Como superar os 4 maiores desafios da gestão contemporânea

O mundo corporativo passa por constante evolução e os profissionais precisam se adequar. Essa característica faz com que existam diversos desafios na gestão contemporânea. A dúvida é: como identificá-los e superá-los?

A verdade é que a gestão vertical e hierarquizada é bastante reconhecida, especialmente no Brasil. Porém, quando tratamos de um gerenciamento horizontal, o cenário muda de figura. As pessoas se perdem e é comum o sentimento de confusão.

Nesse cenário, cabe aos gestores o empenho e a dedicação para mudar o contexto organizacional. É preciso considerar propósitos, pessoas, negócios e projetos, aliando todos esses aspectos para alcançar bons resultados. O desafio é difícil, mas acredite: pode ser superado.

Para entender melhor a gestão nos dias atuais, vamos mostrar qual é o papel do líder e apresentar 4 cenários desafiadores:

  • definição de propósitos;
  • gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento;
  • gestão de negócios: concorrência e inovação;
  • gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia.

A ideia é delinear quais são os obstáculos em cada um desses casos e dar dicas de como você pode ultrapassá-los. Então, vamos lá?

O papel do líder na gestão contemporânea

Falamos muito nos dias de hoje sobre a diferença entre chefe e líder. Porém, é difícil fazer essa distinção na prática.

No Brasil, a cultura do chefe ainda está muito presente, até mesmo por questões históricas. Basta pensarmos no paternalismo da nossa sociedade, na escravidão que ocorreu por tantos anos e no mercado extrativista, que ainda permanece em diversos estados.

O que isso gera no mundo corporativo brasileiro? Uma diferença grande em relação a países mais avançados, como os Estados Unidos. Enquanto aqui ainda solicitamos direitos, mas pouco conquistamos, lá as organizações são modelo de autogerenciamento e meritocracia.

Isso significa que os trabalhadores no Brasil, de modo geral, precisam de uma supervisão para trabalharem de maneira adequada. Os profissionais têm dificuldade de assumir o controle de suas próprias carreiras e ainda estão caminhando “ao sabor dos ventos”, em vez de tomarem decisões com autonomia.

A situação, no entanto, pode ser modificada — e isso já vem ocorrendo, em certa medida. Muito dessa conquista deriva da diferenciação entre chefe e líder, cujos conceitos poderemos ver a seguir:

Chefe

É o indivíduo que ocupa um cargo designado. Costuma ser autoritário, distribuir ordens e comandar pessoas. Tem como objetivos principais os resultados e o lucro.

O bem-estar dos colaboradores é colocado em segundo plano, se as metas forem atingidas. Quando isso não acontece, o chefe costuma responsabilizar outros colegas. Porém, em caso de sucesso, ele assume a execução da tarefa sem dividir os méritos.

Líder

É uma pessoa mais motivadora, que pensa em inspirar os colegas de trabalho e subordinados. Atua de forma conjunta com a equipe e valoriza as habilidades e capacidades de cada colaborador. Ao mesmo tempo, respeita as limitações existentes e auxilia na superação dos obstáculos.

Seu foco não é apenas os resultados. Apesar de isso ser importante, ele também se preocupa com a rota a ser trilhada. É mais respeitado pelos colegas por não centralizar as atividades e se responsabiliza junto com a equipe pelos sucessos e fracassos.

A diferença entre o comportamento do chefe e do líder é vista principalmente em situações difíceis. Sem a presença do segundo elemento, os colaboradores começam a agir de forma automática e podem complicar ainda mais o cenário que se apresenta.

Por sua vez, o líder consegue transformar o problema em uma possibilidade de superação. Ele se compromete com a visão da empresa e se esforça para que ela seja cumprida e mantida. Como consequência, os colaboradores alinham seus objetivos pessoais aos organizacionais.

Necessidade de especialização

Especializar-se é um requisito fundamental para o líder. Afinal de contas, a liderança não diz respeito a assumir um cargo, mas a ser reconhecido pelos colegas.

Ele deve ter, portanto, conhecimento, experiência e talento. Ao ser expert em determinado segmento, o líder consegue influenciar os liderados e repassar o know-how que possui, atuando de maneira conjunta.

