Como fazer um plano de carreira em Direito?

Quem pensa em seguir carreira em Direito geralmente faz a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ingressa em um escritório de advocacia. Mas você já considerou que o seu plano pode ir além? Tudo depende do que você deseja e dos caminhos que traça para o seu futuro.

O ideal é perceber que existem diferentes alternativas a serem selecionadas — e você pode se preparar para elas. Você pode até mesmo apostar em uma carreira em Direito Internacional, se quiser ser mais audacioso. Em qualquer caso, o importante é ir além do diploma universitário.

Para ajudá-lo na sua escolha este post apresentará os planos que você pode delinear para o seu futuro. O conteúdo abordará a importância do planejamento da carreira, as competências necessárias ao novo profissional de Direito, as perspectivas de atuação existentes e a relevância de investir em uma atualização.

Então que tal saber mais? É só acompanhar as dicas a partir de agora!

Lembre-se da importância do planejamento da carreira jurídica

Muitos profissionais esquecem de delimitar objetivos e metas para sua carreira. Esse é um erro para todos, mas especialmente para quem pretende seguir o rumo jurídico. Afinal, há muitas vertentes e possibilidades — basta saber identificá-las e ver aquela que se ajusta melhor ao que deseja conquistar.

Nesse cenário é preciso saber o que é o planejamento de carreira. Essa prática consiste na organização sistemática dos objetivos profissionais e pessoais. Com esses dois vieses alinhados é possível saber quais etapas deve cumprir e atitudes necessárias para progredir e chegar aonde quer.

Vale a pena especificar que esse planejamento é válido tanto para ascender em uma mesma empresa — por exemplo: você começa como estagiário em um escritório de advocacia e busca se tornar um dos sócios — quanto para seguir outros caminhos. Em qualquer dos casos é preciso definir metas alcançáveis, estipular prazos e adotar estratégias adequadas.

Por isso é fundamental repensar o momento que está passando e responder alguns questionamentos, por exemplo: 

  • Como chegou até esse ponto?
  • Quais foram os obstáculos enfrentados?
  • Seria possível chegar mais rápido se as atitudes tomadas fossem diferentes?

Adote essa recomendação como uma maneira de se aprofundar sobre sua vida atual e o que deseja alcançar no futuro. É a partir disso que você conseguirá ter sucesso, avançar de acordo com as competências adquiridas e avaliar o que ainda precisa aprimorar. Qual a consequência dessa atitude? Maior proatividade e autonomia, porque você fica responsável pelo seu progresso.

Porém, uma dúvida é: como construir o planejamento? A adoção de uma estratégia visual é a melhor saída. Crie uma planilha com variáveis a serem consideradas na elaboração e execução do plano. Mantenha-a sempre à vista e a nomeie de acordo com sua meta principal, como: “quero abrir uma nova empresa”, “quero ter um aumento salarial”, “desejo ser promovido” etc.

Tenha em mente que a satisfação pessoal também é necessária. Por isso é importante associá-las às metas profissionais. Por exemplo: desejo manter o fim de semana para conviver com a família ou ter uma parte do dia para atividades pessoais. A partir disso é necessário verificar quais competências são necessárias para alcançar o seu objetivo.

Se você quer ser promovido, por exemplo, veja o que é preciso para chegar lá e quanto tempo e recursos financeiros precisará demandar. Pode ser necessário fazer uma especialização, curso de idiomas ou aprender uma nova ferramenta. Lembre-se de considerar aspectos que independem de suas atitudes, como a movimentação do mercado, a situação do escritório em que atua e a abertura/fechamento de vagas.

Por fim, foque 2 aspectos principais: ser condizente com a realidade e revisar o planejamento constantemente. O primeiro ponto é fundamental para evitar colocar uma meta inalcançável, que pode causar frustração. O segundo é obrigatório, porque a realidade muda constantemente e suas estratégias também devem ser alteradas.

O ideal é rever o planejamento a cada 3 meses e ver o que foi conquistado. Analise os motivos dos fracassos e dos sucessos e mude o prazo, a relevância e até as razões, se necessário. Em suma, perceba que essa é uma forma de se preparar para o futuro e fazer a gestão de carreira. Dessa forma o êxito está nas suas mãos.

Saiba o que o novo profissional de Direito precisa ter

As carreiras do Direito exigem uma boa imagem profissional. Ter habilidades comportamentais — também chamadas de soft skills, como a inteligência emocional — e técnicas são o caminho para o sucesso. No entanto, pode ser difícil reunir todas essas qualidades. 

O primeiro passo é terminar a graduação e fazer um MBA, que faz a diferença na sua carreira. Em seguida é preciso reunir outras competências para se destacar no mercado de trabalho, altamente competitivo nos dias de hoje. Então o que fazer? Confira as habilidades necessárias:

Eloquência

O domínio da oratória é essencial. O advogado precisa saber convencer o público e trazer importância ao que está sendo dito. Ao mesmo tempo essa é uma maneira de impor sua presença. A eloquência pode ser um talento desde criança, mas também pode ser desenvolvido. Se para você for a segunda situação, aumente seu conhecimento sobre o assunto que vai abordar. Isso ajudará.

Postura

O tom de voz e a gesticulação usados durante o discurso fazem toda a diferença e contribuem para repassar seu conhecimento. Evite falar alto ou baixo demais e analise seu poder de persuasão, porque esses fatores podem comprometer sua performance e prejudicar a eficácia de sua atuação como advogado. Além disso, lembre-se que o corpo fala. Portanto, adote uma postura de equilíbrio e segurança. Se necessário, treine como falar bem em público.

Conhecimento sobre as mudanças da área

As leis são o foco do profissional de Direito. Há muitas delas e é comum ser difícil acompanhá-las. No entanto, é preciso estar atento às modificações rotineiras. Por isso vale a pena ler sobre o assunto e usar a versão digital do Vade Mecum, que é mais atualizada que a impressa.

Aperfeiçoamento contínuo

A capacitação constante é a chave para o sucesso de qualquer profissional. Mantenha uma rotina diária de leitura de sites e jornais especializados e busque cursos de longa ou curta duração, que podem ajudar a se manter atualizado. Frequente seminários e palestras, independentemente de serem presenciais ou online. Em resumo: estude sempre se quiser ser reconhecido como profissional.

Educação

A gentileza é uma característica apreciada em qualquer área e é ainda mais importante para o advogado, profissional que lida com clientes o tempo todo. É assim que se estabelece uma relação de confiança.

Pontualidade

Um profissional que busque ser referência de mercado precisa ser pontual, especialmente se você for um advogado que precise comparecer ao tribunal e tratar com os clientes. Lembre-se de que precisa resolver um problema e comparecer no horário é uma forma de transmitir credibilidade e segurança. No final sua reputação e imagem serão fortalecidos.

Colaboração no trabalho

O advogado precisa trabalhar conjuntamente com a equipe e cuidar para não exaltar seu ego. Saiba ouvir os colegas e clientes, se portar, fazer as colocações em momentos adequados e fortalecer as atividades feitas junto a outras pessoas. Tenha em mente que a coletividade é essencial.

Foco na área que mais gosta

O Direito possui várias vertentes que podem ser exploradas — veremos mais sobre elas a seguir. O recomendado é atentar às diferentes possibilidades para então definir seu foco. Faça sua escolha conforme a área com a qual se identifica e empregue seus esforços para alcançar melhores resultados.

Networking fortalecido

A rede de contatos é primordial para o advogado. Esse profissional precisa estar em contato com outras pessoas constantemente e, por isso, é uma boa ideia firmar parcerias com colegas que atuem em diferentes áreas. Essa é uma maneira de obter indicações, trocar ideias, ampliar horizontes, discutir sobre dúvidas e mais.

Otimismo

Os profissionais pessimistas e que afirmam que a área do Direito está saturada existem, mas você deve evitar dar ouvidos a eles. O início de carreira pode ser difícil, mas isso ocorre com qualquer profissão. Seja persistente e perceba que o sucesso vem com o tempo e depois de muito estudo e esforço.

Conheça suas perspectivas de atuação

As carreiras para bacharel em Direito são bastante variadas e abrem diversas possibilidades para o profissional recém-formado. É possível atuar nos setores público e privado — tudo depende do que você deseja. Para ajudá-lo a definir a melhor área para seguir, descrevemos abaixo as diferentes opções existentes:

Carreira pública

Os bacharéis nessa área podem ocupar diferentes cargos em órgãos públicos. A principal atração é a remuneração elevada e a estabilidade. No entanto, é importante ocupar a função desejada para evitar a frustração depois de um tempo. As carreiras públicas no Direito são:

Juiz

Esse profissional processa e julga ações judiciais. Para ser aprovado na carreira como juiz de Direito é necessário fazer concurso público de provas e títulos. Também é preciso comprovar 3 anos de atividade jurídica. A magistratura está voltada aos âmbitos federal, estadual, militar e trabalhista. O salário inicial pode ultrapassar R$ 20 mil.

Promotor de justiça

A atuação do Ministério Público é direcionada para a defesa dos interesses da sociedade, ordem jurídica e regime democrático. O promotor ainda supervisiona a aplicação das leis e protege o patrimônio público. A atuação pode ser voltada para a área criminal ou cível. O cargo é ocupado por meio de aprovação em concurso público de provas e títulos e comprovação de 3 anos de atividade jurídica. A remuneração também pode ultrapassar R$ 20 mil.

Procurador

A gama de opções dentro desse escopo é variada. Veja:

  • procurador da República: trabalha no Ministério Público Federal (MPF) e pode atuar nas áreas criminal, constitucional, eleitoral e cível. O salário é de mais de R$ 28 mil;
  • procurador de contas: atua junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para fiscalizar o cumprimento das leis ordinárias e da Constituição, especialmente em relação a questões financeiras, operacionais, contábeis, orçamentárias e patrimoniais. A remuneração pode chegar a R$ 30 mil;
  • procurador do estado: age de maneira consultiva e representa o ente público nos tribunais. Também analisa e redige contratos e editais de licitação. A renda é superior a R$ 20 mil;
  • procurador do município: tem as mesmas funções do profissional anterior, mas atua exclusivamente no município. Geralmente também pode exercer um cargo privado. O salário varia, mas ultrapassa R$ 28 mil em São Paulo, por exemplo;
  • procurador no Banco Central: representa judicial e extrajudicialmente a instituição, além de prestar assessoria jurídica e consultoria. O salário é de mais de R$ 17 mil;
  • procurador federal: exerce a mesma função que o anterior, mas é voltado a autarquias e fundações públicas federais, como o INSS, Ibama e universidades federais. A remuneração é de R$ 17 mil;
  • procurador da Fazenda Nacional: representa a União em questões de cobrança, tributária e execução de dívida ativa, além de prestar consultoria e assessoria jurídica ao Ministério da Fazenda. O salário é de R$ 17 mil.

Defensor público

Esse profissional oferece assistência jurídica gratuita a pessoas sem condições de pagar pelo serviço. Outra função é promover os direitos humanos e dos necessitados. O salário varia conforme o estado, mas pode chegar a R$ 18 mil.

