagem competitiva

Os processos replicados permitem o atendimento de mais pessoas sem haver perda da qualidade. O resultado é a diminuição dos riscos devido à indisponibilidade e o aumento do diferencial competitivo para o empreendimento. Outro benefício é poder adaptar o processo facilmente para casos de demanda específica. 

Continuidade do empreendimento

O negócio escalável se mantém no mercado com mais facilidade, o que assegura a continuidade da empresa. O cuidado que se deve ter é que a escalabilidade não garante o sucesso automático. É preciso estruturar o processo e acompanhar os resultados. Assim, evita-se a inviabilidade e a obsolescência que podem ocorrer com o passar do tempo.

A dúvida é: como tornar o seu negócio escalável? Veja o passo a passo a seguir:

1. Analise o negócio detalhadamente

A primeira etapa é fazer uma avaliação minuciosa do empreendimento, conhecendo seus principais indicadores. Vale a pena acompanhar o custo de aquisição de clientes (CAC) e o de produção. Se um ou os dois índices aumentarem, o negócio não é escalável. Aproveite e avalie também o mercado de atuação e a capacidade de investimentos.

Nesse momento, vale a pena adotar o Business Model Canvas, que descreve os aspectos principais do empreendimento. O objetivo é especificar os seguintes aspectos:

  • parceiros-chave;
  • atividades-chave;
  • proposta de valor;
  • recursos-chave;
  • relacionamento com clientes;
  • canais;
  • segmentos de clientes;
  • estrutura de custos;
  • fontes de receita.

Cada um desses itens deve apresentar informações relevantes, que vão oferecer um panorama sobre o empreendimento. Por exemplo, em estrutura de custos, você pode detalhar os gastos principais, além dos recursos-chave e atividades-chave mais caros.

2. Aposte na automação

A tecnologia ajuda a reduzir os custos, aumentar a produtividade e diminuir o tempo de execução das tarefas. A automação ainda permite focar assuntos estratégicos, porque as tarefas manuais ficam por conta dos sistemas utilizados. Lembre-se ainda de que a gestão pode ser melhorada a partir da adoção de um software especializado. Assim, a estrutura se mantém menor e menos custosa.

3. Pense sobre a escalabilidade

O recomendado é considerar as ações que permitam aumentar a renda de forma passiva e com menos esforço. Assim, não há adição de custos e fica mais fácil atingir o resultado esperado.

Você pode, por exemplo, apostar no sistema de franchising, criar cursos on demand para educar outros empreendedores, entre outras possibilidades. Tudo depende do perfil do seu negócio.

Acompanhe as tendências do mercado

O mercado muda constantemente por diferentes fatores, como as novas demandas dos consumidores ou tecnologias que surgiram e que facilitam os processos.

Estar atento a essas questões é uma forma de garantir o sucesso e inovar. Os resultados podem demorar para aparecer, mas são consistentes, porque estão embasados em dados coletados. 

Essas informações podem ser conseguidas de diferentes formas: análise, pesquisa de campo, observação etc. A finalidade é fazer uma avaliação crítica e científica, que resultará na identificação das tendências.

Existem diferentes formas de fazer isso. Mas uma das mais utilizadas hoje é o design thinking. Esse conceito foi aplicado no mundo empresarial como ferramenta de criatividade. Afinal de contas, ela pode ajudar a repensar o negócio colocando o consumidor como elemento central.

Veja a seguir como aplicar a abordagem do design thinking no seu negócio:

Identifique onde estão as chances de inovação

Os caminhos que levam à inovação devem ser conhecidos. Para isso, é preciso analisar a si mesmo e ao ambiente externo. Observe os pontos fortes e fracos, as condições macroeconômicas, as fragilidades da concorrência etc. Algumas ferramentas que podem ser usadas nesse processo são benchmarking, análise SWOT, reuniões multidisciplinares e pesquisas de mercado.

Avalie as chances de inovação

A descoberta dos verdadeiros potenciais é um ponto fundamental. As pesquisas qualitativas e soluções de Big Social Data ajudam a verificar as chances e oportunidades.

Desenvolva a possibilidade de inovação

O produto ou serviço deve ser elaborado a partir da percepção de valor e demandas dos consumidores. Nesse momento, o processo heurístico ajuda a chegar ao diagnóstico, e o criativo gera as possibilidades de produtos.

Faça um protótipo

Essa é uma versão mais simples para ser lançada como um teste. O objetivo é compreender se as demandas do consumidor final foram atendidas.

Implemente a solução

Esse é o momento de lançar o produto. No entanto, o processo de desenvolvimento deve continuar e ser aprimorado com a ajuda dos stakeholders.

Não se esqueça da capacitação

A última parte deste guia do empreendedor brasileiro aborda a necessidade de preparo para o profissional e seus colaboradores. A capacitação é fundamental para saber ultrapassar os obstáculos, analisar o mercado e fazer o negócio crescer de modo saudável.

Esse item é tão relevante que a pesquisa Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios do Brasil — elaborada pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper e divulgado pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios — mostra que praticamente 37% dos empreendedores acreditam que a capacitação é importante para melhorar os resultados.

Mas como investir em capacitação? Confira algumas dicas:

Busque a melhor forma de se capacitar

Esse processo pode ser feito de diferentes formas, como por meio de cursos de graduação e pós, em escolas de capacitação, tutoria etc. Verifique o que é melhor para o seu caso e lembre-se também dos cursos online, que facilitam bastante a vida de quem tem o cotidiano corrido. Por fim, faça sua escolha de acordo com sua maior necessidade.

Conheça sua disponibilidade

A capacitação só terá efeitos positivos se você tiver dedicação. Avalie os seus horários e pense nos cursos a distância se houver muitas restrições. Por outro lado, se quer terminar as aulas rapidamente, busque uma alternativa da modalidade intensiva.

Encontre uma instituição adequada

A busca por uma escola renomada pela qualidade de ensino é fundamental. Observe a metodologia adotada e a matriz curricular, verifique se há aplicação prática, entre outros aspectos.

Vale a pena atentar ainda para a estrutura. Por exemplo, veja se a turma é pequena, se o atendimento pode ser feito de forma individualizada e qual é a qualificação dos docentes.

Estude continuamente

O processo de aprendizado nunca termina. Se você já tem diversos cursos, continue lendo artigos na internet — inclusive em outros idiomas, se for possível, porque isso ajuda a ter novas ideias. Se você ainda precisa se especializar mais, aproveite. A hora é agora!

Como você pôde perceber, o empreendedorismo traz dificuldades, mas também há várias ferramentas que podem ser adotadas para melhorar esse cenário. O fato é que vale a pena apostar nessa ideia, porque as chances de retorno são bastante grandes.

E você, já está pronto para atuar no empreendedorismo no Brasil? Aproveite e tenha acesso a mais conteúdos relevantes assinando a nossa newsletter.

Guia para montar um plano de negócios imbatível

As tradicionais cartilhas para o sucesso geralmente iniciam o tópico “plano de negócios” orientando o empreendedor a estabelecer missão, visão e valores para a organização.

Embora a orientação esteja totalmente correta e as empresas baseiem suas atividades em propósitos nobres, visões audaciosas e valores admiráveis, as estatísticas mostram que isso não é o suficiente.

De forma cruel, elas apresentam um quadro preocupante para o empreendedorismo brasileiro. Estudos do IBGE revelam que, de cada dez empresas abertas, seis fecham as portas antes de completar seu quinto ano de atividade — um dado realmente desanimador.

Isso mostra que, a fim de sobreviver, prosperar e crescer, as empresas precisam ter mais que boas intenções e uma dose de ambição. É necessário realmente investir na elaboração de um plano de negócios realista, prático e viável, baseado em conhecimentos já consolidados no mercado.

Então, vamos falar desse instrumento tão importante para o sucesso de um empreendimento: o plano de negócios. Hoje você vai descobrir como torná-lo imbatível a fim de superar os obstáculos e garantir o sucesso de sua empresa. 

O que não pode faltar em um plano de negócios?

Uma boa ideia é garantia de uma trajetória de sucesso? Infelizmente, a resposta é não. Muitos negócios promissores fecham suas portas dentro de um curto período de tempo, mostrando que é preciso avaliar se aquela proposta realmente corresponde ou não a uma boa opção de negócio.

Além disso, mesmo que o produto ou serviço inovador realmente se revele promissor, um plano ajuda a estruturar o funcionamento do negócio a fim de obter o sucesso desejado.

Para isso, um empreendimento deve ser iniciado com um plano de negócios. Você sabe qual é a finalidade de tal documento e quais são os elementos necessários para desenvolvê-lo? Então vamos às respostas.

Qual é a finalidade de um plano de negócios?

Ele serve para planejar um novo empreendimento e seu objetivo é traçar uma estratégia de atuação para a organização. Em outras palavras, podemos afirmar que se trata de um guia para a gestão estratégica do negócio.

Uma outra situação que demanda sua elaboração é quando uma empresa já estabelecida decide investir na criação de uma nova unidade empresarial.

Por que os empreendimentos precisam de um plano de negócios?

Precisamos pontuar que o plano de negócios não é uma obrigação dos empreendedores. Pelo contrário, trata-se de uma ferramenta de auxílio, que vai contribuir para que a empresa chegue aonde seus gestores desejam.

Então, quando o empreendedor tem em mente os objetivos que pretende alcançar daqui a 5, 10 ou 20 anos, ele está definindo um destino. O plano de negócios vai traçar o caminho que a organização precisará percorrer a fim de atingir o patamar desejado.

Portanto, um plano de negócios não pode ser simplesmente um documento abstrato, pautado na importância da organização e uma descrição filosófica de sua missão e valores. Ele precisa ser objetivo e definir números que refletem o crescimento esperado do negócio em relação a receita, lucro, participação no mercado, número de clientes e outras metas.

Quais são os elementos de um plano de negócios?

Não há uma fórmula pronta para a elaboração do plano de negócios. Porém, sem alguns elementos essenciais é difícil traçar um percurso e estabelecer as ações necessárias para percorrê-lo.

Além da já tradicional descrição da missão, visão e valores, é importante que o plano contenha:

  • análise da oportunidade: o que o mercado precisa e sua empresa pode oferecer? Essa é uma condição importante para o empreendimento dar certo;
  • análise do mercado: este é o momento de entender seu público-alvo, conhecer suas necessidades e expectativas. Também é importante analisar o que os concorrentes têm feito para atendê-las. Suas chances de sucesso são maiores se a empresa conseguir superá-los nessa tarefa;
  • modelo de negócio: nesta etapa, o plano estipula o que vender, como, para quem, cobrando quanto, qual será a estratégia de marketing e estimativa de receita e de despesas, quanto precisa investir, etc.
  • revisão completa dos passos: deve, na verdade, acontecer a todo o momento. Cada vez que o gestor analisa um dos itens anteriores, ele precisa considerar seu impacto sobre os demais e fazer as devidas adaptações.

Depois desses passos, o empreendedor pode concluir a redação do plano e fechar o modelo estabelecido.

À medida que o conhecimento sobre o negócio cresce e a compreensão do produto, do público-alvo e do mercado torna-se mais profunda, o empreendedor pode (e deve!) rever as etapas, de forma interativa.

Portanto, deve haver um permanente diálogo entre o plano de negócios e a realidade. É importante que ele seja revisto e atualizado periodicamente, garantindo que seja executável e adequado ao comportamento do mercado e aos resultados possíveis.

Quais metodologias podem ser usadas?

No entanto, ao iniciar um negócio, nem sempre o empreendedor tem conhecimento das ferramentas e metodologias para realizar essas análises de forma profissional e objetiva.

Por isso, selecionamos algumas das principais opções consagradas pelo mercado para ajudá-lo a construir um plano imbatível:

Canvas Business Model (CBM)

Proposto inicialmente por Alexander Osterwalder, o Canvas é uma ferramenta muito utilizada na fase inicial da elaboração de um plano. Sua proposta é simplificar a criação de modelos de negócio, tornando esse processo mais visual e fácil de ser compreendido por todos os envolvidos.

A ideia principal é reunir todos os aspectos que uma empresa precisa considerar para sua estruturação em 9 blocos integrados, proporcionando a chance de refletir sobre como o empreendimento deve atuar, como eles serão conduzidos para compor o negócio e de que forma os processos serão estruturados.

Esses módulos são:

1. segmentos de mercado: determina quem são os clientes que a empresa quer atender, seu perfil, onde estão localizados e como estão agrupados;

2. canais de comercialização: estabelece a forma como sua empresa se comunica com os clientes para entregar sua proposta de valor;

3. relacionamento com os clientes: estabelece os tipos de relação que o empreendimento utiliza para manter e conquistar os clientes.

Como você pode perceber, os três primeiros módulos caracterizam para quem o negócio é estabelecido e a sua forma de se relacionar com esses elementos.

4. proposta de valor: mostra como o seu pacote de produtos e serviços contribui para atender às necessidades do cliente. Portanto, trata-se do seu valor. Responde à pergunta: “o que sua empresa tem a oferecer”?