Além da parte técnica em sua área de atuação, também é recomendável que o líder se especialize em desenvolvimento humano. Esse conhecimento é necessário para gerir melhor a equipe e desenvolver algumas habilidades, como capacidade de comunicação, condução acertada de equipes e processos, respeito a individualidades, alinhamento de valores e crenças, feedbacks e suporte aos colaboradores.

Ao se aprimorar constantemente, o líder melhora suas características profissionais e pessoais e reafirma-se como uma pessoa de destaque na empresa. Ele também pode ajudar a melhorar o contexto organizacional e está preparado para lidar com os desafios da gestão atual.

Quais são esses obstáculos? Existem 4 principais cenários, como podemos ver em seguida. Confira:

1. Definição de propósitos

Ao pensarmos na gestão, é notável que aprendemos a gerenciar desde crianças. Começamos a gerir coisas, animais e responsabilidades (como trabalhos da escola, tarefas, aulas extras etc.) para posteriormente passarmos para atividades maiores.

Os modelos de gestão adotados pelas escolas administrativas surgiram há muito tempo e foram se adequando com o passar dos anos. Na época da Revolução Industrial, por exemplo, foi criada uma abordagem mecânica, cartesiana e lógica. A ideia era uma hierarquia bem clara, na qual o chefe mandava, o subalterno obedecia e a carga horária era cumprida.

De lá para cá foram criados muitos outros modelos, como o neoclássico, estruturalista, de desenvolvimento organizacional, comportamental, dos sistemas, entre outros. Até que no pós-modernismo aparece a teoria contingencial, que propõe não haver uma abordagem única, mas sim uma prática mais adequada conforme o cenário e as circunstâncias.

A partir disso a gestão se tornou mais libertária, focada no indivíduo e com o objetivo de transformar a sociedade por meio da empresa. Esse paradigma vem ao encontro da dinâmica da sociedade contemporânea. Hoje, exige-se inovação e criatividade no gerenciamento dos negócios.

Como fazer isso? O primeiro passo é incluir valores, missão, objetivos de vida e qualidade dos relacionamentos interpessoais. Esses são os propósitos da organização, que são os pontos-chave para a revolução da gestão.

Eles permitem que as companhias entreguem valor para os clientes, tenham fornecedores prósperos e deem retorno para os acionistas. Isto porque o propósito é o que dá sentido ao negócio e o move para frente.

1.2. Desafios

Nesse cenário, o obstáculo que surge para as empresas na gestão atual é construir um propósito relevante e alinhá-lo à excelência operacional. É assim que a empresa conquista uma equipe bem treinada e capacitada, consegue explorar seus sonhos e impactar o mundo.

A consequência são os lucros financeiros, uma boa reputação da empresa perante a sociedade e um clima organizacional positivo. Mas é preciso ter cuidado com as confusões que costumam ocorrer com relação à definição de propósitos. Observe:

  • propósitos como sinônimo de visão ou missão: o primeiro indica por que a empresa existe. O segundo aponta aonde deseja chegar. O terceiro assinala o que o negócio faz e de que forma é realizado. A finalidade do propósito, nesse caso, é responder à seguinte pergunta: “o que a sociedade perderia se a sua empresa desaparecesse hoje?”;
  • propósitos como posicionamento de marca: o segundo é construído com base em um contexto externo, porque considera a análise da concorrência. Já os primeiros surgem internamente, fazem parte da alma da empresa. Por isso, requer uma avaliação profunda que siga até as origens, valores e artefatos culturais do empreendimento;
  • propósito como sinônimo de adendo: algumas pessoas acreditam que o propósito é adotar uma causa ambiental ou social, por exemplo. Na verdade isso é um adendo, porque é uma iniciativa isolada. O objetivo é ter uma forma única de contribuir e fazer com que isso esteja entranhado na cultura organizacional, sendo absorvido e vivenciado pelos colaboradores diariamente.

Para definir corretamente os propósitos da sua empresa, responda às seguintes perguntas:

  • Você conhece os sentimentos e valores que motivaram o começo do negócio?
  • Você conhece o propósito organizacional? Todos os gestores conseguem responder essa questão?
  • Sua empresa impacta a sociedade significativamente, contribuindo de maneira mais ampla?
  • Seu negócio atinge lucros consistentes com o propósito?
  • O propósito do seu empreendimento o diferencia da concorrência e auxilia no alcance de maior lucratividade?

