Como se preparar para o mercado de trabalho com a geração millennial?

“Geração millennial: o que isso significa?” Essa é, provavelmente, a reação de quem escuta o termo pela primeira vez. Contudo, a expressão “geração millennial” está se tornando cada vez mais popular, e muito se deve ao fato de que esse grupo de pessoas tem comportamentos bastante marcantes.

Quando comparados a gerações anteriores, os millennials são diferentes e únicos em vários aspectos, desde a relação com as inovações até as aspirações profissionais. Aliás, falando em mercado de trabalho, esse é um dos pontos mais característicos dessa geração — e é sobre ele que falaremos a partir de agora.

Para conseguir acompanhar a geração millennial, é preciso se capacitar e se atualizar constantemente. Por isso, convidamos você a entender como se preparar para o mercado de trabalho nesse contexto. Vamos nessa?

As características da geração millennial

Não há um consenso absoluto em relação aos anos de nascimento que englobam essa geração. Entretanto, existe claramente uma média aceita por diversos autores e sociólogos como Don Tapscott. A geração millennial, também chamada de “geração Y”, corresponde ao grupo de jovens que hoje tem entre 15 e 35 anos.

Em que mundo a geração millennial cresceu?

Para compreender o comportamento dessa geração, é fundamental observar o ambiente em que ela foi criada. Essas são pessoas que cresceram em uma época de avanços tecnológicos gigantescos. Basta notar a evolução, por exemplo, das mídias de áudio e vídeo. Enquanto os integrantes mais velhos da geração chegaram a ter contato com fitas cassetes, os mais novos já nasceram na época do streaming.

Ao contrário da geração X, que encontrou a transição para o novo mundo tecnológico, a geração Y foi a primeira que realmente nasceu já nesse meio (mesmo que muitas tecnologias estivessem engatinhando).

Em relação ao contexto econômico, essa geração se desenvolveu em meio à prosperidade e à facilidade material. Desde o seu surgimento, é bastante fácil ter acesso a qualquer tipo de produto disponível — ainda mais com o auxílio da internet. Enquanto a geração X tinha acesso a poucos brinquedos e aparelhos eletrônicos, os millennials cresceram rodeados deles.

Principais características dessa geração

As diferenças no ambiente em que a geração millennial cresceu fez que esses jovens adquirissem características bem diferentes da geração anterior.

A 1ª grande mudança é a relação com o trabalho. Ganhar muito dinheiro ou ter um cargo renomado ainda é importante, mas já não é mais sinônimo de satisfação. Os jovens atuais também têm expectativas diferentes — e mais ambiciosas — em relação às suas carreiras.

A grande rotatividade e a baixa durabilidade dos produtos atuais fez com que várias profissões caíssem, enquanto o novo modo de produção passou a valorizar novas ocupações.

A 2ª característica central é a intimidade com a tecnologia. Os millennials tornaram-se inseparáveis dos seus aparelhos eletrônicos, como os celulares smartphones.

Para essa geração, o uso da tecnologia não se restringe à comunicação (como as ligações telefônicas): ela é facilitadora para todos os tipos de atividades, desde o trabalho até a locomoção nas cidades, passando pelo entretenimento.

O 3º aspecto é a alta exigência com produtos e serviços. Por terem acesso a todos os tipos de produtos e, principalmente, a todos os tipos de informações, os millennials são extremamente exigentes como consumidores. Além disso, têm alto peso nas tomadas de decisões em suas famílias.

A 4ª característica inata é a comunicação. Convenhamos: falar com outras pessoas nunca foi tão fácil. Com isso, os millennials conseguem estabelecer e manter um número muito maior de relações próximas, mesmo que a distância. Nenhuma outra geração tinha conseguido comunicar-se entre si — e trocar todo tipo de opiniões e experiências — com tanto sucesso.

A 5ª característica a ser destacada é a necessidade de entretenimento. Os millennials acreditam que a vida tem que ser interessante e divertida. Por isso, sua expectativa é que qualquer ambiente seja capaz de entretê-los ou, ao menos, capaz de oferecer acesso à informação e ao entretenimento. Quer um exemplo? Hoje, os jovens esperam que todos os estabelecimentos tenham Wi-Fi disponível.

O comportamento profissional

“Faça o que você ama e o dinheiro será consequência.” Você sem dúvida já ouviu a afirmação. Contudo, a geração millennial parece ter sido a primeira a levá-la realmente a sério. Na verdade, os integrantes da geração Y vão além: colocam a busca pelo propósito à frente da compensação financeira.

O que é esse tal de propósito?

Para entender melhor essa forma de pensar, vamos começar compreendendo a definição de propósito (algo tão buscado por essa geração). Na sociedade atual, a palavra representa mais do que a simples intenção de fazer algo. Na visão do jovem da geração millennial, o propósito é um objetivo de vida que guia todas as realizações pessoais e profissionais.

Por exemplo: uma pessoa pode ter o propósito de construir uma empresa que revolucione o setor de transporte; pode ter o propósito de viajar pelo mundo ajudando comunidades carentes; pode ter o propósito de se tornar um líder que inspire outros colegas na sua área de atuação; e assim por diante.

De qualquer forma, podemos notar que o propósito muitas vezes está ligado à relação com o mundo, o meio ambiente ou a sociedade como um todo. Segundo pesquisa da consultora empresarial Deloitte Global, 75% dos integrantes da geração millennial acredita que as empresas estão mais focadas nos seus próprios interesses do que em ajudar a melhorar a sociedade.

E, acredite, isso incomoda bastante os millennials. Afinal, uma das características desses jovens é que eles querem se sentir parte de algo maior. Querem não apenas receber reconhecimento profissional mas também contribuir para a sociedade de alguma forma.

Como os millennials encaram o trabalho

Como mencionamos, os millennials não desejam somente fazer parte de uma sociedade melhor. Eles querem ajudar a construí-la. Para isso, buscam empresas que estejam conectadas com suas crenças e usam características dessa geração. Alguns dos principais pontos observados são:

  • os millennials querem assumir papéis de liderança nas organizações. Essa característica é ainda mais forte em mercados em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, sendo o objetivo de 65% dos jovens;

  • muitos jovens querem empreender, mas isso não significa que desejem necessariamente ter suas próprias empresas. O que os millennials esperam é ter espaço para inovar e criar ideias, produtos e soluções. Por isso, o empreendedorismo corporativo está em alta;

  • 77% dos millennials leva em conta o propósito da empresa ao escolher onde vai trabalhar;

  • a tecnologia também faz parte do trabalho. Para os millennials, as instituições dessa área estão entre as mais atrativas, assim como as empresas de mídia e telecomunicações;

  • em relação às lideranças, essa geração valoriza os líderes que têm visão (31%), capacidade de inspirar (37%) e pensamento estratégico (39%). Isso diz muito sobre o tipo de líder que os jovens querem ser.

