Como superar os 4 maiores desafios da gestão contemporânea

O mundo corporativo passa por constante evolução e os profissionais precisam se adequar. Essa característica faz com que existam diversos desafios na gestão contemporânea. A dúvida é: como identificá-los e superá-los?

A verdade é que a gestão vertical e hierarquizada é bastante reconhecida, especialmente no Brasil. Porém, quando tratamos de um gerenciamento horizontal, o cenário muda de figura. As pessoas se perdem e é comum o sentimento de confusão.

Nesse cenário, cabe aos gestores o empenho e a dedicação para mudar o contexto organizacional. É preciso considerar propósitos, pessoas, negócios e projetos, aliando todos esses aspectos para alcançar bons resultados. O desafio é difícil, mas acredite: pode ser superado.

Para entender melhor a gestão nos dias atuais, vamos mostrar qual é o papel do líder e apresentar 4 cenários desafiadores:

  • definição de propósitos;
  • gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento;
  • gestão de negócios: concorrência e inovação;
  • gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia.

A ideia é delinear quais são os obstáculos em cada um desses casos e dar dicas de como você pode ultrapassá-los. Então, vamos lá?

O papel do líder na gestão contemporânea

Falamos muito nos dias de hoje sobre a diferença entre chefe e líder. Porém, é difícil fazer essa distinção na prática.

No Brasil, a cultura do chefe ainda está muito presente, até mesmo por questões históricas. Basta pensarmos no paternalismo da nossa sociedade, na escravidão que ocorreu por tantos anos e no mercado extrativista, que ainda permanece em diversos estados.

O que isso gera no mundo corporativo brasileiro? Uma diferença grande em relação a países mais avançados, como os Estados Unidos. Enquanto aqui ainda solicitamos direitos, mas pouco conquistamos, lá as organizações são modelo de autogerenciamento e meritocracia.

Isso significa que os trabalhadores no Brasil, de modo geral, precisam de uma supervisão para trabalharem de maneira adequada. Os profissionais têm dificuldade de assumir o controle de suas próprias carreiras e ainda estão caminhando “ao sabor dos ventos”, em vez de tomarem decisões com autonomia.

A situação, no entanto, pode ser modificada — e isso já vem ocorrendo, em certa medida. Muito dessa conquista deriva da diferenciação entre chefe e líder, cujos conceitos poderemos ver a seguir:

Chefe

É o indivíduo que ocupa um cargo designado. Costuma ser autoritário, distribuir ordens e comandar pessoas. Tem como objetivos principais os resultados e o lucro.

O bem-estar dos colaboradores é colocado em segundo plano, se as metas forem atingidas. Quando isso não acontece, o chefe costuma responsabilizar outros colegas. Porém, em caso de sucesso, ele assume a execução da tarefa sem dividir os méritos.

Líder

É uma pessoa mais motivadora, que pensa em inspirar os colegas de trabalho e subordinados. Atua de forma conjunta com a equipe e valoriza as habilidades e capacidades de cada colaborador. Ao mesmo tempo, respeita as limitações existentes e auxilia na superação dos obstáculos.

Seu foco não é apenas os resultados. Apesar de isso ser importante, ele também se preocupa com a rota a ser trilhada. É mais respeitado pelos colegas por não centralizar as atividades e se responsabiliza junto com a equipe pelos sucessos e fracassos.

A diferença entre o comportamento do chefe e do líder é vista principalmente em situações difíceis. Sem a presença do segundo elemento, os colaboradores começam a agir de forma automática e podem complicar ainda mais o cenário que se apresenta.

Por sua vez, o líder consegue transformar o problema em uma possibilidade de superação. Ele se compromete com a visão da empresa e se esforça para que ela seja cumprida e mantida. Como consequência, os colaboradores alinham seus objetivos pessoais aos organizacionais.

Necessidade de especialização

Especializar-se é um requisito fundamental para o líder. Afinal de contas, a liderança não diz respeito a assumir um cargo, mas a ser reconhecido pelos colegas.

Ele deve ter, portanto, conhecimento, experiência e talento. Ao ser expert em determinado segmento, o líder consegue influenciar os liderados e repassar o know-how que possui, atuando de maneira conjunta.

Além da parte técnica em sua área de atuação, também é recomendável que o líder se especialize em desenvolvimento humano. Esse conhecimento é necessário para gerir melhor a equipe e desenvolver algumas habilidades, como capacidade de comunicação, condução acertada de equipes e processos, respeito a individualidades, alinhamento de valores e crenças, feedbacks e suporte aos colaboradores.

Ao se aprimorar constantemente, o líder melhora suas características profissionais e pessoais e reafirma-se como uma pessoa de destaque na empresa. Ele também pode ajudar a melhorar o contexto organizacional e está preparado para lidar com os desafios da gestão atual.

Quais são esses obstáculos? Existem 4 principais cenários, como podemos ver em seguida. Confira:

1. Definição de propósitos

Ao pensarmos na gestão, é notável que aprendemos a gerenciar desde crianças. Começamos a gerir coisas, animais e responsabilidades (como trabalhos da escola, tarefas, aulas extras etc.) para posteriormente passarmos para atividades maiores.

Os modelos de gestão adotados pelas escolas administrativas surgiram há muito tempo e foram se adequando com o passar dos anos. Na época da Revolução Industrial, por exemplo, foi criada uma abordagem mecânica, cartesiana e lógica. A ideia era uma hierarquia bem clara, na qual o chefe mandava, o subalterno obedecia e a carga horária era cumprida.

De lá para cá foram criados muitos outros modelos, como o neoclássico, estruturalista, de desenvolvimento organizacional, comportamental, dos sistemas, entre outros. Até que no pós-modernismo aparece a teoria contingencial, que propõe não haver uma abordagem única, mas sim uma prática mais adequada conforme o cenário e as circunstâncias.

A partir disso a gestão se tornou mais libertária, focada no indivíduo e com o objetivo de transformar a sociedade por meio da empresa. Esse paradigma vem ao encontro da dinâmica da sociedade contemporânea. Hoje, exige-se inovação e criatividade no gerenciamento dos negócios.

Como fazer isso? O primeiro passo é incluir valores, missão, objetivos de vida e qualidade dos relacionamentos interpessoais. Esses são os propósitos da organização, que são os pontos-chave para a revolução da gestão.

Eles permitem que as companhias entreguem valor para os clientes, tenham fornecedores prósperos e deem retorno para os acionistas. Isto porque o propósito é o que dá sentido ao negócio e o move para frente.

1.2. Desafios

Nesse cenário, o obstáculo que surge para as empresas na gestão atual é construir um propósito relevante e alinhá-lo à excelência operacional. É assim que a empresa conquista uma equipe bem treinada e capacitada, consegue explorar seus sonhos e impactar o mundo.

A consequência são os lucros financeiros, uma boa reputação da empresa perante a sociedade e um clima organizacional positivo. Mas é preciso ter cuidado com as confusões que costumam ocorrer com relação à definição de propósitos. Observe:

  • propósitos como sinônimo de visão ou missão: o primeiro indica por que a empresa existe. O segundo aponta aonde deseja chegar. O terceiro assinala o que o negócio faz e de que forma é realizado. A finalidade do propósito, nesse caso, é responder à seguinte pergunta: “o que a sociedade perderia se a sua empresa desaparecesse hoje?”;
  • propósitos como posicionamento de marca: o segundo é construído com base em um contexto externo, porque considera a análise da concorrência. Já os primeiros surgem internamente, fazem parte da alma da empresa. Por isso, requer uma avaliação profunda que siga até as origens, valores e artefatos culturais do empreendimento;
  • propósito como sinônimo de adendo: algumas pessoas acreditam que o propósito é adotar uma causa ambiental ou social, por exemplo. Na verdade isso é um adendo, porque é uma iniciativa isolada. O objetivo é ter uma forma única de contribuir e fazer com que isso esteja entranhado na cultura organizacional, sendo absorvido e vivenciado pelos colaboradores diariamente.

Para definir corretamente os propósitos da sua empresa, responda às seguintes perguntas:

  • Você conhece os sentimentos e valores que motivaram o começo do negócio?
  • Você conhece o propósito organizacional? Todos os gestores conseguem responder essa questão?
  • Sua empresa impacta a sociedade significativamente, contribuindo de maneira mais ampla?
  • Seu negócio atinge lucros consistentes com o propósito?
  • O propósito do seu empreendimento o diferencia da concorrência e auxilia no alcance de maior lucratividade?

A partir dessas respostas, você consegue definir melhor os propósitos e ultrapassar o desafio. Porém, lembre-se: tudo depende da sua companhia e do segmento de atuação.

2. Gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento

As empresas precisam considerar os colaboradores em seu gerenciamento atual. Isso exige ultrapassar os desafios da gestão de pessoas. Muitas vezes deixado em segundo plano, esse fator é relevante para o crescimento sustentável do negócio e para a retenção de talentos.

As atividades estratégicas da gestão de pessoas vão além do processamento de folhas de pagamento, admissões e demissões. Esse setor tem por finalidade propiciar um clima agradável para a equipe trabalhar, estimular a motivação, atrair talentos, reduzir os conflitos internos, valorizar a imagem do negócio no mercado e elevar a produtividade.

Tais metas são conquistadas a partir de 4 dicas básicas:

  • selecione profissionais cujas visões estejam alinhadas às da empresa e que tenham os requisitos mínimos solicitados para a função;
  • crie um ambiente colaborativo, porque isso ajuda a incentivar a produtividade;
  • valorize os colaboradores, ouça-os e proporcione chances de desenvolvimento;
  • ofereça benefícios para reter talentos, já que o turnover (rotatividade de colaboradores) traz custos mais altos e é prejudicial para a produtividade.

No entanto, essas sugestões são apenas atitudes básicas, que devem ser estabelecidas junto com as propostas de superação dos desafios. 

Veja quais são os obstáculos que se colocam à frente da gestão de pessoas nos dias de hoje:

2.1. Recrutamento e seleção acertados

O processo seletivo de novos colaboradores precisa ser certeiro para evitar o turnover. Deve haver rigor para evitar prejuízos financeiros e de produtividade.

O desafio é conduzir o processo com dinamismo e agilidade. Muitas empresas começaram a adotar seleções mais longas e exaustivas. O problema é que o investimento do RH nesse caso pode ser muito alto, e não compensar.

2.2. Retenção de talentos

A falta de mão de obra qualificada é um problema visível atualmente. Saber reter os talentos é uma maneira de conquistar vantagem competitiva e destacar a empresa no mercado.

As estratégias que ajudam a reter os bons profissionais são as seguintes, segundo o Guia Salarial 2017:

  • promoções internas;
  • trabalho flexível;
  • salário competitivo;
  • treinamento e desenvolvimento;
  • contraproposta.

Qualquer uma dessas estratégias é um desafio para a gestão de pessoas e deve ser trabalhada com cuidado.

2.3. Gestão geracional

O conflito de gerações vem se tornando um problema presente nas empresas atuais. É comum que profissionais que nasceram na época dos baby boomers sejam gerenciados por pessoas mais jovens, que foram criadas sob a influência das eras X e Y.

Nesse cenário, a gestão de pessoas precisa proporcionar uma convivência harmoniosa e assegurar que as expectativas sejam atingidas por todos os colaboradores, independentemente da geração de que façam parte.

Lembre-se ainda de que as previsões indicam que 5 gerações vão conviver nas empresas até 2020. Isso porque quem nasceu na época Z está chegando ao mercado de trabalho e os veteranos ainda permanecem nas organizações.

2.4. Engajamento

Os colaboradores precisam estar engajados para se tornarem produtivos e felizes com o trabalho. Este, porém, é outro desafio contemporâneo da gestão de pessoas. 

O período de crise pelo qual o Brasil passa aumenta essa situação, porque as empresas precisam “fazer mais com menos”. Isso faz com que as pessoas acumulem mais atividades e se sintam desmotivadas.

2.5. Humanização de relações e resultado

As companhias têm como foco o alcance de resultados. Por outro lado, é preciso valorizar e trabalhar atitudes. A liderança deve ser exercida em todos os seus aspectos e levar em conta as limitações e potenciais da equipe.

Cabe aos líderes analisar os resultados observando o faturamento e a qualidade de vida no trabalho. É aí que entra a humanização nas relações dos colaboradores, já que eles não devem ser vistos apenas como números, mas sim como seres humanos complexos.

2.6. Treinamentos e custos

Os treinamentos são necessários, mas têm um impacto relevante nas finanças do negócio. A gestão de pessoas deve equilibrar ambos os aspectos para otimizar o custo-benefício.

Os treinamentos in company vêm ganhando espaço, porque são personalizados segundo as necessidades organizacionais. O curso é ministrado dentro da própria companhia de acordo com a cultura interna e as demandas da equipe.