Delegado de polícia

Sua função é coordenar agentes, presidir o inquérito policial e comandar a parte jurídica da investigação. São divididos em: Polícia Civil — cuja atuação é estadual — e Federal — que atuam em todo o país. Os salários de qualquer uma das modalidades ultrapassa R$ 10 mil.

Advogado da União

Sua atuação é voltada para a representação da União em assuntos não abrangidos pelo Procurador da Fazenda Nacional. Também presta consultoria e assessoria jurídica para as entidades do Poder Executivo. O salário é de R$ 17 mil.

Tabelião de notas

Sua responsabilidade é aconselhar os envolvidos de modo imparcial e confeccionar documentos públicos a fim de prevenir litígios e assegurar o respeito à legislação, bem como à segurança jurídica. Atua principalmente em relação às escrituras públicas, atas notariais, testamentos, autenticações, procurações e reconhecimento de firma. A remuneração depende dos lucros obtidos no cartório.

Carreira acadêmica

A ideia, aqui, é trabalhar em universidades públicas ou privadas. O profissional pode ministrar aulas em diferentes disciplinas, como Direito Penal, Empresarial, Ambiental, Civil, Constitucional, Administrativo e mais. Também pode ser tutor dos alunos de graduação e ser docente em cursos preparatórios para concursos ou exame da OAB.

A remuneração é bastante variável. Para ingressar na carreira acadêmica é preciso ser graduado em Direito e ter continuado os estudos fazendo especialização, Master of Laws (LLM), mestrado, doutorado e até pós-doutorado. Quem deseja seguir esse rumo também deve participar de atividades de extensão já na faculdade, por exemplo, por meio de monitoria, publicação de artigos científicos e participação em congressos e colóquios.

A vantagem de seguir a carreira acadêmica é poder ter mais autonomia e dinamismo em sua atuação, já que é possível fazer pesquisas, dar aulas, realizar análises de campo, entre outras atividades.

Carreira em escritório de advocacia

O foco do profissional com esse âmbito de atuação é a representação do seu cliente. Por essa característica, também ajuda nas tomadas de decisão sobre diferentes assuntos. Para ter sucesso nessa área é importante ter um perfil mais especialista, bem direcionado a um segmento específico do Direito. Portanto, vale a pena se atualizar e buscar especializações.

A vantagem de trabalhar em um escritório são a pessoalidade na prestação de serviços, o dinamismo e a motivação profissional. Além disso, o seu salário pode ser bem interessante, especialmente se conseguir vários clientes. A desvantagem é a falta de planejamento na carreira, porque muitos escritórios não oferecem essa possibilidade.

Carreira em departamentos jurídicos de empresas

Nesse caso o profissional pode ter uma atuação mais generalista e ser voltado à administração. O advogado fica responsável pela coordenação de atividades e organização de protocolos internos, como controle de processos judiciais e administração, requisição de serviços, gestão de contratos etc.

Observe que o objetivo é atender as demandas e necessidades organizacionais. Por isso é importante saber simplificar as atividades e traduzir para outras equipes as questões legais relacionadas ao assunto que está sendo abordado. Ainda é indicado que esse profissional tenha conhecimentos em marketing e administração.

As vantagens da atuação em departamentos jurídicos são: jornada de trabalho racionalizada e controlada, planos de carreira consolidados, benefícios e bônus. A remuneração também costuma ser atraente.

Carreira internacional

Esse é o sonho de muitos advogados, mas acredite: a carreira profissional no Direito pode ampliar os limites do território brasileiro. Para isso é imprescindível ter fluência em outros idiomas, especialmente inglês — porém, estude outras línguas também. Aproveite e se especialize, porque sem cursos extras será muito difícil se destacar nessa área.

Uma das maneiras mais simples de ingressar na carreira internacional é pela arbitragem. O objetivo é solucionar conflitos de empresas internacionais. O árbitro — que pode ser comparado ao juiz — é escolhido pelas partes geralmente por seu conhecimento no assunto que está em litígio.

Você também pode participar de competições acadêmicas de Direito, as chamadas moot court, que o ajudam a ser reconhecido na área e ampliar seus conhecimentos. De toda forma é fundamental estudar o Direito Internacional e da Arbitragem. Também é necessário ser persistente.

Uma segunda maneira de atuar internacionalmente é se tornar um diplomata, profissional que defende, representa e negocia assuntos de interesse nacional junto a outras nações. No entanto, para ter essa atuação é necessário passar no concurso de admissão do Instituto Rio Branco. Ainda vale a pena estudar Relações Internacionais, que fornecem uma visão mais ampla e ajudam a ingressar na área.

Perceba que além de todas essas perspectivas de atuação que indicamos existem outras possibilidades, que estão diretamente ligadas a áreas do Direito, como Ambiental, Civil, Criminal, Tributário e por aí vai. Porém, todas elas levam a essas situações que apresentamos aqui. 

Invista em uma especialização

As carreiras do Direito, independentemente de quais forem, exigem uma especialização. Se antigamente esse profissional trabalhava com todas as áreas principais — como a de Família, Trabalho e Penal —, hoje é necessário focar para se destacar perante o mercado competitivo.

Existem várias especializações em alta, especialmente em Direito Tributário e Empresarial. Ainda surgiram os LLMs, uma modalidade de especialização voltada especificamente para a área do Direito e que tem um reconhecimento a mais no mercado. Para entender melhor veja as opções a seguir:

MBA em Direito Tributário

Essa é uma área cujos profissionais são bastante requisitados devido à grande quantidade de impostos, taxas e tributos existentes no Brasil. Ainda tem um déficit grande de especialistas, por isso, está em constante crescimento e não sentiu os efeitos da crise que abalou o país recentemente.

A dificuldade é a complexidade da legislação, que tem muitos detalhes e exige grande dedicação e atenção. Para se manter atualizado é essencial fazer um MBA, curso bem prático e voltado para as demandas do mercado. Desse modo é possível ampliar os conhecimentos teóricos e práticos e se capacitar para atuação em órgãos públicos, escritórios, empresas ou nas funções de consultoria, assessoria e fiscalização.

O público-alvo desse MBA são pessoas graduadas em Direito, Administração, Finanças e Contabilidade. Entre as disciplinas estudadas estão: Legislação Tributária, Impostos Federais, Estaduais e Municipais, Direito Societário, Tributação Internacional e Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária.

A carga total é de 472 horas/aula. No final você recebe o certificado de MBA. Caso faça essa especialização na IBS Business School — que oferece em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) —, você ainda tem a possibilidade de ter uma experiência internacional e ter uma certidão específica para esse curso extra.

LLM em Direito Empresarial

Essa é outra área em alta, porque as empresas cada vez mais precisam se proteger da legislação e das competições existentes no mercado. O advogado que opta por se especializar nessa área usa como base o Código Civil, que prevê as principais diretrizes relativas aos aspectos legais, como administração e constituição da organização, direitos e deveres dos sócios etc.

O LLM também é uma especialização, assim como o MBA — apesar de ambos constarem a palavra master em seu nome, que corresponde a mestrado. O objetivo dessa especialização é trazer uma visão mais atual do Direito Empresarial a partir de disciplinas práticas e teóricas relevantes. Com isso você poderá desenvolver habilidades específicas na gestão jurídica das empresas com um enfoque interdisciplinar. O resultado é a capacidade de tomar decisões corporativas com apoio técnico-jurídico.

O público-alvo do LLM em Direito Empresarial são graduados em Direito e também executivos e gestores de sociedades empresárias, entidades da Administração Indireta, organizações do Terceiro Setor e da área pública. Entre as disciplinas estudadas estão: Direito Societário, Responsabilidade Civil, Recuperação de Empresas, Direito Tributário, Marketing Jurídico e Propriedade Intelectual.

Ao terminar o curso você recebe o certificado de LLM. Porém, se fizer na IBS Business School, em parceria com a FGV, tem a possibilidade de realizar um módulo internacional e receber uma certidão extra por isso.

Como você pôde perceber, a sua carreira precisa ser planejada, porque há diferentes vertentes que podem ser seguidas. Neste post você viu a importância do plano de carreira, as competências e habilidades que precisa ter, as perspectivas de atuação e por que precisa investir em uma especialização. Seguindo essas dicas, sua carreira em Direito com certeza será um sucesso!

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Profissionais em falta: você é um deles?

O mercado de trabalho brasileiro enfrenta consequências de uma dura realidade: profissionais em falta. A diminuição significativa de trabalhadores em empresas de grande porte (mais de 50 funcionários) e a substituição em vez da criação de novas vagas, por parte das empresas, tem moldado um cenário árduo.

Mas, nesta mesma realidade, profissionais que estão atentos às mudanças e exigências para se destacarem, estão se reinventando e traçando novos rumos profissionais, ocupando profissões com boa perspectiva de crescimento e remuneração, e que estão abertas por falta de profissionais qualificados para ocuparem.

Mas o que de fato está faltando?

Qualificação e inovação são as principais necessidades de gestores e empresas que buscam pessoas para participarem do crescimento de seus projetos. Você tem ciência dessa necessidade? Se sim, o que tem feito em prol do seu destaque no mercado de trabalho?

Pesquisa realizada, recentemente, em mais de 20 países, pela consultoria alemã Trendence, revelou o que as empresas buscam em um profissional para contratá-los, inclusive as empresas brasileiras.

A palavra do momento, no mundo corporativo é resiliência. Não é atoa que, entre os principais quesitos mais avaliados, as empresas brasileiras destacam a personalidade do profissional. Para 70% das empresas, ele precisa ser flexível, para adaptar-se as mudanças em seu setor e na empresa. 

E diferente do que foi ditado no mercado, durante muitos anos: “manda quem pode (patrão) e obedece quem tem juízo (empregado)”, o trabalho em equipe é a característica mais votada pelas empresas brasileiras. Para 76% dos executivos entrevistados, os profissionais devem se posicionar como donos do negócio, “vestirem a camisa” da empresa desde o momento da entrevista para ocupar o cargo.

Profissionais em falta e a readaptação do mercado de trabalho

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de profissionais trabalhando em grandes empresas caiu 29% em relação a 2015, enquanto o percentual de trabalhadores em empresas de pequeno e médio porte cresceu 50,1%.

A reconfiguração do cenário tem proporcionado às startups e novos modelos de negócio uma entrada forte e promissora em diversas áreas. Isso revela que o mercado responde ao ritmo acelerado de oferta e demanda de qualificação profissional e aguça ainda mais a competitividade.

Nos últimos anos, pesquisas realizadas com gestores e diretores de grandes empresas têm destacado a principal necessidade em um profissional promissor: o espírito empreendedor. O grande problema é que a maioria alega não encontrar essa característica nos profissionais que se candidatam. 

Em suma, podemos perceber que um perfil bem claro de profissional, com chances de sucesso em sua carreira, tem as seguintes características intelectuais e comportamentais:

  • está em constante atualização e investe em suas técnicas: MBA, pós-graduação, certificações e participação em seminários;
  • participa de projetos paralelos de extensão ou atualização de conhecimento;
  • é proativo e disponível para novas funções e desafios em seu dia-a-dia de trabalho;
  • “veste a camisa” da empresa desenvolvendo a capacidade de ser intraempreendedor e pensar em ideias inovadoras.