A partir dessas respostas, você consegue definir melhor os propósitos e ultrapassar o desafio. Porém, lembre-se: tudo depende da sua companhia e do segmento de atuação.

2. Gestão de pessoas: diversidade, contratação e engajamento

As empresas precisam considerar os colaboradores em seu gerenciamento atual. Isso exige ultrapassar os desafios da gestão de pessoas. Muitas vezes deixado em segundo plano, esse fator é relevante para o crescimento sustentável do negócio e para a retenção de talentos.

As atividades estratégicas da gestão de pessoas vão além do processamento de folhas de pagamento, admissões e demissões. Esse setor tem por finalidade propiciar um clima agradável para a equipe trabalhar, estimular a motivação, atrair talentos, reduzir os conflitos internos, valorizar a imagem do negócio no mercado e elevar a produtividade.

Tais metas são conquistadas a partir de 4 dicas básicas:

  • selecione profissionais cujas visões estejam alinhadas às da empresa e que tenham os requisitos mínimos solicitados para a função;
  • crie um ambiente colaborativo, porque isso ajuda a incentivar a produtividade;
  • valorize os colaboradores, ouça-os e proporcione chances de desenvolvimento;
  • ofereça benefícios para reter talentos, já que o turnover (rotatividade de colaboradores) traz custos mais altos e é prejudicial para a produtividade.

No entanto, essas sugestões são apenas atitudes básicas, que devem ser estabelecidas junto com as propostas de superação dos desafios. 

Veja quais são os obstáculos que se colocam à frente da gestão de pessoas nos dias de hoje:

2.1. Recrutamento e seleção acertados

O processo seletivo de novos colaboradores precisa ser certeiro para evitar o turnover. Deve haver rigor para evitar prejuízos financeiros e de produtividade.

O desafio é conduzir o processo com dinamismo e agilidade. Muitas empresas começaram a adotar seleções mais longas e exaustivas. O problema é que o investimento do RH nesse caso pode ser muito alto, e não compensar.

2.2. Retenção de talentos

A falta de mão de obra qualificada é um problema visível atualmente. Saber reter os talentos é uma maneira de conquistar vantagem competitiva e destacar a empresa no mercado.

As estratégias que ajudam a reter os bons profissionais são as seguintes, segundo o Guia Salarial 2017:

  • promoções internas;
  • trabalho flexível;
  • salário competitivo;
  • treinamento e desenvolvimento;
  • contraproposta.

Qualquer uma dessas estratégias é um desafio para a gestão de pessoas e deve ser trabalhada com cuidado.

2.3. Gestão geracional

O conflito de gerações vem se tornando um problema presente nas empresas atuais. É comum que profissionais que nasceram na época dos baby boomers sejam gerenciados por pessoas mais jovens, que foram criadas sob a influência das eras X e Y.

Nesse cenário, a gestão de pessoas precisa proporcionar uma convivência harmoniosa e assegurar que as expectativas sejam atingidas por todos os colaboradores, independentemente da geração de que façam parte.

Lembre-se ainda de que as previsões indicam que 5 gerações vão conviver nas empresas até 2020. Isso porque quem nasceu na época Z está chegando ao mercado de trabalho e os veteranos ainda permanecem nas organizações.

2.4. Engajamento

Os colaboradores precisam estar engajados para se tornarem produtivos e felizes com o trabalho. Este, porém, é outro desafio contemporâneo da gestão de pessoas. 

O período de crise pelo qual o Brasil passa aumenta essa situação, porque as empresas precisam “fazer mais com menos”. Isso faz com que as pessoas acumulem mais atividades e se sintam desmotivadas.

2.5. Humanização de relações e resultado

As companhias têm como foco o alcance de resultados. Por outro lado, é preciso valorizar e trabalhar atitudes. A liderança deve ser exercida em todos os seus aspectos e levar em conta as limitações e potenciais da equipe.

Cabe aos líderes analisar os resultados observando o faturamento e a qualidade de vida no trabalho. É aí que entra a humanização nas relações dos colaboradores, já que eles não devem ser vistos apenas como números, mas sim como seres humanos complexos.