5. atividades principais: descreve as ações importantes que a empresa precisa realizar para colocar em prática o seu modelo de negócios;

6. recursos principais ou recursos-chave: são os recursos essenciais para o funcionamento do modelo de negócios. Entre eles estão os equipamentos, colaboradores, matéria-prima e insumos, estrutura, entre outros;

7. parcerias principais: trata-se da rede de fornecedores e parceiros sem a qual a empresa não pode desempenhar suas atividades.

Analisando esses três últimos blocos, percebemos que eles estabelecem como a empresa realizará suas operações.

8. estrutura de custos: relaciona todos os custos envolvidos na operação do negócio;

9. receitas: projeta quanto dinheiro a empresa gera, o valor e a forma como ela vai receber de seus clientes.

Portanto, os dois últimos itens estabelecem quanto dinheiro a empresa precisa para realmente ser capaz de funcionar, bem como o quanto pretende lucrar com sua atuação.

Plano de negócios em pirâmide

Muito indicado para startups, o plano de negócios em pirâmide é uma estratégia utilizada para convencer investidores ou novos sócios a entrarem em um empreendimento com o objetivo de levantar investimentos para conquistar o mercado.

Nessa estrutura, o empreendedor consegue formatar o plano de acordo com os objetivos que deseja alcançar. A ideia é organizar a execução de ações para viabilizar a conquista das metas, de acordo com suas necessidades.

Análise SWOT

A análise ou matriz SWOT, também conhecida pela sigla FOFA, é uma ferramenta importante para analisar tanto os fatores internos quanto os elementos internos que interferem nos resultados de uma empresa, e por isso pode ser muito útil para o desenvolvimento de um plano de negócios.

Na verdade, seu nome é um acrônimo que utiliza as iniciais dos elementos que serão analisados, em inglês. Ela se propõe a identificar as forças (Strengths), fraquezas (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) de um negócio.

Portanto, como já falamos, ela se propõe a identificar os fatores internos e externos que podem ocasionar o sucesso ou o fracasso de um empreendimento, como veremos a seguir:

Fatores internos

  • forças: são as características da empresa que a colocam em situação vantajosa em relação à sua concorrência. Pode ser um produto ou serviço inovador, atendimento diferenciado, preço competitivo ou qualquer outra peculiaridade que constitua em um diferencial competitivo.
  • fraquezas: são os elementos contrários aos anteriores — justamente as características que prejudicam o andamento do negócio ou são superadas pela concorrência. Pode ser a falta de reconhecimento no mercado, algum produto ou serviço com qualidade inferior, entre outros aspectos.

Como podemos observar, tanto as forças quanto as fraquezas são características da organização, e por isso são reconhecidas como fatores internos. Depende unicamente da empresa a solução das fraquezas e o aproveitamento das forças como um diferencial competitivo para potencializar resultados.

Fatores externos

  • oportunidades: são as características do mercado que a empresa pode aproveitar para crescer. Embora não tenha controle sobre esses fatores, o empreendimento precisa conhecê-los para se beneficiar deles. Pode ser a falta de concorrência para determinado serviço em uma área, alta demanda, entre outras possibilidades.
  • ameaças: também de forma contrária, nessa categoria encontramos as forças e ações externas que interferem negativamente nos resultados da empresa. Concorrência acirrada, alto custo de matéria-prima e dificuldade para encontrar profissionais capacitados são alguns exemplos.

Portanto, a identificação desses quatro elementos é muito importante para elaborar um plano de negócios realmente capaz de contribuir para o crescimento da empresa.

Esses aspectos mostram o que o gestor precisa corrigir para vencer a concorrência e se destacar, além de apontarem para as oportunidades que devem ser aproveitadas e forças que devem ser mais bem exploradas.

Trade Offs

Podemos afirmar que o plano de negócios traz uma série de decisões “em cascata”. O início de um empreendimento exige que algumas escolhas sejam feitas e, a partir daí, novas decisões são tomadas para viabilizar a realização das primeiras, e assim por diante.

O grande problema é que, como se trata de um negócio em estágio inicial, esses passos podem deixar o empreendedor inseguro. Como elas têm grande impacto na definição de metas, projeções financeiras, processos e outras políticas da organização, elas podem ser um fator decisivo para o sucesso ou fracasso.

Vamos pensar em uma situação prática muito simples, apenas para contextualizar. Barbearias estão na moda, e por isso determinado empreendedor resolveu investir no ramo. As duas opções que ele tem são:

  • opção 1: atender uma clientela nível A/B;
  • opção 2: atender uma clientela nível C.

Cada uma dessas escolhas terá como consequência outras “decisões em cascata”, conforme vemos a seguir:

Atendimento à clientela nível A/B

  • estabelecimento do ponto em um bairro nobre;
  • escolha de um local com estacionamento;
  • decoração sofisticada ou temática;
  • climatização do ambiente;
  • investimento no conforto dos clientes: sala de espera com sofá confortável, TV e jogos; 
  • oferta de produtos importados para cuidados com a barba;
  • utilização de produtos diferenciados no atendimento aos clientes;
  • cafeteria no estabelecimento.

Atendimento à clientela nível C

  • estabelecimento do ponto em bairro popular;
  • escolha de um ponto mais simples, com a estrutura mínima para o funcionamento;
  • compra dos equipamentos básicos: cadeira, espelho, conjunto de utensílios;
  • aquisição de dois ventiladores de parede;
  • duas ou três cadeiras estofadas simples para a espera dos clientes;
  • utilização de produtos profissionais, porém de marcas menos conhecidas e a um preço mais acessível.

Portanto, percebemos pelo exemplo acima que a decisão quanto ao público-alvo é fundamental para desencadear uma série de outras ações. Essa escolha influenciará o plano de negócios e trará impacto em muitos aspectos, como o investimento inicial, projeção de receitas e despesas, entre outros.

Mas afinal, como isso se relaciona com a ferramenta Trade Offs?

Como vimos, uma única decisão traz uma série de implicações. Uma escolha errada no planejamento estratégico pode acarretar erros que podem comprometer a sobrevivência de um negócio.

Para permitir uma visão mais abrangente e reduzir a dimensão dos erros, a ferramenta Trade Offs ajuda a definir o que seu criador, Michael Porter, chamou de 3 Estratégias Genéricas.

Segundo o Trade Offs, essas escolhas são excludentes. Ou seja, quando o empreendedor opta por construir um negócio segundo determinada linha, as outras duas devem ser automaticamente descartadas. Por isso o sistema recebe esse nome. Conheça as três possibilidades:

1. Estratégia de liderança total em custos

Trata-se daquele empreendedor que estabeleceu que o objetivo de seu negócio é vender seus produtos ou serviços a um preço imbatível. Por isso, ele precisa procurar produzir de forma mais eficiente, porém sem perder a confiabilidade.

No entanto, para atingir esse objetivo, ele deverá abrir mão das outras duas estratégias. Por mais que seu produto seja confiável, ele não poderá ser diferenciado, pois isso inviabilizaria sua política do preço mais baixo.

Voltando ao exemplo da barbearia, o empreendedor garantiria a barba bem-feita. Porém, a fim de garantir o menor preço, ele faria isso em um ambiente simples, sem estacionamento ou climatização, com o mínimo de mobiliário, decoração e outros itens de conforto.

2. Estratégia de diferenciação

Nesse caso, a estratégia prevê o destaque da qualidade. O empreendedor conhece seu público-alvo e sabe que ele não se importa em pagar um valor adicional, desde que isso garanta um produto ou atendimento nitidamente diferenciado.

Portanto, é a barbearia que oferece o conforto que o cliente deseja e os melhores produtos. Para isso, cobra mais caro, e sua clientela não se importa de desembolsar esse valor.

3. Estratégia de foco

É o que acontece quando um estabelecimento praticamente não tem concorrência. O empreendedor vende algo que os outros não têm a ofertar, pois inovou ou se especializou em atender às expectativas de determinado nicho.

Sem concorrentes diretos, o empreendedor sabe que seu negócio se encontra em uma posição superior à dos demais estabelecimentos do setor. Também não se preocupa em vencer pelo preço, e sim pela exclusividade do que tem a oferecer.

Como podemos perceber, quem escolhe vencer pelo preço baixo não tem como oferecer os mesmos diferenciais e o foco. Seria economicamente inviável. Da mesma forma, quem escolhe a qualidade ou o foco não tem como manter os custos em um patamar competitivo. Não há como adotar mais de uma dessas estratégias ao mesmo tempo.

Por isso, quando um empreendedor faz essa escolha inicial, ele tem a possibilidade de elaborar seu plano estratégico de forma mais precisa. Assim, ele toma decisões que contribuem para configurar seu negócio de acordo com sua opção.

Esse cuidado evita contradições operacionais que, caso o gestor percebesse apenas depois, custariam uma soma considerável de recursos ou talvez até mesmo inviabilizasse a sobrevivência do empreendimento.

Por que sua missão não acaba por aqui?

No entanto, o plano de negócios não pode ser um documento que permanece engavetado e não ganha vida na empresa. Além de ser consultado frequentemente e colocado em prática, ele precisa de revisões constantes. Por que isso é necessário?

Como você se lembra, o plano de negócios foi criado no estágio inicial de implantação de um empreendimento ou unidade de uma empresa estabelecida. Portanto, por mais cuidadosa que tenha sido a análise, as conclusões não passavam de estimativas ou projeções.

É a operação real de um negócio que vai, de fato, confirmar essas projeções ou alterá-las, de acordo com o andamento das atividades. Portanto, o cenário pode ser, em diversos aspectos, muito diferente das condições previstas no planejamento.

Nesse caso, não adianta a empresa continuar seguindo um curso de ação que não é o mais adequado à sua realidade. Ela precisa rever suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças a fim de corrigir a rota ou aproveitar as aberturas de mercado de forma mais agressiva.

Mas quando o empreendedor deve revisar o plano de negócios? Especialistas recomendam o seguinte procedimento:

  • no primeiro ano de um negócio, o ideal é rever o plano a cada três meses ou sempre que o empreendedor tiver dúvidas sobre os rumos do empreendimento. Como você se lembra, o plano foi baseado em projeções e expectativas, e agora é preciso adequá-lo à realidade;
  • no segundo ano, o plano pode ser revisado semestralmente. Embora o gestor já conheça melhor o mercado e saiba o que esperar do negócio, é importante avaliar se os resultados são compatíveis com as ações propostas e identificar qualquer problema que coloque em risco a sobrevivência do empreendimento;
  • a partir do terceiro ano, o procedimento pode ser anual. Porém, é fundamental que o gestor continue acompanhando os resultados de forma atenta, impedindo que a empresa se coloque em uma situação insustentável sem que haja qualquer percepção do fato ou reação.

Por que revisar o plano de negócios?

Cuidar da gestão de um empreendimento é trabalhoso. Por isso, muitos gestores acreditam que elaborar e revisar constantemente o plano de negócios vai tomar muito tempo e exigir grandes esforços. Diante da urgência das tarefas do dia a dia, a revisão pode ficar para depois — ou para nunca.

Porém, as estatísticas não são nada favoráveis ao gestor que adota essa postura. Segundo o SEBRAE SP, a revisão sistemática e periódica do plano é uma das atitudes dos empreendedores que obtiveram maior sucesso nos primeiros 5 anos de vida de suas empresas.

Da mesma forma que a revisão periódica está relacionada ao sucesso, a negligência de tal aspecto aparece nas estatísticas de fracasso. Entre os negócios que fecham, estão os maiores percentuais de empresas que não faziam a revisão, não acompanhavam rigorosamente receitas e despesas e nem as atividades dos concorrentes.

Além disso, o gestor pode perceber que não é só a sua percepção do negócio que muda. O próprio cenário econômico está em constante transformação, e a realidade precisa ser trazida à administração da empresa a fim de que ela possa se adaptar e obter sucesso.

E agora, está preparado para montar o seu plano de negócios imbatível? Quer receber outras sugestões para garantir uma gestão de sucesso para seu empreendimento? Então não perca tempo! Assine nossa newsletter e receba conteúdos indispensáveis diretamente em seu e-mail. 

Gestão estratégica — aprenda o que é para fazer na prática

Sabe aqueles pleonasmos que aprendemos na escola — subir para cima, descer para baixo, entre outros tantos exemplos? Não é incomum acharmos essas expressões engraçadas quando alguém as utiliza acidentalmente.

Porém, o mundo corporativo tem seus próprios pleonasmos, e nem sequer os percebemos no dia a dia. “Gestão estratégica” é um deles, e vamos agora falar por quê. 

O que é gestão estratégica

Falar em gestão estratégica é uma repetição da mesma ideia,  e por isso começamos o texto falando em pleonasmo. Espera-se que todo gestor sempre analise a situação e mobilize os recursos para atingir os resultados que a companhia deseja. Isso significa que não existe gestão de verdade que não seja estratégica

Mas como o termo se consagrou dessa forma no mundo empresarial, vamos utilizá-lo para designar o processo que coordena ações sistemáticas realizadas nas organizações com o objetivo de avaliar a situação, planejar mudanças e gerenciar sua implementação.