Com a queda de contratações no modelo CLT, bem como o incentivo ao empreendedorismo, os salários estão sendo barganhados e são estipulados de acordo com a situação do trabalho. Saber “vender o seu peixe” pode ajudar você a se valorizar. 

Como se destacar neste cenário de profissionais em falta?

Ao passo que aumenta o número de startups e novos modelos de negócios no Brasil, também aumenta a informalidade e o número de pessoas que trabalham por conta própria.

Um dos grandes fatores sem dúvida é a paralisação que a economia brasileira viveu por um período duro, que ainda reflete no mercado de trabalho. Atualmente, mais de treze milhões trezentos e vinte e seis mil brasileiros estão desempregados, segundo o IBGE.

Se, por um lado, muitos profissionais estão arriscando em seus projetos, por outro, eles estão desistindo ou estão perdendo suas vagas para uma competitividade que fica mais acirrada, e permanece quem se destaca. 

Mas, afinal, quais são essas áreas que ofertam emprego diante desta realidade do mercado? Cargos em áreas técnicas; profissões de ofício; operadores de produção e máquinas; auxiliares em escritório; motoristas; representantes de vendas; engenheiros; profissionais de finanças e de TI estão abertos à espera do profissional ideal.

Por isso, se reinventar é fundamental para este momento. É totalmente possível traçar uma carreira profissional de sucesso em um mercado que tem se reconfigurado, e mais, descobrir-se em áreas novas conquistando, assim, a tão sonhada estabilidade. 

Se mostrar sempre à frente em conhecimento e técnica, ajudará você a ser um profissional visado pelas empresas. É importante entender que os avanços da tecnologia e o encurtamento das distâncias pela internet, tornaram as atividades diversas de uma empresa mais exigentes sobre conhecimentos técnicos e olhar globalizado. 

Muitas profissões demandam, ainda, o domínio em pelo menos uma língua estrangeira, geralmente o inglês. Como é o caso do cargo de engenheiro de vendas, com média de salário de R$ 7 mil, e faltam profissionais que o ocupe em multinacionais por não falarem a língua inglesa.  

Resumindo, existem algumas práticas profissionais e pessoais que levam um profissional a ser visado pelo mercado de trabalho em um nível diferente da realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros:

  • acordar cedo para otimizar o desempenho;
  • praticar exercício físico diário (20 a 30 minutos);
  • planejar a semana;
  • aproveitar o tempo com técnica e ferramentas de gestão;
  • concentrar no trabalho utilizando fone de ouvido e colocando o celular no silencioso ou modo avião;
  • delegar responsabilidades;
  • intercalar trabalho e descanso aos fins de semana e após o expediente semanal;
  • relaxar com algum hobby ou entretenimento;
  • ler diariamente livros e periódicos;
  • dormir numa mesma média de horário todos os dias;
  • desconectar da tecnologia 30 minutos antes de ir para a cama;
  • estudar e participar de eventos da área de atuação.

Se você quer se enquadrar no perfil de profissionais em falta para o mercado, tenha em mente e coloque em prática essa ações e desfrute as vantagens de ter um currículo visado pelas empresas. 

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Afinal, a experiência internacional faz diferença na carreira?

Como a globalização acontece de maneira acelerada, o mercado sempre exige algo novo de quem está determinado a se destacar profissionalmente. Com isso, a competição que ocorre dentro dos locais de trabalho se torna cada vez mais acirrada. A prática de se especializar tem sido constante, principalmente quando a escolha é por uma experiência internacional.

Quem opta por estudar no exterior logo percebe que o mundo oferece muitas possibilidades. Mais do que adquirir fluência do novo idioma, o intercâmbio proporciona uma série de resultados positivos para a sua carreira. Basta analisar o mercado corporativo e perceber que aqueles que ocupam maior posição hierárquica certamente optaram por investir na especialização da carreira em outro país.

Mas antes de decidir morar no exterior, é importante avaliar a sua principal finalidade, seja por recolocação no mercado de trabalho, reciclagem ou por aquela tão sonhada promoção. Como são oferecidos muitos cursos de especialização no exterior, é preciso que os seus objetivos estejam previamente definidos e alinhados com a sua realidade. Você já tem em mente aonde quer chegar?

Capacidade de lidar com o outro

Quem trabalha com pessoas sabe que o grande desafio é manter o seu grupo em completa harmonia a fim de apresentar resultados significativos para a organização. A vantagem de ter uma experiência internacional possibilita o convívio diário com muitos tipos de profissionais de diversas formações e experiências acumuladas.

Dessa forma, o intercâmbio permite o desenvolvimento constante da sua inteligência emocional, resultando em uma maior facilidade de liderar e motivar equipes sem comprometer o prazo das tarefas designadas pelos superiores. É por isso que lidar com as diferenças e  ouvir pontos de vista contrários ao seu podem refletir no bom desempenho de saber atuar em situações adversas no ambiente de trabalho. 

Na maioria dos casos, determinadas situações enfrentadas no intercâmbio podem formar pessoas capazes de trabalhar em circunstâncias que contribuem para o clima organizacional da empresa. Muitos profissionais que apresentam dificuldades de gerir sua equipe apostam no intercâmbio como forma de melhorar as relações humanas.

Aumento de renda

O aumento na renda é fator significante que motiva os profissionais a alçarem vôos mais altos. Quem retorna ao país de origem adquire uma visão global do mundo corporativo, principalmente aos que ocupam ou buscam ocupar o cargo de gestão de pessoas ou negócios.

Em muitos casos, quem carrega uma experiência internacional desempenha suas atividades de maneira rápida e eficiente, tornando a sua equipe mais produtiva. Portanto, se o aprendizado é colocado em prática, o profissional tem a chance de poder ser notado dentro do ambiente de trabalho pela sua atuação diferenciada na execução das tarefas.

A bagagem cultural aliada com a especialização e a produtividade podem interferir positivamente na sua performance. Ser capaz de gerenciar um grupo de pessoas de forma com que se torne mais produtivo, faz com que os resultados alcançados na organização favoreçam a sua ascensão profissional. Consequentemente, é inevitável pensar na possibilidade de um aumento no contracheque como forma de reconhecimento e valorização do seu empenho em querer apresentar resultados e soluções para a empresa em que atua.

Novo idioma

Sendo o maior objetivo de grande parte das pessoas, a busca pela fluência da língua estrangeira é cada vez mais comum. Estados Unidos e Europa estão entre os lugares mais procurados neste segmento e oferecem cursos de pequena duração para possibilitar àqueles que se utilizam das férias para aperfeiçoar a pronúncia da língua.

Saber conversar em inglês, por exemplo, é mais do que um requisito das grandes empresas, tendo em vista que elas enxergam naquele colaborador a possibilidade de ampliar as suas chances de ascender no mercado corporativo. Mas existem alternativas que podem possibilitar a sua ascensão profissional sem que o seu nível de inglês seja avançado. 

Especialização como forma de adquirir experiência profissional

Com grande destaque na procura por uma especialização, o MBA no exterior tem oferecido resultados positivos para profissionais que desejam ampliar suas habilidades e conseguir ter uma visão aprofundada do mercado de trabalho. Atualmente existem também parcerias entre instituições de ensino brasileiras e do exterior que proporcionam cursos do gênero.

Embora o intercâmbio seja a escolha de muitos que idealizam construir uma base sólida em sua trajetória, há quem se destaque no mercado sem precisar sair do país. Muitas instituições brasileiras de ensino permitem a ampliação do conhecimento, incentivando a inovação e o empreendedorismo. Hoje em dia, cursos de graduação, pós-graduação e MBA trazem benefícios significativos para a carreira. Essas modalidades são enriquecedoras e possibilitam ao profissional assumir novos postos na organização em que trabalha ou até mesmo de se recolocar no mercado.

Além disso, muitos cursos são ministrados com tradução simultânea, o que possibilita melhor aproveitamento do conteúdo ofertado. Um dos cursos mais procurados é o de gerenciamento de projetos e gestão empresarial e tem possibilitado grandes resultados para quem apostou neste caminho.

Habilidades pessoais

Toda especialização no exterior permite uma série de possibilidades para o crescimento profissional. Em muitos casos, as organizações consideram relevante analisar as habilidades pessoais desenvolvidas a partir do intercâmbio. Portanto, é preciso ter em mente quais são as suas maiores qualidades e procurar trabalhar cada uma delas de modo com que seus pontos fortes configurem a evolução neste período de investimento na carreira. 

Referências internacionais

Outro fator determinante no critério de avaliação dos profissionais que almejam alavancar na carreira a partir de uma experiência no exterior são os contatos e as referências vivenciadas nesse tempo de formação. Muitas corporações valorizam esse tipo de vínculo, pois traduz o seu interesse de se desenvolver no ramo de atuação e de manter relações profissionais com pessoas do outro lado do mundo.

Visibilidade nas redes de relacionamento

Utilizado no Brasil, o LinkedIn permite que você torne público toda a sua vivência no país estrangeiro, valendo-se das conquistas alcançadas no intercâmbio acerca das situações que lhe foram colocadas no caminho. Outra forma de valorizar o seu currículo nessa rede é destacar  palavras-chave pertinentes à sua área de interesse. Além disso, a plataforma possibilita a publicação do currículo em outro idioma, aumentando ainda mais as chances de alcançar o merecido espaço no mercado de trabalho. 

E então, gostou das vantagens de obter uma experiência internacional e destacar na carreira? Compartilhe nas redes socias!

Como conseguir maior reconhecimento no trabalho?

Uma questão de motivação e que faz toda a diferença no dia a dia, o reconhecimento no trabalho eleva o moral e cria a sensação de pertencimento, fundamental para a retenção de talentos e criação de um bom clima organizacional.

No entanto, nem sempre isso acontece. De acordo com uma pesquisa do International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), divulgada pelo jornal O Dia, 89% dos trabalhadores sofrem estresse devido à falta de reconhecimento na empresa em que atuam.

O problema pode ser ocasionado por diferentes fatores: você acredita que deveria ser promovido, acha que o líder não o enxerga, entende que há preferências pessoais porque profissionais menos capacitados estão se dando melhor…

A questão é: como ter um maior reconhecimento? Neste post, vamos dar dicas para que você tenha uma postura mais adequada, que permita alcançar melhores resultados na sua carreira

Então, vamos lá?

A importância do reconhecimento no trabalho

Já passou o tempo em que o profissional acreditava que receber o salário no final do mês era suficiente. Hoje em dia, é preciso muito mais. O reconhecimento é uma peça-chave nesse processo, porque ele faz com que você se mantenha motivado.

Essa é a necessidade das pessoas que compõem o mercado de trabalho atual. Mais do que apenas um emprego, há o desejo de fazer algo realmente importante e do qual se goste.

Os líderes e gestores têm um papel fundamental nesse momento. Se eles souberem trabalhar bem o reconhecimento, conseguem manter a motivação no alto e obtêm como benefícios o engajamento e a satisfação da equipe.

Para o colaborador, a desmotivação causada pela falta de reconhecimento faz com que ele comece a ter altos níveis de ansiedade enquanto está no ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo, outros colegas vivenciam essa situação ruim, que contagia a todos e piora o clima organizacional.