Também é possível notar que, ao contrário das gerações anteriores, os millennials cresceram realizando várias tarefas diferentes quase que ao mesmo tempo. Além disso, por conta das facilidades de informação, são mais generalistas (têm conhecimentos mais variados).

Por esses motivos, os jovens de hoje estão mais propensos a trocar de emprego com uma frequência maior. Primeiramente, eles têm várias aptidões diferentes que podem ser seguidas em momentos variados da vida. Em segundo lugar, eles têm mais facilidade com tarefas e precisam de desafios cada vez maiores para se sentirem estimulados.

Ao mesmo tempo, a geração Y cresceu em um ambiente bastante individualista e competitivo. Por conta disso, a necessidade de qualificação é cada vez maior. Portanto, mesmo que os integrantes dessa geração estejam dispostos a buscar novos caminhos profissionais constantemente, eles também têm consciência da necessidade de continuar estudando.

A necessidade de inovação frequente

Lembra que comentamos que os millennials cresceram em um mundo digital? Como você sabe, a tecnologia evolui muito rápido, o que faz com que a geração Y seja totalmente habituada às inovações (sejam elas tecnológicas ou não).

Atualmente, a geração millennial já está inserida no mercado de trabalho. Contudo, nos próximos 10 anos, ela representará 75% dos trabalhadores. Imagine como serão as empresas quando a maioria dos colaboradores foram fanáticos por novidades.

O fato é que essa geração é composta por pessoas que ficam entediadas facilmente. Os millennials não apenas adoram inovação, como precisam dela para se sentirem inspirados e motivados a trabalhar.

A propósito, um estudo da Randstad mostrou que diversas empresas já estão adaptando seus modelos de trabalho às exigências da geração. Muitos dos dados e tarefas hoje em dia já são apoiados em soluções de mobilidade, envolvendo cloud computing e Big Data. Afinal, para os millennials, o trabalho vai além do escritório: está no bolso, dentro do smartphone. Millennials trabalham remotamente e com flexibilidade de horários, enxergando o trabalho como um conceito, e não como um local físico.

Ao mesmo tempo, trabalho e diversão se misturam. Se passamos tanto tempo trabalhando, a atividade precisa ser prazerosa, certo? É assim que pensam os jovens da geração Y. Por isso, a inovação nunca pode terminar. Se os millennials não encontram inovação nas empresas, eles mesmos criam as novas alternativas.

A liderança como habilidade natural

Para a geração millennial, a liderança não se resume ao cargo ocupado na empresa, pois os millennials acreditam que podem liderar independentemente de títulos. Para isso, basta que tenham a capacidade de realmente inspirar outras pessoas e impulsionar o futuro e os resultados das instituições em que atuam.

Como mencionamos, uma característica muito forte dessa geração é o propósito. Ou seja, os jovens querem deixar sua marca no mundo, contribuindo para uma sociedade melhor. Dessa forma, a liderança acaba se tornando uma habilidade e um caminho natural.

A fim de construir as mudanças que desejam ver no mundo e nas organizações, os millennials são praticamente obrigados a tomar a frente de diversos projetos e assumir a responsabilidade. Fazem isso ao dar ideias, ao sugerir inovações, ao conquistar parcerias e ao encontrar formas alternativas de viabilizar novas soluções. Por exemplo: por meio do crowdfunding (financiamento coletivo) e das ferramentas digitais, os millennials tornam-se líderes e gerenciam iniciativas do início ao fim sem nem mesmo precisar de um título ou cargo de liderança.

A recente pesquisa “A generation of liders”, realizada pela empresa de seguros The Hartford, confirmou o que já se observava na prática: 80% dos millennials se veem como líderes atualmente, independentemente do cargo ou posição ocupada. Além disso, 77% deles almeja continuar liderando no futuro. Já entre os que ainda não se consideram líderes, 69% querem chegar lá nos próximos 5 anos. Os dados impressionam, não é mesmo?

A capacitação e atualização contínua

Se o momento atual já é de grande competição, algumas das características da geração millennial levam a um aumento ainda maior da competitividade. Ao decidir trabalhar em empresas com propósito, os jovens estão excluindo diversas organizações que não se encaixam nos seus objetivos.

A consequência disso é que cada vez mais pessoas competem para trabalhar nas poucas empresas que estão alinhadas com as expectativas do mundo atual e os propósitos dessa geração. Provavelmente, essas também serão as empresas que continuarão vivas daqui a alguns anos, enquanto aquelas que não se adaptarem aos millennials podem ficar para trás.

Porém, diante desse cenário, fica fácil perceber que a capacitação e a atualização constante deixaram de ser uma opção para se tornar uma obrigatoriedade. Hoje, quem não aposta em educação continuada fica defasado de maneira extremamente rápida. E não estamos falando apenas do currículo, mas sim das competências que são usadas na prática do cotidiano. Cada vez mais, os millennials buscam fontes variadas de aprendizado e criação de networking, desde cursos on-line até MBAs.

Em meio a essa capacitação, um ponto específico chama a atenção. Como você viu, 69% dos millennials querem se tornar líderes nos próximos 5 anos. Para que isso aconteça, os jovens estão cada vez mais motivados a buscar conhecimentos que auxiliem justamente nesse ponto.

Afinal, a geração Y sabe que atualmente liderança não se conquista apenas com experiência ou conhecimento técnico. É preciso ter conhecimentos de gestão, capacidade de inovar e espírito empreendedor. Isso sem falar na necessidade de fazer networking, buscar autoconhecimento e produzir em alta performance.

O consumo de informação constante

Em 2007, 94% da memória (informações) de todo o planeta já estava em formato digital. E estamos falando de vários anos atrás!