Por isso, podemos dizer que o processo de gestão estratégica utiliza três pilares:

  • planejamento estratégico: baseia-se no diagnóstico da instituição para promover ações com o objetivo de corrigir falhas, aproveitar melhor as oportunidades e fortalecer a organização a fim de superar obstáculos e alcançar resultados.
  • implantação do planejamento estratégico: essa é uma das principais dificuldades de uma organização. No papel, os planejamentos são muito bons. Porém, muitas companhias não conseguem colocá-los em prática;
  • monitoramento e ajustes necessários a partir dos resultados obtidos: trata-se de uma etapa tão importante quanto o planejamento. Nela, o plano anterior é avaliado e comparado com os resultados efetivamente obtidos. A partir daí, ocorrem correções e adaptação para que as diretrizes revisadas estabeleçam ações ainda mais efetivas para alcançar os objetivos.

Essas são formas bastante resumidas de descrever essas etapas. No entanto, para que elas sejam bem-sucedidas, é importante que o gestor tenha o conhecimento de algumas práticas que podem ajudar a realizá-las de forma eficiente. É desse tema que falaremos a partir de agora.

As melhores práticas para a gestão estratégica

1. Utilizar ferramentas adequadas

Sem os critérios adequados, algumas etapas do planejamento e gestão estratégicos podem adquirir um caráter muito subjetivo. Com o julgamento comprometido, é possível que fiquem de fora alguns apontamentos importantes, fazendo com que a empresa ignore pontos que deveria corrigir ou explorar.

Um exemplo é a etapa do diagnóstico. Com as ferramentas apropriadas, a equipe pode avaliar melhor suas necessidades e oportunidades. Vamos conhecer algumas?

1.1. Análise SWOT

Essa análise ou matriz permite a identificação das forças (Strengths), fraquezas (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) que potencializam ou impedem o sucesso de uma organização. 

Seu papel é identificar os pontos que precisam de intervenção para melhoria (fraquezas e medidas para contornar as ameaças), bem como as oportunidades e diferenciais competitivos que devem ser mais bem explorados. 

1.2. Matriz BCG

Ela permite analisar o portfólio de produtos ou serviços e classificá-los de acordo com sua situação atual, estimativa de crescimento de vendas no mercado e nível de participação do produto.

Assim, a empresa consegue identificar se a previsão para aquele item é de expansão, estagnação ou queda, avaliar o impacto disso devido ao nível de participação na quota de mercado e direcionar seus esforços para as ações mais promissoras.

1.3. Canvas Business Model (CBM)

Nesse caso, não se trata de uma ferramenta para diagnóstico, e sim para o planejamento. O Canvas procura simplificar a criação de modelos de negócios, tornando-os facilmente compreensíveis pelos envolvidos.

O modelo reúne 9 aspectos que uma empresa deve considerar para se estruturar, proporcionando uma ferramenta que favorece a reflexão sobre a atuação do empreendimento e a integração desses blocos para o sucesso da organização.

2. Rever o planejamento estratégico da empresa

Por mais que o planejamento seja elaborado a partir de estatísticas confiáveis, nem sempre o desempenho da companhia ou o mercado se comportam da forma esperada. Essas alterações podem ser positivas ou negativas, mas o fato é que a empresa precisa se adaptar para lidar com a nova situação.

Por isso, o planejamento estratégico deve ser revisto com certa frequência. A revisão identificará esses fatores e buscará alternativas para solucionar problemas e potencializar resultados.

3. Acompanhar métricas e indicadores

Por melhor que tenha sido a base de dados utilizada para o planejamento, precisamos nos lembrar de que as ações propostas são ainda suposições. Ou seja, quando os gestores pensam em uma solução, apenas a prática vai revelar se elas são realmente efetivas para solucionar os problemas apresentados ou alcançar metas.

Portanto, para que a empresa tenha sucesso, é importante avaliar qual foi o resultado das ações implementadas. Essa análise não deve se basear em percepções subjetivas, mas em indicadores e métricas que transformam o andamento dos processos em números em vantagens reais.

Por isso, os gestores devem utilizar indicadores objetivos e confiáveis. Eles serão variáveis, de acordo com o segmento em que o negócio atua. São exemplos de métricas e indicadores que o gestor deve acompanhar:

  • métricas: metas de vendas, prospecções, taxas de conversão, ticket médio, quantidade de propostas feitas, negócios fechados, entre outros; 
  • indicadores de desempenho: números que mostram a produtividade, qualidade, capacidade, lucratividade etc. 

4. Alinhar a comunicação interna

Quando a comunicação da empresa não garante que os colaboradores realmente compreendam a estratégia da organização, as chances de que ocorram falhas na implementação de um planejamento se tornam muito maiores.

Portanto, se os processos forem descoordenados e difusos, não se pode esperar outro resultado a não ser o fracasso da implementação. A comunicação desempenha um papel importantíssimo na transformação de processos internos eficazes, garantindo que cada colaborador saiba o que e como fazer para cumprir a estratégia. 

5. Investir na governança corporativa

A governança corporativa pode ser definida como o conjunto de mecanismos utilizados para solucionar problemas comuns nas organizações que dificultam a implementação bem-sucedida de um planejamento estratégico.

Seu papel é atuar para solucionar conflitos de agentes, diferenças entre vieses cognitivos e limitações técnicas. Ou seja, quando ocorre uma implementação, diferentes interesses entram em jogo, e essas questões podem se tornar fatores impeditivos e comprometer o sucesso do projeto.

Cabe à governança corporativa resolver cada um desses pontos, seja administrando os conflitos, seja providenciando formas de superar as limitações técnicas e mediar as diferentes concepções. Assim, ela garante a atuação de um conjunto unido em prol de um propósito: o cumprimento da estratégia da empresa.

Entendeu como essas práticas podem contribuir para a gestão estratégica de um negócio? Quer descobrir como superar os 4 maiores desafios enfrentados pelos gestores contemporâneos? Então continue em nosso blog e confira esse post imperdível.

Empowerment: aprenda uma nova estratégia de gestão de equipes

Sobrecarga de atribuições. Necessidade de acompanhar uma infinidade de tarefas de relevância menor que tomam tempo e poderiam ser conduzidas de outra forma. Sensação de que precisa “empurrar” os colaboradores para obter resultados — essa é uma realidade comum para muitos gestores. Se você se identificou, a solução pode estar no empowerment. Já conhece essa estratégia de gestão de equipes?

Existe uma maneira de gerir sua equipe com mais autonomia, garantindo excelentes resultados e a chance de desenvolver líderes — isso tudo fazendo sobrar o tempo que o gestor necessita para exercer aspectos mais estratégicos de sua função.

Quer saber como? Continue a leitura deste post! 

O que é empowerment? 

O empoderamento é um conceito relacionado ao exercício da liderança no qual os funcionários são coparticipantes nas responsabilidades, inclusive no que se refere à tomada de decisão. 

Essa delegação de responsabilidades permite que a equipe trabalhe de forma mais autônoma. Por isso, o modelo é geralmente utilizado em organizações que possuem uma cultura participativa, na qual as equipes são autodirigidas.

Ele possui quatro pilares principais: 

  • poder: é necessário delegar autoridade e responsabilidade em todos os níveis da organização, confiar nas pessoas e conceder liberdade e autonomia de ação;
  • motivação: reconhecer o bom desempenho, recompensar resultados e permitir a participação dos colaboradores nos resultados de seu trabalho são formas eficientes de promover entusiasmo e engajamento;
  • desenvolvimento: é preciso fornecer os recursos necessários ao bom desempenho — informações, aporte financeiro, capacitação, iniciativas para o crescimento pessoal e profissional, entre outros;
  • liderança: espera-se que o gestor oriente os colaboradores, defina objetivos e metas, avalie o desempenho e proporcione o feedback necessário ao desenvolvimento.

Quais são as vantagens do empowerment? 

Sabe-se há muito tempo que é o olhar do dono que garante o sucesso de um empreendimento. Afinal, ninguém está mais interessado que ele em observar cada processo, corrigir falhas e garantir um bom resultado. 

Agora, imagine como seria se uma empresa tivesse muitos “donos”? É isso o que acontece quando se adota o empowerment como estratégia para gestão de equipes. Os funcionários não se sentem uma simples engrenagem da máquina, mas uma peça fundamental.

Logo, eles passam a ter a “visão de dono”: se engajam nas ações da companhia, vestem a camisa, esforçam-se para atingir a alta performance e obter resultados extraordinários. 

Mas se você acha que esse motivo ainda não é suficiente, vamos listar algumas outras vantagens desse modelo de gestão

  • o funcionário vai fazer o seu melhor para corresponder às expectativas do gestor que atribuiu a responsabilidade;
  • com mais autonomia, os colaboradores podem tomar decisões dentro de determinada esfera e resolver os problemas com maior velocidade;
  • o acesso a um conjunto maior de informações garante uma base mais sólida para as ações dos colaboradores, que deixam de ser intuitivas e tornam-se data-driven;
  • aumento da satisfação dos funcionários, com consequente retenção de talentos;
  • desenvolvimento da visão sistêmica: cada funcionário passa a ver o negócio e suas necessidades de forma mais ampla;
  • surgimento de novas lideranças;
  • decisões tomadas por colaboradores mais próximos dos clientes e, portanto, aptos a entender melhor suas necessidades e expectativas;
  • elevação do índice de satisfação dos clientes, que têm seus problemas resolvidos de forma ágil, sem que a situação precise ser levada a várias instâncias da organização. 

Esses são apenas alguns exemplos de como o empowerment pode contribuir para o sucesso de uma organização. 

O que o empowerment exige dos gestores e da empresa? 

Descentralização

Talvez este seja o maior desafio para muitas empresas. Afinal, o empowerment não funciona em uma organização excessivamente burocrática, hierarquicamente vertical e engessada nessa estrutura. 

Para que o empowerment funcione, é preciso descentralizar as decisões, certamente levando em consideração os diferentes níveis e a amplitude das responsabilidades. 

Redução das exigências burocráticas

Muitas empresas reclamam da burocracia do governo, mas impõem o mesmo modelo aos seus funcionários. Dentro das organizações, o excesso de exigências burocráticas tem o mesmo efeito: lentidão, rigidez e ineficiência. 

Portanto, essa barreira precisa ser eliminada. É necessário, inclusive, impedir que gerentes e gestores que temem a perda de status e poder prejudiquem o processo de empoderamento com exigências dessa natureza. 

Cultura de compartilhamento de informações

Além da experiência, o que torna as decisões mais certeiras é a informação. Sem os dados necessários, as escolhas serão intuitivas e, portanto, mais propensa a erros. 

Por isso, se um colaborador precisa decidir, deve ter acesso a informações referentes à sua esfera de atuação. Sem esse recurso, ele estará muito mais sujeito a agir de forma equivocada. 

Horizontalização da estrutura

No mercado competitivo de hoje, as empresas que desejam agilidade e resultados estão abandonando modelos verticais. Isso serve tanto para a estrutura hierárquica quanto para metodologias. 

Abertura para a verdadeira autonomia

Os funcionários precisam não só de informações, mas de apoio e liberdade para uma atuação realmente autônoma. Para isso, a empresa deve desenvolver a mentalidade de que equívocos fazem parte do processo de aprendizagem, e que as pessoas não devem ser punidas por isso. 

Erros devem ser corrigidos, mas quando a empresa adota uma cultura punitiva, a autonomia dos colaboradores é inibida. 

Como fazer o empowerment dar certo em sua empresa? 

Avalie e escolha as pessoas certas 

A definição dos colaboradores que deverão conduzir projetos mais autônomos deve ser criteriosa. É preciso garantir que o responsável pela tarefa tenha os conhecimentos e condições para realizá-la. 

Comece gradualmente

É impossível sair de um modelo centralizado e adotar um modelo de empoderamento sem realizar essa transição de forma gradativamente. A maioria dos funcionários não foi preparada para isso, então é importante conduzir o processo de forma responsável e até mesmo educativa, preparando o colaborador para desafios cada vez maiores. 

Estabeleça metas e prazos realistas

É importante que o responsável por uma tarefa ou projeto tenha uma ideia clara do que a empresa espera dele, que saiba os alvos que precisa alcançar e o prazo que deve cumprir. Mas é imprescindível que esses aspectos sejam estabelecidos de forma bastante realista. 

Forneça feedback

Delegar não significa abandonar. Por isso, o gestor deve acompanhar o processo. A princípio, de forma mais próxima e, à medida que a equipe desenvolve a autonomia, de maneira mais discreta.

Porém, ele deve manter a porta sempre aberta para orientar, tirar dúvidas, sugerir formas de contornar obstáculos e, principalmente, fornecer feedback. 

Faça desses momentos de retorno e avaliação uma iniciativa para promover o desenvolvimento do colaborador. Analise com ele o percurso de um projeto ou tarefa, questione-o sobre as dificuldades apresentadas e ofereça alternativas. O feedback é uma ferramenta poderosa para o crescimento profissional. 