Além disso, qualquer cobrança feita pelo gestor se torna um problema, porque aumenta a sua sensação de injustiça. No final, a tendência é que você peça demissão por não aguentar mais trabalhar na empresa.

Porém, a situação não precisa chegar a esse ponto. Existem algumas atitudes que podem mudar esse cenário. Veja as dicas:

Tenha uma comunicação clara com o seu gestor

O líder precisa saber o que está acontecendo com você, porque às vezes ele nem sempre percebe, por estar sobrecarregado. Em outros casos, o líder está se desenvolvendo e ainda não tem todas as habilidades necessárias para entender o que ocorre.

Nessa situação, nada é melhor que o diálogo. Converse com o seu gestor e entenda que ele também tem defeitos. Não o julgue pelo que disser nem o culpe pelo que ele está vivendo. Procure uma conversa sincera e sem ataques, porque isso ajuda o líder a avaliar melhor o seu caso.

Assuma uma postura intraempreendedora

O seu comportamento é essencial para chamar a atenção do gestor. Quando você apenas faz o que mandam e não tem proatividade, fica mais difícil ser notado.

Para mudar esse cenário, assuma uma postura intraempreendedora. Em outras palavras, comece a criar, buscar e implementar ideias que possam trazer benefícios. Essa é uma capacidade diferenciada de avaliar cenários e encontrar oportunidades.

Mesmo que você tenha bastante tempo de casa, modifique seu comportamento. Achar que você merece uma promoção por estar há anos na empresa poderá comprometer seus resultados, sua carreira e o levar à desmotivação.

Solicite mais feedbacks

A falta de reconhecimento pode ser ocasionada por um problema de comunicação: você não sabe o que a empresa espera e seu gestor não comunica o que deve ser feito. O feedback pode solucionar esse problema.

É assim que você deixa de se esforçar para entregar o resultado Y, enquanto o gestor aguarda um resultado X. Além disso, o feedback é uma ferramenta excelente de aperfeiçoamento contínuo, desde que você esteja aberto às críticas.

Invista em sua formação

O aprendizado constante é uma das soluções mais indicadas para a falta de reconhecimento. Quando você busca uma especialização, um MBA ou mesmo um curso de educação continuada, demonstra que está disposto a aprender e alcançar um patamar mais elevado em sua carreira.

A formação complementar ainda permite que você antecipe tendências e saiba exatamente o que o mercado de trabalho espera. Assim, se não der certo mesmo nessa empresa, quem sabe você não arranja um emprego novo?

Participe mais ativamente dos projetos

A postura proativa é o primeiro passo para você se destacar dos outros profissionais. Estar disposto a participar de diferentes projetos, fazer coisas que nunca tentou e aprender sempre são atitudes que demonstram sua capacidade de reinventar e flexibilizar seu trabalho.

Mais do que isso: também é necessário participar ativamente dos projetos por meio de sugestões, compartilhamento de experiências, auxílio a colegas que estão com mais dificuldade em suas tarefas etc. São condutas simples, mas que impactam positivamente a visão do gestor sobre você.

Dialogue com outros colegas de trabalho

O compartilhamento de conhecimentos e experiências é necessário. Quando você tenta entender as dificuldades dos colegas e descobre como eles executam suas funções, tem a chance de reavaliar seus próprios métodos, encontrando formas mais simples de fazer as mesmas coisas.

Ao mesmo tempo, esse comportamento o transforma em uma referência e, por que não, um líder natural, que será facilmente reconhecido pelo gestor diante dos colaboradores que permanecem na inércia.

Inspire o reconhecimento na cultura da empresa

A atitude de apenas esperar ser reconhecido ignora que seus colegas passam por uma situação semelhante. Por isso, comece a mudar esse comportamento e incentive os outros colaboradores a agirem da mesma forma.

Elogie quando necessário, mostre que cada um tem uma participação fundamental nos resultados da empresa e deixe claro que todos devem se ajudar mutuamente. Esse hábito é digno de atenção e, é claro, de reconhecimento.

Como você pôde perceber, ser reconhecido no trabalho passa por muitas variáveis. Porém, é necessário evitar cair na frustração, já que isso pode fazer com que você se desmotive ainda mais e, como resultado, não chegue a lugar nenhum.

A mudança deve começar por você mesmo. Siga as dicas que repassamos e veja por que elas ajudam no seu reconhecimento no trabalho. Se gostou deste conteúdo, aproveite e compartilhe-o nas suas redes sociais!

6 motivos para ir além do diploma universitário

O diploma universitário costumava ser um diferencial, antigamente. Porém, hoje em dia não é mais assim. Para ter sucesso em sua carreira profissional, é preciso ir além. 

Isso acontece porque a faculdade atualmente é um requisito básico do mercado. Portanto, é necessário ir atrás de títulos que realmente agreguem valor à sua experiência profissional.

Além disso, é essencial estar em constante reciclagem para se manter “empregável” diante do mercado de trabalho. É por isso que vamos apresentar neste post 6 motivos para você ir além da universidade e buscar novos diplomas. Quer ver quais são eles? Acompanhe!

1. A faculdade deixou de ser um diferencial

Está enganado quem acredita que fazer uma faculdade é grande coisa hoje em dia. O mercado está cada vez mais exigente e a crise pela qual o Brasil passa aumentou o nível de desemprego. Por isso, conseguir uma vaga demanda mais requisitos.

De acordo com dados do IBGE, divulgados pelo G1, o Brasil fechou o trimestre encerrado em maio de 2017 com 13,8 milhões de desempregados. O resultado? Muita gente formada está trabalhando em outras áreas.

Isso também é decorrente do fato de que há mais pessoas se formando do que vagas abertas nos respectivos setores. Um exemplo é o curso de Administração, que, em 2014, contava com 30% dos concluintes, segundo dados divulgados pela BBC.

Apesar desse número, 4,9% deles trabalhavam efetivamente como administradores. Outros 9,4% atuavam como auxiliares e assistentes, funções que não exigem diploma. O restante não trabalhava ou atuava em área diferente. Portanto, é preciso se especializar.

2. É importante ter títulos que realmente agregam à sua experiência profissional

A formação em instituições de ensino pouco conhecidas e a falta de experiência podem fazer com que você se misture à grande quantidade de profissionais em busca por uma colocação no mercado de trabalho.

Esses são os principais obstáculos enfrentados nos processos seletivos. A situação pode ser resolvida com uma pós-graduação, seja um MBA, seja uma especialização.

Como são cursos voltados para a prática e o mercado de trabalho, você tem a chance de estabelecer um networking e conhecer assuntos mais direcionados ao dia a dia, o que aumenta sua possibilidade de conseguir uma vaga.

3. Você tem chance de conseguir um salário melhor

A reciclagem é uma boa maneira de tentar alcançar um salário mais atrativo. Com a alta competitividade do mundo corporativo, os profissionais estão sempre buscando um posto melhor.

Essa questão é demonstrada pelo fato de que profissionais de nível superior tendem a ganhar até 3 vezes mais do que pessoas que têm apenas o Ensino Médio. A média do trabalhador com formação em 2013 chegou a R$ 4.726,21, ao passo que a do sem graduação ficou em R$ 1.525,36.

O ideal é ter um perfil de solucionador de problemas e trabalhar em alta performance, porque essa é uma maneira de se destacar. Assim, se você quer assumir um cargo de gerência, por exemplo, precisa fazer uma pós-graduação.

Mas se o seu objetivo é melhorar aspectos práticos a fim de passar para outro setor, um curso técnico pode ser a opção mais adequada e rápida para atingir o seu intuito. Ou seja, tudo depende do que você precisa nesse momento.

4. Você pode buscar novas habilidades

Os cursos universitários tendem a ser mais abrangentes e deixam de apresentar muitas informações importantes e que podem ser utilizadas no mercado de trabalho. Nos processos seletivos, no entanto, os recrutadores buscam um candidato com competência.

O que isso significa? Ele deve reunir conhecimento, atitudes e habilidades para conseguir realizar suas funções adequadamente. É aí que entra a necessidade de ir além do diploma. 

Você pode optar por uma especialização, um MBA e um curso de educação continuada ou até preferir projetos paralelos e empreitadas de empreendedorismo. O que vale mesmo é estar constantemente se desafiando, encontrando novas capacidades e aprimorando suas competências.

5. É possível comprovar seus conhecimentos por meio de uma instituição mais renomada

O “peso” da instituição em que você concluiu o curso superior pode fazer toda a diferença em um currículo, trazendo mais oportunidades em comparação aos alunos de faculdades menos conhecidas.

Essa preferência é justificada. As universidades renomadas são famosas justamente porque costumam preparar melhor os seus estudantes para o mercado de trabalho. Isso não significa que você é incompetente. No entanto, é importante complementar o estudo em uma faculdade reconhecida.

Essa é uma forma de comprovar os seus conhecimentos e mostrar que está apto a ocupar aquela função pretendida. É claro que, assim, você também se destaca de outros candidatos e tem uma chance maior de conseguir a vaga tão sonhada.

6. Você é capaz de se adequar às exigências do mercado

As empresas desejam ter profissionais qualificados, que saibam usar as tecnologias disponíveis, conheçam a teoria e saibam aplicá-la. O problema é que as exigências mudam com o passar do tempo.

Nesse cenário, você pode estar em um dos 3 contextos:

  • atrasado em relação às demandas do mercado;
  • na média do setor em que atua;
  • antecipado.

O objetivo é estar sempre atento às novas demandas e buscando conhecimentos. No entanto, em qualquer um dos 3 estágios, é necessário se aperfeiçoar constantemente.

A reciclagem e o aprimoramento profissional o ajudam a se nivelar com as competências solicitadas pelas empresas. Além disso, é uma forma de prever tendências do mercado e se antecipar na questão de aprendizado.

Já quem está na vanguarda deve continuar estudando para permanecer à frente e usufruir dos benefícios que possui atualmente.

Assim, esses 6 motivos evidenciam que é imprescindível continuar estudando e se reciclar. Você tem opções mais formais (como as especializações e MBAs) e outras informais (por exemplo, cursos técnicos e de educação continuada).

O importante é complementar os seus conhecimentos em uma instituição renomada e buscar se destacar sempre. É assim que o diploma universitário será ultrapassado e você alcançará mais sucesso em sua carreira.

Se você quer melhorar ainda mais seu lado profissional, aproveite e leia agora o e-book “Inovação empresarial: guia para gestores que precisam inovar mas não sabem como“.

Entenda já a diferença entre urgente e importante

No dia a dia, uma série de atividades surgem à nossa frente. Seja em casa ou no trabalho, muitas vezes parece que as 24 horas são um tempo curto para fazer tudo o que é necessário. É nesse momento que se torna essencial compreender a diferença entre urgente e importante.

Essa questão é ainda mais evidente quando é preciso gerenciar projetos. Uma situação comum é passar o dia apagando incêndios, ou seja, resolvendo o que aparece e deixando de lado a gestão estratégica. O resultado? Você faz um monte de tarefas, mas parece que não concluiu nada.

Para tirá-lo desse ciclo vicioso, este post vai mostrar as diferenças entre atividades urgentes, importantes e prioritárias. Ainda apresentaremos uma matriz que ajudará a definir o que deve ser feito a fim de que o seu foco seja voltado sempre ao estratégico.