O resultado é uma economia de recursos e maior potencial de aplicabilidade do know-how repassado.

2.7. Tecnologia e produtividade

A tecnologia sempre deve ser usada a favor das empresas. Isso nem sempre acontece. Com a adoção cada vez maior de dispositivos móveis e de plataformas de acesso à internet, é comum que os colaboradores percam tempo nas redes sociais, por exemplo.

Esse é um desafio grande, porque proibir o acesso é inviável. A melhor alternativa é ter uma cultura de consciência, orientando os colaboradores a usarem os dispositivos e a internet a favor das atividades no trabalho. Para isso, deve ser adotada uma comunicação interna eficiente.

2.8. Diversidade

As empresas sempre tiveram que lidar com a diversidade, mas nunca como ocorre hoje. Essa situação é relativa a gênero, competências, experiências, habilidades, origem social, idade e cultura. A questão é que as diferenças não devem ser anuladas. Pelo contrário: é importante trabalhá-las como diferencial competitivo.

A diversidade é, inclusive, um ponto de convergência das empresas com a sociedade. Ela mobiliza forças criativas e permite gerar maior riqueza pela presença de equipes multiculturais.

Mesmo assim, esse assunto gera tensões, tanto em comparação com a universalidade quanto em relação à igualdade e ao desempenho. É por isso que, no Brasil, a diversidade ainda está engatinhando.

Em alguns casos, como o das mulheres, há avanços maiores e mais visíveis. Em outros, como dos homossexuais e deficientes, existem mais problemas. Cabe às empresas ultrapassar esses desafios respeitando as diferenças.

3. Gestão de negócios: concorrência e inovação

A gestão atual precisa ser tratada junto à concorrência e, principalmente, à inovação. Esse é o grande diferencial que as organizações podem ter — e, em muitos casos, é o segredo do sucesso.

No entanto, o que é inovação? É uma forma de explorar novas ideias, romper com dogmas e paradigmas e encontrar maneiras diferentes de fazer as mesmas atividades. Assim, é possível gerar valor para os clientes e obter resultados positivos para o negócio.

Outras vantagens são a economia de recursos (materiais, tempo, dinheiro) e a simplificação de funcionalidade, forma e tamanho. Tudo isso aumenta a produtividade, eleva a lucratividade e abre novos mercados.

Mais do que isso: a inovação permite se diferenciar da concorrência. Se hoje tudo parece “mais do mesmo”, o cenário atual exige o foco no mercado e na melhoria de produtos e processos.

Como fazer isso? É só se basear nos 3 pilares seguintes:

  • a inovação deve conversar com a estratégia organizacional;
  • a competência deve estar ligada ao comprometimento para que o negócio tenha mais chance de inovar;
  • a inovação depende da gestão para ser efetivada.

A partir daí, você pode seguir algumas dicas práticas para implantar a gestão da inovação em sua companhia. Confira:

3.1. Planeje a inovação

A inovação depende de objetivos bem claros que devem ser alcançados. A partir disso, pode-se estruturar um programa e elaborar um planejamento orçamentário que assegure os recursos necessários e viabilize as ações.

3.2. Pesquise parcerias

Uma maneira mais fácil de implantar a inovação é fazer parcerias com startups, universidades e comunidades criativas. Para isso é preciso ter 5 princípios definidos:

  • clareza da estratégia;
  • seleção dos parceiros a partir da compatibilidade de culturas;
  • consideração dos programas de fomento brasileiros realizados junto a universidades e outras instituições, como BNDES, Finep e CNPq;
  • boa gestão de prazos e recursos, além de prestação de contas frequente;
  • gerenciamento com base no longo prazo, sem atropelos ou atalhos desnecessários.

3.3. Estimule as novas ideias

Os colaboradores podem ter várias ideias, mas deixar de apresentá-las por uma série de fatores. Estimule-os para que deem sugestões que atendam às expectativas dos clientes e tragam soluções para os problemas. Essa liberdade eleva a competitividade e a produtividade do negócio.

3.4. Compreenda o impacto da inovação disruptiva

A inovação disruptiva surge quando o produto ou serviço transforma o setor ou o mercado por trazer mais simplicidade, acessibilidade e conveniência. Isso significa que podem ocorrer quebras no modelo de negócio — e você deve estar atento.

Um exemplo é a Kodak. A marca fazia muito sucesso e patenteou a criação da câmera digital. Porém, engavetou a ideia porque ela exigia a reinvenção do modelo de negócios. Resultado? A concorrência utilizou a proposta e foi um sucesso, deixando a Kodak para trás.

3.5. Realize um benchmarking inovador

O benchmarking é utilizado para buscar informações da concorrência. Essa técnica aprimora o desempenho e os processos internos por meio da incorporação das melhores práticas adotadas no mercado.

Quando tratamos de inovação no benchmarking, estamos falando da busca por práticas recomendadas em mercados que estão fora do seu nicho. A finalidade é agregar as experiências vividas para o aumento da produtividade, alternativas de novos negócios e geração de receita.

Um exemplo é a Netflix. Ao incorporar a tecnologia da informação ao modelo de negócios da locação de filmes, a empresa inovou e acabou com a concorrência, conquistando uma fatia de mercado gigante.

4. Gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia

O último ponto dos desafios da gestão atual é referente ao gerenciamento de projetos. Essa atividade tem como função organizar, planejar e acompanhar a execução de diferentes atividades que são realizadas simultaneamente.

Porém, mesmo tendo um bom planejamento e uma equipe competente, podem surgir obstáculos nas atividades diárias. Essas barreiras comprometem o sucesso do projeto e podem trazer sérios prejuízos ao negócio.

Alguns exemplos de desafios enfrentados na gestão de projetos são desperdício de tempo, mau uso de ferramentas e aplicações e desmotivação da equipe.

Na atualidade, existem outros 3 obstáculos principais que podem levar a empresa a um novo patamar. Veja quais são eles:

4.1. Identificação do problema principal

O problema é a lacuna existente entre o estado atual do seu empreendimento e onde ele deseja chegar. Ela deve ser eliminada, mas isso pode ser difícil.

O primeiro passo é identificar o maior número possível de problemas e elaborar uma escala de impacto e frequência em relação ao baixo desempenho do negócio.

Em seguida, deve-se reconhecer os recursos que permitem reduzir a lacuna, como parceiros, pessoal, produto, tecnologia, equipamentos, instalações, dinheiro, marca etc.

4.2. Validação da solução antes de ser escalada

A identificação do problema e das soluções possíveis requer a validação da alternativa. Esse também é o momento de definir metas e resultados esperados.

Verifique se a solução encontrada realmente eliminou o problema e monitore a performance para descobrir novos resultados. Uma dica importante é trabalhar primeiramente com um grupo menor e escalar para toda a empresa quando estiver efetivamente funcionando.

4.3. Sistematização e recomeço

As mudanças sempre encontram barreiras na cultura organizacional. Por isso, a aplicação da solução não implica em eliminação do problema. Nesse momento, é preciso garantir sua manutenção e evitar um retrocesso por meio da sistematização.

Essa prática simplifica e automatiza os processos. Com os resultados positivos, os colaboradores não terão outra possibilidade a não ser adotar a ideia.

Você pode ultrapassar esse desafio elaborando rotinas automáticas que utilizam um software de gestão. Elementos lúdicos também facilitam a adoção do modelo.

Fica evidente, então, que os desafios da gestão atual são complexos e nem todos têm uma resposta pronta. Você deve analisar o contexto em que sua empresa está inserida e verificar o que precisa ser feito em cada caso.

De toda forma, este post apresentou diversas ideias que podem ser colocadas em prática na gestão contemporânea do seu negócio. Gostou? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a outros conteúdos relevantes!

10 ferramentas de marketing para a gestão comercial

O setor de marketing e o departamento comercial estão intimamente ligados. Em um cenário ideal, essas áreas se comunicam e trabalham juntas para conquistar mais clientes. Nesse contexto, algumas ferramentas de marketing são também poderosos instrumentos para a gestão comercial.

Atualmente, muito se fala em CRM, ERP e BI. Mas, afinal, o que significa cada um desses termos? Quais ferramentas de marketing trabalham com esses conceitos? Continue acompanhando para entender mais sobre o assunto!

O que é CRM?

A sigla CRM se refere à expressão Customer Relationship Management que, em português, significa gerenciamento do relacionamento com os clientes. Como o próprio nome diz, CRM é um conjunto de estratégias adotadas com o propósito de gerenciar, analisar e otimizar o relacionamento com o cliente.

A empresa que adota essa filosofia busca colocar o cliente no centro de todos os processos. Para isso, são armazenadas informações pessoais sobre os clientes e prospects e sobre os atendimentos realizados, históricos de compra e preferências, contratos firmados etc.

Com essas informações em mãos, as equipes de marketing e vendas são capazes de traçar estratégias personalizadas. Além disso, elas podem gerenciar melhor os leads e as oportunidades. Os chamados softwares CRM são aqueles que permitem que as empresas implementem essa estratégia.

O que é ERP?

ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão empresarial que busca armazenar e integrar as informações dos diversos setores do negócio. O objetivo é organizar melhor os processos e tornar as informações mais acessíveis.

Com um ERP, os diversos setores podem se comunicar com mais clareza e agilidade. Além disso, a disponibilização de todas as informações no mesmo lugar facilita os processos de tomada de decisão pelos gestores.

Um software ERP pode armazenar, por exemplo, todas as notas fiscais emitidas, os pagamentos recebidos, os gastos com pessoal, as informações sobre estoque, rentabilidade e assim por diante. Alguns dos ERPs mais conhecidos e utilizados no Brasil e no mundo são os softwares da SAP.

O que é BI?

O termo Business Intelligence (BI) diz respeito a um amplo grupo de ações e táticas para analisar e entender os dados disponíveis sobre a empresa, o mercado e a concorrência.

O profissional de BI trabalha para transformar a grande quantidade de dados disponíveis em informações úteis para pautar o desenvolvimento da empresa. O empreendimento que adota o BI busca ter uma visão do passado e do presente, tanto internamente quanto com relação ao mercado, além de enxergar oportunidades para o futuro.

As ferramentas de BI produzem, por exemplo, relatórios, tabelas e gráficos. Esses dados permitem o entendimento de questões como posicionamento da empresa em relação à concorrência, aceitação de um produto ou serviço pelo público, entre outras.

Quais ferramentas de marketing podem ser usadas na gestão comercial?

Como ficou claro, CRM, ERP e BI são importantes estratégias para organizar e otimizar um negócio. Conheça agora 10 ferramentas de marketing que têm tudo a ver com elas e com a gestão comercial!

1. Pipedrive

O Pipedrive é um CRM utilizado para acompanhamento e gestão do funil de vendas. Com ele, é possível organizar clientes, prever vendas e acompanhar todo o fluxo do processo. É gratuito e pode ser usado diretamente na internet ou no aplicativo para Android e iOS.

2. Salesforce

A Salesforce oferece softwares CRM e é uma das marcas mais conhecidas do mercado para esse ramo. Suas soluções são completas e poderosas, chegando a ser até complexas. O preço inicial é de US$ 25 por mês para cada usuário, limitado a um total de 5. Os preços crescem à medida que aumentam o número de usuários e as funções desejadas.

3. Agendor

O Agendor é um CRM genuinamente brasileiro e se define como uma plataforma de aprimoramento de vendas. Pode ser usado na internet ou pelo app e tem uma versão gratuita para até dois usuários. Se quiser uma versão Pro, o custo é de R$ 36/mês por usuário.

4. Hubspot

A empresa Hubspot é a principal referência mundial em inbound marketing. Sua plataforma de automação de marketing é também a principal ferramenta do mercado. Com ela, é possível automatizar o blog, gerenciar leads, realizar testes, medir resultados e muito mais. Os planos custam a partir de US$ 200/mês.

5. RD Station

A RD Station é outra plataforma de automação de marketing, criada pela Resultados Digitais. Com ela, é possível gerenciar contatos, redes sociais, otimizar e-mail marketing, planejar ações etc. Os preços para 2017 começam em R$ 329/mês.

6. ContaAzul

O ContaAzul é um sistema de gestão que se pretende simples e fácil de usar. É um sistema ERP que permite controlar informações financeiras, de estoque, produtos etc. É possível controlar as vendas utilizando um app. Os valores variam de acordo com o número de usuário e o tempo de contrato, partindo de R$ 39/mês para usuário autônomo.

7. Sankhya

O Sankhya é um ERP que promete aumentar a rentabilidade e melhorar os resultados do seu negócio. Ele oferece soluções para qualquer setor (varejo, serviços, indústria etc.) e utiliza também o CRM e o BI para ajudar na gestão estratégica e no planejamento.

