Como ser um gestor mais humano?

O mundo mudou e, é claro, não seria diferente no ambiente organizacional. Vivemos uma verdadeira transformação nos paradigmas das empresas.

Apenas para ilustrar esse fato, palavras como “chefe” e “subordinado”, por exemplo, foram riscadas do dicionário de muitas organizações. Afinal, prevalece cada vez mais a noção de que a gestão deve ser participativa. No contexto atual, líder e colaborador passam a ser as palavras-chave.

O fato é que os chamados millennials revolucionaram a forma como as empresas funcionam, tanto do ponto de vista cultura quanto do operacional. Embora, é claro, existam muitas críticas em relação ao posicionamento desses jovens no mercado de trabalho, o fato é que eles trouxeram algumas transformações positivas.

Uma delas é a ideia de que a gestão do negócio — e, principalmente, o próprio gestor — deve trabalhar de forma mais humana.

São inúmeros os benefícios trazidos pela humanização da gestão. Em primeiro lugar, temos a diminuição da rotatividade, uma vez que uma gestão humana leva a um clima organizacional mais agradável.

Além disso, a produtividade também é aumentada, afinal, é criado um senso maior de coletividade com a participação do gestor. É claro que apenas esses dois benefícios já trazem uma série de consequências positivas, como a diminuição dos custos e a melhoria dos resultados.

O assunto é muito importante e, justamente por isso, resolvemos elaborar um post especial para abordar a questão. A seguir, você confere algumas dicas para se tornar um exemplo de gestor humano. Confira!

Participe da rotina como um coach

Como vimos, o distanciamento entre a gestão e o nível operacional é algo impensável hoje em dia. Essa é a fórmula para a repetição de problemas internamente, principalmente o retrabalho.

Com erros mais frequentes, é claro que o clima interno também reage, afinal, ao contrário do que alguns empresários ainda pensam, não são só eles que gostam de um trabalho bem-feito. Os colaboradores também esperam bons resultados, e isso afeta a sua autoestima.

Por isso, é fundamental o gestor agir ativamente na rotina dos colaboradores como um verdadeiro coach. Mas o que isso significa? Esse é um tipo de postura que pode ser explorado de várias formas diferentes, mas destacaremos as duas principais.

Em primeiro lugar, temos a questão da sinergia do time. O papel de uma liderança é fundamental para promover a coesão e harmonia das equipes. É dessa forma que podemos orientar a todos para que sigam um caminho comum — sim, como nos esportes.

Além disso, o coaching também é uma forma de capacitar os colaboradores. São os feedbacks transmitidos pelo gestor que podem aperfeiçoar talentos ou, simplesmente, encorajar um trabalho bem-feito.

O melhor de tudo é que esse tipo de experiência é gratuita, pois precisamos apenas usar o conhecimento que já temos. Esse, certamente, é um excelente caminho para se tornar um gestor humano!

Realize a PNL (Programação Neurolinguística)

Programação Neurolinguística (PNL) é um assunto que começou em 1970, na Califórnia, mas se torna cada vez mais atual — principalmente quando consideramos questões como o aumento das doenças ocupacionais e a própria mudança dos paradigmas organizacionais, já mencionados por nós.

É difícil definir o que é PNL, já que a prática é utilizada com diferentes finalidades. No entanto, Richard Bandler, um dos criadores do modelo, diz que se trata de um processo educacional, que tem como objetivo fazer o indivíduo usar melhor o cérebro.

Basicamente, são três pilares que sustentam essa técnica:

  • linguística: nesse caso, procura-se explorar os pensamentos, as crenças, os valores e, é claro, toda a estrutura linguística do indivíduo;
  • neuro: os pontos explorados nesse pilar são questões como a fisiologia, as sensações, os sentidos e as representações internas;
  • programação: por fim, temos a programação, que explora todas as rotinas instaladas inconscientemente na nossa psique.

Explorando todos esses ramos, podemos começar um caminho de autoconhecimento dentro da organização, passando pelos colaboradores e chegando à própria gestão do negócio.

Assim, é possível externalizar todos os vícios existentes na empresa, que acabam corroborando para a manutenção de um status quo nocivo. Como podem ver, essa pode ser uma verdadeira sessão de terapia empresarial.

Estimule o empowerment dos colaboradores

Muitos gestores acabam pecando pelo excesso de controle. Para eles, é preciso que todas as decisões passem pelas gerências. Em alguns casos, é preciso inclusive ter a permissão de supervisores para a realização de determinadas tarefas, por mais simples que elas sejam.

Esse cenário de controle excessivo pode gerar dois problemas na organização. O primeiro deles é a burocracia excessiva. Quando pensamos em um modelo burocrático, normalmente lembramos dos órgãos do poder público.

Carimbos, protocolos e permissões são apenas alguns dos processos enfrentados. O resultado, na maioria dos casos, é a perda em produtividade, uma vez que o fluxo de tarefas é sempre interrompido por conta de alguma exigência nos regulamentos internos. É preciso evitar ao máximo esse problema.

Além disso, temos também a própria questão do amadurecimento e da motivação dos colaboradores. Quando o controle é feito de maneira excessiva, a responsabilidade também é concentrada. Os profissionais perdem completamente a conexão com o trabalho realizado e acabam se sentindo desestimulados.

Por isso, é fundamental incentivar o empowerment na organização — ou, em português, o empoderamento. Além de ser uma forma de eliminar a burocracia, também podemos encorajar o surgimento de lideranças internamente — afinal, para que isso aconteça é preciso criar antes um senso de responsabilidade. Além disso, por reconhecerem a responsabilidade dos seus atos, os colaboradores certamente se sentirão mais motivados.

Em resumo, é preciso pensar no ambiente organizacional de modo a valorizar o ser humano e, para isso, precisamos pensar em uma séria de questões, que vão desde a cultura da empresa até pontos mais específicos, como a própria psique dos colaboradores.

Assim, produziremos uma organização mais madura, que certamente será resiliente nesse mercado cada vez mais competitivo. Essa é a chave para o sucesso, em períodos de estabilidade ou de crise!

Gostou do nosso post de hoje? Quer se aprofundar no assunto e procurar uma especialização na área para se tornar um gestor humano? Que tal conhecer nossos MBAs? Esperamos você!

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