Não há dúvida de que a quantidade de informações que são criadas e processadas atualmente levam a um consumo constante de notícias, dados, mensagens e assim por diante. Aliás, essa memória chega não só em grande quantidade, como também em alta velocidade, sendo recebida, processada e compartilhada rapidamente.

Por ter crescido nesse contexto, a geração millennial realmente apresenta essa necessidade de buscar sempre dados novos e atualizados. Porém, até mesmo a geração Y tende a se sentir sufocada diante de tanta memória.

Como consequência disso, o que vai fazer a diferença cada vez mais na capacitação é o consumo das informações certas. Há momentos em que menos é mais, já que atualmente ninguém mais é capaz de acompanhar absolutamente tudo que acontece.

Dessa forma, podemos perceber que cada vez mais a geração millennial valoriza os curadores de conteúdo. Esses curadores são pessoas, empresas e instituições que selecionam somente as melhores informações sobre uma determinada área ou assunto, organizam essas informações em uma sequência lógica e as transmitem com uma linguagem rápida e adequada aos millennials. Atualmente, informação e tecnologia andam juntas nas plataformas de aprendizagem, aprendizados multimídia e assim por diante.

A necessidade de ser workaholic

Pelo fato da geração millennial misturar trabalho e diversão, várias pessoas podem ter a impressão de que os jovens de hoje não estão dispostos a trabalhar duro. Mas o que acontece na prática é exatamente o contrário.

Segundo pesquisa do Project: Time Off, os millennials se orgulham de trabalhar mais do que os outros. Inclusive, eles estão menos propensos a tirar férias.

Outra curiosidade é que a pesquisa mostrou 4 frases aos participantes. Entre todas as gerações, os millennials foram os que mais concordaram com as afirmações a seguir:

  • “ninguém na minha empresa consegue trabalhar enquanto estou fora”;

  • “quero mostrar total dedicação à minha empresa e ao meu trabalho”;

  • “eu não quero que os outros pensem que eu sou substituível”;

  • “eu me sinto culpado por tirar férias”.

Naturalmente, essa necessidade de ser workaholic está ligada à alta competição no mercado. No entanto, esse não é o único fator que pesa para que a geração atual cultive e valorize o hábito de trabalhar muito.

Um segundo fator é o que os millennials gostam de se sentir úteis e saber que seu trabalho está fazendo a diferença. Por cresceram em um mundo de abundância, sabem que muitas empresas e pessoas obtêm conquistas com uma certa facilidade. Porém, para os millennials, essa facilidade é vista como algo ruim, como se eles estivessem se aproveitando de seus colegas de geração.

Em vez disso, os millennials querem usar sua força de trabalho para contribuir com o mundo. Se o trabalho fizer sentido e trouxer satisfação, nada impede que seja feito constantemente, nem que se misture com a vida pessoal.

Um terceiro ponto tem a ver com o uso da tecnologia. Quando os millennials saem do escritório, o trabalho continua presente por meio dos dispositivos móveis. Com isso, passa a ser natural que o trabalho vá junto até quando as férias realmente são tiradas.

O alcance de cargos de gestão antes dos 30

Ao contrário das gerações anteriores, a geração millennial não aceita deixar o melhor da vida para depois. Os novos jovens querem ter trabalhos que deem prazer, desejam contribuir para a sociedade e planejam alcançar posições de liderança o quanto antes — de preferência, antes dos 30 anos de idade.

Inclusive, o vídeo All Work and All Play, produzido pela empresa de pesquisas BOX1824, ilustra bem esse comportamento. O clipe é um manifesto sobre os códigos contemporâneos do trabalho e mostra justamente o comportamento dessa geração, bem como o novo significado que os millennials atribuem ao conceito de sucesso.

Segundo a pesquisa BOX1824, a geração dos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964) via nas empresas um caminho seguro. O objetivo dessas pessoas era conseguir um emprego estável e adquirir experiência naturalmente com o passar dos anos. Essa experiência seria a garantia de um bom salário e um cargo de liderança depois de algumas décadas.

A geração X, que veio logo depois, já era um pouco mais impaciente e buscava atalhos para alcançar essas mesmas posições. Faziam isso por meio conexões pessoais, conquistas de clientes e novas ideias, entre outros.

Já a geração millennial tem ainda mais sede de liderança. Atualmente a idade já não faz mais diferença: os millennials querem ser tratados de igual para igual em relação aos colegas mais experientes. Com isso, sentem-se prontos a liderar projetos, departamentos e até empresas inteiras antes mesmo dos 30 anos de idade.

Para isso, buscam educação continuada, planejamento de carreira, inovações e soluções de problemas, além de gerar resultados concretos para as empresas em que trabalham. Afinal, independente da geração, não há argumentos contra os fatos.

Conclusão

Após observar, discutir e refletir sobre os hábitos e comportamentos da geração millennial, é difícil não criar uma opinião. Enquanto algumas pessoas podem venerar a geração atual, outras não gostam nem um pouco do que veem. Mas uma coisa é certa: é impossível ignorar as características da chamada geração Y.

Para quem tem preguiça de trabalhar, encontrar suas paixões ou correr atrás de seus objetivos, a geração millennial chega a soar ameaçadora. Afinal, poucas vezes na história uma leva de pessoas foi tão obstinada em relação às suas conquistas (sem falar que o mundo de hoje está cada vez mais competitivo).

O resultado é que quem deseja se preparar para o mercado de trabalho atual não pode ficar parado nem pode esperar que um plano de carreira claro e estruturado apareça na sua frente. A época é de competição e, consequentemente, de buscar conhecimento. A boa notícia é que quem estiver disposto a se qualificar sempre encontrará um espaço no mercado — e um futuro próspero a sua espera.

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As 7 características profissionais mais procuradas pelas empresas

Esqueça todos os antigos conceitos arraigados em sua mente sobre relação do profissional e mercado de trabalho. O novo bem-sucedido na carreira, aquele dotado de características profissionais desejadas pelas melhores empresas, é autônomo, de múltiplas habilidades e formações, interligado simultaneamente a inúmeros empregadores, empreendedor, sem lastro (disposto a mudar sua vida inteira no próximo segundo), ultraconectado e, sobretudo, independente.

Na Era da Instabilidade, mudanças sem precedentes nas relações de trabalho (como terceirização, home office e flexibilização na jornada de trabalho), aliadas à entrada no mercado dos membros da Geração Z (nascidos em meados de 90) constituem a fórmula perfeita para um redesenho completo na dinâmica das relações laborais e, por consequência, nas características profissionais desejadas pelo “mercado 2.0”.