8. Mailchimp

É uma das principais ferramentas de e-mail marketing do mercado. O Mailchimp possibilita a criação de uma estratégia de e-mails completa, com layouts personalizados e mensuração de resultados.

9. Cortex

O Cortex é uma ferramenta de BI que utiliza a coleta de dados para gerar informações relevantes para as equipes de marketing, vendas etc. Ele ajuda a criar relatórios e identificar os pontos fortes e fracos do negócio.

10. Gainsight

O Gainsight é uma grande referência do mercado em Customer Success, ou seja, ele busca melhorar o atendimento ao consumidor. Com essa ferramenta, é possível gerenciar os contatos feitos, os tickets abertos, as interações realizadas, e também identificar oportunidades de melhoria na relação com o público.

Para encerrar, ressaltamos que quando marketing e gestão comercial se unem, a empresa tem tudo para atrair, conquistar e fidelizar cada vez mais clientes. Quando bem utilizadas, as ferramentas de marketing podem ser grandes aliadas do departamento comercial!

E aí, gostou de conhecer melhor as ferramentas de marketing? Compartilhe este texto nas suas redes sociais para que seus amigos também fiquem por dentro do assunto!

7 dicas para inovar no marketing de uma empresa

A inovação já é um pré-requisito para que qualquer profissional obtenha sucesso na carreira. No marketing, área na qual todos os dias surgem novas tendências, ela é fundamental. Portanto, inovação no marketing é um assunto que deve estar na pauta de todos os profissionais da área.

Como gestor, você sabe da importância do seu setor para o cumprimento dos objetivos estratégicos da empresa. Como fazer isso? Justamente por meio das inúmeras ferramentas que surgem a cada momento, criando novas possibilidades de posicionamento da organização perante os clientes e o mercado em geral.

Mas inovar não é tarefa fácil. A área de marketing sempre sofreu com orçamentos apertados e atualmente a necessidade de fazer mais com menos tornou-se regra para os gestores.

A boa notícia é que a própria internet oferece ferramentas por meio das quais você pode difundir a marca, os produtos e os serviços da empresa de uma forma prática, barata, eficiente e inovadora.

Veja abaixo 7 dicas para inovar no marketing da sua empresa e ajudá-la no alcance dos resultados:

1. Redes Sociais

Atualmente, as redes sociais são as principais vitrines para quem quer expor a sua marca. Para que você tenha uma ideia, segundo dados divulgados no início de janeiro de 2016, o Facebook já tinha 1,6 bilhão de usuários em todo o mundo. Ou seja, mais de 20% da população mundial está conectada a essa rede social, interagindo e tendo contato com marcas de diversas empresas presentes ali.

E o mais interessante é que, apesar de poder expor sua marca para tantas pessoas, os valores para anunciar em uma rede social são bem menores do que aqueles cobrados por mídias tradicionais, como jornais, TV ou rádio.

Isso quer dizer que você consegue mais exposição por um preço menor. E mais: ainda é possível segmentar o público, anunciando diretamente para aquelas pessoas que apresentam mais potencial para comprar os seus produtos ou serviços.

2. Inbound Marketing

A melhor forma de atingir um público qualificado é por meio da produção de conteúdo relevante. Mas relevância não tem a ver com textos enormes ou imagens maravilhosas. O inbound marketing apresenta o conceito de conteúdo certo, para a pessoa certa, na hora certa.

Fazer inbound marketing significa trazer o cliente para a sua empresa aos poucos, por meio da produção de conteúdos relevantes. Associar a sua marca a algo útil para ele pode ser interessante, pois com tantas ofertas acontecendo ao mesmo tempo, sai na frente quem consegue de fato conquistar o cliente.

A ideia é elaborar conteúdos interessantes em sequência, aumentando gradativamente o nível de conhecimento do cliente a respeito da marca, até que finalmente ele seja impactado e passe a consumir os seus produtos.

Trata-se de uma estratégia que não vai direto ao ponto, mas constrói um relacionamento duradouro e produtivo com o cliente.

3. Big Data

Tudo o que você e o seu cliente fazem na Internet gera um rastro composto por informações valiosas para a empresa. Esse enorme volume de dados gerou o conceito de Big Data, que apresenta softwares e estratégias para armazenar e fazer o melhor uso possível das informações.

Quanto maior o número de dados que você possuir do seu cliente, maior é a sua chance de chegar até ele com um conteúdo exclusivo, personalizado e que solucione as suas demandas de maneira pontual e completa. E essa é uma das formas mais valiosas de conseguir um novo cliente para a organização.

4. Layouts Responsivos

Quando a Internet se popularizou, em meados da década de 1990, possuir um site era uma estratégia inovadora e bem percebida pelos clientes. Depois disso, a cada plataforma que surgia, era necessário adaptar as funcionalidades do site, para estar em contato com o cliente no maior número possível de locais.

Essa necessidade de adaptação gerava, muitas vezes, uma enorme perda de identidade, e também dificultava a vida do cliente, que precisava navegar por diferentes funcionalidades, mesmo estando em contato com a mesma empresa.

Os layouts responsivos são aqueles que se adaptam a qualquer plataforma. Assim, você desenvolve um site que pode ser visto da mesma forma em um computador de mesa, em um smartphone ou em um tablet. E isso vale para qualquer sistema da sua empresa.

Você aprimora a experiência do usuário, traz reputação para a sua marca e gera bons resultados para a organização.

5. Benchmarking

Se você está vendo seu concorrente ganhando todas as batalhas e não sabe qual é o segredo dele, talvez seja a hora de investir em um benchmarking. Trata-se de uma pesquisa de mercado na qual profissionais de diferentes organizações trocam experiências em busca das melhores soluções para os clientes.

O benchmarking pode ser realizado tanto internamente, a partir de experiências realizadas por outros setores, quanto externamente, com empresas do mesmo ramo de atuação da sua.

6. Produtos freemium

O conceito de freemium ainda é novo no mercado, mas já vem sendo utilizado por algumas startups, principalmente da área de tecnologia. Trata-se da possibilidade de o cliente utilizar o produto por alguns dias ou meses, sem precisar pagar nada, para experimentar as funcionalidades.

A ideia é que os clientes tenham contato com os produtos ou serviços, ofereçam feedbacks sobre o funcionamento e se tornem divulgadores da marca. A compra viria em um segundo momento, já com o cliente fidelizado e os produtos difundidos no mercado.

7. Agilidade nas soluções

Não adianta nada adotar qualquer uma dessas soluções se você não tiver agilidade em todos os seus processos junto aos clientes. Uma estratégia de redes sociais, por exemplo, precisa ter como base uma equipe de atendimento que possa interagir com o cliente instantaneamente.

No mercado atual, o cliente não espera mais do que cinco minutos pelo contato da empresa. Se você perde esse tempo, vai perder o cliente também. E junto com ele vai embora a reputação da sua empresa e a possibilidade de vendas futuras.

Portanto, qualquer que seja a sua estratégia, tenha em mente que a agilidade é o principal item da sua checklist.

Além disso, é preciso sempre avaliar todas as oportunidades que surgem de forma acertada, além de medir os resultados e saber identificar os impactos das estratégias no médio e longo prazo.

E então, gostou dessas estratégias para inovação no marketing? Então não deixe de curtir nossa página no Facebook para saber mais sobre este e outros assuntos relacionados! 

Entenda como o RH estratégico reduz gastos e auxilia nos objetivos empresariais

Eficiência é uma das principais palavras de ordem em qualquer organização. Com a concorrência cada vez maior, é fundamental fazer cada recurso investido gerar o maior retorno possível. Por isso, todos os setores têm mudado sua postura mais operacional, adotando um posicionamento ativo. Isso inclui as tarefas do RH estratégico.

Um setor de Recursos Humanos que atua de forma estratégica é aquele que está em sintonia com os demais departamentos da empresa. Os seus membros entendem as necessidades da companhia como um todo e sabem que atitudes tomar para reduzir custos e melhorar os negócios de forma geral.

Esse tipo de atuação exige algum esforço e conhecimento, mas pode trazer excelentes resultados. Continue acompanhando nossas dicas no post e veja como!

Que ações de RH estratégico reduzem os custos da empresa?

1. Automação de processos mecânicos

Toda organização empresarial possui uma série de processos que envolvem ações repetitivas, como a atualização de planilhas, cadastros, triagem de currículos e afins. Todas essas tarefas são necessárias para a manutenção da empresa e para melhorar o serviço para o cliente, mas elas também exigem muito tempo para serem executadas.

A solução mais simples para administrar melhor o tempo gasto com essas atividades é adotar um sistema automatizado, em que uma máquina realiza as tarefas mecânicas enquanto os colaboradores se dedicam a ações voltadas para o RH estratégico.

O retorno obtido pela mudança de foco dos funcionários é potencialmente maior do que o investimento para obter e manter o software necessário.

2. Otimização do fluxo de trabalho

Um dos fatores que mais podem atrasar o progresso de qualquer empresa é a burocracia interna. Após alguma expansão, é provável que o fluxo de trabalho original se torne obsoleto, mas seja mantido apenas por costume. Isso custa à empresa mais recursos do que o necessário.

Revisar regularmente o funcionamento do seu setor e avaliar o que precisa ser mudado é uma das principais tarefas do RH estratégico. Além de gerir a entrada e saída de funcionários, tal área é responsável por melhorar a organização interna, facilitando o progresso da empresa como um todo.

3. Recrutamento e seleção mais eficientes

Contratar um novo funcionário é um dos processos mais caros para a empresa. É necessário estudar os currículos, fazer entrevistas, triagens e, após a contratação, fazer o treinamento e acompanhamento da curva de aprendizado junto ao setor em que ele for alocado.

Além disso, se o contratado não atender às expectativas, será preciso desligá-lo e reiniciar o processo. E quanto mais tempo é gasto nesse ciclo, menos a empresa produzirá.

Por isso, um setor de RH estratégico deve focar sempre em melhorar seus processos de seleção, o que reduzirá a possibilidade de falha no recrutamento, melhorando as chances de encontrar talentos. Dessa forma, a empresa ganhará nas duas frentes.

4. Integração das informações

O setor de RH não é um ponto isolado da empresa. Ele precisa coletar e fornecer informações para os outros departamentos a fim de garantir que todos tenham dados com os quais trabalhar. Afinal, a integração de informações é praticamente obrigatória para o desenvolvimento orgânico de um negócio.

Aqui também podem ser utilizados softwares de gestão e afins. Basta que todos os gestores, ou mesmo todos os funcionários, possam acessar facilmente as informações de que necessitam por meio da máquina.

Como proceder para implantar o RH estratégico?

1. Criar e acompanhar metas para o setor

A melhor forma de acelerar o progresso de uma companhia é focar. Se o seu objetivo é simplesmente progredir, mas não possui um parâmetro claro sobre como se daria esse progresso, dificilmente o crescimento será palpável e relevante. Suas ações serão apenas prolongamentos da sua rotina.

Para evitar cair nesse tipo de armadilha, crie metas bem específicas e tangíveis para o seu trabalho de RH estratégico. Use objetivos quantificáveis, pois eles são mais fáceis de acompanhar. Veja alguns exemplos:

  • aumentar o tempo médio de permanência dos funcionários;
  • melhorar a satisfação geral dos colaboradores;
  • alcançar X% de funcionários educados para a organização de seus espaços.

2. Capacitar a equipe para o serviço

Como em muitos outros setores, os funcionários de RH precisam de conhecimento específico para realizar suas tarefas com qualidade. Isso envolve estudos sobre a área, saber utilizar as ferramentas específicas da empresa e entender os protocolos que são utilizados por cada equipe. Certamente, ninguém aprenderá isso de forma instantânea por conta própria.

Um trabalho de RH estratégico envolve aqui o treinamento e capacitação de todos os colaboradores envolvidos. Com técnicas de ensino bem aplicadas, é possível deixar a equipe preparada para realizar suas tarefas com o mínimo de horas de estudo, o que trará um grande diferencial competitivo para a organização. E lembre-se de sempre avaliar se é necessário fornecer um novo treinamento.

3. Investir em comunicação interna

A troca de informações entre os diferentes setores e entre cada colaborador, como já mencionamos, é fundamental para que as diferentes partes da empresa atuem com sinergia. Se essa comunicação for lenta, burocrática e/ou mal trabalhada, vários pequenos erros vão se acumular ao longo do caminho.

O trabalho de RH estratégico aqui é ensinar aos funcionários como enxergar além de seus setores específicos. Frequentemente, a falta de troca de conhecimento entre diferentes partes da empresa ocorre porque não há um incentivo por parte dos gestores. Implantar essa comunicação na cultura empresarial é fundamental.