Então, vamos lá?

Qual é a diferença entre urgente e importante?

O ex-presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, tem uma célebre frase que resume essa pergunta: “o que é importante é raramente urgente, e o que é urgente é raramente importante”.

Por aí você já consegue perceber que há uma diferença grande de conceito entre essas duas palavras. Porém, é preciso ir além. Confira o que determina cada uma dessas atividades:

Importante

Essas são tarefas que têm prazo de conclusão, mas são realizadas com mais cuidado. Isso porque é feito um planejamento e um agendamento das atividades, o que leva a uma execução mais direcionada.

No entanto, quando a tarefa não é realizada no prazo estipulado, ela se torna urgente. Por isso, é essencial priorizar as atividades importantes e diminuir a quantidade de eventos urgentes. Quando você deixa de apagar incêndios, começa a fazer as coisas no prazo e consegue ser mais produtivo.

Urgente

Essas atividades são aquelas que exigem atenção imediata, geralmente porque o prazo está finalizado e o tempo de execução é curto. Essa situação é decorrente da falta de planejamento (ou de uma estratégia ruim), o que acaba por deixar as tarefas importantes de lado.

A consequência é que a maioria das ações se torna urgente e você fica o tempo todo resolvendo problemas. Por isso, é preciso priorizar, ou seja, saber o que é mais importante.

Também é necessário definir quais atividades, diretrizes, metas ou tarefas devem ser implementadas e a ordem de execução delas.

O que é a matriz urgente-importante?

Essa ferramenta é composta por uma grade que contém 4 áreas. A ideia é separar as atividades conforme a urgência e a importância de cada uma delas. Veja o que caracteriza cada quadrante:

Quadrante I

As atividades importantes que se tornaram urgentes devem ser colocadas aqui. Alguns exemplos são reuniões de última hora, projetos atrasados, emergências de saúde e crises. Quando esse quadrante está lotado, a tendência é haver mais pressão, porque o trabalho é focado na solução de problemas.

Quadrante II

Essas são tarefas importantes, mas que ainda há tempo para a execução. Muitas vezes, essas atividades são deixadas de lado. Isso é um erro, porque o quadrante II é um dos mais relevantes por trazer ações relativas a:

  • planejamento estratégico;

  • aumento de competências;

  • desenvolvimento profissional e pessoal;

  • avaliação de riscos;

  • qualidade de vida.

Quando a maioria das atividades está concentrada aqui, há uma sensação de qualidade e controle, e o gestor consegue focar no que é realmente importante.

Quadrante III

Essas são tarefas urgentes, mas que não têm grande importância. É o caso das interrupções, como telefonemas, reuniões desnecessárias, pessoas que precisam de atenção, e-mails etc.

Por isso, quando há mais atividades nesse quadrante, o resultado é a sensação de improdutividade e impotência, porque há muitas demandas externas e falta de controle sobre as ações.

Quadrante IV

Essas tarefas são aquelas que não se encaixam como urgentes nem importantes. Por exemplo: troca de mensagens irrelevantes, jogos eletrônicos em momentos inadequados, mau uso das redes sociais e até pensamentos de autocrítica. Essas situações ocorrem geralmente por fuga ou procrastinação.

Assim, a matriz permite gerenciar melhor o tempo e priorizar as atividades. Por exemplo: se você chegar à conclusão que trabalha muito no quadrante I, precisa tirar um tempo para focar e resolver o máximo de tarefas em um período menor para tentar equilibrá-las.

Por sua vez, se o quadrante III é predominante, pode começar a estipular horários para conversas e e-mails e evitar as reuniões improdutivas, dizendo “não” quando for preciso. Já se o quadrante IV domina as atividades, a dica é procurar formas de concentração e se comprometer mais com as mudanças necessárias na sua rotina.

Como melhorar a sua postura?

Saber aproveitar melhor o tempo é fundamental para uma boa produtividade e para conseguir priorizar as atividades urgentes e importantes. Essa atitude não requer ações e análises científicas. Basta um pouco de esforço e dedicação.

Confira algumas dicas que vão ajudar nesse processo:

Defina deadlines para você

Essa atitude ajuda porque oferece mais foco ao seu trabalho e permite alcançar suas metas. Assim, quando a tarefa ou o projeto não tem prazo, defina um mesmo assim. A tendência é que você cumpra as atividades e comece a executá-las dentro do cronograma esperado.

Reduza as interrupções

As pessoas que entram o tempo todo na sua sala, as notificações constantes das redes sociais e outras breves interrupções parecem inocentes, mas podem trazer grandes prejuízos à produtividade. Feche a porta do escritório e avise que não deve ser interrompido em determinados momentos. Se necessário, trabalhe em casa.

Ajude seus liderados a organizarem a rotina

As atitudes da sua equipe se refletem diretamente no seu trabalho. Por isso, ajude-os a organizar a rotina, estabelecendo o que é prioridade e aquilo que é urgente e importante. Pergunte se há algum obstáculo ao colaborador e veja como pode ajudá-lo a ultrapassar os desafios diários.

Comunique o valor à empresa

A direção precisa saber o que a sua equipe está fazendo e quais prazos estão sendo cumpridos. Mostre o valor entregue à organização, elabore relatórios e demonstre que a produtividade está maior e, portanto, as atividades estão sendo cumpridas no prazo.

Trabalhe em intervalos de 90 minutos

Um estudo da Florida State University, divulgado pelo site Inc, mostrou que o trabalho em intervalos de no máximo 90 minutos é mais produtivo. Depois, tire uma folga e, então, volte a trabalhar novamente. A ideia aqui vai além de cumprir horários: é ser realmente eficiente no que está fazendo. Essa dica também serve para sua equipe.

Agora que você já sabe a diferença entre urgente e importante, que tal ver mais dicas úteis? Neste texto, contamos qual é o passo a passo para ser mais produtivo no trabalho. Corre para ler!

Prepare-se para as 6 tendências do mercado de trabalho já!

O avanço das novas tecnologias modificou muitos segmentos e carreiras, extinguindo algumas, adaptando outras e gerando novas oportunidades que antes não eram possíveis. Esse movimento continua firme e tem levantado dúvidas sobre o futuro do emprego em vários setores. Afinal, é preciso estar atento às novas tendências do mercado de trabalho para conseguir uma boa colocação.

Aliado a isso, temos a mudança de prioridades dos profissionais, além de uma percepção social e ambiental crescente, que vem pressionando alguns dos mecanismos tradicionais do mercado. Dessa forma, tanto a tecnologia quanto as mudanças comportamentais do público prometem revolucionar a economia e as relações de trabalho, que em breve não serão mais como conhecemos.

Tal aspecto abre portas para oportunidades que dificilmente seriam possíveis em momentos anteriores da história, de modo que podem trazer novas vantagens e maior qualidade de vida para os trabalhadores.

Para ajudar você a encontrar um novo caminho profissional e conseguir se preparar para ele, separamos a seguir 6 tendências irreversíveis do mundo corporativo, além de dicas práticas para se adaptar aos novos cenários. Dessa forma, você poderá se prevenir para não perder competitividade nem sofrer com a desatualização. Não deixe de conferir!

1. Freelance e trabalho por projetos

A capacidade de autogestão será essencial para conseguir uma vaga nas melhores áreas de trabalho para o futuro, especialmente por conta do crescimento da chamada economia Gig.

Também conhecida como Freelance Economy e Economia sob demanda, ela envolve o ambiente que une trabalhadores temporários e sem vínculo empregatício, como autônomos e freelancers, com companhias que contratam esses trabalhadores. Os contratos costumam ser temporários e independentes, feitos para prestação de serviços pontuais isentos de algumas regras trabalhistas.

A tendência do mercado de freelance parece ter sido impulsionada devido à maior disseminação do Cloud Computing (Computação em Nuvem) a partir de 2011 e ao barateamento dos dispositivos tecnológicos. Como resultado, os valores de itens como RAMs, CPUs, discos e outros componentes caíram, gerando a queda de preços de notebooks, PCs, tablets etc.

Isso permitiu que qualquer pessoa com um aparelho tecnológico desse tipo pudesse trabalhar remotamente em uma série de serviços diversos. Graças à nuvem, por exemplo, é possível contratar uma pessoa do outro lado do mundo que escreva códigos e execute um aplicativo para uma empresa com mais de 1.000 funcionários.

Também se proliferaram as plataformas que servem de intermediárias entre indivíduos interessados em vender seus serviços e pessoas que querem contratá-los. Isso impulsionou o modelo freelance ainda mais, disseminando-o no mercado.

Além disso, as organizações também precisam ter em conta a produtividade versus a presença física de seus colaboradores, pois a maioria geralmente não reside perto do local de trabalho. Isso faz com que muitas delas invistam em conceitos mais modernos de escritórios satélites. Também há os escritórios virtuais e o movimento home office, que estão crescendo.

Um estudo da empresa de tecnologia Intuit (nomeado de “Intuit 2020 Report: Vinte Tendências que Moldarão a Próxima Década”) apontou que mais de 40% da força de trabalho só dos EUA nos próximos anos será constituída de freelancers. E a tendência é que esse fenômeno cresça no mundo todo.

Trabalho por projetos

Para se adaptar a essa nova tendência do mercado de trabalho, é importante desenvolver a liderança e o conhecimento de gestão de projetos. O primeiro atributo será essencial para a gestão de um contingente maior de trabalhadores que não atuarão dentro das empresas e que serão contratados para projetos específicos e temporários.

Dessa forma, gestores terão que lidar com desafios do dia a dia que envolvem profissionais que estão a quilômetros de distância, às vezes em outros países. Os contratos por projetos também trarão novas especificidades trabalhistas. Eles exigirão atualizações rápidas e constantes dos líderes, para que eles sejam capazes de administrar seus projetos em conformidade não só com a legislação do seu local de atuação, mas também com a de outras regiões do globo.

A partir da contratação de freelancers para projetos específicos, as empresas terão condições de reunir equipes multidisciplinares com colaboradores cujos perfis sejam voltados a atividades muito segmentadas. Dessa forma, as rotinas e fluxos de trabalho poderão ganhar maior versatilidade, produtividade e eficiência.

Esse tipo de contratação ganhará força porque as organizações, em geral, procuram manter um quadro mais enxuto de funcionários, especialmente em cenários de recessão ou crise econômica. A possibilidade de contar com uma quantidade grande de especialistas em áreas distintas é algo que só as grandes corporações têm conseguido.

O trabalho por projeto causa uma mudança de paradigma em relação ao comportamento dos próprios profissionais. Isso porque muitos indivíduos já enxergaram que o essencial não é mais a procura por um cargo estável ou pela atuação em determinada empresa. O foco é aliar qualidade de vida com possibilidade profissionais mais amplas.

Nesse sentido, uma atitude que deve ser fomentada é a busca por um alto grau de empregabilidade. Esse termo envolve a capacidade de a pessoa se manter no mercado de trabalho e de conseguir boas colocações ou recolocações.

Por conta do dinamismo do mercado, da flexibilidade exigida e da rapidez das mudanças, essa é uma das melhores maneiras de alcançar boas posições na carreira.