Nessa perspectiva, tenha a certeza de que você está sendo testemunha das transformações mais profundas implementadas nas relações de trabalho desde que a Revolução Industrial formou um exército de “combatentes” nas linhas de produção das fábricas inglesas.

Para que você não perca o timing dessa revolução silenciosa, vamos mostrar nas linhas abaixo algumas das mais importantes virtudes que o mundo dos negócios vem exigindo de seus profissionais! Mude sua história com a mudança de seus pensamentos!

Multiespecialista: uma das características profissionais mais valorizadas na atualidade

Especializar-se em uma área e achar que apenas isso encantará os diretores das grandes corporações é crença de antiquário. O mundo atual exige enxugamento extremo de custos, excelência em qualidade e revisão permanente de processos. Implementar essa dinâmica impõe ter profissionais que tenham visão sistêmica de toda a estrutura da empresa, o que passa por versatilidade, inclusive na formação.

Um profissional bacharel em Administração, com segunda graduação em Direito, especialização em Contabilidade de Custos e MBA em Gerenciamento de Projetos poderia ser visto como sem foco, se fosse em meados dos anos 90. Mas o mundo mudou e as empresas, também. Atualmente, um profissional com habilidades múltiplas que se inter-relacionam e que o tornam mais apto a enxergar a organização por suas diversas nuances é o sonho de qualquer multinacional. Trata-se de uma das características profissionais mais observadas na análise dos currículos.

Adaptável a construir uma carreira sem fronteiras

A Internet diluiu fronteiras geográficas com muito mais eficiência do que qualquer acordo multilateral. Com isso, são poucas as empresas de vulto que se resignam em restringir seu público-alvo à capacidade máxima de seu alcance analógico.

A possibilidade de negociar produtos e serviços a qualquer ponto do globo terrestre exige dos novos profissionais habilidades de comunicação (e negociação) em diversos idiomas (em detrimento ao profissional “apenas” bilíngue) e, eventualmente, disponibilidade para ser alocado onde a empresa necessitar. Nova Deli, Shenzen, Frankfurt, Cidade do Cabo… Você está preparado para ser um cidadão do mundo?

Proativo e autônomo

O conceito é antigo, mas nunca foi tão imprescindível a uma organização. A complexidade dos processos internos das empresas modernas e a necessidade imperiosa de dar respostas rápidas para não ser colocado de lado pela concorrência fazem com que as companhias estimulem a capacidade de tomar decisões de cada colaborador. Essa nova dinâmica exige personalidade do profissional para decidir sem a necessidade de consultar a chefia a cada minuto em que uma nova situação é confrontada.

Em outras palavras, a descentralização das estruturas organizacionais pressiona os profissionais a serem mais proativos, a não se limitarem a cumprir bem suas atribuições, mas a serem também gestores no âmbito de suas funções.

Flexível a novos arranjos trabalhistas

A reforma trabalhista é iminente e, em certa medida, já vem sendo implementada pelo próprio Supremo Tribunal Federal, com decisões de efeitos vinculantes que flexibilizam as relações entre empregados e empregadores. Com isso, os olhos dos recrutadores estarão cada vez mais atentos a encontrar profissionais mais abertos à flexibilidade nos contratos de trabalho, na forma de remuneração e nas jornadas de trabalho.

Ficar preso aos modelos de séculos passados de ajustes laborais tende a dificultar a colocação profissional em uma grande corporação. E essa é uma transformação sem volta, pode ter certeza.

Apaixonado pelo conhecimento

Estudo é para a vida inteira. Essa é a mentalidade que as empresas buscam ao entrevistar um profissional em seus processos seletivos. Mobilidade, Computação em Nuvem, Big Data e Internet das Coisas (IoT) são conceitos que aceleraram ainda mais o passo das mudanças na rotina da sociedade, na forma com que seus membros interagem com o mundo e, por consequência, na maneira das empresas relacionarem seus produtos com as necessidades desse novo target.

Essa obsessão do novo mundo pela mudança permanente não permite que as organizações tenham em seus quadros profissionais acomodados, que se orgulham de sua graduação alcançada na década passada. Especializações, MBAs, Mestrado Profissional (MP): o ciclo do aperfeiçoamento e reciclagem na carreira termina apenas no primeiro dia de sua aposentadoria. E as empresas querem enxergar essa ideologia em você.

Empreendedor

Empreendedor é uma palavra que se relaciona somente ao dono do negócio? Se essa é sua visão, ainda há tempo de mudar seus conceitos. O empreendedorismo corporativo (também chamado de intraempreendedorismo) vem sendo extremamente bem visto nas organizações, em decorrência dos ótimos resultados que as empresas pioneiras têm alcançado com essa ideologia.

Ser criativo, propor novas soluções para os desafios da empresa, implantar inovações em processos de seu departamento, liderar projetos multidepartamentais: todas essas virtudes de um bom empreendedor certamente empurrarão a empresa um passo à frente da concorrência. Em função de tudo isso, trata-se de uma das características profissionais mais valorizadas atualmente.

Ética e preocupação ambiental

Não que ética fosse algo irrelevante em décadas passadas. Mas, na atualidade, com pressões advindas de termos como governança corporativa, accountability e compliance, ter uma equipe de colaboradores que valorizem a ética em suas relações com fornecedores, clientes e demais stakeholders se tornou fundamental para preservar a imagem da empresa.

Nessa mesma perspectiva, desenvolvimento sustentável também encontrou lugar na pauta de prioridades das organizações modernas, o que exige funcionários comprometidos com a causa ambiental.

Você tem todas essas características profissionais? Reflita, reorganize-se para as demandas do novo milênio e aproveite para curtir e compartilhar nossa página nas redes sociais! Sucesso e até mais!

Reciclagem profissional: entenda a importância para sua carreira

A reciclagem profissional é um fator de extrema importância nos dias de hoje quando alguém quer sustentar uma condição de empregabilidade, ou seja, a capacidade de ser “empregável” no mercado de trabalho.

Se você pensar bem, vivemos uma fase ímpar da história da humanidade. Nos últimos 25 anos ocorreram mudanças na sociedade e no contexto econômico que transformaram status centenários.