4. Evitar ficar em uma zona de conforto por muito tempo

Um dos principais obstáculos para o progresso de várias empresas é o medo de deixar sua zona de conforto. Se a situação atual é favorável à manutenção dos seus negócios, por que adotar uma postura mais arriscada? O RH estratégico é benéfico para a companhia, mas ele exige que o gestor de Recursos Humanos saiba correr riscos calculados, o que não é uma das qualidades mais comuns na maioria das pessoas.

Porém, ao aprender como controlar os riscos e compará-los aos resultados, é possível determinar se o retorno dos investimentos vale a pena. O simples medo de sair da sua zona de conforto pode levar à perda de múltiplas oportunidades. E esse temor apenas fica maior com o tempo, tornando seu negócio estagnado. Começar a experimentar é o primeiro passo para vencer essa barreira.

Agora que você já entende os benefícios da atuação do RH estratégico, é hora de começar as mudanças dentro da sua empresa. Quer ver mais dicas para melhorar seus negócios? Então leia nosso artigo sobre como se tornar um líder empresarial.

Saiba já como ser mais produtivo no trabalho!

Você tem várias atividades, leva uma rotina agitada e não consegue terminar tudo. Sua vontade é que o dia tivesse muito mais do que 24 horas, para conseguir finalizar todas as tarefas. Mas a verdade é que você não precisa de nada disso! A dica é aprender como ser mais produtivo.

A produtividade é o grande problema dos profissionais atualmente. A quantidade gigante de atividades para fazer, o volume cada vez mais alto de informações que circula na internet e seus próprios hábitos podem acabar com o seu tempo — e você nem percebe isso.

O que fazer? A resposta é melhorar a sua disciplina e seguir algumas dicas que vamos apresentar no post de hoje. A ideia é que você facilite seu dia a dia e consiga produzir ainda mais.

Vamos ver o que deve ser feito? Acompanhe!

Como planejar o meu dia de trabalho?

O primeiro passo para ser mais produtivo é saber planejar seu dia de trabalho. Isso é tão importante que um estudo da Universidade de Minnesota, divulgado pela UOL, mostrou que pessoas que possuem alto nível de autocontrole são mais felizes em curto e longo prazo.

Se isso ainda não te convenceu, veja este estudo da Nasa: no começo de 2015, diversos pesquisadores foram chamados para colaborar com o trabalho e a saúde dos astronautas na Estação Espacial Internacional. Quando os resultados começaram a aparecer, o pesquisador Jeffery LePine chegou à conclusão de que a chave para produzir mais e melhor é saber priorizar as atividades e fazê-las na ordem certa. Ou seja, trabalhar mais rápido não é exatamente o segredo para o sucesso.

É por isso que o planejamento é tão importante. Quando você sabe o que precisa fazer e tem noção de suas atividades, pode verificar o que é mais urgente e quais tarefas são secundárias. 

Mas como colocar esse planejamento em prática no seu dia de trabalho? Veja algumas dicas para você aplicar na sua rotina:

Antecipe-se

O amanhã começa hoje mesmo. Isso pode parecer um pouco exagerado, mas é fato que profissionais produtivos sempre terminam o expediente planejando as atividades que devem ser realizadas no dia seguinte. 

O ideal é que você tire poucos minutos ao fim do dia para organizar as próximas 24 horas. Isso permite que você tome melhores decisões e esteja mais focado. Também é uma forma de evitar que você passe a manhã toda resolvendo problemas emergenciais.

Comece pelas tarefas mais fáceis

A dica da época do colégio de começar a prova pelas questões mais fáceis ainda é válida. Só que agora é voltada para a produtividade. No seu planejamento, o começo do dia deve ser reservado para resolver tarefas simples. Dessa maneira, você consegue solucionar diversos problemas rapidamente e fica mais motivado para lidar com questões mais complexas.

Coloque em prática o que aprendeu

O ato de se tornar produtivo exige que você se aperfeiçoe dia a dia até conseguir fazer tudo que quer. Para isso, você deve aplicar o que aprende durante o seu dia de trabalho para conseguir ser mais eficiente.

Faça uma coisa de cada vez

O começo de uma tarefa deve resultar em seu término. Apesar de isso parecer óbvio, há muitas pessoas que tentam fazer várias atividades ao mesmo tempo — e você pode ser uma delas.

O recomendado é reservar sua concentração para algo específico até terminar. Caso contrário, pode deixar o serviço incompleto por vários dias ou até mesmo malfeito.

Crie uma rotina

A rotina serve para que você tenha disciplina e consiga executar suas tarefas mais tranquilamente. Existe uma comprovação científica de que o cérebro tem mais facilidade para executar atividades padrão. Essa é uma maneira de economizar tempo do seu dia e deixá-lo mais produtivo. 

Como organizar minhas tarefas e definir prioridades?

Essa etapa está intrinsecamente relacionada à anterior. Mesmo assim, é importante destacar de que forma você deve organizar as tarefas de acordo com suas prioridades.

A ideia é que você priorize apenas uma atividade por dia. É claro que você pode exercer outras tarefas, mas uma delas deve ser a principal.

Esse é o primeiro passo. Ainda existem muitos outros que devem ser seguidos. Confira abaixo:

Analise suas tarefas diárias

No momento de planejar o seu dia, aproveite para analisar suas tarefas e estabelecer um cronograma. Destaque as ações pontuais que obrigatoriamente devem ser realizadas naquele dia e outras informações e lembretes relevantes para a data.

Em seguida, especifique os horários de cada compromisso. Uma dica importante é destacar até mesmo atividades que não são relativas ao trabalho, mas interferem indiretamente na sua realização. Por exemplo: o horário que deve sair de casa e quanto tempo poderá gastar no trânsito.

O objetivo dessa ação é ter uma visão geral dos locais onde precisa ir, dos compromissos que possui e das outras atividades que devem ser executadas.

Trabalhe primeiramente nas prioridades

As atividades prioritárias devem ser as primeiras executadas. Por mais que você esteja com mais vontade de fazer outra coisa, foque no que é realmente necessário. Essa atitude evita que você esqueça algum prazo ou atrase a entrega de alguma tarefa. 

Para aumentar a sua eficiência, vá adicionando ações ao calendário sempre que necessário. Evite deixar isso para um dia específico, porque esta deve ser uma construção diária.

Crie blocos de trabalho

Essa é uma tática que funciona especialmente se você trabalha em casa ou se seus compromissos ocorrem no próprio escritório. A ideia aqui é verificar se há atividades correlacionadas e que levem um tempo maior de execução. Então, é só reservar um período específico no calendário para realizar essas tarefas.

Isso só deve ser feito no próprio dia ou no final do anterior, para que você tenha certeza do que precisa fazer. 

Estabeleça metas diárias

Uma forma de conquistar motivação extra e definir prioridades é analisar o dia e pensar em quais ações você gostaria de ter terminado até o final do expediente. Essas metas devem ser anotadas para que você tenha consciência do que deseja realizar e do que precisa fazer para alcançar o objetivo.

Crie urgência

O seu dia está mais tranquilo e você não tem prioridades para estabelecer? Simples: crie uma urgência. O objetivo aqui não é deixar você estressado, mas sim colocar prazos nas tarefas para você não cair na procrastinação.

Tenha em mente que prazos confortáveis costumam atrapalhar a conclusão das tarefas. Essa situação é comum porque o ser humano tende a calcular de maneira equivocada o período de execução e, por isso, acredita que precisa de menos tempo do que realmente é necessário.

Para definir o que deve fazer primeiro quando não tem uma prioridade clara, a dica é pensar em quais atividades deveria executar caso tivesse metade do tempo disponível, ou se tivesse que realizar tudo em apenas 2 horas.

Quais métodos posso usar para ser mais produtivo?

As dicas que você viu até aqui podem ser potencializadas com o uso de métodos de produtividade. O objetivo dessas metodologias é indicar ações que podem ser adotadas no seu dia a dia para produzir mais, com melhor qualidade e em menos tempo.

Existem diversos métodos que podem ser selecionados. Você deve testar mais de um e escolher aquele que se encaixar melhor à sua realidade.

Quer conhecer os métodos? Listamos abaixo 5 deles, que são os melhores em questão de eficiência.

Técnica Pomodoro

Esse método é bastante indicado para pessoas que trabalham com prazos apertados, possuem muitas atividades durante o dia ou têm problemas de concentração. Sua técnica consiste em cronometrar períodos de 25 minutos (chamados de pomodoros) e fazer um intervalo de 5 minutos entre esses períodos. Quando fizer 4 pomodoros, há o encerramento do ciclo e você pode fazer uma pausa de 15 a 30 minutos.

Durante cada pomodoro, você deve ter concentração total. Isso significa que deve ignorar redes sociais, ligações e pensamentos aleatórios (por exemplo: quando lembra que há outra atividade a realizar ou pensa que está com fome).

Antes de começar a técnica, você também deve listar as suas atividades em uma folha ou arquivo e, mais para baixo, deixar um espaço para as interrupções. Cada vez que você for interrompido ou algo tirar sua atenção, coloque uma observação nesse canto reservado da lista.

Ao final de cada pomodoro, você também deve fazer um check ao lado da tarefa. Se você finalizar a atividade ainda durante o período de 25 minutos continue executando-a até o final do tempo. Aproveite para revisar as ações, por exemplo.

Uma das vantagens dessa metodologia é verificar quantas vezes é interrompido durante o trabalho e ter uma noção mais clara do tempo que cada atividade leva para ser realizada.

Método Seinfeld

Essa é uma prática que tem o objetivo de garantir que determinada tarefa seja realizada diariamente. Ela foi elaborada pelo comediante americano Jerry Seinfeld, que criou uma série de TV homônima.

Segundo ele, o melhor conselho para evoluir como comediante é escrever todos os dias. A partir dessa fala, foi criado o método de produtividade, que prevê o comprometimento diário com alguma tarefa.

Na prática, a dica é: defina um objetivo, imprima um calendário anual em uma página e pendure na parede. Separe um marcador vermelho e faça um X todas as vezes que você tirar um tempo para realizar alguma atividade relacionada à sua meta.

Assim, você consegue criar um hábito e executar as tarefas de forma consistente e produtiva. Quando perceber que ficou muito tempo sem marcar um X vermelho, fique atento! Algo está errado.

Getting Things Done (GTD)

O objetivo principal dessa metodologia é reduzir a tensão e aliviar o estresse ocasionado pelo acúmulo de informações. O resultado é fazer as coisas acontecerem, como informa a sigla em inglês.

É especialmente indicado para pessoas que têm trabalho em excesso ou muita dificuldade de organização. Para colocar essa ideia em prática, anote todos os seus pensamentos. Você pode fazer isso em aplicativos específicos, como o Bloco de Notas. 

Depois, é preciso analisar as anotações e delimitar prazos para realizar cada uma delas. Aproveite para especificar o modo de fazer e outros detalhes que considere relevantes.

A grande vantagem é poder aplicar o GTD para o trabalho e também para a vida pessoal. Por isso ele é considerado uma técnica muito abrangente.

Método da ação

A ideia desse sistema é colocar as ideias em prática, sem despender muito tempo com planejamento. Originalmente, o método foi criado para gerenciar projetos, mas também pode ser aplicado à produtividade.

A colocação em prática exige que você atribua uma atividade para cada interação. A sua lista de ações deve contar, portanto, com etapas específicas de ações, e não metas.

É uma maneira de transformar um brainstorming criativo em tarefas executáveis e eficazes — daí sua importância.

Lista de tarefas

A grande vantagem dessa técnica é ter um panorama das atividades e seus prazos de execução. Para isso, anote todas as tarefas que precisam ser realizadas. Você ainda pode subdividi-las para ser mais fácil lembrar e organizar a rotina.

Com isso, você deve listar as prioridades e colocar anotações importantes. Uma boa notícia é que você pode usar a tecnologia para ajudá-lo nesse processo. Veja no próximo tópico!

Existem aplicativos que podem aumentar a produtividade?

A resposta é sim. Há diversos apps focados em aumentar a produtividade e você deve utilizar aqueles que achar melhor. Veja algumas opções que listamos a seguir:

Evernote

Esse app é como um bloco de notas virtual, porém melhorado. Ele permite inserir texto, áudios e fotos e armazenar lembretes, artigos, trechos de códigos, notas fiscais, e-mails importantes, contratos e tudo mais que você precisar. Ele está disponível para sistemas Windows, Android e iOS e é gratuito.

Rescue Time

Seu foco é analisar o tempo que você passa conectado à internet. O Rescue Time apresenta quanto tempo gastou em e-mail ou em determinado site. Assim, por meio do relatório gerado, você consegue avaliar se está despendendo muitas horas nas redes sociais. Ele está disponível para o sistema Android e Windows.