Entendeu o que é empowerment e como ele pode revolucionar a atuação do capital humano e produzir excelentes resultados? Que tal compartilhar este post em suas redes sociais e mostrar que está antenado às boas práticas de gestão de negócios?

Como fazer a gestão de clima organizacional do jeito certo

Em ambientes corporativos, os recursos humanos exercem um papel essencial para o bom desempenho das operações. Equipes coesas, motivadas e alinhadas com os objetivos da organização são, sem dúvida, peças-chave para a otimização da rotina e para o sucesso do negócio.

Contudo, obter o máximo desempenho dos recursos humanos requer que sejam criadas condições ideais para que todos possam trabalhar de maneira adequada. E, mais que isso, que se sintam confortáveis e motivados a se manterem na empresa.

Nesse ponto, entra em pauta a gestão de clima organizacional, como ferramenta capaz de promover todas essas funções.

Você conhece a maneira correta de fazer a gestão de clima organizacional? Sabe como ela pode ser relevante para sua empresa? Não? Então está na hora de mudar isso. Acompanhe no post de hoje!

Gestão de clima organizacional: o que é, afinal?

Esse conceito nada mais é do que um conjunto de ações executadas no ambiente de trabalho, que podem ser percebidas direta ou indiretamente pelos colaboradores. Em outras palavras, são as ações que demonstram a preocupação do gestor e da própria empresa em criar um ambiente saudável e estimulante.

Essas ações servem como indicadores de satisfação dos indivíduos inseridos no contexto da empresa. Entre elas, podemos citar as políticas de recursos humanos, o modelo de gestão e valorização do profissional. Ou seja, tudo aquilo que tem o objetivo de motivar o colaborador e fazê-lo perceber as vantagens que aquele ambiente traz.

A administração do clima organizacional é uma tarefa que cabe ao gestor, portanto ele precisa conhecer muito bem o ambiente e as pessoas nele inseridas. Na prática, para promover e otimizar essa gestão, algumas medidas são fundamentais. Veja algumas delas abaixo:

Entender o perfil dos colaboradores

Conhecer o perfil dos colaboradores ajuda a compreender quais são as suas principais necessidades e, a partir daí, adaptar o ambiente para que suas demandas sejam cumpridas.

Por exemplo, em um grupo de funcionários podem existir aqueles que têm mais facilidade de comunicação, sejam mais desinibidos e tenham um perfil de liderança. Por outro lado, existe também quem prefere se comunicar menos e trabalhar de forma mais reservada.

O gestor, conhecendo esses dois perfis de profissionais, pode agir buscando alocar cada um deles em funções que se alinhem melhor ao seu perfil, tirando melhor proveito deles e ainda melhorando o bem-estar de cada um.

Motivar trabalho

Dentro da gestão do clima organizacional, a motivação é elemento essencial. Sem ela, é praticamente impossível promover mudanças significativas na eficiência e nos resultados da empresa. Por isso, o gestor deve sempre conseguir identificar quais são os elementos que mais motivam os colaboradores para, então, reforçá-los.

Nesse quesito, existem inúmeros pontos que podem ser fortalecidos para criar mais motivação. Por exemplo, salários mais atrativos, planos de carreira, incentivo ao aperfeiçoamento por meio de cursos e especializações, entre outros. Tudo isso valoriza o profissional e faz com que ele se sinta motivado a trabalhar e a permanecer na empresa.

Estabelecer uma cultura de feedbacks

Outro ponto que se destaca na gestão do clima organizacional é a política de feedbacks. Apontar ao colaborador suas habilidades e seus pontos fracos, quando feito da maneira correta, tem um impacto positivo não só sobre a qualidade do trabalho, mas também sobre a imagem da empresa — visto que o funcionário sentirá que a organização se preocupa com seu crescimento pessoal e profissional.

Além de dar ao colaborador a possibilidade de ele crescer e melhorar suas funções dentro da empresa, o feedback reforça a importância de cada um, pois a companhia mostra que prefere investir no aperfeiçoamento dos que já fazem parte da equipe em vez de buscar profissionais de fora.

Entender as causas do turnover

A alta rotatividade de profissionais nas empresas pode indicar problemas sérios na gestão do clima organizacional. Muitas vezes, o turnover acontece porque a empresa não passa a imagem que os profissionais de hoje buscam e nem oferta as condições de trabalho almejadas.

Nesse contexto, entender as causas do turnover é medida de ordem para ajudar a gestão do clima organizacional. Afinal, se o gestor sabe o que faz com que os funcionários optem por abandonar a empresa, ele pode agir para acabar com o problema.

Por exemplo, se a causa é a média salarial reduzida e a baixa perspectiva de progressão de cargos, a organização pode reformular os seus planos de carreira e repensar os salários.

Estudar a cultura da empresa

Para colocar em prática todas as dicas listadas anteriormente, é indispensável que o gestor tenha pleno conhecimento da cultura da empresa. Certamente, algumas mudanças estruturais deverão ser feitas, por isso é tão importante compreender bem a política organizacional.

Atualmente, as empresas estão cada vez mais evoluídas quando a questão é a administração dos seus recursos humanos. Valores como motivação, valorização pessoal e profissional, respeito e humanidade estão inseridos na cultura das grandes organizações atuais.

Sabendo disso, o gestor deve trabalhar para que os valores citados sejam estimulados no ambiente — visto que, atualmente, eles são os que mais se alinham a um clima organizacional adequado e podem trazer muitos benefícios.

Contratar um consultor externo

Para entender o panorama do clima organizacional de uma empresa, o gestor pode se valer de alguns recursos, como é o caso da pesquisa de clima.

A pesquisa de clima é um procedimento muito interessante, e no mercado já são encontrados softwares próprios e consultorias especializadas nesse tipo de ação. O objetivo desse método é conhecer os níveis de satisfação dos colaboradores em relação às condições oferecidas pela empresa.

O ponto a que queremos chegar é o seguinte: em muitos casos, essa pesquisa é realizada pelos próprios gestores. Isso nem sempre é indicado, pois pode influenciar nas respostas e nos resultados, mesmo que involuntariamente.

Desse modo, o ideal é que seja contratado um consultor externo, isento de vínculos com a organização e com os colaboradores. Isso permite que as respostas à pesquisa sejam mais sinceras e o procedimento seja imparcial, melhorando, assim, os seus resultados.

Por fim, como foi possível perceber, a gestão de clima organizacional não é uma tarefa impossível, mas depende de alguns fundamentos — os quais listamos para você.

Agora que você já sabe qual o jeito certo de gerenciar o clima organizacional, está na hora de partir para a prática. Mas, antes, o que acha de nos contar um pouco sobre as suas impressões ou eventuais dúvidas? Deixe seu comentário abaixo! Será um prazer respondê-lo!

Como superar os 4 maiores desafios da gestão contemporânea

O mundo corporativo passa por constante evolução e os profissionais precisam se adequar. Essa característica faz com que existam diversos desafios na gestão contemporânea. A dúvida é: como identificá-los e superá-los?

A verdade é que a gestão vertical e hierarquizada é bastante reconhecida, especialmente no Brasil. Porém, quando tratamos de um gerenciamento horizontal, o cenário muda de figura. As pessoas se perdem e é comum o sentimento de confusão.

Nesse cenário, cabe aos gestores o empenho e a dedicação para mudar o contexto organizacional. É preciso considerar propósitos, pessoas, negócios e projetos, aliando todos esses aspectos para alcançar bons resultados. O desafio é difícil, mas acredite: pode ser superado.

Para entender melhor a gestão nos dias atuais, vamos mostrar qual é o papel do líder e apresentar 4 cenários desafiadores:

  • definição de propósitos;
  • gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento;
  • gestão de negócios: concorrência e inovação;
  • gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia.

A ideia é delinear quais são os obstáculos em cada um desses casos e dar dicas de como você pode ultrapassá-los. Então, vamos lá?

O papel do líder na gestão contemporânea

Falamos muito nos dias de hoje sobre a diferença entre chefe e líder. Porém, é difícil fazer essa distinção na prática.

No Brasil, a cultura do chefe ainda está muito presente, até mesmo por questões históricas. Basta pensarmos no paternalismo da nossa sociedade, na escravidão que ocorreu por tantos anos e no mercado extrativista, que ainda permanece em diversos estados.

O que isso gera no mundo corporativo brasileiro? Uma diferença grande em relação a países mais avançados, como os Estados Unidos. Enquanto aqui ainda solicitamos direitos, mas pouco conquistamos, lá as organizações são modelo de autogerenciamento e meritocracia.

Isso significa que os trabalhadores no Brasil, de modo geral, precisam de uma supervisão para trabalharem de maneira adequada. Os profissionais têm dificuldade de assumir o controle de suas próprias carreiras e ainda estão caminhando “ao sabor dos ventos”, em vez de tomarem decisões com autonomia.

A situação, no entanto, pode ser modificada — e isso já vem ocorrendo, em certa medida. Muito dessa conquista deriva da diferenciação entre chefe e líder, cujos conceitos poderemos ver a seguir:

Chefe

É o indivíduo que ocupa um cargo designado. Costuma ser autoritário, distribuir ordens e comandar pessoas. Tem como objetivos principais os resultados e o lucro.

O bem-estar dos colaboradores é colocado em segundo plano, se as metas forem atingidas. Quando isso não acontece, o chefe costuma responsabilizar outros colegas. Porém, em caso de sucesso, ele assume a execução da tarefa sem dividir os méritos.

Líder

É uma pessoa mais motivadora, que pensa em inspirar os colegas de trabalho e subordinados. Atua de forma conjunta com a equipe e valoriza as habilidades e capacidades de cada colaborador. Ao mesmo tempo, respeita as limitações existentes e auxilia na superação dos obstáculos.

Seu foco não é apenas os resultados. Apesar de isso ser importante, ele também se preocupa com a rota a ser trilhada. É mais respeitado pelos colegas por não centralizar as atividades e se responsabiliza junto com a equipe pelos sucessos e fracassos.

A diferença entre o comportamento do chefe e do líder é vista principalmente em situações difíceis. Sem a presença do segundo elemento, os colaboradores começam a agir de forma automática e podem complicar ainda mais o cenário que se apresenta.

Por sua vez, o líder consegue transformar o problema em uma possibilidade de superação. Ele se compromete com a visão da empresa e se esforça para que ela seja cumprida e mantida. Como consequência, os colaboradores alinham seus objetivos pessoais aos organizacionais.

Necessidade de especialização

Especializar-se é um requisito fundamental para o líder. Afinal de contas, a liderança não diz respeito a assumir um cargo, mas a ser reconhecido pelos colegas.

Ele deve ter, portanto, conhecimento, experiência e talento. Ao ser expert em determinado segmento, o líder consegue influenciar os liderados e repassar o know-how que possui, atuando de maneira conjunta.

Além da parte técnica em sua área de atuação, também é recomendável que o líder se especialize em desenvolvimento humano. Esse conhecimento é necessário para gerir melhor a equipe e desenvolver algumas habilidades, como capacidade de comunicação, condução acertada de equipes e processos, respeito a individualidades, alinhamento de valores e crenças, feedbacks e suporte aos colaboradores.

Ao se aprimorar constantemente, o líder melhora suas características profissionais e pessoais e reafirma-se como uma pessoa de destaque na empresa. Ele também pode ajudar a melhorar o contexto organizacional e está preparado para lidar com os desafios da gestão atual.

Quais são esses obstáculos? Existem 4 principais cenários, como podemos ver em seguida. Confira:

1. Definição de propósitos

Ao pensarmos na gestão, é notável que aprendemos a gerenciar desde crianças. Começamos a gerir coisas, animais e responsabilidades (como trabalhos da escola, tarefas, aulas extras etc.) para posteriormente passarmos para atividades maiores.

Os modelos de gestão adotados pelas escolas administrativas surgiram há muito tempo e foram se adequando com o passar dos anos. Na época da Revolução Industrial, por exemplo, foi criada uma abordagem mecânica, cartesiana e lógica. A ideia era uma hierarquia bem clara, na qual o chefe mandava, o subalterno obedecia e a carga horária era cumprida.

De lá para cá foram criados muitos outros modelos, como o neoclássico, estruturalista, de desenvolvimento organizacional, comportamental, dos sistemas, entre outros. Até que no pós-modernismo aparece a teoria contingencial, que propõe não haver uma abordagem única, mas sim uma prática mais adequada conforme o cenário e as circunstâncias.

A partir disso a gestão se tornou mais libertária, focada no indivíduo e com o objetivo de transformar a sociedade por meio da empresa. Esse paradigma vem ao encontro da dinâmica da sociedade contemporânea. Hoje, exige-se inovação e criatividade no gerenciamento dos negócios.

Como fazer isso? O primeiro passo é incluir valores, missão, objetivos de vida e qualidade dos relacionamentos interpessoais. Esses são os propósitos da organização, que são os pontos-chave para a revolução da gestão.

Eles permitem que as companhias entreguem valor para os clientes, tenham fornecedores prósperos e deem retorno para os acionistas. Isto porque o propósito é o que dá sentido ao negócio e o move para frente.