Diante do avanço tecnológico, da globalização e do acelerado ritmo de inovações no cenário atual, o profissional do século XXI deve ter uma postura aberta à renovação e à atualização de conhecimentos para se manter em sintonia com o que as empresas demandam.

Veja, a seguir, por que a reciclagem profissional é tão importante para o futuro da sua carreira:

Requisito para a empregabilidade

O mercado de trabalho possui um rol de requisitos básicos aos quais o profissional deve atender para poder conquistar determinada vaga de emprego. Pontualidade, honestidade e comprometimento com a empresa são algumas das exigências comuns a praticamente todas as organizações.

Mais recentemente, as áreas de gestão de pessoas dos negócios têm estabelecido como exigência para os candidatos a um emprego a demonstração de algumas competências. Vale lembrar que o conceito de competência abrange um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA).

Como você deve imaginar, os requisitos das empresas mudam no decorrer do tempo. Critérios de seleção antigos são revistos, à luz do cenário atual, e novas exigências são incorporadas aos processos seletivos das organizações.

Mesmo quem pretende abrir o próprio negócio deve ter em mente a necessidade de reciclagem profissional caso queira se manter no mercado no longo prazo. Nesse caso, por ser dono da empresa, o indivíduo fica muito mais sensível às mudanças ocorridas no segmento em que atua.

Com tantas variáveis envolvidas na escolha de um candidato a uma vaga de emprego e no êxito de um empreendedor, sem dúvida, a atualização de competências é indispensável para um sucesso duradouro.

Conquista de diferenciais competitivos

No cenário atual, marcado por mudanças contínuas, o profissional pode estar em pelo menos 3 estágios diferentes:

  • atrasado em relação ao que o mercado de trabalho demanda;
  • participando da média do setor em que atua;
  • na vanguarda quanto à implementação de novos conhecimentos.

Nesses 3 estágios, a reciclagem profissional pode ter grande utilidade. Quem não acompanhou as transformações do mercado e está atrasado, pode se nivelar com quem domina as competências básicas pedidas pelas empresas.

Quem está numa posição cômoda ou na média, quer dizer, atende aos requisitos atuais das organizações, pode se reciclar para se preparar para eventuais mudanças na profissão e, com isso, diminuir os riscos de ficar de fora do mercado de trabalho no futuro.

Até mesmo o profissional que está na vanguarda de conhecimentos deve buscar qualificação para implementar inovações em larga escala e poder usufruir dos benefícios de ter chegado na frente em determinada tecnologia. Se voltarmos na história, poderemos ver que nem sempre o criador de certo produto foi quem de fato conseguiu explorá-lo comercialmente.

Seja qual for a sua situação no mercado de trabalho, saiba que a reciclagem profissional é capaz de proporcionar a você excelentes diferenciais competitivos. Da mesma forma que você opta por determinada marca, pelas qualidades únicas que ela oferece, as organizações também escolherão você pelas características singulares que você apresentar.

Reciclagem profissional para melhorar salário

Não podemos negar que haja competição no mundo corporativo. Na prática, há uma “corrida” pelos melhores cargos e mais altos salários. Profissionais de alta performance, que são solucionadores de problemas e que demonstram resultados com rapidez, são disputados e valorizados pelo mercado de trabalho.

Se você conhece alguém bem-sucedido, com salário e posição superiores ao seus, deve saber que, para essa pessoa ter conquistado tal patamar, ela conseguiu reunir condições favoráveis que você ainda não dominou.

Por exemplo: uma pós-graduação é requisito básico para um profissional assumir um cargo de gerência. Mesmo que você tenha conhecimentos práticos, o estudo teórico e técnico é exigido pela empresa como critério para uma promoção. Dessa forma, a reciclagem profissional não pode ser negligenciada por quem quer ascender na carreira.

Critério para cargos de chefia

As empresas, como não poderia ser diferente, escolhem os profissionais mais capacitados para atuarem no nível estratégico, aquele responsável por definir os rumos da organização no longo prazo.

Você talvez já tenha ouvido falar em histórias de executivos que passaram anos em cargos de direção, os quais perderam as altas posições devido à falta de reciclagem profissional. Na recente crise econômica, muitas empresas fizeram cortes nos quadros de pessoal e dispensaram indivíduos que não estavam alinhados às atuais necessidades de mercado.

Diante da complexidade dos problemas e das demandas que surgem nas empresas, nos dias de hoje, os profissionais que ocupam cargos de chefia devem estar preparados para enfrentar esses desafios, em alguns casos, possivelmente nunca antes vistos por eles. Só com reciclagem profissional o líder de grupos poderá ser capaz de influenciar e de conduzir pessoas rumo à conquista dos objetivos organizacionais da atualidade.

Acompanhamento das tendências do mercado

Mudar faz parte da história de cada pessoa e das empresas em geral. No ambiente corporativo, as transformações podem ocorrer de modo proativo, quando a empresa implementa uma inovação por conta própria, ou de forma reativa, quando precisa responder a estímulos externos, como uma mudança de comportamento do consumidor.

Seja qual for a situação, a reciclagem profissional permite que a pessoa acompanhe os movimentos do mercado e possa contribuir de maneira efetiva com os resultados organizacionais. Para liderar ou para participar de mudanças na empresa, a renovação de competências é essencial ao colaborador.

Vale lembrar que o profissional deve se atualizar tanto em nível técnico quanto comportamental, porque hoje em dia as organizações fazem uma análise abrangente do perfil do profissional. Logo, quem só domina conhecimentos ligados ao “como fazer” atividades, mas não utiliza ferramentas de comunicação para se relacionar com as pessoas, pode estar suscetível a uma demissão por não atender a todas as necessidades da empresa.

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Por que o empreendedorismo corporativo deve ser estimulado?

As empresas que incentivam o empreendedorismo corporativo entre os colaboradores aumentam a sua competitividade, criam um bom ambiente de trabalho e, consequentemente, têm excelentes resultados.

Mas, antes apresentar os motivos para promover o empreendedorismo corporativo dentro da sua empresa, é importante entender o que a prática significa. Saiba tudo sobre o assunto a seguir:

O que é empreender

Empreender tem se tornado algo cada vez mais comum: pessoas visionárias, que não têm medo de se arriscar e que acreditam no sucesso das suas ideias, estão se tornando empreendedores e abrindo seus próprios negócios.