Asana

A vantagem desse aplicativo é facilitar os trabalhos em grupo. Ele possibilita delegar tarefas para os colaboradores, acompanhar e organizar projetos da equipe. O aplicativo é gratuito e você pode criar times, projeto como base ou operacional e atividades para cada cliente, além de organizar as tarefas. Ele está disponível para Android e iOS.

Trello

Esse é um dos apps mais conhecidos por ser baseado no método Kanban. Nele é possível criar boards e listas. Por exemplo: você pode ter uma coluna de atividades para realizar, em andamento e finalizadas. Cada tarefa é inserida num cartão e é movida conforme começa a ser executada ou termina. Você ainda pode ter vários quadros e inserir pessoas neles. Assim, consegue organizar e controlar pendências, cumprir prazos e ver a evolução. Está disponível para Windows, Android e iOS.

Remember the Milk

A ideia não é lembrar de pegar o leite, mas sim de realizar qualquer tarefa, esteja ela relacionada ao trabalho ou não. Você pode organizar suas atividades em lista e definir prioridades e prazos. Ainda é possível compartilhar tarefas e sincronizar documentos, bem como receber e-mails e SMS do app com informações importantes. Assim, você nunca se esquecerá de suas responsabilidades. Está disponível para iOS, Android e Windows.

Clear Focus

Esse app se baseia no método Pomodoro e possui um cronômetro que ajuda a intercalar trabalho e descanso. Assim, você é avisado dos momentos em que deve descansar e de quando deve ficar totalmente focado. Está disponível para Android, iOS e Windows.

Do.com

Essa ferramenta aumenta a produtividade das reuniões ao facilitar a organização de pautas e verificar quanto tempo é destinado para cada assunto. Você pode definir um calendário de compromissos e ainda colocar detalhes das decisões tomadas. O objetivo é tornar os encontros mais produtivos e economizar tempo. Está disponível na web e para sistemas iOS e OSX.

Quais são os piores erros que atrapalham a produtividade?

A busca por maior produtividade pode levar a uma conclusão: a culpa da má produtividade é sua. Isso porque você pode ter maus hábitos que ocasionam a perda de tempo. 

Quais seriam esses erros que todos nós cometemos? Confira os principais:

Navegar muito tempo na internet

A internet e as redes sociais podem ser verdadeiras “matadoras de tempo”. Mesmo que você busque por algo relacionado ao trabalho, vai acabar querendo ver as notícias, o Facebook, o resultado de uma partida de futebol ou o que quer seja.

Evite essa atitude. Verifique as notificações rapidamente antes de começar a trabalhar e depois mantenha-se focado por pelo menos 15 minutos. Esse é o tempo necessário para se concentrar e entrar em um ritmo que faça o trabalho render.

Ser muito perfeccionista

As ideias levam tempo até serem aperfeiçoadas, e isso faz com que muitas pessoas acabem ficando paralisadas devido ao perfeccionismo. Tenha consciência de que você poderá produzir muito bem, mas é difícil alcançar a excelência. Dedique-se e seja caprichoso, mas não se cobre tanto a ponto de ficar estressado e nunca conseguir finalizar nada.

Fazer reuniões excessivas

As reuniões são necessárias, mas elas acabam com a produtividade. Mantenha o cronograma e defina uma pauta que deve ser seguida à risca. Se outros assuntos aparecerem, dê atenção mas deixe claro que eles devem ser discutidos em outro momento. Isso garante mais eficiência no processo.

Responder e-mails quando são recebidos

A sensação de ter que responder tudo imediatamente causa uma grande ansiedade e ainda faz com que você seja interrompido a todo instante. Defina horários específicos para verificar seu e-mail e priorize as mensagens de acordo com o remetente.

Estabeleça alertas para as mensagens verdadeiramente importantes e deixe o resto para responder depois. Se preferir, coloque uma resposta automática para não deixar a pessoa que enviou a mensagem ansiosa por uma resposta rápida.

Ser multitarefa

A sua profissão exige isso? Péssima notícia, porque sua produtividade será prejudicada. Ser multitarefa impacta a produção porque você tenta fazer várias coisas ao mesmo tempo e acaba não terminada nada (ou demorando muito para finalizar). Prefira focar e ter atenção a uma atividade específica de cada vez.

Adiar tarefas difíceis

O cérebro tem uma quantidade determinada de energia mental e depois disso você entra num estado de fadiga. Adiar tarefas difíceis faz com que elas fiquem de lado e sejam realizadas em um momento de cansaço, o que eleva a dificuldade. O ideal é fazer uma tarefa simples no começo para elevar a motivação e depois partir para algo mais difícil a fim de aproveitar a mente tranquila e em plena atividade.

Usar dispositivos eletrônicos na cama

A luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos impede a liberação de melatonina, hormônio que regula o sono. Pela manhã, o sol faz a mesma coisa. Quando você deixa os equipamentos ligados durante a noite, acaba por não conseguir dormir — e isso prejudica sua produtividade.

Como posso ter mais energia e disposição?

A sua energia e disposição têm relação direta com os seus hábitos durante o dia. Você pode não perceber, mas até a alimentação influencia a sua produtividade.

Quer ver? É só ler a seguir as dicas sobre o que você deve fazer:

Tenha uma alimentação saudável

A alimentação é crucial para a sua qualidade de vida e também impacta a produtividade. Comer alimentos muito gordurosos, com muito açúcar ou carboidrato pode deixar você cansado e até mesmo irritado.

A glicose (fornecida pelos açúcares e carboidratos) é importante para dar energia ao organismo. Mas comer mais do que 25g é ruim. O melhor é optar por alimentos integrais e que contenham carboidratos complexos (como a batata e o aipim) para liberar energia lentamente e esse estado durar mais tempo.

Levante-se assim que o despertador tocar

Um hábito muito comum e que prejudica seu sono é ativar o botão soneca. Seu organismo já está acostumado a acordar no mesmo horário e seu ciclo de sono começa a ser interrompido automaticamente quando esse período chega. 

Se você acorda com o despertador e ativa a soneca, interrompe as ações do cérebro e demonstra que não está pronto para se levantar. O resultado é menos disposição e a sensação de estar cansado. 

Portanto, por mais que você queira dormir mais cinco minutinhos, resista à tentação, saia da cama e comece a trabalhar para ter mais produtividade.

Durma o suficiente

A falta de sono é a principal causa de fadiga e falta de energia. Tente dormir entre 7 e 8 horas por noite. Observe se nos finais de semana você acordar mais tarde, porque isso pode indicar que está descansando pouco durante os dias úteis. 

Uma dica para dormir melhor é ir para a cama 30 minutos mais cedo. Isso vai relaxar o seu corpo e fazer o cérebro entender que está na hora de descansar.

Acabe com a desordem

A bagunça em casa ou no trabalho prejudica a produtividade porque você tem mais dificuldades de achar o que precisa. Jogue fora ou doe o que não usa mais e guarde o que ainda utiliza. Tente manter os ambientes organizados e aproveite os benefícios.

Beba mais água

A desidratação causa irritabilidade e cansaço. Tome mais água, mesmo que não esteja com sede. O ideal é tomar 8 copos ou 4 garrafas de 500ml todos os dias.

Faça exercícios

Uma simples caminhada pode fazer toda a diferença no resultado do seu dia. Acabe com o círculo vicioso da preguiça e da inatividade e faça um exercício para ter mais energia.

Quebre a rotina

A rotina é positiva, mas é importante saber quebrá-la em alguns momentos. Faça coisas novas fora do seu horário de trabalho. Isso aumenta sua criatividade e disposição para agir.

Como você pôde perceber, a produtividade passa por uma série de questões que devem ser analisadas. Mas agora você já sabe o que fazer, certo?

Aproveite que descobriu como ser mais produtivo e coloque as ideias em prática agora mesmo! Para ter acesso a mais dicas como essas, assine a nossa newsletter.

Diferencial competitivo: o que é preciso para conquistá-lo?

Independentemente de sua área de atuação, se levarmos em consideração que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, é importante traçar as melhores estratégias para que você se diferencie de outros profissionais. Mas como colocar isso em prática? Quais são as melhores formas de adquirir diferencial competitivo hoje em dia? Confira estas sugestões:

Atualize-se

Um dos maiores impeditivos para que você se destaque de outros profissionais de sua área é a falta de atualização. Isso pode ocorrer em diversos aspectos: acadêmicos, técnicos, em relação às principais tendências do mercado, entre outras coisas.

Não é por outro motivo que essa dica encabeça a nossa lista: é uma das medidas mais importantes que você deve internalizar. Busque ler artigos, notícias e blogs especializados em sua área de atuação. Aproveite o tempo livre para aprimorar seus estudos, reciclar conhecimentos profissionais e participar de cursos e eventos de atualização.

Seja flexível

Já falamos aqui sobre como a flexibilidade e a capacidade de adaptação são algumas das sete características profissionais mais buscadas pela empresa. No entanto, é imprescindível que você aplique esses conceitos também em sua rotina de trabalho.

Profissionais flexíveis são aqueles dispostos a assumir novos desafios, inovar em termos de gestão, se adaptar às características de um mercado em constante transformação, além de recepcionar os desafios como uma chance de novos aprendizados. Adote você também essa máxima profissional e veja como seu trabalho terá maior respaldo entre superiores, líderes e outros profissionais.

Faça uma pós-graduação

Cursos de pós-graduação são ótimas formas de se diferenciar da concorrência. Cada vez mais, não basta contar apenas com uma graduação no currículo. Os melhores profissionais são aqueles que estão em constante desenvolvimento, e um currículo acadêmico atualizado demonstra isso. É bastante possível que a capacitação profissional seja a questão mais importante na vida de um profissional, sendo considerada o principal ponto para garantia de um diferencial competitivo em processos seletivos e decisões de promoção de funcionários.

Ao escolher seu curso de pós-graduação, dê preferência a instituições de ensino de qualidade, que tenham boa reputação não apenas no mercado em que você atua, como também entre os gestores, CEOs e outros profissionais que você tem como referência. Para obter essas informações, vale a pena conversar com essas pessoas, fazer uma ampla pesquisa e encontrar a pós-graduação mais adequada para o futuro profissional que você deseja.

Explore conhecimentos de gestão de pessoas

Não importa a área em que você atua: quanto mais você progride na carreira, maiores serão as funções relacionadas à gestão de pessoas e equipes. Infelizmente, ainda que isso seja uma constante no dia a dia de profissionais de sucesso, não se ensina gestão de recursos humanos em grades curriculares e estágios de formação profissional.

Por isso, se destaque de seus concorrentes por meio de um conhecimento aprofundado de gestão estratégica de pessoas. Cursos de pós-graduação nessa área, leituras especializadas no tema e aplicações práticas de técnicas de recursos humanos no ambiente corporativo são boas formas de colocar isso em prática. E se você realmente tem interesse em assumir cargos de gerência, confira aqui 7 passos para atingir esse objetivo antes dos 30 anos.

Compreenda as metodologias utilizadas na gestão de projetos

Por falar em gestão, outro aspecto natural envolvido na progressão de uma carreira é o crescimento de responsabilidades na área de gestão de projetos. Afinal, os procedimentos de produção, prestação de serviços, concepção de conceitos e desenvolvimento de atividades no ambiente corporativo, independentemente do ramo, fazem parte do cotidiano de um profissional em ascensão.

Para não ficar para trás, invista em capacitação nessa área. A exemplo do que pode ser feito com a gestão de pessoas, você pode cursar uma especialização e aprofundar suas leituras sobre esse tema!

Entenda a melhor forma de aplicar seus conhecimentos

Ainda que capacitação técnica e acadêmica seja importante, nem todos os profissionais que passam por esse curso sabem como aplicar os conhecimentos adquiridos no cotidiano da empresa. De nada adianta se especializar se você não souber como aquilo poderá ter relevância prática.

Por essa razão, sempre busque um diferencial competitivo em seu dia a dia profissional por meio da aplicação prática de informações, tendências, publicações e outras notícias que possam ser significativas para seu sucesso profissional. Não fique apenas na teoria. Experimente, teste diferentes práticas, invista em laboratórios reais de aplicação desses conhecimentos.

Acompanhe as principais tendências do mercado

A maioria das áreas de atuação profissional está em constante mudança, As transformações são variadas: novas formas de organizar processos, inovações tecnológicas, nichos de mercado ainda não explorados, retorno de padrões antigos de produção e consumo, entre outras coisas. Por que não ter mais atenção a essas tendências de mercado?

Para ficar por dentro desse tipo de transformação, é essencial acompanhar as principais publicações de sua área, bem como participar de eventos especializados. Para se adaptar em áreas altamente reguladas, como Telecomunicações e Direito, por exemplo, é preciso ficar atento às mudanças legislativas e decisões jurisprudenciais. Se você atua em uma área que apresenta mais barreiras de entrada a novos atores, o ideal é que sejam priorizadas pesquisas de mercado e tendências de consumo.