Para conseguir elevar sua taxa de empregabilidade, é importante se atualizar periodicamente, fazer uma boa reciclagem profissional e tentar se tornar um colaborador versátil. Muitas pessoas com essa característica têm sido reaproveitadas em novas funções em seus locais de trabalho após períodos de demissões, prestando serviços como freelancers.

Para otimizar sua versatilidade, é vital estar em constante processo de capacitação, visando aquirir diferentes habilidades que sejam úteis para mais de uma função ou cargo.

2. Automação de processos e inteligência artificial

O aumento massivo na quantidade e diversidade de processadores e sensores transformará o mundo em um sistema programável. À medida que o número de dados e informações cresce exponencialmente, muitas funções e cargos exigirão a competência de compreensão das dinâmicas, linguagens e outras nuances. Nesse contexto, será muito difícil sobreviver no mercado de trabalho sem um conhecimento mínimo das regras desse sistema que está sendo desenvolvido.

Desde a primeira revolução industrial, o processo de automação substituiu milhões de empregos operacionais e manuais. A tendência é que os poucos restantes dessas categorias sejam eliminados já na próxima década.

Além disso, o avanço da tecnologia afetará praticamente todos os postos de trabalho em menor ou maior grau, conforme o tipo de atividade que envolvem. A automação, que atualmente está mais concentrada em processos industriais, tem o potencial de transformar áreas de serviços e comércios, como os segmentos de saúde, finanças, varejo etc.

Na proporção em que evoluímos tecnologicamente, os processos e atividades na sociedade tendem a ficar mais automatizados e inteligentes. Sendo assim, quanto mais operacional for um cargo, maior a possibilidade de que ele desapareça ao longo do tempo.

Por exemplo, operadores de caixa nos bancos e operadores de telemarketing já estão sendo substituídos por atendimentos automáticos, já que, atualmente, é possível fazer quase tudo pelo smartphone ou nos caixas eletrônicos. O advento dos veículos autodirigidos — que já estão sendo testados — também trará impactos, substituindo milhões de empregos.

Trocar a mão de obra humana por equipamentos e sistemas inteligentes nos processos operacionais diminui as despesas da organização. Por isso, essa tendência tem ganhado força. 

Hoje em dia, vivemos a chamada “Quarta Revolução Industrial”, que promete ser mais veloz, ampla e impactante do que as anteriores. Isso porque temos o surgimento de novas tecnologias, como computação em nuvem, Big Data, Internet das Coisas (IoT), entre outras que fornecem amparo para o avanço da chamada Inteligência Artificial (IA) e da robótica.

Essas duas tendências provocarão mudanças profundas até mesmo em atividades que exigem maior cognição e raciocínio, já que os sistemas de IA conseguem fazer cálculos, análises e até mesmo tomar certas decisões.

3. Novas formas de contratação

Como visto acima, o grau de empregabilidade será essencial para a conquista de novas oportunidades. Por outro lado, os processos seletivos também sofrerão mudanças na busca das melhores opções de profissionais no mercado. Para isso, as análises poderão ser mais completas, envolvendo avaliações dos indivíduos com os melhores portfólios e capacitações, tanto técnicas quanto emocionais, e a busca pelo perfil mais desejável pelo mercado.

Os processos de recrutamento têm sido organizados em passos utilizados para a mensuração de quem possui o melhor perfil técnico. Concomitantemente, são aplicados testes e questões para verificar quem reúne habilidades interpessoais, como boa comunicação, capacidade de ser um gestor de sucesso, flexibilidade etc.

Com base nisso, fica evidente a necessidade de uma boa preparação para os processos seletivos. Isso porque o número de habilidades e competências analisadas tem aumentado, tornando as contratações mais criteriosas. Fragilidades como a dificuldade de se expressar em público e de se relacionar adequadamente com colegas são pontos que costumam impactar negativamente.

Nesse contexto, não basta ter um bom currículo e uma recomendação, pois é necessário saber como apresentar suas competências, conhecimentos e habilidades, bem como tratar de suas fragilidades de modo adequado. Além disso, o uso de soluções tecnológicas para processos de seleção e recrutamento tem ampliado o leque de opções de captação de currículos, o que, de certo modo, eleva a concorrência entre os candidatos e torna mais apurada a contratação. Será preciso lidar com redes e mídias sociais convencionais e profissionais, sites e portais de recrutamento.

Além dos profissionais de RH, que precisarão se reinventar para conduzir processos cada vez mais precisos e tecnológicos, as empresas também deverão rever suas políticas de contratação. Isso porque sua reputação como empregadora contará muito para atrair e reter talentos, conceito conhecido como Employer Brand.

Desse modo, as organizações terão que desenvolver imagens positivas junto ao mercado para captar bons profissionais. Nesse sentido, faz-se necessário traçar planos para que elas sejam conhecidas e consideradas bons locais para trabalhar, agregando qualidades.

As pessoas poderão comparar companhias de diferentes perfis. Por exemplo, temos empresas conhecidas por apresentarem ambientes de trabalho competitivos e com boas remunerações. Também há as que proporcionam um bom equilíbrio entre vivência profissional e qualidade de vida, possibilitando que seus empregados tenham horários mais flexíveis e até pratiquem home office.

A experiência da organização, aliada ao Employer Brand, poderá ser essencial para atrair trabalhadores talentosos e, mais do que isso, retê-los em seu quadro de colaboradores.

4. Mais formas de interagir com colegas, inclusive robôs

O surgimento da Gig economia modificou o dia a dia de muitas empresas, além de atingir a força de trabalho global. Como visto acima, ela abriu novas oportunidades para profissionais atuarem com empresas de vários pontos do planeta diretamente de suas casas. Outros, por sua vez, passam a incorporar projetos dentro das organizações, mesmo que atuem de forma temporária.

Isso gerou um novo tipo de diversidade, com colaboradores permanentes atuando juntamente com os freelancers. Segundo um estudo da Field Nation em conjunto com a Future Workplace, que visa analisar a economia Gig, 93% das empresas já identificam a força de trabalho combinada, pois estão presenciando trabalhadores freelances que se unem a funcionários para atuarem juntos em projetos. 

Obter uma equipe flexível é o principal motivo pelo qual os empregadores estão se beneficiando desse tipo de força de trabalho combinada.

Além disso, novos meios de comunicação estão modificando as relações sociais, exigindo que as pessoas consigam se relacionar por meio de diferentes mídias e equipamentos. Nossa capacidade de transmitir ideias está sendo testada além da escrita, pois somos provocados não só a conversar com nossos colegas ao lado, mas também com profissionais do mundo todo.

Será preciso fazer design de apresentação para expor ideias e resultados, criar modelos e frameworks, contar histórias utilizando áudio, vídeo, interatividade, entre outros fatores, incluindo realidade aumentada. Aliás, tal fenômeno já pode ser visto no mercado de trabalho contemporâneo, embora ganhe maior intensidade apenas nos próximos anos.

5. Coexistência de gerações

Segundo um estudo do Institute for the Future, intitulado Future Work Skills 2020, a extrema longevidade foi apontada como um dos principais motores de alterações no trabalho até o ano de 2020.

Isso decorre por conta dos avanços na área da medicina e da saúde em si, que estão contribuindo para a elevação da expectativa de idade das pessoas, além de melhorarem as condições de vida. Dessa forma, os profissionais poderão exercer funções por mais tempo, promovendo trocas de aprendizado mais duradouras com as gerações mais jovens.

Os chamados nanobots poderão ser extremamente eficazes no combate a doenças de vários tipos e origens, diminuindo consideravelmente o número de enfermidades que afetam os seres humanos.

Além do maior tempo de atuação, também haverá maiores trocas de postos de trabalho, o que permite experiências mais diversificadas. Todavia, outras demandas surgirão, como a necessidade constante de aprender novos conhecimentos, para que seja possível trabalhar em múltiplos setores e com diferentes funções.

Além da aposentadoria tardia, haverá também a maior mistura de gerações nos ambientes corporativos. Teremos pessoas de muito mais idade do que as que hoje já esticam seus tempos de carreira convivendo com adolescentes, jovens e adultos de várias faixas etárias.

Esse cenário abrirá possibilidades de aprendizado e trocas de experiências, tanto dos mais velhos para os mais novos quanto no sentido inverso, já que os jovens poderão trazer novas ideias e tecnologias para dentro das organizações.

Isso demandará profissionais mais abertos às diferentes visões de gerações afastadas entre si no tempo, que também consigam gerenciar conflitos decorrentes dessa divergência no modo de encarar as coisas.

6. Gestão humanizada

Muitos estudiosos já comentam sobre o chamado “pós-capitalismo”, um sistema econômico que tem como propulsor a tecnologia da informação (TI). Nele, as linhas entre emprego e tempo livre são derrubadas e se tornam opacas, com relações entre trabalho e rendimentos (ganhos) cada vez mais enfraquecidos. Ter uma rotina diária de serviço das 8h às 18h não é mais visto como sinal de êxito na carreira, nem indício de ter uma conta bancária avantajada.

Novos comportamentos e ideais estão se desenvolvendo, com profissionais colocando a qualidade de vida em primeiro lugar. Outros negócios têm impulsionado esse movimento de ascensão de um sistema pós-capitalista e demonstrado sua força — e se desenvolvendo graças ao avanço tecnológico!

Um bom exemplo é a chamada economia colaborativa. Também conhecida como economia em rede ou compartilhada, é um movimento de concretização de uma percepção nova e mais colaborativa de mundo.

Ela representa o entendimento de que a divisão de bens, recursos e serviços deve substituir o acúmulo desenfreado de produtos, especialmente por causar problemas sociais e ambientais que se tornam cada vez mais graves.

Portanto, trata-se de uma força que causa impactos principalmente nas formas como vivemos e fazemos negócios. Alguns exemplos de empresas que já seguem por esse caminho são o Uber e o Airbnb.

Essas mudanças conjeturais e de percepção social também crescem em conjunto com o avanço da tecnologia, sendo, em grande parte, fortalecidas por essa modernização. Cresce o entendimento de que não se faz necessário ser um “robô” no ambiente de trabalho, seguindo rotinas rígidas e tendo expedientes engessados que sufocam a vida pessoal. A qualidade de vida e a busca por carreiras que gerem maior significado têm pautado os sonhos de muitos profissionais.

Nesse sentido, algumas empresas começam a implantar processos de gestão mais humanizados, que conciliem os interesses corporativos com os dos funcionários. Dessa forma, temos o surgimento de negócios orientados às pessoas, que fornecem ambientes de trabalho mais flexíveis, dinâmicos e que prezam conceitos de boa convivência, respeito e qualidade de vida.

Devido a essas mudanças, os cenários futuros demandarão competências e habilidades diferenciadas dos profissionais, como maior capacidade de compreensão e de dar sentido profundo às informações, indo além da superficialidade. Também temos a necessidade de inteligência social, ou a habilidade de se conectar com colegas e outros indivíduos no ambiente de trabalho.

O pensamento adaptativo, ou a capacidade de imaginar soluções além do óbvio, também é algo essencial para quem quer atuar em uma das melhores áreas de trabalho para o futuro.