Mas essa prática também pode ser realizada por um colaborador dentro da empresa em que ele já trabalha, isto é, não há a necessidade de começar um novo negócio. Para que isso aconteça, é fundamental que a organização incentive e recompense os colaboradores que tiverem iniciativas empreendedoras dentro do ambiente de trabalho.

Por que estimular o empreendedorismo corporativo?

O empreendedorismo corporativo, também conhecido como intraempreendedorismo, pode transformar o seu negócio. Afinal de contas, os funcionários que têm a mente aberta e que estão dispostos a propor novas soluções de trabalho te ajudarão a obter excelentes resultados — como otimização dos processos, redução de gastos e maior competitividade no mercado.

Além disso, quando os colaboradores têm a oportunidade de se desenvolverem dentro da empresa em que atuam, há uma maior motivação e satisfação entre eles, uma vez que se sentem aptos a transformar seus sonhos e ideias em realidade.

Em outras palavras, a empresa que incorpora o empreendedorismo em sua rotina gera um ambiente mais participativo e descontraído, rompendo o conservadorismo e a rigidez da liderança que, em vez de punir, colabora com o desenvolvimento dos seus subordinados.

Outro benefício proporcionado pelo intraempreendedorismo que pode ser destacado é a redução de custos. Muitas vezes, a alta gestão não consegue compreender os processos de cada setor pois não os acompanham diariamente. Dessa forma, ela não é capaz de entender como um processo pode ser realizado de forma eficiente.

Já os funcionários, que lidam com as suas tarefas diariamente estão muito mais aptos para enxergarem soluções que possam tornar a rotina de trabalho mais eficaz e com custos menores.

Como promover o empreendedorismo dentro da sua empresa

Como já vimos, são vários os benefícios que o empreendedorismo corporativo pode trazer para a sua empresa. E, para começar a colher os frutos dessa iniciativa, é fundamental promover uma mudança na cultura da organização.

É essencial criar um ambiente no qual o profissional empreendedor seja capaz de se desenvolver, além de deixar clara a possibilidade de os funcionários compartilharem as suas ideias e proporem mudanças que poderão resultar em melhorias para todos.

Além disso, os colaboradores devem sentir que têm, de fato, liberdade para serem criativos, sem pressão nem influência por parte dos seus gestores— que até podem ajudar em um projeto, mas sem podar a criatividade dos subordinados.

Os desafios

Para incentivar a prática empreendedora dentro da sua empresa, é importante estar ciente de alguns desafios que podem surgir. O 1º deles é saber como lidar com o profissional empreendedor.

Com ideais revolucionárias e uma mente aberta e inovadora, o intraempreendedor é um tipo de empregado que não gosta da burocracia tão comum nos processos administrativos. Isto é, ele tem como hábito questionar o que está sendo feito para então propor mudanças. É necessário que a empresa entenda esse posicionamento e se disponha a abrir mão do conservadorismo e da rigidez de ideias.

Uma vez que os colaboradores poderão se destacar pelo bom trabalho desenvolvido, outro desafio é fazer com que os gestores encarem os seus subordinados empreendedores como peças fundamentais na empresa, e não como concorrentes a serem eliminados.

Além disso, é importante saber que, ao aceitar uma sugestão de um colaborador, existe o risco da iniciativa não funcionar ou demorar para surtir efeito — e, nesse caso, é necessário compreender e auxiliar o funcionário, e não puni-lo.

As estratégias

Outro ponto a ser considerado é o fato de que, para promover o intraempreendedorismo, a empresa deve estar disposta a recompensar os funcionários que propuserem soluções eficientes como forma de incentivar os outros colaboradores a desenvolverem seu lado empreendedor. E, para isso, é necessário se dispor a ter gastos.

Promoções, bônus e, principalmente, reconhecimento do trabalho realizado e das melhorias proporcionadas por ele são alguns métodos de incentivo que podem ser aplicados como estratégia na recompensa dos colaboradores criativos e empreendedores.

O coaching

Uma ferramenta poderosa para lapidar o talento dos empregados empreendedores é o coaching. Quem se dispõe a implantar a prática em sua empresa e quer ter os melhores resultados possíveis deve investir no treinamento que otimiza as habilidades e as competências dos profissionais.

Durante o coaching, são analisados os perfis dos colaboradores para detectar quais são os seus pontos fortes e quais podem ser explorados e melhorados para transformá-los em intraempreendedores.

Qual é o perfil do empregado empreendedor

O intraempreendedor é o empregado que, em vez de abrir mão de seu trabalho para começar um novo negócio, usa as suas habilidades em busca de novas oportunidades dentro da própria organização onde trabalha. Ele pensa em soluções, inovações e melhorias para a organização.

É um profissional que tem como características principais a proatividade, a ousadia e o desejo por resultados. Está sempre em busca de novos conhecimentos e, quando falha, tenta aprender, com os erros, lições que levará para a vida e para os negócios.

Tem uma grande capacidade de analisar o cenário em que a empresa está inserida e, assim, pensar em novas estratégias para melhorar o posicionamento da instituição entre os concorrentes.

O grande diferencial do colaborador empreendedor é que ele se dedica ao trabalho como se fosse o próprio dono, sempre almejando o melhor para a organização. E é dessa forma que ele consegue promover grandes mudanças em seu setor e até mesmo na empresa como um todo.

Agora que você já sabe tudo sobre empreendedorismo corporativo, que tal aprender um pouco mais sobre o que é ser empreendedor? Com todas essas dicas você certamente conseguirá expandir sua visão de negócio e alcançar resultados cada vez melhores para a sua empresa.

 

10 segredos de uma carreira de sucesso

Olhar para trás e poder apreciar a construção de uma carreira de sucesso, ao contrário do que muitos podem imaginar, não é privilégio de poucos profissionais. De fato, alguns têm mais facilidade. Mas você também pode elevar o seu patamar profissional ao nível que desejar — basta investir no desenvolvimento de competências importantes.

Não estamos dizendo que é uma meta fácil, mas, sim, que não é impossível. E para que você comprove isso por si só, listamos 10 segredos que vão te ajudar a dar aquele upgrade na sua vida profissional. Confira:

A verdadeira carreira de sucesso

Antes de contar os segredos, precisamos observar que não é raro se deparar com entrevistas de grandes profissionais do mercado que falam que ter uma carreira de sucesso depende simplesmente de fazer aquilo que se gosta. É ter paixão pelo seu trabalho e felicidade em se dedicar a ele, por mais que outras pessoas tentem desmotivá-lo por acreditarem que determinada profissão não dá futuro.