2.6. Treinamentos e custos

Os treinamentos são necessários, mas têm um impacto relevante nas finanças do negócio. A gestão de pessoas deve equilibrar ambos os aspectos para otimizar o custo-benefício.

Os treinamentos in company vêm ganhando espaço, porque são personalizados segundo as necessidades organizacionais. O curso é ministrado dentro da própria companhia de acordo com a cultura interna e as demandas da equipe.

O resultado é uma economia de recursos e maior potencial de aplicabilidade do know-how repassado.

2.7. Tecnologia e produtividade

A tecnologia sempre deve ser usada a favor das empresas. Isso nem sempre acontece. Com a adoção cada vez maior de dispositivos móveis e de plataformas de acesso à internet, é comum que os colaboradores percam tempo nas redes sociais, por exemplo.

Esse é um desafio grande, porque proibir o acesso é inviável. A melhor alternativa é ter uma cultura de consciência, orientando os colaboradores a usarem os dispositivos e a internet a favor das atividades no trabalho. Para isso, deve ser adotada uma comunicação interna eficiente.

2.8. Diversidade

As empresas sempre tiveram que lidar com a diversidade, mas nunca como ocorre hoje. Essa situação é relativa a gênero, competências, experiências, habilidades, origem social, idade e cultura. A questão é que as diferenças não devem ser anuladas. Pelo contrário: é importante trabalhá-las como diferencial competitivo.

A diversidade é, inclusive, um ponto de convergência das empresas com a sociedade. Ela mobiliza forças criativas e permite gerar maior riqueza pela presença de equipes multiculturais.

Mesmo assim, esse assunto gera tensões, tanto em comparação com a universalidade quanto em relação à igualdade e ao desempenho. É por isso que, no Brasil, a diversidade ainda está engatinhando.

Em alguns casos, como o das mulheres, há avanços maiores e mais visíveis. Em outros, como dos homossexuais e deficientes, existem mais problemas. Cabe às empresas ultrapassar esses desafios respeitando as diferenças.

3. Gestão de negócios: concorrência e inovação

A gestão atual precisa ser tratada junto à concorrência e, principalmente, à inovação. Esse é o grande diferencial que as organizações podem ter — e, em muitos casos, é o segredo do sucesso.

No entanto, o que é inovação? É uma forma de explorar novas ideias, romper com dogmas e paradigmas e encontrar maneiras diferentes de fazer as mesmas atividades. Assim, é possível gerar valor para os clientes e obter resultados positivos para o negócio.

Outras vantagens são a economia de recursos (materiais, tempo, dinheiro) e a simplificação de funcionalidade, forma e tamanho. Tudo isso aumenta a produtividade, eleva a lucratividade e abre novos mercados.

Mais do que isso: a inovação permite se diferenciar da concorrência. Se hoje tudo parece “mais do mesmo”, o cenário atual exige o foco no mercado e na melhoria de produtos e processos.

Como fazer isso? É só se basear nos 3 pilares seguintes:

  • a inovação deve conversar com a estratégia organizacional;
  • a competência deve estar ligada ao comprometimento para que o negócio tenha mais chance de inovar;
  • a inovação depende da gestão para ser efetivada.

A partir daí, você pode seguir algumas dicas práticas para implantar a gestão da inovação em sua companhia. Confira:

3.1. Planeje a inovação

A inovação depende de objetivos bem claros que devem ser alcançados. A partir disso, pode-se estruturar um programa e elaborar um planejamento orçamentário que assegure os recursos necessários e viabilize as ações.

3.2. Pesquise parcerias

Uma maneira mais fácil de implantar a inovação é fazer parcerias com startups, universidades e comunidades criativas. Para isso é preciso ter 5 princípios definidos:

  • clareza da estratégia;
  • seleção dos parceiros a partir da compatibilidade de culturas;
  • consideração dos programas de fomento brasileiros realizados junto a universidades e outras instituições, como BNDES, Finep e CNPq;
  • boa gestão de prazos e recursos, além de prestação de contas frequente;
  • gerenciamento com base no longo prazo, sem atropelos ou atalhos desnecessários.