Igualmente, será necessário um mix de habilidades interpessoais e um mindset de designer, unindo a habilidade de prototipar inovações em serviços e produtos. A gestão de carga cognitiva é outro processo que se tornará importante, pois envolve a habilidade de filtrar conteúdos não essenciais de modo a focar em problemas realmente importantes para o sucesso do negócio.

Embora a tecnologia tenha um grande impacto nas relações de consumo e de produção, a inovação no mercado de trabalho pode ser alcançada com ideias criativas e mudanças de comportamento que envolvam as relações humanas. Portanto, não basta apenas se formar engenheiro ou programador, é essencial desenvolver habilidades plurais exigidas pelo novo cenário econômico, tornando-se também um profissional inovador.

Entre elas, estão atributos inerentes aos bons gestores, como boa liderança, comunicação e habilidade de engajar liderados em busca dos objetivos da empresa. Também é preciso uma boa rede de relacionamentos, bem como estar em constante aprendizado.

Dessa forma, é essencial se capacitar de forma contínua e buscar se atualizar em relação às novas demandas das empresas. Também é preciso estar atento às profissões em alta no mercado de trabalho para o futuro, pois elas costumam sofrer variações de tempos em tempos conforme a tecnologia se moderniza — o que tem sido cada vez mais rápido.

Em suma, os profissionais do futuro serão aqueles que tiverem alto nível de adaptabilidade, podendo atuar não só em um campo, mas em uma pluralidade de funções e tarefas. Para isso, é fundamental também ampliar seus horizontes e buscar se aperfeiçoar em várias áreas, de modo a ser capaz de combiná-las para melhorar seu currículo e impulsionar as chances de ascensão profissional.

Quem quiser garantir um espaço no mercado do futuro deve estar atento às tendências acima, buscando, sobretudo, se tornar um profissional inovador e com alto grau de adaptabilidade e versatilidade. Desse modo, poderá conseguir postos de trabalho que combinem com o seu perfil e que entreguem benefícios em sintonia com suas exigências e necessidades — especialmente envolvendo qualidade de vida e ascensão na carreira.

Agora que você já conhece as principais tendências do mercado de trabalho e como aproveitá-las no futuro, que tal baixar nosso e-book e aprender algumas dicas para conseguir inovar no seu negócio?

Cursos de longa ou curta duração: qual o melhor para a carreira?

Cursos de longa ou curta duração? O modelo de pós-graduação praticado atualmente no Brasil permite que as pessoas escolham entre diversas modalidades, de acordo com seus objetivos.

E você, conhece a diferença entre os cursos de curta ou longa duração? Tem alguma dúvida quanto ao propósito ou à qualidade de cada opção? Sabe definir o que atende melhor aos seus objetivos profissionais no momento?

Chegou a hora de solucionar essas questões! Vamos começar?

O que leva os profissionais a buscarem mais especialização?

O primeiro ponto que precisamos destacar é que, para ter sucesso na carreira, todo profissional precisa adquirir constantemente novas competências. Essa necessidade é decorrente de três motivos principais:

1. É preciso complementar a formação superior

Sim, é isso mesmo que você leu. Por melhor que seja um curso do Ensino Superior, ele nunca conseguirá, em seu tempo de duração, ensinar com profundidade tudo o que um profissional precisa saber.

Assim, um graduado em Administração pode até ter estudado Economia por um ou dois semestres, mas o que a disciplina conseguiu ensinar foi uma base dos principais conceitos. Se ele for atuar na área financeira de uma organização, precisará adquirir conhecimentos mais profundos.

Nesses casos, a pós-graduação — portanto, um curso mais longo — provavelmente é o ideal. Ela contribuirá para aprofundar as capacidades e entender sua aplicação à realidade do mercado.

2. É importante desenvolver habilidades complementares

Porém, além do conhecimento proporcionado pela graduação ou até mesmo pela especialização, o profissional que deseja crescimento precisa trabalhar suas lacunas.

Faz parte de um plano de desenvolvimento individual coerente identificar os aspectos em que precisamos aprimorar e empreender iniciativas para solucionar esses déficits de performance.

Portanto, o profissional pode reconhecer que precisa aprender a se comunicar melhor em público, já que sua função exige apresentações em reuniões ou para grupos maiores. Nesse caso, um curso breve de oratória pode ser o suficiente para desenvolver essa habilidade. O mesmo vale em outras situações relacionadas à rotina de trabalho.

3. O mercado apresenta novas demandas

Muitos profissionais investiram em uma boa graduação e se especializaram em algum ponto da carreira. Por algum tempo, provavelmente esse conhecimento foi o suficiente para obter bons resultados.

No entanto, hoje eles se deparam com situações inéditas, seja porque a carreira mudou de rumo ou simplesmente porque o mercado se transformou. A alteração nos cenários econômicos, políticos e sociais traz implicações ao mundo dos negócios, e, por isso, é necessário desenvolver novas competências.

Nesse contexto, também é importante recorrer a uma instituição que esteja atualizada em relação às demandas do mercado para fazer uma reciclagem profissional.

Como escolher entre cursos de longa ou curta duração?

Talvez você ainda não tenha entendido de que forma o que falamos se relaciona à pergunta do título: afinal, o que é melhor para a sua carreira?

A resposta depende justamente de como a sua vida profissional está estruturada e o que você entende que precisa desenvolver. Então, vamos entender em quais situações eles são indicados?

Cursos de curta duração

Quando o interessado recorre a uma instituição confiável, ele pode ter a certeza de que os cursos terão excelente qualidade. O que muda, sejam eles longos ou curtos, são os objetivos que eles propõem alcançar.

Como já falamos, existem habilidades pontuais que devem ser adquiridas. Uma boa forma de fazer isso é por meio de cursos de extensão e atualização. Eles são rápidos e úteis, e solucionam essas lacunas de desempenho específicas.

Alguns excelentes exemplos são o de Oratória e Desinibição, Gestão e Liderança de Equipes e Gerenciamento Operacional de Projetos.

Para adquirir essas habilidades, o interessado dedica um período curto, que varia de 8 a 24 horas-aula ou mesmo uma semana. Ou seja, em pouco tempo ele tem a possibilidade de obter um conhecimento útil que potencializará sua atuação no mercado.

Embora a instituição ofereça um certificado e ele seja válido para melhorar o currículo e se destacar em momentos de crise, o profissional sabe que esse não é o principal objetivo do curso. O que realmente importa é a capacidade adquirida de realizar suas atividades com mais eficiência e alcançar a alta performance.

Entre as vantagens desse tipo de iniciativa, está o aprendizado de habilidades que não são contempladas em situações de ensino formal. Devido à extensão do programa de uma graduação ou pós-graduação, as instituições deixam de lado alguns conhecimentos que são abordados nesses cursos rápidos.

Outro público beneficiado pelos cursos de extensão é formado por profissionais que não têm tempo para formações mais longas, como muitos empreendedores. Para esse grupo, é impossível conciliar sua agenda com cursos extensos, mas é razoável dedicar-se a iniciativas pontuais.

Cursos de longa duração

Já os cursos de longa duração se destinam a um propósito diferente. Eles também visam complementar a graduação, mas de uma forma mais ampla.

Por isso, as especializações e MBAs envolvem um acompanhamento maior do desenvolvimento de competências, exigem a entrega de trabalhos avaliativos e demandam interação intensa com os professores e os outros alunos.

Em muitos casos, o MBA pretende promover um equilíbrio entre formação genérica, especializada e prática. Essa proporção prepara o profissional para cargos executivos e de liderança.

A graduação em Administração, por exemplo, oferece uma formação genérica. O aluno formado termina o curso com uma série de conhecimentos básicos sobre os diferentes aspectos da gestão de uma organização: Direito, Economia e Finanças, Gestão de Negócios, Gestão de Pessoas etc.

Porém, ao ingressar em uma organização, ele provavelmente será alocado em algum cargo em que não utilize esse espectro de capacidades mais superficiais. Ele possivelmente trabalhará em uma área específica, como em Finanças.

O exercício profissional mostrará que, embora ele tenha uma base ampla de conhecimentos, deve aprofundar aqueles que são referentes à sua área para dominar as melhores práticas do seu setor.

Nesses casos, a alternativa ideal é a especialização. Ela proverá essas capacidades e, mais que isso, mostrará quais são as ações praticadas no mercado que oferecem os resultados mais satisfatórios.

O contrário também acontece. Um profissional com formação específica — em Gastronomia, por exemplo — inicia um negócio. Logo ele percebe que seu conhecimento não é suficiente para a administração do empreendimento. Falta know-how para a gestão de pessoas, o marketing, a administração financeira, entre outras necessidades.

Um MBA em Gestão Empresarial complementa essa formação e fornece as competências para que, além de ser um excelente chef de cozinha, ele tenha um empreendimento de sucesso.

Entendeu a diferença entre os cursos de longa ou curta duração para impulsionar a carreira? Quer conhecer outras chances de crescimento profissional? Então assine a nossa newsletter e receba dicas para alcançar o sucesso diretamente em seu e-mail!

Afinal, como lidar com a pressão no trabalho?

A pressão no trabalho sempre esteve presente no nosso dia a dia. Entretanto, fatores como a crise financeira, o aumento da concorrência e a grande qualificação profissional acabaram intensificando a questão nos últimos anos. Com isso, muitas pessoas têm sucumbido à ameaça e vêm perdendo produtividade gradativamente.

Se você está em uma boa posição no mercado de trabalho, sabe do que estamos falando. Então, como lidar com toda essa pressão e manter sua performance em alto nível?

Não é uma pergunta fácil de responder. O desemprego cresceu de forma assustadora e você, muito provavelmente, deve conhecer algumas pessoas do seu círculo de amizades que foram demitidas ou enfrentam dificuldades para se recolocar no mercado.

Mas não é só do medo do desemprego que vem a coação. A competitividade do mundo corporativo exige que os profissionais se desdobrem devido ao cumprimento de metas audaciosas, aumentando o esforço necessário não só para permanecer na ativa, mas também para conquistar novas posições.

Tudo isso gera uma enorme pressão, com a qual você precisa lidar. Para tentar ajudá-lo, preparamos alguns conselhos que podem ser úteis nessa batalha.

Busque capacitação constante

Para enfrentar uma concorrência qualificada, a melhor receita é buscar o seu próprio aperfeiçoamento. Por isso, não se acomode com seus conhecimentos e esteja sempre pronto a aprender mais.

A boa notícia é que não faltam cursos de especialização voltados para todos os níveis de ocupação. Mas, antes que você saia se matriculando, é importante saber que não adianta nada fazê-los apenas para incluir uma informação a mais no seu currículo.

É preciso ter foco e direcionamento de carreira, e é disso que vamos tratar no próximo tópico.

Tenha um foco para a sua carreira

Planejamento é a palavra-chave para quem quer lidar com a pressão no trabalho. Se a pessoa tem um direcionamento de carreira preciso e bem-elaborado, enfrenta os problemas com mais tranquilidade, já que sabe que eles farão parte do contexto.

Mas o que é planejar sua trajetória? Em primeiro lugar, é preciso saber aonde quer chegar. Qual é a posição desejada: um cargo de liderança? Um posto acadêmico? Um emprego público? Para cada objetivo, existe uma capacitação diferente.