1.2. Desafios

Nesse cenário, o obstáculo que surge para as empresas na gestão atual é construir um propósito relevante e alinhá-lo à excelência operacional. É assim que a empresa conquista uma equipe bem treinada e capacitada, consegue explorar seus sonhos e impactar o mundo.

A consequência são os lucros financeiros, uma boa reputação da empresa perante a sociedade e um clima organizacional positivo. Mas é preciso ter cuidado com as confusões que costumam ocorrer com relação à definição de propósitos. Observe:

  • propósitos como sinônimo de visão ou missão: o primeiro indica por que a empresa existe. O segundo aponta aonde deseja chegar. O terceiro assinala o que o negócio faz e de que forma é realizado. A finalidade do propósito, nesse caso, é responder à seguinte pergunta: “o que a sociedade perderia se a sua empresa desaparecesse hoje?”;
  • propósitos como posicionamento de marca: o segundo é construído com base em um contexto externo, porque considera a análise da concorrência. Já os primeiros surgem internamente, fazem parte da alma da empresa. Por isso, requer uma avaliação profunda que siga até as origens, valores e artefatos culturais do empreendimento;
  • propósito como sinônimo de adendo: algumas pessoas acreditam que o propósito é adotar uma causa ambiental ou social, por exemplo. Na verdade isso é um adendo, porque é uma iniciativa isolada. O objetivo é ter uma forma única de contribuir e fazer com que isso esteja entranhado na cultura organizacional, sendo absorvido e vivenciado pelos colaboradores diariamente.

Para definir corretamente os propósitos da sua empresa, responda às seguintes perguntas:

  • Você conhece os sentimentos e valores que motivaram o começo do negócio?
  • Você conhece o propósito organizacional? Todos os gestores conseguem responder essa questão?
  • Sua empresa impacta a sociedade significativamente, contribuindo de maneira mais ampla?
  • Seu negócio atinge lucros consistentes com o propósito?
  • O propósito do seu empreendimento o diferencia da concorrência e auxilia no alcance de maior lucratividade?

A partir dessas respostas, você consegue definir melhor os propósitos e ultrapassar o desafio. Porém, lembre-se: tudo depende da sua companhia e do segmento de atuação.

2. Gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento

As empresas precisam considerar os colaboradores em seu gerenciamento atual. Isso exige ultrapassar os desafios da gestão de pessoas. Muitas vezes deixado em segundo plano, esse fator é relevante para o crescimento sustentável do negócio e para a retenção de talentos.

As atividades estratégicas da gestão de pessoas vão além do processamento de folhas de pagamento, admissões e demissões. Esse setor tem por finalidade propiciar um clima agradável para a equipe trabalhar, estimular a motivação, atrair talentos, reduzir os conflitos internos, valorizar a imagem do negócio no mercado e elevar a produtividade.

Tais metas são conquistadas a partir de 4 dicas básicas:

  • selecione profissionais cujas visões estejam alinhadas às da empresa e que tenham os requisitos mínimos solicitados para a função;
  • crie um ambiente colaborativo, porque isso ajuda a incentivar a produtividade;
  • valorize os colaboradores, ouça-os e proporcione chances de desenvolvimento;
  • ofereça benefícios para reter talentos, já que o turnover (rotatividade de colaboradores) traz custos mais altos e é prejudicial para a produtividade.

No entanto, essas sugestões são apenas atitudes básicas, que devem ser estabelecidas junto com as propostas de superação dos desafios. 

Veja quais são os obstáculos que se colocam à frente da gestão de pessoas nos dias de hoje:

2.1. Recrutamento e seleção acertados

O processo seletivo de novos colaboradores precisa ser certeiro para evitar o turnover. Deve haver rigor para evitar prejuízos financeiros e de produtividade.

O desafio é conduzir o processo com dinamismo e agilidade. Muitas empresas começaram a adotar seleções mais longas e exaustivas. O problema é que o investimento do RH nesse caso pode ser muito alto, e não compensar.

2.2. Retenção de talentos

A falta de mão de obra qualificada é um problema visível atualmente. Saber reter os talentos é uma maneira de conquistar vantagem competitiva e destacar a empresa no mercado.

As estratégias que ajudam a reter os bons profissionais são as seguintes, segundo o Guia Salarial 2017:

  • promoções internas;
  • trabalho flexível;
  • salário competitivo;
  • treinamento e desenvolvimento;
  • contraproposta.

Qualquer uma dessas estratégias é um desafio para a gestão de pessoas e deve ser trabalhada com cuidado.

2.3. Gestão geracional

O conflito de gerações vem se tornando um problema presente nas empresas atuais. É comum que profissionais que nasceram na época dos baby boomers sejam gerenciados por pessoas mais jovens, que foram criadas sob a influência das eras X e Y.

Nesse cenário, a gestão de pessoas precisa proporcionar uma convivência harmoniosa e assegurar que as expectativas sejam atingidas por todos os colaboradores, independentemente da geração de que façam parte.

Lembre-se ainda de que as previsões indicam que 5 gerações vão conviver nas empresas até 2020. Isso porque quem nasceu na época Z está chegando ao mercado de trabalho e os veteranos ainda permanecem nas organizações.

2.4. Engajamento

Os colaboradores precisam estar engajados para se tornarem produtivos e felizes com o trabalho. Este, porém, é outro desafio contemporâneo da gestão de pessoas. 

O período de crise pelo qual o Brasil passa aumenta essa situação, porque as empresas precisam “fazer mais com menos”. Isso faz com que as pessoas acumulem mais atividades e se sintam desmotivadas.

2.5. Humanização de relações e resultado

As companhias têm como foco o alcance de resultados. Por outro lado, é preciso valorizar e trabalhar atitudes. A liderança deve ser exercida em todos os seus aspectos e levar em conta as limitações e potenciais da equipe.

Cabe aos líderes analisar os resultados observando o faturamento e a qualidade de vida no trabalho. É aí que entra a humanização nas relações dos colaboradores, já que eles não devem ser vistos apenas como números, mas sim como seres humanos complexos.

2.6. Treinamentos e custos

Os treinamentos são necessários, mas têm um impacto relevante nas finanças do negócio. A gestão de pessoas deve equilibrar ambos os aspectos para otimizar o custo-benefício.

Os treinamentos in company vêm ganhando espaço, porque são personalizados segundo as necessidades organizacionais. O curso é ministrado dentro da própria companhia de acordo com a cultura interna e as demandas da equipe.

O resultado é uma economia de recursos e maior potencial de aplicabilidade do know-how repassado.

2.7. Tecnologia e produtividade

A tecnologia sempre deve ser usada a favor das empresas. Isso nem sempre acontece. Com a adoção cada vez maior de dispositivos móveis e de plataformas de acesso à internet, é comum que os colaboradores percam tempo nas redes sociais, por exemplo.

Esse é um desafio grande, porque proibir o acesso é inviável. A melhor alternativa é ter uma cultura de consciência, orientando os colaboradores a usarem os dispositivos e a internet a favor das atividades no trabalho. Para isso, deve ser adotada uma comunicação interna eficiente.

2.8. Diversidade

As empresas sempre tiveram que lidar com a diversidade, mas nunca como ocorre hoje. Essa situação é relativa a gênero, competências, experiências, habilidades, origem social, idade e cultura. A questão é que as diferenças não devem ser anuladas. Pelo contrário: é importante trabalhá-las como diferencial competitivo.

A diversidade é, inclusive, um ponto de convergência das empresas com a sociedade. Ela mobiliza forças criativas e permite gerar maior riqueza pela presença de equipes multiculturais.

Mesmo assim, esse assunto gera tensões, tanto em comparação com a universalidade quanto em relação à igualdade e ao desempenho. É por isso que, no Brasil, a diversidade ainda está engatinhando.

Em alguns casos, como o das mulheres, há avanços maiores e mais visíveis. Em outros, como dos homossexuais e deficientes, existem mais problemas. Cabe às empresas ultrapassar esses desafios respeitando as diferenças.

3. Gestão de negócios: concorrência e inovação

A gestão atual precisa ser tratada junto à concorrência e, principalmente, à inovação. Esse é o grande diferencial que as organizações podem ter — e, em muitos casos, é o segredo do sucesso.

No entanto, o que é inovação? É uma forma de explorar novas ideias, romper com dogmas e paradigmas e encontrar maneiras diferentes de fazer as mesmas atividades. Assim, é possível gerar valor para os clientes e obter resultados positivos para o negócio.

Outras vantagens são a economia de recursos (materiais, tempo, dinheiro) e a simplificação de funcionalidade, forma e tamanho. Tudo isso aumenta a produtividade, eleva a lucratividade e abre novos mercados.

Mais do que isso: a inovação permite se diferenciar da concorrência. Se hoje tudo parece “mais do mesmo”, o cenário atual exige o foco no mercado e na melhoria de produtos e processos.

Como fazer isso? É só se basear nos 3 pilares seguintes:

  • a inovação deve conversar com a estratégia organizacional;
  • a competência deve estar ligada ao comprometimento para que o negócio tenha mais chance de inovar;
  • a inovação depende da gestão para ser efetivada.

A partir daí, você pode seguir algumas dicas práticas para implantar a gestão da inovação em sua companhia. Confira:

3.1. Planeje a inovação

A inovação depende de objetivos bem claros que devem ser alcançados. A partir disso, pode-se estruturar um programa e elaborar um planejamento orçamentário que assegure os recursos necessários e viabilize as ações.

3.2. Pesquise parcerias

Uma maneira mais fácil de implantar a inovação é fazer parcerias com startups, universidades e comunidades criativas. Para isso é preciso ter 5 princípios definidos:

  • clareza da estratégia;
  • seleção dos parceiros a partir da compatibilidade de culturas;
  • consideração dos programas de fomento brasileiros realizados junto a universidades e outras instituições, como BNDES, Finep e CNPq;
  • boa gestão de prazos e recursos, além de prestação de contas frequente;
  • gerenciamento com base no longo prazo, sem atropelos ou atalhos desnecessários.

3.3. Estimule as novas ideias

Os colaboradores podem ter várias ideias, mas deixar de apresentá-las por uma série de fatores. Estimule-os para que deem sugestões que atendam às expectativas dos clientes e tragam soluções para os problemas. Essa liberdade eleva a competitividade e a produtividade do negócio.

3.4. Compreenda o impacto da inovação disruptiva

A inovação disruptiva surge quando o produto ou serviço transforma o setor ou o mercado por trazer mais simplicidade, acessibilidade e conveniência. Isso significa que podem ocorrer quebras no modelo de negócio — e você deve estar atento.

Um exemplo é a Kodak. A marca fazia muito sucesso e patenteou a criação da câmera digital. Porém, engavetou a ideia porque ela exigia a reinvenção do modelo de negócios. Resultado? A concorrência utilizou a proposta e foi um sucesso, deixando a Kodak para trás.

3.5. Realize um benchmarking inovador

O benchmarking é utilizado para buscar informações da concorrência. Essa técnica aprimora o desempenho e os processos internos por meio da incorporação das melhores práticas adotadas no mercado.

Quando tratamos de inovação no benchmarking, estamos falando da busca por práticas recomendadas em mercados que estão fora do seu nicho. A finalidade é agregar as experiências vividas para o aumento da produtividade, alternativas de novos negócios e geração de receita.

Um exemplo é a Netflix. Ao incorporar a tecnologia da informação ao modelo de negócios da locação de filmes, a empresa inovou e acabou com a concorrência, conquistando uma fatia de mercado gigante.

4. Gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia

O último ponto dos desafios da gestão atual é referente ao gerenciamento de projetos. Essa atividade tem como função organizar, planejar e acompanhar a execução de diferentes atividades que são realizadas simultaneamente.

Porém, mesmo tendo um bom planejamento e uma equipe competente, podem surgir obstáculos nas atividades diárias. Essas barreiras comprometem o sucesso do projeto e podem trazer sérios prejuízos ao negócio.

Alguns exemplos de desafios enfrentados na gestão de projetos são desperdício de tempo, mau uso de ferramentas e aplicações e desmotivação da equipe.

Na atualidade, existem outros 3 obstáculos principais que podem levar a empresa a um novo patamar. Veja quais são eles:

4.1. Identificação do problema principal

O problema é a lacuna existente entre o estado atual do seu empreendimento e onde ele deseja chegar. Ela deve ser eliminada, mas isso pode ser difícil.

O primeiro passo é identificar o maior número possível de problemas e elaborar uma escala de impacto e frequência em relação ao baixo desempenho do negócio.

Em seguida, deve-se reconhecer os recursos que permitem reduzir a lacuna, como parceiros, pessoal, produto, tecnologia, equipamentos, instalações, dinheiro, marca etc.

4.2. Validação da solução antes de ser escalada

A identificação do problema e das soluções possíveis requer a validação da alternativa. Esse também é o momento de definir metas e resultados esperados.

Verifique se a solução encontrada realmente eliminou o problema e monitore a performance para descobrir novos resultados. Uma dica importante é trabalhar primeiramente com um grupo menor e escalar para toda a empresa quando estiver efetivamente funcionando.