Esses profissionais são categóricos ao afirmar que o maior dos segredos é acreditar em seus sonhos, se dedicando, se esforçando e construindo seu próprio futuro em vez de ficar na espera de oportunidades ou de reconhecimento profissional.

As características mais importantes

É importante ponderar que cada profissão exige competências específicas para o sucesso profissional e que as características apresentadas aqui são comuns à maior parte das pessoas que usufruem de uma carreira de sucesso.

Cuidar da saúde

Essa é uma regra básica, pois é impossível se dedicar a uma carreira de sucesso se você não tiver saúde. Ou, ainda, não é interessante alcançar seu objetivo de sucesso, mas não poder aproveitá-lo tão bem por estar com a saúde esgotada.

Portanto, a regra é clara:

  • alimentação saudável;

  • prática regular de exercícios físicos;

  • e investimento em alguma atividade relaxante, como ioga ou pintura.

Ler muito

Boa parte de nosso aprendizado acontece a partir da leitura. Ler sobre tudo permite que você amplie a sua compreensão do mundo e dos processos. Isso abre a sua mente para informações que podem trazer bons insights, fazendo com que você se destaque profissionalmente.

Por isso, além dos sites e demais publicações especializadas, leia blogs diversos, livros biográficos e romances, por exemplo. Tudo isso, além de oferecer novas informações sobre o mundo, expande seu vocabulário.

Cultivar networking

Se você tem uma visão deturpada do QI, popularmente chamado de “quem indica”, trate de mudar sua percepção. A capacidade de criar e cultivar uma rede de contatos (networking) facilita o seu desenvolvimento profissional, seja por meio de novas oportunidades de negócios ou da troca de conhecimento que acontece naturalmente.

Estar antenado

O mundo está em constante evolução, e ultimamente as mudanças têm acontecido do dia para a noite. Por isso, é importantíssimo acessar sites especializados, assistir vídeos sobre sua área mas também ler o noticiário internacional.

Na impossibilidade de viver experiências profissionais em outros países, ficar atento ao modo como o seu mercado está se desenvolvendo lá fora te capacita a inovar localmente. Seja importando ou aperfeiçoando as melhores práticas internacionais para o seu negócio.

Persistir nos objetivos

Persistir em seus objetivos é um exercício de amor-próprio e fé em si mesmo. Apesar de ser considerado um clichê, é preciso acreditar em seus sonhos para que eles se realizem. Se você não fizer isso com afinco, ninguém poderá fazer por você. Aliás, usualmente, as pessoas tendem a não incentivar os outros.

Um exemplo disso foi o empresário Robinson Shiva, fundador do China in Box. Apesar de ter se formado em Odontologia, ele decidiu não ser dentista e, sem o apoio de sua família, criou o 1º serviço de delivery de comida chinesa do Brasil.

E os exemplos são muitos: o Steve Jobs (Apple) e o Walt Disney (Laugh-O-Gram Studio e Disney) são outros grandes profissionais que tiveram suas empresas à beira da falência ou, de fato, falidas antes de realmente fazerem sucesso.

Ser proativo

Não adianta apenas saber, é preciso fazer. E a proatividade é a qualidade de arregaçar as mangas e se propor a fazer algo mesmo que aquilo não seja de sua responsabilidade. Antigamente, as grandes empresas valorizavam o diferencial da proatividade. Hoje em dia, ser proativo é uma característica básica para qualquer profissional.

Focar em resultados

Não apenas em sua vida empresarial, mas também em sua vida pessoal, a capacidade de focar em resultados é uma qualidade que facilita a conquista de seus objetivos, como o de construir uma carreira de sucesso. Ao colocar os resultados em foco, você tende a se empenhar mais para conseguir superá-los, até mesmo em menos tempo. Portanto, pratique!

Atualizar os conhecimentos

Como já dissemos, manter-se antenado e atualizado com o que está acontecendo no mundo é importante. Mas você dificilmente adquirirá conhecimentos se não investir em cursos de especialização em instituições de renome.

Portanto, faça um planejamento do seu desenvolvimento acadêmico, estipulando prazos para realizar cursos de extensão e pós-graduações, por exemplo. Lembre-se de valorizar as instituições de educação que produzem conhecimento de qualidade e de preterir aquelas que apenas transmitem alguns conteúdos já inseridos no mercado.

Desenvolver outras competências

Talvez a maior verdade de todas é que nunca é tarde para aprender. Por isso, esqueça aquela ideia de que você está velho demais para estudar só porque completou 30 ou 50 anos. Desenvolver novas competências é uma ótima forma de expandir as áreas de atuação e oxigenar o cérebro.

Para isso, dedique-se ao aprendizado e à formação em áreas totalmente diferentes a sua atual. Se você é um administrador, experimente fazer um curso de culinária. Formou-se em Economia? Que tal fazer outra graduação em Engenharia de Produção? Certamente, você desenvolverá outras competências, além de ampliar as possibilidades de atuação profissional.

Compartilhar conhecimento

Já se foi o tempo em que ensinar o outro significava uma ameaça de não ser mais valorizado ou de perder sua posição profissional. Vivemos na era da informação. Se alguém precisar aprender algo, aprenderá com ou sem a sua ajuda. A diferença em ter a sua ajuda é que, além de gerar certo grau de gratidão, outras pessoas poderão observar a sua atitude e elevar ainda mais a sua avaliação como profissional: caminho garantido para o sucesso.

Todos estes 10 segredos para uma carreira de sucesso podem parecer características de um super-herói. Mas quem disse que você não pode ser um super profissional? E de uma coisa temos certeza: não te fará mal algum aplicar estas dicas. Não se esqueça de nos dizer o que você achou deste post e conte sobre seus resultados deixando um comentário. Participe!

Como se destacar no mercado de trabalho?

Diante de um mercado de trabalho cada vez mais exigente, os profissionais precisam entender a importância de prestar atenção em sua própria carreira. E, nesse processo, o aprendizado contínuo — de conhecimentos técnicos, administrativos e gerenciais — se torna uma necessidade básica, algo essencial para o sucesso no universo corporativo e empreendedor.

