É possível aprender a pensar fora da caixa?

Inovação. Nunca essa palavra foi tão ouvida no mundo profissional quanto agora. Se há alguns anos o profissional precisava ser proativo, dominar outro idioma e ter uma boa qualificação para se destacar no mercado, hoje, além disso tudo ele ainda precisa pensar fora da caixa. Mas como fazer isso acontecer?

No post a seguir, vamos ensinar um pouco sobre o que é essa tal de inovação e como desenvolvê-la no seu dia a dia. Ficou curioso? Então, você já tem meio caminho andado! Continue a leitura e complete o percurso para ser um profissional mais inovador!

O ser criativo

O conceito de inovar está diretamente ligado ao da criatividade. No próprio dicionário, um dos significados dessa palavra é “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar e inovar”.

Na prática, ser criativo é formular ideias e conceitos com base em algo novo ou em algo já existente.

No empreendedorismo, por exemplo, não é raro encontrar startups que fazem sucesso em um mercado já saturado apenas melhorando um produto ou serviço que já foi criado.

A necessidade de inovação passou a ser enxergada também pelo mundo empresarial nos últimos anos, graças, principalmente, a esses empreendimentos. O grande trunfo dos empreendedores foi vencer a ideia errônea do mito da criatividade, do senso comum que diz que as pessoas já nascem criativas.

O mito da criatividade

A ideia de que as pessoas já nascem criativas é alvo de estudos e controvérsias há muitos anos. Hoje, o entendimento sobre o processo criativo vai muito além da teoria da divisão dos cérebros (lado direito: emocional e criativo; lado esquerdo: analítico e racional).

A neurociência, por exemplo, acredita que a criatividade é sim um fruto de processos cognitivos e emoções, mas também de experiências sociais, vivências pessoais e até de hábitos.

Ou seja: não existe um lugar especial no nosso cérebro onde a criatividade se esconde. Para aparecer e nos presentear com uma grande ideia, ela precisa ser trabalhada todos os dias, estimulada.

Elizabeth Gilbert, autora do livro sobre criatividade “Grande Magia” (e também de “Comer, Rezar, Amar”), relembrou no TED Talks que os povos da Antiguidade acreditavam que artistas e filósofos eram seguidos por uma espécie de entidade mágica, um gênio criativo de onde vinham todas as boas ideias.

Mesmo sendo uma realidade quase incompreensível para nós atualmente, esse exemplo serve para mostrar que, sim, a criatividade pode ter uma influência externa. Basta que acreditemos nisso.

É um fato que muitas pessoas têm uma enorme facilidade de aprender determinada atividade, que se revela desde a infância. Outras, mesmo com uma educação limitada, se tornam um talento no que fazem. Mas a fase de aprendizado sempre deve existir.

Acreditar que a criatividade é algo intrínseco que somente algumas pessoas sortudas têm — ou que só pode ser desenvolvida no campo artístico e nas ciências humanas — é uma forma de barrar a si mesmo. É possível inovar, mesmo sendo um engenheiro, um bioquímico ou um profissional de TI, por exemplo.

A realidade é que ninguém nasce criativo, as pessoas se tornam criativas, e existem diversas técnicas para estimular o pensamento fora da caixa.

Estímulos à criatividade

Agora que você já sabe que pode treinar a sua criatividade, deve estar se perguntando: como fazer isso? Algumas atitudes podem estimular essa habilidade no dia a dia e trazer resultados positivos, tanto pessoal quanto profissionalmente. São elas:

Coolhunting

Muito utilizado no mundo da moda, esse conceito — que já se tornou uma profissão — é oriundo do marketing dos anos 90, e significa observar o mundo e as pessoas ao seu redor para descobrir novas tendências.

Para quem deseja pensar fora da caixa, o mundo é uma tela em branco, pronta para ser preenchida por possibilidades. Por isso, esteja sempre atento ao que acontece no seu dia a dia, observe o comportamento das pessoas, explore a sua cidade, viaje se for possível. Pensar em um contexto diferente trará novas ideias.

Design Thinking

Elaborado por Tim Brown, CEO da Ideo — organização símbolo de inovação — o conceito de Design Thinking foi pensado para ajudar as empresas a gerar soluções rápidas e mais criativas para os seus problemas.

Tudo é baseado em um roteiro simples: descobrir (observar o contexto em que vive e explorar novas possibilidades), interpretar (analisar como as ideias podem vir desse contexto), idealizar (enxergar oportunidades), experimentar (testar as ideias) e evoluir (aprender com os erros e melhorar o que for preciso).

Leituras

Muitos especialistas indicam que, para ser muito bom em algo, você precisa ter pelo menos dez mil horas de prática nessa atividade. No entanto, quem deseja estimular a criatividade não precisa ir tão longe. O mais importante é que estude, leia, explore as teorias e as técnicas de algo — particularmente algo novo.

Buscar qualquer tipo de conhecimento é uma forma de sair da sua zona de conforto, principalmente para quem está sempre ligado aos assuntos da sua área profissional e não estuda outros temas fora dela.

A leitura permite que você enxergue sem limites e crie uma mente sem amarras, capaz de chegar a lugares inimagináveis.

Hábitos

A criatividade também é fruto de hábitos. Reservar uma hora para ficar sozinho, aprender algo novo todos os dias, praticar uma atividade física e ter uma alimentação balanceada são alguns dos costumes que refletem positivamente no corpo e na mente. E não há espaço melhor para as ideias inovadoras do que um cérebro saudável e ativo!

“Dolce far niente”

Até mesmo o fazer nada pode ser uma fonte de inovação, de acordo com o italiano Domenico De Masi, criador do conceito de Ócio Criativo. Isso não significa, no entanto, parar de trabalhar e perder dias deitado na cama.

Para o sociólogo, o dolce far niente proposto por essa teoria está em unir o estudo e o trabalho com momentos frequentes de lazer. No dia a dia, isso significa descansar a mente das atividades cotidianas, enquanto aprecia um bom filme, lê um livro, pratica um hobby ou ouve uma música, por exemplo.

Erros

Muitas pessoas matam uma ideia dentro de si antes mesmo que ela floresça, por medo de que a execução seja falha ou por se preocupar com o que os outros vão pensar.

Quem está em cargos de gestão, por exemplo, pode deixar de implantar mudanças no ambiente de trabalho por não acreditar na sua possibilidade de sucesso.

Errar também é uma forma (uma das melhores!) de se tornar mais criativo. Pode parecer loucura, mas as falhas são caminhos para ganhar experiência, reconhecer novas possibilidades e inovar.

Capacitação

Sim, é possível aprender a pensar fora da caixa. E muitas instituições já se especializaram nisso. 

Para quem deseja se reinventar no trabalho, a capacitação pode fornecer ferramentas criativas, facilitar o desenvolvimento de projetos e estimular a busca por soluções inovadoras de acordo com a realidade do mercado.

A maior vantagem dos cursos e treinamentos nessa área está em obter resultados mais rápidos do que se você estivesse trabalhando sozinho. 

Agora que você já aprendeu alguns macetes para pensar fora da caixa, que tal colocá-los em prática? Se estiver em busca de capacitação no assunto, não deixe de conhecer o nosso curso sobre Gestão Criativa, e estimule o líder inovador que está dentro de você!

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