4.3. Sistematização e recomeço

As mudanças sempre encontram barreiras na cultura organizacional. Por isso, a aplicação da solução não implica em eliminação do problema. Nesse momento, é preciso garantir sua manutenção e evitar um retrocesso por meio da sistematização.

Essa prática simplifica e automatiza os processos. Com os resultados positivos, os colaboradores não terão outra possibilidade a não ser adotar a ideia.

Você pode ultrapassar esse desafio elaborando rotinas automáticas que utilizam um software de gestão. Elementos lúdicos também facilitam a adoção do modelo.

Fica evidente, então, que os desafios da gestão atual são complexos e nem todos têm uma resposta pronta. Você deve analisar o contexto em que sua empresa está inserida e verificar o que precisa ser feito em cada caso.

De toda forma, este post apresentou diversas ideias que podem ser colocadas em prática na gestão contemporânea do seu negócio. Gostou? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a outros conteúdos relevantes!

10 ferramentas de marketing para a gestão comercial

O setor de marketing e o departamento comercial estão intimamente ligados. Em um cenário ideal, essas áreas se comunicam e trabalham juntas para conquistar mais clientes. Nesse contexto, algumas ferramentas de marketing são também poderosos instrumentos para a gestão comercial.

Atualmente, muito se fala em CRM, ERP e BI. Mas, afinal, o que significa cada um desses termos? Quais ferramentas de marketing trabalham com esses conceitos? Continue acompanhando para entender mais sobre o assunto!

O que é CRM?

A sigla CRM se refere à expressão Customer Relationship Management que, em português, significa gerenciamento do relacionamento com os clientes. Como o próprio nome diz, CRM é um conjunto de estratégias adotadas com o propósito de gerenciar, analisar e otimizar o relacionamento com o cliente.

A empresa que adota essa filosofia busca colocar o cliente no centro de todos os processos. Para isso, são armazenadas informações pessoais sobre os clientes e prospects e sobre os atendimentos realizados, históricos de compra e preferências, contratos firmados etc.

Com essas informações em mãos, as equipes de marketing e vendas são capazes de traçar estratégias personalizadas. Além disso, elas podem gerenciar melhor os leads e as oportunidades. Os chamados softwares CRM são aqueles que permitem que as empresas implementem essa estratégia.

O que é ERP?

ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão empresarial que busca armazenar e integrar as informações dos diversos setores do negócio. O objetivo é organizar melhor os processos e tornar as informações mais acessíveis.

Com um ERP, os diversos setores podem se comunicar com mais clareza e agilidade. Além disso, a disponibilização de todas as informações no mesmo lugar facilita os processos de tomada de decisão pelos gestores.

Um software ERP pode armazenar, por exemplo, todas as notas fiscais emitidas, os pagamentos recebidos, os gastos com pessoal, as informações sobre estoque, rentabilidade e assim por diante. Alguns dos ERPs mais conhecidos e utilizados no Brasil e no mundo são os softwares da SAP.

O que é BI?

O termo Business Intelligence (BI) diz respeito a um amplo grupo de ações e táticas para analisar e entender os dados disponíveis sobre a empresa, o mercado e a concorrência.

O profissional de BI trabalha para transformar a grande quantidade de dados disponíveis em informações úteis para pautar o desenvolvimento da empresa. O empreendimento que adota o BI busca ter uma visão do passado e do presente, tanto internamente quanto com relação ao mercado, além de enxergar oportunidades para o futuro.

As ferramentas de BI produzem, por exemplo, relatórios, tabelas e gráficos. Esses dados permitem o entendimento de questões como posicionamento da empresa em relação à concorrência, aceitação de um produto ou serviço pelo público, entre outras.

Quais ferramentas de marketing podem ser usadas na gestão comercial?

Como ficou claro, CRM, ERP e BI são importantes estratégias para organizar e otimizar um negócio. Conheça agora 10 ferramentas de marketing que têm tudo a ver com elas e com a gestão comercial!

1. Pipedrive

O Pipedrive é um CRM utilizado para acompanhamento e gestão do funil de vendas. Com ele, é possível organizar clientes, prever vendas e acompanhar todo o fluxo do processo. É gratuito e pode ser usado diretamente na internet ou no aplicativo para Android e iOS.

2. Salesforce

A Salesforce oferece softwares CRM e é uma das marcas mais conhecidas do mercado para esse ramo. Suas soluções são completas e poderosas, chegando a ser até complexas. O preço inicial é de US$ 25 por mês para cada usuário, limitado a um total de 5. Os preços crescem à medida que aumentam o número de usuários e as funções desejadas.

3. Agendor

O Agendor é um CRM genuinamente brasileiro e se define como uma plataforma de aprimoramento de vendas. Pode ser usado na internet ou pelo app e tem uma versão gratuita para até dois usuários. Se quiser uma versão Pro, o custo é de R$ 36/mês por usuário.

4. Hubspot

A empresa Hubspot é a principal referência mundial em inbound marketing. Sua plataforma de automação de marketing é também a principal ferramenta do mercado. Com ela, é possível automatizar o blog, gerenciar leads, realizar testes, medir resultados e muito mais. Os planos custam a partir de US$ 200/mês.

5. RD Station

A RD Station é outra plataforma de automação de marketing, criada pela Resultados Digitais. Com ela, é possível gerenciar contatos, redes sociais, otimizar e-mail marketing, planejar ações etc. Os preços para 2017 começam em R$ 329/mês.

6. ContaAzul

O ContaAzul é um sistema de gestão que se pretende simples e fácil de usar. É um sistema ERP que permite controlar informações financeiras, de estoque, produtos etc. É possível controlar as vendas utilizando um app. Os valores variam de acordo com o número de usuário e o tempo de contrato, partindo de R$ 39/mês para usuário autônomo.

7. Sankhya

O Sankhya é um ERP que promete aumentar a rentabilidade e melhorar os resultados do seu negócio. Ele oferece soluções para qualquer setor (varejo, serviços, indústria etc.) e utiliza também o CRM e o BI para ajudar na gestão estratégica e no planejamento.

8. Mailchimp

É uma das principais ferramentas de e-mail marketing do mercado. O Mailchimp possibilita a criação de uma estratégia de e-mails completa, com layouts personalizados e mensuração de resultados.

9. Cortex

O Cortex é uma ferramenta de BI que utiliza a coleta de dados para gerar informações relevantes para as equipes de marketing, vendas etc. Ele ajuda a criar relatórios e identificar os pontos fortes e fracos do negócio.

10. Gainsight

O Gainsight é uma grande referência do mercado em Customer Success, ou seja, ele busca melhorar o atendimento ao consumidor. Com essa ferramenta, é possível gerenciar os contatos feitos, os tickets abertos, as interações realizadas, e também identificar oportunidades de melhoria na relação com o público.

Para encerrar, ressaltamos que quando marketing e gestão comercial se unem, a empresa tem tudo para atrair, conquistar e fidelizar cada vez mais clientes. Quando bem utilizadas, as ferramentas de marketing podem ser grandes aliadas do departamento comercial!

E aí, gostou de conhecer melhor as ferramentas de marketing? Compartilhe este texto nas suas redes sociais para que seus amigos também fiquem por dentro do assunto!

7 dicas para inovar no marketing de uma empresa

A inovação já é um pré-requisito para que qualquer profissional obtenha sucesso na carreira. No marketing, área na qual todos os dias surgem novas tendências, ela é fundamental. Portanto, inovação no marketing é um assunto que deve estar na pauta de todos os profissionais da área.

Como gestor, você sabe da importância do seu setor para o cumprimento dos objetivos estratégicos da empresa. Como fazer isso? Justamente por meio das inúmeras ferramentas que surgem a cada momento, criando novas possibilidades de posicionamento da organização perante os clientes e o mercado em geral.

Mas inovar não é tarefa fácil. A área de marketing sempre sofreu com orçamentos apertados e atualmente a necessidade de fazer mais com menos tornou-se regra para os gestores.

A boa notícia é que a própria internet oferece ferramentas por meio das quais você pode difundir a marca, os produtos e os serviços da empresa de uma forma prática, barata, eficiente e inovadora.

Veja abaixo 7 dicas para inovar no marketing da sua empresa e ajudá-la no alcance dos resultados:

1. Redes Sociais

Atualmente, as redes sociais são as principais vitrines para quem quer expor a sua marca. Para que você tenha uma ideia, segundo dados divulgados no início de janeiro de 2016, o Facebook já tinha 1,6 bilhão de usuários em todo o mundo. Ou seja, mais de 20% da população mundial está conectada a essa rede social, interagindo e tendo contato com marcas de diversas empresas presentes ali.

E o mais interessante é que, apesar de poder expor sua marca para tantas pessoas, os valores para anunciar em uma rede social são bem menores do que aqueles cobrados por mídias tradicionais, como jornais, TV ou rádio.

Isso quer dizer que você consegue mais exposição por um preço menor. E mais: ainda é possível segmentar o público, anunciando diretamente para aquelas pessoas que apresentam mais potencial para comprar os seus produtos ou serviços.

2. Inbound Marketing

A melhor forma de atingir um público qualificado é por meio da produção de conteúdo relevante. Mas relevância não tem a ver com textos enormes ou imagens maravilhosas. O inbound marketing apresenta o conceito de conteúdo certo, para a pessoa certa, na hora certa.

Fazer inbound marketing significa trazer o cliente para a sua empresa aos poucos, por meio da produção de conteúdos relevantes. Associar a sua marca a algo útil para ele pode ser interessante, pois com tantas ofertas acontecendo ao mesmo tempo, sai na frente quem consegue de fato conquistar o cliente.

A ideia é elaborar conteúdos interessantes em sequência, aumentando gradativamente o nível de conhecimento do cliente a respeito da marca, até que finalmente ele seja impactado e passe a consumir os seus produtos.

Trata-se de uma estratégia que não vai direto ao ponto, mas constrói um relacionamento duradouro e produtivo com o cliente.

3. Big Data

Tudo o que você e o seu cliente fazem na Internet gera um rastro composto por informações valiosas para a empresa. Esse enorme volume de dados gerou o conceito de Big Data, que apresenta softwares e estratégias para armazenar e fazer o melhor uso possível das informações.

Quanto maior o número de dados que você possuir do seu cliente, maior é a sua chance de chegar até ele com um conteúdo exclusivo, personalizado e que solucione as suas demandas de maneira pontual e completa. E essa é uma das formas mais valiosas de conseguir um novo cliente para a organização.

4. Layouts Responsivos

Quando a Internet se popularizou, em meados da década de 1990, possuir um site era uma estratégia inovadora e bem percebida pelos clientes. Depois disso, a cada plataforma que surgia, era necessário adaptar as funcionalidades do site, para estar em contato com o cliente no maior número possível de locais.

Essa necessidade de adaptação gerava, muitas vezes, uma enorme perda de identidade, e também dificultava a vida do cliente, que precisava navegar por diferentes funcionalidades, mesmo estando em contato com a mesma empresa.

Os layouts responsivos são aqueles que se adaptam a qualquer plataforma. Assim, você desenvolve um site que pode ser visto da mesma forma em um computador de mesa, em um smartphone ou em um tablet. E isso vale para qualquer sistema da sua empresa.

Você aprimora a experiência do usuário, traz reputação para a sua marca e gera bons resultados para a organização.

5. Benchmarking

Se você está vendo seu concorrente ganhando todas as batalhas e não sabe qual é o segredo dele, talvez seja a hora de investir em um benchmarking. Trata-se de uma pesquisa de mercado na qual profissionais de diferentes organizações trocam experiências em busca das melhores soluções para os clientes.

O benchmarking pode ser realizado tanto internamente, a partir de experiências realizadas por outros setores, quanto externamente, com empresas do mesmo ramo de atuação da sua.

6. Produtos freemium

O conceito de freemium ainda é novo no mercado, mas já vem sendo utilizado por algumas startups, principalmente da área de tecnologia. Trata-se da possibilidade de o cliente utilizar o produto por alguns dias ou meses, sem precisar pagar nada, para experimentar as funcionalidades.

A ideia é que os clientes tenham contato com os produtos ou serviços, ofereçam feedbacks sobre o funcionamento e se tornem divulgadores da marca. A compra viria em um segundo momento, já com o cliente fidelizado e os produtos difundidos no mercado.

7. Agilidade nas soluções

Não adianta nada adotar qualquer uma dessas soluções se você não tiver agilidade em todos os seus processos junto aos clientes. Uma estratégia de redes sociais, por exemplo, precisa ter como base uma equipe de atendimento que possa interagir com o cliente instantaneamente.

No mercado atual, o cliente não espera mais do que cinco minutos pelo contato da empresa. Se você perde esse tempo, vai perder o cliente também. E junto com ele vai embora a reputação da sua empresa e a possibilidade de vendas futuras.

Portanto, qualquer que seja a sua estratégia, tenha em mente que a agilidade é o principal item da sua checklist.

Além disso, é preciso sempre avaliar todas as oportunidades que surgem de forma acertada, além de medir os resultados e saber identificar os impactos das estratégias no médio e longo prazo.