Invista em networking

Outra maneira de contribuir para seu diferencial competitivo no mercado de trabalho é um investimento constante em networking. Ainda que você esteja feliz na empresa em que atua, ou não deseje nem mesmo mudar de área, é sempre bom manter os mais diferentes contatos profissionais que podem vir a ser relevantes no futuro.

Um bom networking, no entanto, passa por duas estratégias distintas de desenvolvimento. A princípio, é preciso captar novos contatos e estabelecer novos relacionamentos profissionais. Para isso, você pode participar de cursos, eventos, congressos e reuniões com pessoas que sejam referência em sua área de atuação.

Em um segundo momento, você deve cultivar esses contatos, seja por e-mails, telefonemas e reuniões ocasionais, seja por meio de troca de favores profissionais, indicações e outros tipos de colaboração no ambiente de trabalho.

E você? O que tem feito para adquirir um diferencial competitivo em seu dia a dia? Aproveite também para conferir um passo a passo sobre como alcançar sua ascensão profissional!

Gestão de Projetos: 7 motivos para se formar nessa área

A área de Gestão de Projetos é bastante promissora, pois, como é capaz de gerar os resultados esperados no planejamento estratégico das empresas, é cada vez mais valorizada no mundo corporativo. A versatilidade de atuação que essa área proporciona ao gerente de projetos é significativa. Ao dominar as competências necessárias para a correta execução das atividades de um projeto, esse profissional fica apto a atuar em diferentes tipos de organização e, consequentemente, ele aumenta a própria empregabilidade.

Acompanhe, a seguir, 7 motivos para você se formar em Gestão de Projetos e aproveitar as oportunidades dessa área de atuação:

Profissional altamente requisitado pelo mercado

A profissão de gerente de projetos é relativamente recente no mundo. A partir da década de 1990, ela começou a ganhar destaque nos países mais desenvolvidos economicamente. No Brasil, a Gestão de Projetos é ainda mais recente: só por volta dos anos 2000 foi que essa área passou a ser vista com mais atenção pelas organizações no país.

Nos últimos anos, porém, a demanda por gerentes de projetos aumentou de forma significativa no Brasil. Os eventos da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, foram somente alguns dos acontecimentos que necessitaram de um grande número de profissionais envolvidos com a Gestão de Projetos.

Como essa área otimiza a atuação das empresas, já que os projetos são feitos para terem começo, meio e fim, as organizações têm percebido que ter equipes focadas em projetos — e não mais só em departamentos — gera mais competitividade para os negócios. Dessa forma, cresce a procura por gerentes de projetos altamente capacitados e capazes de entregar resultados nos prazos combinados.

Capacitação para alocação eficiente de recursos

No dia a dia da profissão, o gerente de projetos passa por constantes desafios para alocar de maneira eficiente os recursos disponíveis, sejam materiais, humanos, tecnológicos, financeiros etc. Para que as entregas possam ser realizadas de forma adequada, dentro do escopo, com a qualidade esperada e no prazo estabelecido, o gerente de projetos deve ser capaz de fazer uma alocação otimizada dos recursos.

Os conhecimentos aprendidos por esse profissional permitem a criação de uma grande bagagem intelectual ou know-how, que o capacita a se tornar um solucionador de problemas para as empresas. Como forma de recompensa, um gerente de projetos com alta grau de eficácia tende a ser bem remunerado pelo mercado de trabalho.

Desenvolvimento de múltiplas competências

O gerente de projetos acompanha as iniciativas de ponta a ponta. Ele coordena, por exemplo, as seguintes etapas de um projeto:

  • a iniciação;
  • o planejamento;
  • a execução;
  • o monitoramento e o controle;
  • e o encerramento.

Dentro da Gestão de Projetos, vista de forma abrangente, esse profissional ainda gerencia estas 10 áreas:

  • a integração;
  • o escopo;
  • os custos;
  • a qualidade;
  • as aquisições;
  • os recursos humanos;
  • a comunicação;
  • o risco;
  • o tempo;
  • e os stakeholders (partes interessadas).

Para ter êxito em tudo o que envolve um projeto, o gerente precisa de uma formação ampla, para que ele tenha desenvoltura e eficácia na coordenação dos trabalhos. Ao desenvolver várias competências (conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes), o gerente de projetos adquire características de um “profissional completo”, capaz de reunir as condições necessárias para ascender na carreira dentro de uma organização.

Aperfeiçoamento contínuo com a Gestão de Projetos

Cada projeto é único. Por mais que algumas técnicas e ferramentas possam ser utilizadas em várias iniciativas, há elementos particulares em cada projeto. Portanto, o gerente e a equipe precisam estudar as singularidades dos trabalhos, na fase de iniciação. Dessa maneira, quem se dedica à Gestão de Projetos vive em contínuo aprendizado, para poder entregar os resultados de acordo com os requisitos dos clientes.

No final do projeto, o gerente ainda é responsável por colher as chamadas lições aprendidas, que mais tarde podem ser incorporadas a processos rotineiros e a novos projetos.

Treinamento de liderança

O exercício da liderança é inerente à Gestão de Projetos. Para que os resultados sejam esperados de acordo com os requisitos dos clientes, o gerente de projetos deve ser capaz de influenciar a equipe e de coordenar esforços para que as atividades sejam feitas com o grau de excelência adequado às necessidades dos contratantes.

Além de motivar os liderados, o gerente deve ser capaz de solucionar conflitos, dar feedback, alocar as pessoas certas em funções estratégicas para o êxito do projeto, repassar informações para os subordinados etc. Nesse sentido, a Gestão de Projetos é um ótimo exercício de liderança para o profissional que se dedica a esse campo de conhecimento.

Estratégias de gerenciamento de risco

O gerente de projetos por vezes pode ser comparado a um estrategista, que analisa a viabilidade de partir de um ponto A (estágio atual) para chegar a um ponto B (estágio esperado). Para tanto, esse profissional utiliza ferramentas de avaliação de cenário — como a matriz SWOT, pela qual identifica os pontos fortes e os fracos do ambiente interno da organização, e as oportunidades e as ameaças do contexto externo.

Para se tornar um gerente de projetos eficaz, esse profissional precisa aprender bastante sobre gerenciamento de risco. Dessa maneira, ele pode conter eventuais fatores que possam impedir a concretização dos objetivos propostos para o projeto. Ao adquirir a capacidade de gerenciar riscos com efetividade, o gerente adquire um excelente diferencial competitivo para a própria carreira.

Diversidade de temáticas trabalhadas

Praticamente em todas as áreas e empresas é possível se realizar projetos. Da criação de um produto ao lançamento de um evento, diversas são as possibilidades de atuação de um gerente de projetos. Como as técnicas e ferramentas aprendidas por esse profissional podem ser usadas em diferentes atividades, o campo de trabalho do gerente é bastante amplo.

Dessa forma, quem pretende se formar na área de Gestão de Projetos tem grandes chances de ser contratado no mercado de trabalho, devido à demanda das empresas por profissionais capazes de alocar pessoas e recursos para a conquista dos objetivos do negócio.

Você se interessou pela Gestão de Projetos e quer construir a sua carreira nessa área? Então, entre em contato com a IBS Business School e saiba como você pode obter essa formação.

Inovação em serviços: por que esse deve ser o foco das empresas hoje?

No cenário atual, a inovação em serviços deve estar cada vez mais entre os objetivos do planejamento estratégico das organizações. Devido ao avanço da tecnologia, como a disseminação da internet em praticamente toda a sociedade, os hábitos e as necessidades dos consumidores mudaram bastante em relação aos comportamentos de décadas passadas.

Hoje em dia, , por causa das novidades constantes apresentadas pelos diferentes segmentos de mercado, algo que ocorria em 2010 pode ser considerado ultrapassado. Diante desse contexto desafiador, as empresas precisam estar atentas às tendências de consumo e às mudanças da realidade em que estão inseridas para poderem inovar e satisfazer os anseios dos clientes.

Se você quer manter a empresa onde atua competitiva no mercado, saiba neste post o que é inovação e como ela pode ser usada em diferentes áreas para criar diferenciais significativos para o sucesso do negócio.

O que é a inovação em serviços e por que ela importa para as empresas?

Você talvez já tenha percebido que alguns termos, como inovação e sustentabilidade têm sido banalizados no mundo empresarial. Ao acessar a página institucional de um negócio, é comum ler que a organização é inovadora. O adjetivo, sem dúvida, é visto como algo positivo pelo mercado, mas será que de fato a empresa é digna da distinção?

Antes de tratarmos especificamente da inovação em serviços, precisamos saber o que é o ato de inovar e diferenciá-lo do ato de descobrir e da ação de inventar. Se no passado as descobertas eram comuns na ciência, hoje em dia elas são mais raras. Nesse caso, algo que já existe é identificado e classificado pelo ser humano, como um planeta ou uma espécie de animal ou vegetal.

A invenção, por sua vez, trata-se de uma criação. Com base na observação da realidade e diante de necessidades do dia a dia, uma pessoa pode pensar em algum objeto e, em seguida, desenvolver um protótipo da ideia. Quem nunca ouviu histórias de inventores excêntricos da humanidade, como Leonardo da Vinci?

O doutor Emmett Brown, interpretado por Christopher Lloyd na série de filmes De Volta para o Futuro, pode ser um exemplo de inventor na ficção. Já no mundo real, o brasileiro Santos Dumont e o americano Thomas Edison deixaram como legado para humanidade grandes criações, como o avião e a lâmpada elétrica, respectivamente.

Embora a história possua muitos inventores famosos, hoje em dia ainda existem pessoas que se dedicam a pensar produções inéditas. Muitas dessas criações, inclusive, são patenteadas. Outras ficam à espera de um investidor-anjo, por exemplo, para saírem do papel. O fato é que uma invenção se caracteriza por não ser desenvolvida em larga escala e por não ser vendida no mercado, diferentemente de uma inovação.

O ato de inovar, portanto, está ligado à criação de uma melhoria para algo já existente — no caso da inovação incremental — ou ao surgimento de alguma coisa inédita — no caso da inovação radical. Enquanto na 1ª situação a inovação se trata de um aperfeiçoamento, a 2ª diz respeito a uma criação revolucionária, que muitas vezes necessitará de que o público seja educado para utilizá-la.

Agora que você já tem uma noção do que seja inovar, vamos tratar especificamente da inovação em serviços e dos motivos pelos quais ela é tão importante. Como você bem sabe, o serviço é um produto que não pode ser estocado e que acontece no ato da própria prestação para o cliente. Em muitos casos, o feedback do consumidor é dado na mesma hora da execução do serviço.

No consumo de bens materiais, como uma roupa ou um eletrodoméstico, a pessoa poderá demorar semanas ou meses para formar uma opinião embasada a respeito do produto. Já o consumo de um serviço tende a ser imediato e, por isso, a satisfação do cliente precisa ser atingida no ato da prática da atividade.

Como você deve saber, em grande parte dos países desenvolvidos e emergentes, o setor de serviços está na dianteira das economias em relação à indústria e à agricultura. Em muitos segmentos de mercado da área de serviços, as barreiras de entrada de concorrentes são menores do que em segmentos industriais. Afinal, o investimento necessário para a construção de uma fábrica é considerável.

Num cenário de forte concorrência no setor de serviços, as empresas precisam se reinventar constantemente para manterem ou aumentarem a participação de mercado, satisfazerem as necessidades dos clientes e garantirem a saúde financeira do negócio. Nesse contexto, a inovação em serviços é de extrema importância para proporcionar competitividade para uma organização.

Veja, a seguir, como os empreendimentos podem inovar em diferentes áreas, de modo a crescer nos segmentes em que atuam.

Inovação empresarial: veja as 4 formas básicas de evolução de uma empresa

Quando se fala em inovação, o público leigo logo pensa em tecnologia de ponta, como robôs, softwares, criações revolucionárias etc. Porém, o ato de inovar abrange diversas áreas de um negócio, como organização, marketing, vendas, entre outras.

Apresentamos, a seguir, algumas possibilidades de aperfeiçoamento de empresas, com destaque para a inovação em serviços.

Inovação em processos

Ao longo da história, podemos identificar vários casos de inovação em processos, como a linha de montagem, na época do Fordismo (início do século XX), que revolucionou a indústria. No decorrer do tempo, várias outras inovações ocorreram em processos, como a automatização de tarefas por meio de softwares. Até mesmo no setor público há inovações nesse sentido, como a votação por intermédio da urna eletrônica.