Se você optar, por exemplo, em focar o alcance de um cargo executivo, precisa buscar um curso que dê base de conhecimento e gere networking. Nesse caso, a melhor solução é procurar um MBA, de preferência realizando um dos estágios no exterior.

Se quiser ser professor — outro exemplo de carreira que tem sido muito procurada —, pode investir em um mestrado e, posteriormente, em um doutorado da área na qual deseja atuar.

Essas são apenas duas dicas, mas servem para ilustrar o quanto o direcionamento de carreira é importante. Caso esteja com dificuldades em encontrar o caminho, procure ajuda com um trabalho de coaching, muito utilizado por diversos profissionais atualmente.

Seja transparente com seus líderes

Se a pressão está se tornando insuportável a ponto de fazê-lo perder produtividade, talvez esteja na hora de conversar com seus líderes.

Muitos profissionais guardam um certo receio de ter esse tipo de conversa, por acreditarem que isso fragiliza a relação hierárquica. Mas é justamente o contrário. A falta de transparência e a ausência de abertura para diálogos importantes é que acabam distanciando os funcionários dos líderes e contribuindo para a perda de desempenho e até eventuais demissões.

Muitas vezes, a ameaça é um fenômeno acumulativo. Ou seja, ela já vem dos escalões altos: passa pelos superiores e chega até o funcionário de nível hierárquico mais baixo. Portanto, se você está se sentindo pressionado, saiba que o seu chefe direto provavelmente está na mesma situação.

E é justamente por isso que a transparência se torna importante. Ciente do quanto a pressão pode afetar o trabalho, seu líder chega a propostas concretas junto com você, tentando encontrar formas mais saudáveis de lidar com as questões inerentes ao seu cargo na organização.

Tape os ouvidos e a boca para as fofocas

Muitas vezes a pressão nem vem tanto dos superiores, mas sim de você mesmo. E a cobrança que se impõe pode derivar da insegurança gerada pelo excesso de fofocas de corredor.

A chamada “rádio-peão” está presente em todas as empresas e consiste basicamente no agrupamento de funcionários que, sem muitas informações concretas, passam a especular sobre todos os temas possíveis.

Participando disso, você pode entrar no turbilhão de fofocas, que geram situações hipotéticas sobre demissões, cortes, cancelamentos de projetos, entre outros assuntos.

O ideal é se afastar dessa rede, tanto para a sua saúde quanto para a sua imagem profissional. E, novamente, aposte na transparência. Se tiver qualquer dúvida a respeito de assuntos relacionados à empresa ou ao cargo, pergunte diretamente ao seu chefe imediato.

Drible a pressão no trabalho com válvulas de escape

A vida não pode ser somente dedicada ao trabalho. Mergulhar excessivamente nos seus projetos corporativos acaba gerando uma enorme pressão, o que não é nada bom para a sua produtividade.

Portanto, se você tem características de workaholic, talvez esteja na hora de encontrar atividades alternativas, que sirvam como válvulas de escape.

A primeira sugestão é o esporte. Praticar uma modalidade que você gosta, uma ou duas vezes por semana, serve para relaxar e ainda cuidar da própria saúde.

Além disso, invista em programas durante o final de semana, junto com a família e os amigos. Ir a jogos de futebol, frequentar restaurantes e marcar encontros na casa de amigos podem ser boas saídas para lidar com a tensão do dia a dia.

Caso você se sinta bem quando está sozinho, uma dica é procurar filmes ou séries interessantes, que não tenham a ver com seu emprego. Atualmente, a oferta é bastante ampla.

Como você viu, existem muitas formas de lidar com a pressão no trabalho. O importante é que você saiba que esse é um fenômeno natural e que faz parte da rotina profissional de todos, hoje em dia.

E se você está precisando de recomendação para inovar no seu ambiente de trabalho, baixe este e-book e veja algumas maneiras valiosas de motivar sua equipe a desenvolver melhor os projetos da área. Boa leitura!

É possível aprender a pensar fora da caixa?

Inovação. Nunca essa palavra foi tão ouvida no mundo profissional quanto agora. Se há alguns anos o profissional precisava ser proativo, dominar outro idioma e ter uma boa qualificação para se destacar no mercado, hoje, além disso tudo ele ainda precisa pensar fora da caixa. Mas como fazer isso acontecer?

No post a seguir, vamos ensinar um pouco sobre o que é essa tal de inovação e como desenvolvê-la no seu dia a dia. Ficou curioso? Então, você já tem meio caminho andado! Continue a leitura e complete o percurso para ser um profissional mais inovador!

O ser criativo

O conceito de inovar está diretamente ligado ao da criatividade. No próprio dicionário, um dos significados dessa palavra é “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar e inovar”.

Na prática, ser criativo é formular ideias e conceitos com base em algo novo ou em algo já existente.

No empreendedorismo, por exemplo, não é raro encontrar startups que fazem sucesso em um mercado já saturado apenas melhorando um produto ou serviço que já foi criado.

A necessidade de inovação passou a ser enxergada também pelo mundo empresarial nos últimos anos, graças, principalmente, a esses empreendimentos. O grande trunfo dos empreendedores foi vencer a ideia errônea do mito da criatividade, do senso comum que diz que as pessoas já nascem criativas.

O mito da criatividade

A ideia de que as pessoas já nascem criativas é alvo de estudos e controvérsias há muitos anos. Hoje, o entendimento sobre o processo criativo vai muito além da teoria da divisão dos cérebros (lado direito: emocional e criativo; lado esquerdo: analítico e racional).

A neurociência, por exemplo, acredita que a criatividade é sim um fruto de processos cognitivos e emoções, mas também de experiências sociais, vivências pessoais e até de hábitos.

Ou seja: não existe um lugar especial no nosso cérebro onde a criatividade se esconde. Para aparecer e nos presentear com uma grande ideia, ela precisa ser trabalhada todos os dias, estimulada.

Elizabeth Gilbert, autora do livro sobre criatividade “Grande Magia” (e também de “Comer, Rezar, Amar”), relembrou no TED Talks que os povos da Antiguidade acreditavam que artistas e filósofos eram seguidos por uma espécie de entidade mágica, um gênio criativo de onde vinham todas as boas ideias.

Mesmo sendo uma realidade quase incompreensível para nós atualmente, esse exemplo serve para mostrar que, sim, a criatividade pode ter uma influência externa. Basta que acreditemos nisso.

É um fato que muitas pessoas têm uma enorme facilidade de aprender determinada atividade, que se revela desde a infância. Outras, mesmo com uma educação limitada, se tornam um talento no que fazem. Mas a fase de aprendizado sempre deve existir.

Acreditar que a criatividade é algo intrínseco que somente algumas pessoas sortudas têm — ou que só pode ser desenvolvida no campo artístico e nas ciências humanas — é uma forma de barrar a si mesmo. É possível inovar, mesmo sendo um engenheiro, um bioquímico ou um profissional de TI, por exemplo.

A realidade é que ninguém nasce criativo, as pessoas se tornam criativas, e existem diversas técnicas para estimular o pensamento fora da caixa.

Estímulos à criatividade

Agora que você já sabe que pode treinar a sua criatividade, deve estar se perguntando: como fazer isso? Algumas atitudes podem estimular essa habilidade no dia a dia e trazer resultados positivos, tanto pessoal quanto profissionalmente. São elas:

Coolhunting

Muito utilizado no mundo da moda, esse conceito — que já se tornou uma profissão — é oriundo do marketing dos anos 90, e significa observar o mundo e as pessoas ao seu redor para descobrir novas tendências.

Para quem deseja pensar fora da caixa, o mundo é uma tela em branco, pronta para ser preenchida por possibilidades. Por isso, esteja sempre atento ao que acontece no seu dia a dia, observe o comportamento das pessoas, explore a sua cidade, viaje se for possível. Pensar em um contexto diferente trará novas ideias.

Design Thinking

Elaborado por Tim Brown, CEO da Ideo — organização símbolo de inovação — o conceito de Design Thinking foi pensado para ajudar as empresas a gerar soluções rápidas e mais criativas para os seus problemas.

Tudo é baseado em um roteiro simples: descobrir (observar o contexto em que vive e explorar novas possibilidades), interpretar (analisar como as ideias podem vir desse contexto), idealizar (enxergar oportunidades), experimentar (testar as ideias) e evoluir (aprender com os erros e melhorar o que for preciso).

Leituras

Muitos especialistas indicam que, para ser muito bom em algo, você precisa ter pelo menos dez mil horas de prática nessa atividade. No entanto, quem deseja estimular a criatividade não precisa ir tão longe. O mais importante é que estude, leia, explore as teorias e as técnicas de algo — particularmente algo novo.

Buscar qualquer tipo de conhecimento é uma forma de sair da sua zona de conforto, principalmente para quem está sempre ligado aos assuntos da sua área profissional e não estuda outros temas fora dela.

A leitura permite que você enxergue sem limites e crie uma mente sem amarras, capaz de chegar a lugares inimagináveis.

Hábitos

A criatividade também é fruto de hábitos. Reservar uma hora para ficar sozinho, aprender algo novo todos os dias, praticar uma atividade física e ter uma alimentação balanceada são alguns dos costumes que refletem positivamente no corpo e na mente. E não há espaço melhor para as ideias inovadoras do que um cérebro saudável e ativo!

“Dolce far niente”

Até mesmo o fazer nada pode ser uma fonte de inovação, de acordo com o italiano Domenico De Masi, criador do conceito de Ócio Criativo. Isso não significa, no entanto, parar de trabalhar e perder dias deitado na cama.

Para o sociólogo, o dolce far niente proposto por essa teoria está em unir o estudo e o trabalho com momentos frequentes de lazer. No dia a dia, isso significa descansar a mente das atividades cotidianas, enquanto aprecia um bom filme, lê um livro, pratica um hobby ou ouve uma música, por exemplo.

Erros

Muitas pessoas matam uma ideia dentro de si antes mesmo que ela floresça, por medo de que a execução seja falha ou por se preocupar com o que os outros vão pensar.

Quem está em cargos de gestão, por exemplo, pode deixar de implantar mudanças no ambiente de trabalho por não acreditar na sua possibilidade de sucesso.

Errar também é uma forma (uma das melhores!) de se tornar mais criativo. Pode parecer loucura, mas as falhas são caminhos para ganhar experiência, reconhecer novas possibilidades e inovar.

Capacitação

Sim, é possível aprender a pensar fora da caixa. E muitas instituições já se especializaram nisso. 

Para quem deseja se reinventar no trabalho, a capacitação pode fornecer ferramentas criativas, facilitar o desenvolvimento de projetos e estimular a busca por soluções inovadoras de acordo com a realidade do mercado.

A maior vantagem dos cursos e treinamentos nessa área está em obter resultados mais rápidos do que se você estivesse trabalhando sozinho. 

Agora que você já aprendeu alguns macetes para pensar fora da caixa, que tal colocá-los em prática? Se estiver em busca de capacitação no assunto, não deixe de conhecer o nosso curso sobre Gestão Criativa, e estimule o líder inovador que está dentro de você!