E então, gostou dessas estratégias para inovação no marketing? Então não deixe de curtir nossa página no Facebook para saber mais sobre este e outros assuntos relacionados! 

Entenda como o RH estratégico reduz gastos e auxilia nos objetivos empresariais

Eficiência é uma das principais palavras de ordem em qualquer organização. Com a concorrência cada vez maior, é fundamental fazer cada recurso investido gerar o maior retorno possível. Por isso, todos os setores têm mudado sua postura mais operacional, adotando um posicionamento ativo. Isso inclui as tarefas do RH estratégico.

Um setor de Recursos Humanos que atua de forma estratégica é aquele que está em sintonia com os demais departamentos da empresa. Os seus membros entendem as necessidades da companhia como um todo e sabem que atitudes tomar para reduzir custos e melhorar os negócios de forma geral.

Esse tipo de atuação exige algum esforço e conhecimento, mas pode trazer excelentes resultados. Continue acompanhando nossas dicas no post e veja como!

Que ações de RH estratégico reduzem os custos da empresa?

1. Automação de processos mecânicos

Toda organização empresarial possui uma série de processos que envolvem ações repetitivas, como a atualização de planilhas, cadastros, triagem de currículos e afins. Todas essas tarefas são necessárias para a manutenção da empresa e para melhorar o serviço para o cliente, mas elas também exigem muito tempo para serem executadas.

A solução mais simples para administrar melhor o tempo gasto com essas atividades é adotar um sistema automatizado, em que uma máquina realiza as tarefas mecânicas enquanto os colaboradores se dedicam a ações voltadas para o RH estratégico.

O retorno obtido pela mudança de foco dos funcionários é potencialmente maior do que o investimento para obter e manter o software necessário.

2. Otimização do fluxo de trabalho

Um dos fatores que mais podem atrasar o progresso de qualquer empresa é a burocracia interna. Após alguma expansão, é provável que o fluxo de trabalho original se torne obsoleto, mas seja mantido apenas por costume. Isso custa à empresa mais recursos do que o necessário.

Revisar regularmente o funcionamento do seu setor e avaliar o que precisa ser mudado é uma das principais tarefas do RH estratégico. Além de gerir a entrada e saída de funcionários, tal área é responsável por melhorar a organização interna, facilitando o progresso da empresa como um todo.

3. Recrutamento e seleção mais eficientes

Contratar um novo funcionário é um dos processos mais caros para a empresa. É necessário estudar os currículos, fazer entrevistas, triagens e, após a contratação, fazer o treinamento e acompanhamento da curva de aprendizado junto ao setor em que ele for alocado.

Além disso, se o contratado não atender às expectativas, será preciso desligá-lo e reiniciar o processo. E quanto mais tempo é gasto nesse ciclo, menos a empresa produzirá.

Por isso, um setor de RH estratégico deve focar sempre em melhorar seus processos de seleção, o que reduzirá a possibilidade de falha no recrutamento, melhorando as chances de encontrar talentos. Dessa forma, a empresa ganhará nas duas frentes.

4. Integração das informações

O setor de RH não é um ponto isolado da empresa. Ele precisa coletar e fornecer informações para os outros departamentos a fim de garantir que todos tenham dados com os quais trabalhar. Afinal, a integração de informações é praticamente obrigatória para o desenvolvimento orgânico de um negócio.

Aqui também podem ser utilizados softwares de gestão e afins. Basta que todos os gestores, ou mesmo todos os funcionários, possam acessar facilmente as informações de que necessitam por meio da máquina.

Como proceder para implantar o RH estratégico?

1. Criar e acompanhar metas para o setor

A melhor forma de acelerar o progresso de uma companhia é focar. Se o seu objetivo é simplesmente progredir, mas não possui um parâmetro claro sobre como se daria esse progresso, dificilmente o crescimento será palpável e relevante. Suas ações serão apenas prolongamentos da sua rotina.

Para evitar cair nesse tipo de armadilha, crie metas bem específicas e tangíveis para o seu trabalho de RH estratégico. Use objetivos quantificáveis, pois eles são mais fáceis de acompanhar. Veja alguns exemplos:

  • aumentar o tempo médio de permanência dos funcionários;
  • melhorar a satisfação geral dos colaboradores;
  • alcançar X% de funcionários educados para a organização de seus espaços.

2. Capacitar a equipe para o serviço

Como em muitos outros setores, os funcionários de RH precisam de conhecimento específico para realizar suas tarefas com qualidade. Isso envolve estudos sobre a área, saber utilizar as ferramentas específicas da empresa e entender os protocolos que são utilizados por cada equipe. Certamente, ninguém aprenderá isso de forma instantânea por conta própria.

Um trabalho de RH estratégico envolve aqui o treinamento e capacitação de todos os colaboradores envolvidos. Com técnicas de ensino bem aplicadas, é possível deixar a equipe preparada para realizar suas tarefas com o mínimo de horas de estudo, o que trará um grande diferencial competitivo para a organização. E lembre-se de sempre avaliar se é necessário fornecer um novo treinamento.

3. Investir em comunicação interna

A troca de informações entre os diferentes setores e entre cada colaborador, como já mencionamos, é fundamental para que as diferentes partes da empresa atuem com sinergia. Se essa comunicação for lenta, burocrática e/ou mal trabalhada, vários pequenos erros vão se acumular ao longo do caminho.

O trabalho de RH estratégico aqui é ensinar aos funcionários como enxergar além de seus setores específicos. Frequentemente, a falta de troca de conhecimento entre diferentes partes da empresa ocorre porque não há um incentivo por parte dos gestores. Implantar essa comunicação na cultura empresarial é fundamental.

4. Evitar ficar em uma zona de conforto por muito tempo

Um dos principais obstáculos para o progresso de várias empresas é o medo de deixar sua zona de conforto. Se a situação atual é favorável à manutenção dos seus negócios, por que adotar uma postura mais arriscada? O RH estratégico é benéfico para a companhia, mas ele exige que o gestor de Recursos Humanos saiba correr riscos calculados, o que não é uma das qualidades mais comuns na maioria das pessoas.

Porém, ao aprender como controlar os riscos e compará-los aos resultados, é possível determinar se o retorno dos investimentos vale a pena. O simples medo de sair da sua zona de conforto pode levar à perda de múltiplas oportunidades. E esse temor apenas fica maior com o tempo, tornando seu negócio estagnado. Começar a experimentar é o primeiro passo para vencer essa barreira.

Agora que você já entende os benefícios da atuação do RH estratégico, é hora de começar as mudanças dentro da sua empresa. Quer ver mais dicas para melhorar seus negócios? Então leia nosso artigo sobre como se tornar um líder empresarial.

Saiba já como ser mais produtivo no trabalho!

Você tem várias atividades, leva uma rotina agitada e não consegue terminar tudo. Sua vontade é que o dia tivesse muito mais do que 24 horas, para conseguir finalizar todas as tarefas. Mas a verdade é que você não precisa de nada disso! A dica é aprender como ser mais produtivo.

A produtividade é o grande problema dos profissionais atualmente. A quantidade gigante de atividades para fazer, o volume cada vez mais alto de informações que circula na internet e seus próprios hábitos podem acabar com o seu tempo — e você nem percebe isso.

O que fazer? A resposta é melhorar a sua disciplina e seguir algumas dicas que vamos apresentar no post de hoje. A ideia é que você facilite seu dia a dia e consiga produzir ainda mais.

Vamos ver o que deve ser feito? Acompanhe!

Como planejar o meu dia de trabalho?

O primeiro passo para ser mais produtivo é saber planejar seu dia de trabalho. Isso é tão importante que um estudo da Universidade de Minnesota, divulgado pela UOL, mostrou que pessoas que possuem alto nível de autocontrole são mais felizes em curto e longo prazo.

Se isso ainda não te convenceu, veja este estudo da Nasa: no começo de 2015, diversos pesquisadores foram chamados para colaborar com o trabalho e a saúde dos astronautas na Estação Espacial Internacional. Quando os resultados começaram a aparecer, o pesquisador Jeffery LePine chegou à conclusão de que a chave para produzir mais e melhor é saber priorizar as atividades e fazê-las na ordem certa. Ou seja, trabalhar mais rápido não é exatamente o segredo para o sucesso.

É por isso que o planejamento é tão importante. Quando você sabe o que precisa fazer e tem noção de suas atividades, pode verificar o que é mais urgente e quais tarefas são secundárias. 

Mas como colocar esse planejamento em prática no seu dia de trabalho? Veja algumas dicas para você aplicar na sua rotina:

Antecipe-se

O amanhã começa hoje mesmo. Isso pode parecer um pouco exagerado, mas é fato que profissionais produtivos sempre terminam o expediente planejando as atividades que devem ser realizadas no dia seguinte. 

O ideal é que você tire poucos minutos ao fim do dia para organizar as próximas 24 horas. Isso permite que você tome melhores decisões e esteja mais focado. Também é uma forma de evitar que você passe a manhã toda resolvendo problemas emergenciais.

Comece pelas tarefas mais fáceis

A dica da época do colégio de começar a prova pelas questões mais fáceis ainda é válida. Só que agora é voltada para a produtividade. No seu planejamento, o começo do dia deve ser reservado para resolver tarefas simples. Dessa maneira, você consegue solucionar diversos problemas rapidamente e fica mais motivado para lidar com questões mais complexas.

Coloque em prática o que aprendeu

O ato de se tornar produtivo exige que você se aperfeiçoe dia a dia até conseguir fazer tudo que quer. Para isso, você deve aplicar o que aprende durante o seu dia de trabalho para conseguir ser mais eficiente.

Faça uma coisa de cada vez

O começo de uma tarefa deve resultar em seu término. Apesar de isso parecer óbvio, há muitas pessoas que tentam fazer várias atividades ao mesmo tempo — e você pode ser uma delas.

O recomendado é reservar sua concentração para algo específico até terminar. Caso contrário, pode deixar o serviço incompleto por vários dias ou até mesmo malfeito.

Crie uma rotina

A rotina serve para que você tenha disciplina e consiga executar suas tarefas mais tranquilamente. Existe uma comprovação científica de que o cérebro tem mais facilidade para executar atividades padrão. Essa é uma maneira de economizar tempo do seu dia e deixá-lo mais produtivo. 

Como organizar minhas tarefas e definir prioridades?

Essa etapa está intrinsecamente relacionada à anterior. Mesmo assim, é importante destacar de que forma você deve organizar as tarefas de acordo com suas prioridades.

A ideia é que você priorize apenas uma atividade por dia. É claro que você pode exercer outras tarefas, mas uma delas deve ser a principal.

Esse é o primeiro passo. Ainda existem muitos outros que devem ser seguidos. Confira abaixo:

Analise suas tarefas diárias

No momento de planejar o seu dia, aproveite para analisar suas tarefas e estabelecer um cronograma. Destaque as ações pontuais que obrigatoriamente devem ser realizadas naquele dia e outras informações e lembretes relevantes para a data.

Em seguida, especifique os horários de cada compromisso. Uma dica importante é destacar até mesmo atividades que não são relativas ao trabalho, mas interferem indiretamente na sua realização. Por exemplo: o horário que deve sair de casa e quanto tempo poderá gastar no trânsito.

O objetivo dessa ação é ter uma visão geral dos locais onde precisa ir, dos compromissos que possui e das outras atividades que devem ser executadas.

Trabalhe primeiramente nas prioridades

As atividades prioritárias devem ser as primeiras executadas. Por mais que você esteja com mais vontade de fazer outra coisa, foque no que é realmente necessário. Essa atitude evita que você esqueça algum prazo ou atrase a entrega de alguma tarefa. 

Para aumentar a sua eficiência, vá adicionando ações ao calendário sempre que necessário. Evite deixar isso para um dia específico, porque esta deve ser uma construção diária.

Crie blocos de trabalho

Essa é uma tática que funciona especialmente se você trabalha em casa ou se seus compromissos ocorrem no próprio escritório. A ideia aqui é verificar se há atividades correlacionadas e que levem um tempo maior de execução. Então, é só reservar um período específico no calendário para realizar essas tarefas.

Isso só deve ser feito no próprio dia ou no final do anterior, para que você tenha certeza do que precisa fazer. 

Estabeleça metas diárias

Uma forma de conquistar motivação extra e definir prioridades é analisar o dia e pensar em quais ações você gostaria de ter terminado até o final do expediente. Essas metas devem ser anotadas para que você tenha consciência do que deseja realizar e do que precisa fazer para alcançar o objetivo.

Crie urgência

O seu dia está mais tranquilo e você não tem prioridades para estabelecer? Simples: crie uma urgência. O objetivo aqui não é deixar você estressado, mas sim colocar prazos nas tarefas para você não cair na procrastinação.

Tenha em mente que prazos confortáveis costumam atrapalhar a conclusão das tarefas. Essa situação é comum porque o ser humano tende a calcular de maneira equivocada o período de execução e, por isso, acredita que precisa de menos tempo do que realmente é necessário.