Para se manterem competitivas, muitas empresas estudam os próprios processos produtivos em busca de melhorias, para tornar a produção mais eficiente e eficaz, com um nível de qualidade que satisfaça os clientes. Em algumas organizações esses estudos são realizados nos âmbitos dos departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

A retirada de gargalos de produção, como questões burocráticas internas ou até externas, pode ser exemplo de inovação em processos. Nos últimos anos, muitos softwares — como os de planejamento de recurso corporativo (ERP, do inglês Enterprise Resource Planning), de gestao de relacionamento com o cliente (CRM, do inglês Customer Relationship Management) e de gestão de documentos e assinaturas digitais — têm transformado os processos internos das organizações.

As inovações em processo geralmente buscam otimizar a utilização de recursos, ou seja, fazer mais com menos e, assim, diminuir os custos de produção. Dessa maneira, a empresa consegue oferecer preços competitivos para o mercado.

Inovação em serviços (ou produtos)

A inovação em serviços tem grande relevância para as empresas, porque ela (ou a falta dela) é mais facilmente percebida pelos clientes. Nesse sentido, em alguns casos os aprimoramentos partem de iniciativa própria das organizações ou de sugestões ou reclamações dos consumidores.

A negociação de dívidas pelo internet banking, sem a necessidade de se falar com o gerente, e a utilização dos smartphones para pagamento e recebimento com cartão de crédito são alguns exemplos de inovação em serviços nos últimos anos. A proposta, nesses casos, é proporcionar rapidez e comodidade para os clientes.

Como o setor de serviços é muito amplo, as possibilidades de inovação também são extensas, como nos materiais necessários para a prestação de uma atividade, nos pacotes ofertados, no tipo de atendimento, na logística etc.

Não podemos perder de vista que serviços também são produtos, embora intangíveis e não estocáveis. Ainda assim, o que a empresa oferece para o cliente é um produto “fechado”, com características próprias e expectativas de uso. Nesse sentido, as organizações precisam constantemente pensar em novos produtos para atender às demandas ocultas dos consumidores.

Com o ritmo acelerado da vida moderna, muitas pessoas passaram a ter necessidades específicas, que não existiam há alguns anos. Por exemplo: com o grande número de solteiros ou de casais sem filhos que têm animais mas que não têm com quem deixar os bichos em casa, os pet shops começaram a oferecer o serviço de “creche” para animais.

Como você pode perceber, muitas oportunidades do dia a dia podem ser fonte de inovação em serviços. Basta que a empresa esteja atenta às tendências de consumo e de comportamento dos indivíduos.

Inovação em mercado

Em alguns casos, a inovação em serviços pode se transformar em uma inovação em mercado, seja por meio do desenvolvimento de algo inédito, que levará à criação de um nicho de mercado ou à expansão de negócios de uma empresa para áreas que não façam parte do core business dela.

Se no passado algumas instituições de ensino ofereciam cursos presenciais e, como complemento do serviço, aulas a distância em DVDs, hoje em dia há empresas especializadas somente em ensino por meio da internet.

Algumas inovações em mercado representam quebras de paradigma culturais, como a venda de conteúdo de vídeo em streaming (fluxo de mídia), que permitiu aos consumidores assistir a filmes e a séries quando quiser. Enquanto a Netflix atua com esse modelo, algumas empresas de telecomunicações buscam complementar o serviço de TV por assinatura com o oferecimento de conteúdo sob demanda.

A inovação em mercado precisa ser pensada com bastante cuidado para que a organização não perca a identidade e não venha a perder foco e competitividade na principal atividade-fim. Por outro lado, em certos setores esse tipo de inovação deve fazer parte do radar da empresa para que ela não deixe de existir no longo prazo.

Você já deve ter ouvido histórias de empresas que faliram porque não identificaram profundas mudanças nos setores em que atuavam. Quem via apenas disquetes, CDs e DVDs como fonte de receita se esqueceu de que o negócio em questão era armazenamento de dados — área cada vez mais necessária na sociedade atual. A propósito, a chamada computação em nuvem (cloud computing) é uma das tendências dessa área.

A inovação em mercado também pode ocorrer por meio de um novo modelo de negócio, como é o caso do mercado de infoprodutos na internet, que proporciona ganhos de escala significativos para os participantes e baixos custos de produção.

Inovação organizacional (ou gerencial)

O ato de inovar não se restringe a aspectos visíveis e externos mas também a questões internas das empresas, como o modelo de organização. A chegada da chamada geração Y no mercado de trabalho e, consequentemente, o aparecimento dela como classe consumidora coincidiu com muitas inovações organizacionais.

Os escritórios compartilhados, os trabalhos home office, as conferências on-line, o uso de gamificação nas avaliações de desempenho, a gestão de projetos e a gestão de indicadores são alguns dos exemplos de inovações organizacionais.

Embora o Google seja exemplo de empresa inovadora em modelo gerencial, organizações de outros segmentos buscam se tornar referências nessa área. É bem verdade que companhias presentes há bastante tempo no mercado têm certa dificuldade de inovar em gestão devido ao tamanho da própria estrutura, ao fato de terem sido concebidas em cenários diferentes do atual e, às vezes, à resistência das pessoas que nelas atuam.

Portanto, a inovação organizacional em empresas com grande bagagem de mercado deve ter um papel fundamental da alta direção para que seja possível implementar aperfeiçoamentos gerenciais. A inovação em processos e o avanço tecnológico, sem dúvida, contribuem para forçar melhorias nos modelos de gestão das empresas. Afinal, em alguns casos, se nada for feito, o que está em risco é a própria sobrevivência do negócio.

Inovar para crescer: como os processos de inovação contribuem para a evolução empresarial?

Você já tem noção da importância da inovação para uma organização, mas talvez se questione como se faz para inovar, não é mesmo? Saiba, então, que o ato de inovar não é apenas fruto de insights ou sugestões isoladas de melhoria. Empresas comprometidas em evoluir possuem processos de inovação bem definidos, de modo a criar condições para que ideias se transformem de fato em diferenciais competitivos.

Os processos de inovação podem variar conforme a empresa. Enquanto algumas utilizam de brainstorming (tempestade de ideias) para colher todo tipo de sugestão, outras focam o ato de inovar em algum gargalo de produção e, assim, buscam uma melhor relação de custo-benefício. A postura de inovação mais focada na resolução de problemas é justificada pela eficiência da alocação de recursos.

Seja qual for o caso, os processos de inovação contribuem de forma significativa para o crescimento de um negócio. As empresas que possuem uma estrutura própria para incentivar e desenvolver inovações podem ser pioneiras em determinas tecnologias e, com isso, ganhar as vantagens de largar na frente da concorrência em áreas ainda não exploradas.

Já empresas que não querem ser ultrapassadas no mercado em que atuam fazem uso da inovação para se equipararem às líderes. Nesse caso, a propensão a inovar evita que a organização fique parada no tempo e venha a perder clientes.

Big Data e Business Intelligence: por que aproveitar a tecnologia para inovar?

Enquanto uma invenção pode ser algo conceitual, a inovação precisa trazer benefícios mensuráveis, que sejam percebidos pelo público e gerem valor para a empresa. Nesse sentido, o ato de inovar não pode apenas ser fruto da mente de uma pessoa ou grupo de indivíduos. Se uma inovação em serviços, por exemplo, não for bem aceita pelo público, no final das contas, o esforço pode ter sido em vão.

Se antigamente saber a opinião e desvendar as necessidades dos consumidores era uma tarefa difícil e cara, que precisava ser feita com o auxílio de pesquisas específicas para esse fim, hoje em dia a situação mudou bastante. Com o uso da tecnologia, as pessoas passaram a produzir uma quantidade enorme de dados, nunca antes vista na história da humanidade.

A era digital ou a era da informação é marcada por uma constante produção de dados, de registros de funcionamento de uma máquina em uma empresa até as informações postadas pelas pessoas nas redes sociais. Com a internet, os dados podem ser captados e armazenados pelas organizações.

Nesse contexto, o Big Data (uma grande quantidade de dados vindas de vários fontes) pode ser um suporte relevante para a atuação das empresas. Com as ferramentas da Tecnologia da Informação (TI), as empresas podem coletar, armazenar, processar e interpretar os dados que sejam pertinentes ao negócio que desenvolvem.

Além disso, dados de várias fontes, tanto quantitativos quanto qualitativos, podem ser cruzados e dar origem a perfis de consumidores. Com o uso do Big Data também é possível prever tendências e, assim, promover ações antecipadas. Os dados das pesquisas nos buscadores da internet, como o Google, podem ser interpretados e gerar previsões em vários âmbitos, da moda à saúde. Com o recurso da geolocalização, a empresa ainda pode detalhar os dados por região de atuação.

As próprias empresas podem coletar dados durante as prestações de serviços e, dessa maneira, mensurar a experiência do cliente. Algumas informações podem demonstrar o comportamento do usuário ao interagir com determinado serviço e, assim, a empresa pode saber se ele teve ou não facilidade em utilizar certas funcionalidades.

Enquanto o Big Data diz respeito ao conjunto de dados em si, o Business Intelligence (BI) está ligado ao uso do material coletado, processado e interpretado para suporte da tomada de decisão dos gestores. Como cada vez mais há menos espaço para o “achismo” no mundo corporativo, o BI proporciona fundamentos para as estratégias das empresas.

Como a tecnologia permite a captação de uma grande quantidade de dados, que são fruto de ocorrências reais e não apenas de testes de simulação, a empresa pode utilizar Big Data e BI para desenvolver inovações internamente. Ao ter metodologias próprias para lidar com os dados, as organizações podem tirar conclusões de determinadas situações de interação com o cliente e, a partir daí, identificar pontos que devem ser melhorados no negócio.

Dessa forma, o esforço de inovação da empresa é direcionado para suprir necessidades de fato comprovadas pelos dados. Além disso, o material coletado pode eventualmente servir de insight para inovações radicais. Muitas vezes a informação vista sob um olhar incomum pode despertar na equipe da empresa ideias com grande potencial de comercialização e pouco exploradas. Esse tipo de situação pode ser ilustrada pela frase “como ninguém nunca pensou nisso antes?”.

Principais desafios da inovação em serviços e produtos hoje

Como mencionamos no início, não basta apenas uma organização dizer que é inovadora para que ela de fato seja. Não podemos nos esquecer de que inovação em serviços e produtos requer pesquisa, investimento, resiliência e cultura de inovação internalizada pelos colaboradores da empresa.

Vários podem ser os processos e os métodos de inovação em serviços e produtos. Ainda assim, grande parte deles pode utilizar as 4 funções administrativas:

  • planejamento;
  • organização;
  • direção;
  • e controle.

Dessa maneira, o ato de inovar passa a não ser algo isolado e se torna uma ação contínua na empresa.

Como você deve saber, o processo de validação de um produto ou de um serviço até que ele esteja pronto para ser comercializado demanda tempo e recursos humanos, materiais e financeiros. E os testes são indispensáveis para que a organização saiba dimensionar o gerenciamento de risco e os seus pontos fortes e fracos.

Empresas que não possuem uma visão de futuro estruturada e que só pensam em vencer a concorrência no presente podem ter dificuldade para investir em inovação em serviços e em produtos por quererem retorno imediato. O problema dessa estratégia é que o negócio pode esgotar a oferta de determinado bem e, com uma mudança de cenário, não ter um serviço ou produto substituto.

Para lidar com um possível plano B, algumas companhias proprietárias de redes sociais, como o Facebook, buscam fazer aquisições de negócios lucrativos que tenham potencial de crescimento. Dessa maneira, protegem-se de um eventual esgotamento no negócio principal.

Conclusão

Como você pode perceber no decorrer deste post, a inovação em serviços é essencial para que uma empresa conquiste diferenciais competitivos e vença a concorrência. Para terem processos contínuos de inovação, as organizações devem investir nessa área.

A contratação de profissionais qualificados, o uso da tecnologia para produzir melhorias, o foco dos resultados no cliente final e uma cultura flexível que não se oponha à inovação são requisitos para que uma empresa se reinvente e possa oferecer o que há de melhor no segmento de mercado em que atua.

Quando a alta direção apoia a inovação empresarial e abre espaço para que os diferentes stakeholders do negócio participem com sugestões de aperfeiçoamentos, a empresa só tem a ganhar com a melhoria dos resultados.

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Gestão de negócios: dicas para um planejamento estratégico mais consistente

A implementação de um planejamento estratégico consistente é uma forma de melhorar a eficiência de uma companhia. É por meio dele que uma empresa define com clareza a sua missão, a sua visão, os seus valores e o seu posicionamento no mercado.

Além disso, um modelo de gestão instaurado a partir do planejamento permite reforçar a cultura corporativa da companhia não só internamente mas também junto aos públicos de relacionamento.