3.3. Estimule as novas ideias

Os colaboradores podem ter várias ideias, mas deixar de apresentá-las por uma série de fatores. Estimule-os para que deem sugestões que atendam às expectativas dos clientes e tragam soluções para os problemas. Essa liberdade eleva a competitividade e a produtividade do negócio.

3.4. Compreenda o impacto da inovação disruptiva

A inovação disruptiva surge quando o produto ou serviço transforma o setor ou o mercado por trazer mais simplicidade, acessibilidade e conveniência. Isso significa que podem ocorrer quebras no modelo de negócio — e você deve estar atento.

Um exemplo é a Kodak. A marca fazia muito sucesso e patenteou a criação da câmera digital. Porém, engavetou a ideia porque ela exigia a reinvenção do modelo de negócios. Resultado? A concorrência utilizou a proposta e foi um sucesso, deixando a Kodak para trás.

3.5. Realize um benchmarking inovador

O benchmarking é utilizado para buscar informações da concorrência. Essa técnica aprimora o desempenho e os processos internos por meio da incorporação das melhores práticas adotadas no mercado.

Quando tratamos de inovação no benchmarking, estamos falando da busca por práticas recomendadas em mercados que estão fora do seu nicho. A finalidade é agregar as experiências vividas para o aumento da produtividade, alternativas de novos negócios e geração de receita.

Um exemplo é a Netflix. Ao incorporar a tecnologia da informação ao modelo de negócios da locação de filmes, a empresa inovou e acabou com a concorrência, conquistando uma fatia de mercado gigante.

4. Gestão de projetos: menos tempo, mais tecnologia

O último ponto dos desafios da gestão atual é referente ao gerenciamento de projetos. Essa atividade tem como função organizar, planejar e acompanhar a execução de diferentes atividades que são realizadas simultaneamente.

Porém, mesmo tendo um bom planejamento e uma equipe competente, podem surgir obstáculos nas atividades diárias. Essas barreiras comprometem o sucesso do projeto e podem trazer sérios prejuízos ao negócio.

Alguns exemplos de desafios enfrentados na gestão de projetos são desperdício de tempo, mau uso de ferramentas e aplicações e desmotivação da equipe.

Na atualidade, existem outros 3 obstáculos principais que podem levar a empresa a um novo patamar. Veja quais são eles:

4.1. Identificação do problema principal

O problema é a lacuna existente entre o estado atual do seu empreendimento e onde ele deseja chegar. Ela deve ser eliminada, mas isso pode ser difícil.

O primeiro passo é identificar o maior número possível de problemas e elaborar uma escala de impacto e frequência em relação ao baixo desempenho do negócio.

Em seguida, deve-se reconhecer os recursos que permitem reduzir a lacuna, como parceiros, pessoal, produto, tecnologia, equipamentos, instalações, dinheiro, marca etc.

4.2. Validação da solução antes de ser escalada

A identificação do problema e das soluções possíveis requer a validação da alternativa. Esse também é o momento de definir metas e resultados esperados.

Verifique se a solução encontrada realmente eliminou o problema e monitore a performance para descobrir novos resultados. Uma dica importante é trabalhar primeiramente com um grupo menor e escalar para toda a empresa quando estiver efetivamente funcionando.

4.3. Sistematização e recomeço

As mudanças sempre encontram barreiras na cultura organizacional. Por isso, a aplicação da solução não implica em eliminação do problema. Nesse momento, é preciso garantir sua manutenção e evitar um retrocesso por meio da sistematização.

Essa prática simplifica e automatiza os processos. Com os resultados positivos, os colaboradores não terão outra possibilidade a não ser adotar a ideia.

Você pode ultrapassar esse desafio elaborando rotinas automáticas que utilizam um software de gestão. Elementos lúdicos também facilitam a adoção do modelo.

Fica evidente, então, que os desafios da gestão atual são complexos e nem todos têm uma resposta pronta. Você deve analisar o contexto em que sua empresa está inserida e verificar o que precisa ser feito em cada caso.

De toda forma, este post apresentou diversas ideias que podem ser colocadas em prática na gestão contemporânea do seu negócio. Gostou? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a outros conteúdos relevantes!

Deixe um comentário

Por favor, seja educado. Nós gostamos disso. Seu e-mail não será publicado e os campos obrigatórios estão marcados com "*"