Para definir o que deve fazer primeiro quando não tem uma prioridade clara, a dica é pensar em quais atividades deveria executar caso tivesse metade do tempo disponível, ou se tivesse que realizar tudo em apenas 2 horas.

Quais métodos posso usar para ser mais produtivo?

As dicas que você viu até aqui podem ser potencializadas com o uso de métodos de produtividade. O objetivo dessas metodologias é indicar ações que podem ser adotadas no seu dia a dia para produzir mais, com melhor qualidade e em menos tempo.

Existem diversos métodos que podem ser selecionados. Você deve testar mais de um e escolher aquele que se encaixar melhor à sua realidade.

Quer conhecer os métodos? Listamos abaixo 5 deles, que são os melhores em questão de eficiência.

Técnica Pomodoro

Esse método é bastante indicado para pessoas que trabalham com prazos apertados, possuem muitas atividades durante o dia ou têm problemas de concentração. Sua técnica consiste em cronometrar períodos de 25 minutos (chamados de pomodoros) e fazer um intervalo de 5 minutos entre esses períodos. Quando fizer 4 pomodoros, há o encerramento do ciclo e você pode fazer uma pausa de 15 a 30 minutos.

Durante cada pomodoro, você deve ter concentração total. Isso significa que deve ignorar redes sociais, ligações e pensamentos aleatórios (por exemplo: quando lembra que há outra atividade a realizar ou pensa que está com fome).

Antes de começar a técnica, você também deve listar as suas atividades em uma folha ou arquivo e, mais para baixo, deixar um espaço para as interrupções. Cada vez que você for interrompido ou algo tirar sua atenção, coloque uma observação nesse canto reservado da lista.

Ao final de cada pomodoro, você também deve fazer um check ao lado da tarefa. Se você finalizar a atividade ainda durante o período de 25 minutos continue executando-a até o final do tempo. Aproveite para revisar as ações, por exemplo.

Uma das vantagens dessa metodologia é verificar quantas vezes é interrompido durante o trabalho e ter uma noção mais clara do tempo que cada atividade leva para ser realizada.

Método Seinfeld

Essa é uma prática que tem o objetivo de garantir que determinada tarefa seja realizada diariamente. Ela foi elaborada pelo comediante americano Jerry Seinfeld, que criou uma série de TV homônima.

Segundo ele, o melhor conselho para evoluir como comediante é escrever todos os dias. A partir dessa fala, foi criado o método de produtividade, que prevê o comprometimento diário com alguma tarefa.

Na prática, a dica é: defina um objetivo, imprima um calendário anual em uma página e pendure na parede. Separe um marcador vermelho e faça um X todas as vezes que você tirar um tempo para realizar alguma atividade relacionada à sua meta.

Assim, você consegue criar um hábito e executar as tarefas de forma consistente e produtiva. Quando perceber que ficou muito tempo sem marcar um X vermelho, fique atento! Algo está errado.

Getting Things Done (GTD)

O objetivo principal dessa metodologia é reduzir a tensão e aliviar o estresse ocasionado pelo acúmulo de informações. O resultado é fazer as coisas acontecerem, como informa a sigla em inglês.

É especialmente indicado para pessoas que têm trabalho em excesso ou muita dificuldade de organização. Para colocar essa ideia em prática, anote todos os seus pensamentos. Você pode fazer isso em aplicativos específicos, como o Bloco de Notas. 

Depois, é preciso analisar as anotações e delimitar prazos para realizar cada uma delas. Aproveite para especificar o modo de fazer e outros detalhes que considere relevantes.

A grande vantagem é poder aplicar o GTD para o trabalho e também para a vida pessoal. Por isso ele é considerado uma técnica muito abrangente.

Método da ação

A ideia desse sistema é colocar as ideias em prática, sem despender muito tempo com planejamento. Originalmente, o método foi criado para gerenciar projetos, mas também pode ser aplicado à produtividade.

A colocação em prática exige que você atribua uma atividade para cada interação. A sua lista de ações deve contar, portanto, com etapas específicas de ações, e não metas.

É uma maneira de transformar um brainstorming criativo em tarefas executáveis e eficazes — daí sua importância.

Lista de tarefas

A grande vantagem dessa técnica é ter um panorama das atividades e seus prazos de execução. Para isso, anote todas as tarefas que precisam ser realizadas. Você ainda pode subdividi-las para ser mais fácil lembrar e organizar a rotina.

Com isso, você deve listar as prioridades e colocar anotações importantes. Uma boa notícia é que você pode usar a tecnologia para ajudá-lo nesse processo. Veja no próximo tópico!

Existem aplicativos que podem aumentar a produtividade?

A resposta é sim. Há diversos apps focados em aumentar a produtividade e você deve utilizar aqueles que achar melhor. Veja algumas opções que listamos a seguir:

Evernote

Esse app é como um bloco de notas virtual, porém melhorado. Ele permite inserir texto, áudios e fotos e armazenar lembretes, artigos, trechos de códigos, notas fiscais, e-mails importantes, contratos e tudo mais que você precisar. Ele está disponível para sistemas Windows, Android e iOS e é gratuito.

Rescue Time

Seu foco é analisar o tempo que você passa conectado à internet. O Rescue Time apresenta quanto tempo gastou em e-mail ou em determinado site. Assim, por meio do relatório gerado, você consegue avaliar se está despendendo muitas horas nas redes sociais. Ele está disponível para o sistema Android e Windows.

Asana

A vantagem desse aplicativo é facilitar os trabalhos em grupo. Ele possibilita delegar tarefas para os colaboradores, acompanhar e organizar projetos da equipe. O aplicativo é gratuito e você pode criar times, projeto como base ou operacional e atividades para cada cliente, além de organizar as tarefas. Ele está disponível para Android e iOS.

Trello

Esse é um dos apps mais conhecidos por ser baseado no método Kanban. Nele é possível criar boards e listas. Por exemplo: você pode ter uma coluna de atividades para realizar, em andamento e finalizadas. Cada tarefa é inserida num cartão e é movida conforme começa a ser executada ou termina. Você ainda pode ter vários quadros e inserir pessoas neles. Assim, consegue organizar e controlar pendências, cumprir prazos e ver a evolução. Está disponível para Windows, Android e iOS.

Remember the Milk

A ideia não é lembrar de pegar o leite, mas sim de realizar qualquer tarefa, esteja ela relacionada ao trabalho ou não. Você pode organizar suas atividades em lista e definir prioridades e prazos. Ainda é possível compartilhar tarefas e sincronizar documentos, bem como receber e-mails e SMS do app com informações importantes. Assim, você nunca se esquecerá de suas responsabilidades. Está disponível para iOS, Android e Windows.

Clear Focus

Esse app se baseia no método Pomodoro e possui um cronômetro que ajuda a intercalar trabalho e descanso. Assim, você é avisado dos momentos em que deve descansar e de quando deve ficar totalmente focado. Está disponível para Android, iOS e Windows.

Do.com

Essa ferramenta aumenta a produtividade das reuniões ao facilitar a organização de pautas e verificar quanto tempo é destinado para cada assunto. Você pode definir um calendário de compromissos e ainda colocar detalhes das decisões tomadas. O objetivo é tornar os encontros mais produtivos e economizar tempo. Está disponível na web e para sistemas iOS e OSX.

Quais são os piores erros que atrapalham a produtividade?

A busca por maior produtividade pode levar a uma conclusão: a culpa da má produtividade é sua. Isso porque você pode ter maus hábitos que ocasionam a perda de tempo. 

Quais seriam esses erros que todos nós cometemos? Confira os principais:

Navegar muito tempo na internet

A internet e as redes sociais podem ser verdadeiras “matadoras de tempo”. Mesmo que você busque por algo relacionado ao trabalho, vai acabar querendo ver as notícias, o Facebook, o resultado de uma partida de futebol ou o que quer seja.

Evite essa atitude. Verifique as notificações rapidamente antes de começar a trabalhar e depois mantenha-se focado por pelo menos 15 minutos. Esse é o tempo necessário para se concentrar e entrar em um ritmo que faça o trabalho render.

Ser muito perfeccionista

As ideias levam tempo até serem aperfeiçoadas, e isso faz com que muitas pessoas acabem ficando paralisadas devido ao perfeccionismo. Tenha consciência de que você poderá produzir muito bem, mas é difícil alcançar a excelência. Dedique-se e seja caprichoso, mas não se cobre tanto a ponto de ficar estressado e nunca conseguir finalizar nada.

Fazer reuniões excessivas

As reuniões são necessárias, mas elas acabam com a produtividade. Mantenha o cronograma e defina uma pauta que deve ser seguida à risca. Se outros assuntos aparecerem, dê atenção mas deixe claro que eles devem ser discutidos em outro momento. Isso garante mais eficiência no processo.

Responder e-mails quando são recebidos

A sensação de ter que responder tudo imediatamente causa uma grande ansiedade e ainda faz com que você seja interrompido a todo instante. Defina horários específicos para verificar seu e-mail e priorize as mensagens de acordo com o remetente.

Estabeleça alertas para as mensagens verdadeiramente importantes e deixe o resto para responder depois. Se preferir, coloque uma resposta automática para não deixar a pessoa que enviou a mensagem ansiosa por uma resposta rápida.

Ser multitarefa

A sua profissão exige isso? Péssima notícia, porque sua produtividade será prejudicada. Ser multitarefa impacta a produção porque você tenta fazer várias coisas ao mesmo tempo e acaba não terminada nada (ou demorando muito para finalizar). Prefira focar e ter atenção a uma atividade específica de cada vez.

Adiar tarefas difíceis

O cérebro tem uma quantidade determinada de energia mental e depois disso você entra num estado de fadiga. Adiar tarefas difíceis faz com que elas fiquem de lado e sejam realizadas em um momento de cansaço, o que eleva a dificuldade. O ideal é fazer uma tarefa simples no começo para elevar a motivação e depois partir para algo mais difícil a fim de aproveitar a mente tranquila e em plena atividade.

Usar dispositivos eletrônicos na cama

A luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos impede a liberação de melatonina, hormônio que regula o sono. Pela manhã, o sol faz a mesma coisa. Quando você deixa os equipamentos ligados durante a noite, acaba por não conseguir dormir — e isso prejudica sua produtividade.

Como posso ter mais energia e disposição?

A sua energia e disposição têm relação direta com os seus hábitos durante o dia. Você pode não perceber, mas até a alimentação influencia a sua produtividade.

Quer ver? É só ler a seguir as dicas sobre o que você deve fazer:

Tenha uma alimentação saudável

A alimentação é crucial para a sua qualidade de vida e também impacta a produtividade. Comer alimentos muito gordurosos, com muito açúcar ou carboidrato pode deixar você cansado e até mesmo irritado.

A glicose (fornecida pelos açúcares e carboidratos) é importante para dar energia ao organismo. Mas comer mais do que 25g é ruim. O melhor é optar por alimentos integrais e que contenham carboidratos complexos (como a batata e o aipim) para liberar energia lentamente e esse estado durar mais tempo.

Levante-se assim que o despertador tocar

Um hábito muito comum e que prejudica seu sono é ativar o botão soneca. Seu organismo já está acostumado a acordar no mesmo horário e seu ciclo de sono começa a ser interrompido automaticamente quando esse período chega. 

Se você acorda com o despertador e ativa a soneca, interrompe as ações do cérebro e demonstra que não está pronto para se levantar. O resultado é menos disposição e a sensação de estar cansado. 

Portanto, por mais que você queira dormir mais cinco minutinhos, resista à tentação, saia da cama e comece a trabalhar para ter mais produtividade.

Durma o suficiente

A falta de sono é a principal causa de fadiga e falta de energia. Tente dormir entre 7 e 8 horas por noite. Observe se nos finais de semana você acordar mais tarde, porque isso pode indicar que está descansando pouco durante os dias úteis. 

Uma dica para dormir melhor é ir para a cama 30 minutos mais cedo. Isso vai relaxar o seu corpo e fazer o cérebro entender que está na hora de descansar.

Acabe com a desordem

A bagunça em casa ou no trabalho prejudica a produtividade porque você tem mais dificuldades de achar o que precisa. Jogue fora ou doe o que não usa mais e guarde o que ainda utiliza. Tente manter os ambientes organizados e aproveite os benefícios.

Beba mais água

A desidratação causa irritabilidade e cansaço. Tome mais água, mesmo que não esteja com sede. O ideal é tomar 8 copos ou 4 garrafas de 500ml todos os dias.

Faça exercícios

Uma simples caminhada pode fazer toda a diferença no resultado do seu dia. Acabe com o círculo vicioso da preguiça e da inatividade e faça um exercício para ter mais energia.

Quebre a rotina

A rotina é positiva, mas é importante saber quebrá-la em alguns momentos. Faça coisas novas fora do seu horário de trabalho. Isso aumenta sua criatividade e disposição para agir.

Como você pôde perceber, a produtividade passa por uma série de questões que devem ser analisadas. Mas agora você já sabe o que fazer, certo?

Aproveite que descobriu como ser mais produtivo e coloque as ideias em prática agora mesmo! Para ter acesso a mais dicas como essas, assine a nossa newsletter.