Na verdade, esse destaque depende muito da capacidade de realização do profissional, que, por sua vez, está atrelada à dedicação, à experiência e às diversas competências comportamentais que também devem ser desenvolvidas. Assim, é preciso adotar novas posturas capazes de criar condições favoráveis para a evolução pessoal.

Veja, a seguir, 11 dicas de como se destacar no mercado de trabalho, independentemente da sua área de atuação:

Entregue resultados satisfatórios

Resultados positivos são os pilares de sustentação dos negócios, e, por isso, um profissional capaz de entregar resultados excepcionais tem destaque imediato.

Para demonstrar toda a sua eficiência, você precisa entender as expectativas e as estratégias da empresa para direcionar as suas energias e os seus esforços em prol de objetivos comuns.

Desse modo, além do conhecimento, é preciso ter:

  • percepção do mercado;

  • visão estratégica;

  • capacidade de planejamento;

  • proatividade;

  • e senso de oportunidade.

Tome conta da sua imagem

A reputação de um profissional é fundamental para uma carreira bem-sucedida. Nesse caso, é preciso cuidar das suas condutas diárias. Alguns comportamentos são extremamente tóxicos, como:

  • apatia;

  • arrogância;

  • assédio;

  • atraso;

  • impaciência;

  • individualismo;

  • irritação;

  • isolamento;

  • e preconceito.

Tudo isso provoca danos irreparáveis à sua imagem, pois confirma a sua imaturidade e o seu despreparo. Nesse caso, o coaching é um mecanismo bastante útil para a identificação das forças e das fraquezas, tanto pessoais quanto profissionais.

Invista no aprendizado

O interesse pelo aprendizado é sempre bem-visto pelo mercado. Assim, é essencial investir em cursos de atualização, especialização ou pós-graduação. Ao mesmo tempo, é importante apostar na leitura e na pesquisa, participar de eventos e palestras, além de reforçar o networking.

Vale lembrar que um profissional que busca o aperfeiçoamento também demonstra a intenção de crescer dentro da empresa e evoluir na carreira.

Desenvolva competências

Outra dica de como se destacar no mercado de trabalho está relacionada ao desenvolvimento de competências comportamentais. Além dos conhecimentos técnico e gerencial, muitas outras habilidades são exigidas dos profissionais:

  • comprometimento;

  • disciplina;

  • empatia;

  • humildade;

  • persistência;

  • persuasão;

  • poder de negociação;

  • e resiliência.

A inteligência emocional também é determinante para que o profissional saiba lidar com as suas emoções e com as dos colegas e gestores. Somente dessa forma é possível administrar a pressão e os conflitos comuns no dia a dia das empresas.

Seja um bom comunicador

A comunicação interpessoal também é um fator importante para a carreira. Por meio de uma comunicação clara e assertiva, o profissional consegue expor as suas ideias e os seus argumentos de forma convincente.

Além disso, ele também é capaz de interagir e de colaborar com todos os membros da equipe, compartilhando informações e experiências. Essa habilidade é, portanto, indispensável aos profissionais que visam cargos de liderança.

Cuide dos relacionamentos

A coletividade e a cooperação também fazem parte do perfil do profissional de destaque. Por isso, é preciso cuidar dos relacionamentos, estreitar laços de companheirismo e fortalecer a colaboração. Assim, é mais fácil conquistar aliados — a ajuda mútua e a retribuição são, aliás, a melhor maneira de construir bons relacionamentos.

Aposte na flexibilidade

Profissionais flexíveis podem se adaptar rapidamente às novas realidades e demandas e estão prontos para enfrentar os imprevistos com criatividade e com segurança.

Urgências, prazos apertados e alterações nos projetos são algumas das situações frequentes no universo corporativo e, por isso, a flexibilidade passa a ser essencial para gerenciar todas essas variáveis.

Ser flexível depende da análise sobre as mudanças na sociedade e no mercado, que reforçam a necessidade de adequação. Nesse caso, é preciso deixar de lado as restrições e os antigos paradigmas para buscar novos aprendizados.

Abandone a zona de conforto

A zona de conforto pode ser entendida como um espaço onde as atividades, os hábitos e as posturas se encaixam em um padrão que é capaz de minimizar os riscos e as ameaças. Em linhas gerais, a zona de conforto é caracterizada pela acomodação, pela procrastinação e por uma produtividade mediana.

Então, abandonar a zona de conforto é mais uma dica para como se destacar no mercado de trabalho. Para tanto, é preciso superar os medos, partir para novos desafios e adotar uma atitude positiva — o que inclui otimismo, gentileza e uma dose de bom humor.

Ofereça soluções

Os profissionais mais valorizados em uma organização são aqueles que, diante de momentos difíceis, assumem a responsabilidade e agem com comprometimento, visando a solução dos problemas. Na verdade, as crises e as adversidades devem ser encaradas como oportunidades de mostrar capacitação, disposição, criatividade e ambição.

Tenha um plano de carreira

Um planejamento de carreira pode ser visto como um projeto abrangente e detalhado, que serve para direcionar o profissional aos seus objetivos. Em linhas gerais, inclui ações, cronogramas e metas a curto, médio e longo prazos.

Porém, esse planejamento deve considerar uma série de fatores — limitadores ou propulsores — identificados por meio do autoconhecimento. Assim, é possível criar um plano arrojado, mas factível, que reforce a motivação interna.

Explore a tecnologia

O avanço da tecnologia pode ser percebido em todas as áreas de conhecimento. Por isso, é fundamental dominá-la e explorar as sua funcionalidades. Há muitos aplicativos que podem auxiliar o profissional a organizar a agenda, criar listas de atividades, acompanhar pendências, definir prioridades e realizar uma gestão do tempo ainda mais eficiente.

Para aqueles que buscam uma recolocação ou que estão em transição de carreira, os sites de relacionamento profissional também são importantes, seja para ampliar a rede de contatos ou para acompanhar notícias sobre diversas empresas. Só não se esqueça de que, nas redes, é importante construir uma imagem adequada, que transmita credibilidade para os recrutadores.

E você, que estratégias usa para conquistar uma carreira de sucesso? Compartilhe as suas dicas de como se destacar no mercado de trabalho em nosso campo de comentários. Participe!