Ou seja, quando bem estruturado e cascateado em todos os níveis da organização, o planejamento estratégico permite que a companhia estabeleça diferenciais, vantagens competitivas e focos claros de atuação — elementos essenciais para orientar uma empresa em direção ao crescimento.

Veja, neste post, 12 dicas para um planejamento estratégico mais consistente para uma boa gestão de negócios.

A importância do planejamento estratégico

“A formulação, implantação e gestão do planejamento estratégico devem seguir alguns passos fundamentais que definirão o êxito da empreitada”, afirma o CEO da consultoria DOM Strategy Partners e especialista em estratégia corporativa, Daniel Domeneghetti.

Segundo ele, qualidade, dedicação e compreensão são alguns dos aspectos que vão compor os direcionamentos estratégicos essenciais para o negócio. Se esses fatores forem observados e implementados, os desafios inerentes ao processo podem ser mitigados e até mesmo evitados.

A gestão de negócios na prática

O começo

Uma das premissas centrais a ser respeitada na construção de um planejamento mais consistente se refere à objetividade na construção dos cenários estratégicos e a consequente avaliação de seus riscos e retornos reais e potenciais.

Os principais erros nessa etapa, que compreende a análise do contexto competitivo externo e das forças e fraquezas internas, incidem principalmente na superficialidade dos subsídios utilizados e na insuficiência ou falta de objetividade na análise das variáveis envolvidas.

A superficialidade no processo induz a delineação de cenários com baixas probabilidades de concretização, assim como à ignorância de outros potencialmente viáveis e interessantes. “Isso coloca em risco toda a eficácia e a correção do desdobramento da estratégia”, diz Domeneghetti.

O desenvolvimento

Para o consultor e especialista em gestão de negócios Rodrigo Morgan, o bom planejamento estratégico deve assegurar que todas as áreas relevantes da organização sejam envolvidas e que as fases principais do planejamento estratégico sejam contempladas, de maneira sistemática, para que o plano de ações seja consistente e efetivo.

“Inicie com o estabelecimento da missão, da visão e dos valores que, além de suportarem o posicionamento da organização, vão orientar os seus objetivos e direcionar a sua trajetória”, ensina Morgan.

Após isso, é recomendado efetuar uma análise criteriosa dos ambientes interno e externo para estabelecer os objetivos, as estratégias e as ações para alcançá-los. “A partir daí, resta o monitoramento dos resultados, que levará ao aprimoramento do planejamento e a correção de rota, se necessário”, explica o consultor.

O professor universitário André Carvalho faz coro. Segundo ele, é fundamental construir um plano de ação executável e com prazos bem definidos. Para cada etapa do plano de ação, monitore sua execução por meio de indicadores preestabelecidos.

O erro

Já o sócio head de estratégia da Tudo, agência do Grupo ABC, Cleber Paradela, alerta: “fazer planejamento estratégico não é cumprir uma receita de bolo”. Em geral, planejar é levar algo do ponto A para o ponto B. Para isso é preciso entender muito bem qual é o ponto A e por que você precisa sair dele.

Nessa hora, você deve identificar qual é o verdadeiro problema a ser resolvido e, depois, entender qual é o seu objetivo. “As ferramentas estão disponíveis para ajudarem a traçar essa rota, sejam elas um business plan tradicional ou post-its”, diz Paradela. “Mas é preciso tomar cuidado, porque as ferramentas são feitas para nos servirem, e não o contrário. Não vire escravo de metodologias nem de frameworks”.

Dicas para construir um bom planejamento estratégico

  • Contextualize o cenário competitivo atual e futuro (incluindo a indústria, setor, mercados de atuação e ecossistema de negócios);
  • elabore um plano de ação com objetividade e clareza na definição de indicadores relevantes e na avaliação de desempenhos e recompensas e/ou punições;
  • faça a escolha, a alocação, a legitimação e a instrumentalização das áreas/pessoas certas para as funções e metas focadas em cada período do ciclo estratégico;
  • defina a missão, a visão e os valores da companhia;
  • certifique-se de que as pessoas envolvidas estejam comprometidas com as datas e as reuniões. Evite interferências externas — como ligações, e-mails e conversas por aplicativos nos smartphones;
  • deixe os seus paradigmas em casa e estimule o brainstorm de ideias;
  • assegure-se de que cada ação elencada no plano tenha 1 — e não mais que 1 — colaborador responsável, com prazos claros;
  • estabeleça uma rotina sistemática e formal de avaliação e garanta foco nas reuniões;
  • garanta que o plano seja comunicado e cascateado a todos os níveis da organização para assegurar uniformidade no seu entendimento;
  • conte com a ajuda de um consultor externo especializado. Ele vai auxiliar, de forma imparcial, na construção do plano;
  • faça uma análise Fofa (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças), ferramenta que ajuda a organização a identificar seus pontos fortes e fracos;
  • siga o princípio básico conhecido como Smart na hora de traçar as metas e objetivos da empresa: Specific (específico), Measurable (Mensurável), Attainable (Atingível), Relevant (Realista) e Time Bound (atrelado a prazo).

Benefícios do planejamento estratégico

  • Ajuda a empresa a elaborar e/ou revisar sua estratégia, tendo em vista o mercado, o seu posicionamento, as suas ambições, os seus diferenciais e as suas capacidades;
  • apresenta, com transparência, os objetivos, as metas e as ações aos stakeholders;
  • seleciona os key performance indicators (KPIs ou indicadores-chave de desempenho) que mais se adéquam aos objetivos estratégicos traçados;
  • define responsáveis para as metas estipuladas;
  • possibilita a implementação e a revisão em ciclos periódicos;
  • traz um modelo de avaliação de resultados/performance e um modelo de gestão;
  • reforça a cultura corporativa da empresa junto aos seus stakeholders.

Os prejuízos da falta de planejamento

“A falta de planejamento cega e desfoca”, constata Cleber Paradela. Segundo ele, esse tipo de atitude abre espaço para improvisos, decisões emocionais ou geração de esforço desnecessário em iniciativas que em nada contribuirão para os resultados.

Ainda de acordo com ele, é sempre bom ter claro que não existe planejamento bom feito por uma única cabeça — planejamento se trata de troca e de colaboração. Afinal, como poderia um publicitário fazer um planejamento de comunicação de uma marca de vodca sem ouvir a opinião do mixologista que passa as noites servindo drinques para os consumidores?

Todo mundo é um “mini-especialista” nos assuntos com os quais mais convive e de que mais gosta. “Encontre os seus ‘mini-especialistas’, e o seu planejamento será muito mais profundo e verdadeiro”, frisa Paradela.

Agora que você sabe tudo sobre gestão de negócios e planejamento estratégico, é hora de pensar nos ativos financeiros da companhia. Baixe o e-book “Guia de finanças corporativas: veja como reduzir custos e otimizar recursos na empresa” e descubra como você pode ajudar sua organização a ser cada vez mais eficiente.

O que é governança corporativa e por que ela importa no cenário atual?

As empresas podem já nascer com práticas de governança corporativa ou implementá-las em algum momento da sua trajetória. Entretanto, especialistas não têm dúvida: adotar ferramentas de governança corporativa mitiga riscos e torna a empresa mais eficiente e profissionalizada.

Acordo de acionistas, plano de remuneração, definição dos deveres dos executivos, planejamento estratégico com revisão contínua e formação de conselhos de administração com membros externos e independentes são algumas das boas práticas corporativas.

“Se a reputação é o nome do jogo, uma marca bem cuidada ao longo dos anos vale mais do que qualquer ganho de curto prazo”, declara o especialista em estratégia corporativa e CEO da consultoria DOM Strategy Partners, Daniel Domeneghetti. “Ainda mais se o ‘tempero’ da credibilidade for uma boa dose de governança corporativa.”

Neste post, você vai descobrir por que esse assunto é importante. Acompanhe:

O que é governança corporativa

A governança tem como escopo de aplicação toda e qualquer organização, e envolve desde os aspectos relacionados à gestão até as questões ligadas à missão, à visão, aos valores e às políticas corporativas, bem como ao relacionamento com os stakeholders.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC):

Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.

As boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.

A importância da governança corporativa

“O foco no atingimento dos objetivos da empresa, incluindo a minimização de potenciais conflitos com outras partes, deve incorporar valores e princípios como transparência, estado de direito, responsabilidades claras, decisões orientadas ao consenso e respeito às partes envolvidas”, afirma Daniel Domeneghetti.

Segundo o especialista em estratégia corporativa, a eficácia dos processos e das estratégias corporativas priorizadas também devem ser levadas em conta, pois são questões de suma importância. Afinal, uma estrutura de governança tem como objetivo ampliar a qualidade da gestão e o valor da organização.

Para o sócio da assessoria contábil Gorioux Faro do Brasil Fernando Segato Afonso, a governança corporativa mostra-se cada vez mais importante no cenário atual, com os crescentes problemas de corrupção. “Ela ajuda a evitar maiores prejuízos para as diversas partes interessadas”, diz.

O mercado globalizado

Há alguns anos, o modelo empresarial brasileiro passa por uma fase de transição em que as empresas evoluíram, em sua maioria, de uma administração familiar e de um controle acionário sem poder de decisão para uma estrutura nova e mais profissionalizada.

As companhias conquistaram investidores institucionais, fragmentaram o controle acionário e colocaram maior foco na eficiência econômica e na transparência da sua gestão.

Vários fatores têm influenciado mudanças nesse sentido, como as privatizações, os impactos da globalização, a necessidade de financiamento — e, consequentemente, a postura mais ativa dos investidores.

“As empresas que investem em governança corporativa apresentam um diferencial competitivo interessante, maior preparo para atender demandas rápidas, melhor organização para atender o cliente e menor custo operacional”, Fernando Segato Afonso.

De acordo com ele, em um mundo globalizado, companhias sem essa preocupação raramente conseguem fazer frente a empresas internacionais com estruturas de controles e governança.

Os benefícios da governança corporativa

O professor universitário André Carvalho lista algumas das vantagens que a governança corporativa:

  • profissionalização;

  • credibilidade;

  • estabilidade nos negócios;

  • identificação de outras oportunidades de negócio;

  • otimização da estrutura;

  • transparência;

  • vantagem competitiva.

Um sistema de governança corporativa eficiente pode, ainda, gerar um conjunto de benefícios internos que melhora as perspectivas de fluxo de caixa da companhia. Dentre eles, estão o aprimoramento do processo decisório da alta gestão e a separação clara de papéis entre acionistas, conselheiros e executivos.

Também ocorre uma melhoria dos mecanismos de avaliação de desempenho e recompensa dos executivos e uma diminuição da probabilidade de ocorrência de fraudes e corrupção.

Empresas com boa governança são mais procuradas pelos investidores — o que resulta na redução do seu custo de capital e na valorização de suas ações.

As práticas essenciais

Transparência

As companhias precisam colocar à disposição dos seus públicos de interesse todas as informações que dizem a seu respeito, independentemente do que dispõe a lei ou seu regulamento interno. Os dados não devem se restringir ao desempenho econômico-financeiro mas também devem trazer à tona políticas que guiam a ação gerencial.

Equidade

Caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os públicos com os quais a empresa se relaciona, levando em consideração seus interesses, expectativas, direitos e deveres.

Prestação de contas (accountability)

Aqueles que estão envolvidos com a governança devem relatar suas ações de maneira clara, compreensível e consistente, assumindo as consequências dos seus atos e das suas omissões.

Responsabilidade corporativa

A política de governança corporativa e aqueles que a conduzem têm como objetivo minimizar as externalidades negativas da empresa e trabalhar para aumentar as positivas. Nesse processo, os vários aspectos de uma companhia devem ser levados em conta a curto, médio e longo prazos.

Hierarquia

É fundamental que a organização tenha uma hierarquia clara, definida e muito bem comunicada.

Metas claras

Acompanhar objetivos, projetos e fazer acordos de atendimento das metas com os envolvidos é parte crucial do processo.

Confiança

Poder contar com pessoas de confiança, dentro e fora da empresa, é essencial. Ser humilde e compreender que não sabemos tudo e podemos e devemos aprender sempre é uma das chaves para o sucesso corporativo.

As consequências

Os problemas de ausência ou falhas de governança (por exemplo: problemas legais, éticos ou financeiros) trazem graves consequências para empresas, investidores, empregados e sociedade.

“Tratar a boa governança como um ativo intangível estratégico para a empresa, à medida em que ela caminha na direção da transparência, da ética e da comunicação com seus públicos de interação, é um desafio fundamental para as companhias que almejam ser respeitadas e admiradas”, lembra Domeneghetti.

Sendo assim, é imprescindível que a empresa tenha uma gestão de negócios eficiente em paralelo com a governança corporativa.

Agora que você conhece os benefícios da governança corporativa, analise os processos da empresa onde você trabalha e compartilhe suas observações conosco. Deixe um comentário!