Empowerment: aprenda uma nova estratégia de gestão de equipes

Sobrecarga de atribuições. Necessidade de acompanhar uma infinidade de tarefas de relevância menor que tomam tempo e poderiam ser conduzidas de outra forma. Sensação de que precisa “empurrar” os colaboradores para obter resultados — essa é uma realidade comum para muitos gestores. Se você se identificou, a solução pode estar no empowerment. Já conhece essa estratégia de gestão de equipes?

Existe uma maneira de gerir sua equipe com mais autonomia, garantindo excelentes resultados e a chance de desenvolver líderes — isso tudo fazendo sobrar o tempo que o gestor necessita para exercer aspectos mais estratégicos de sua função.

Quer saber como? Continue a leitura deste post! 

O que é empowerment? 

O empoderamento é um conceito relacionado ao exercício da liderança no qual os funcionários são coparticipantes nas responsabilidades, inclusive no que se refere à tomada de decisão. 

Essa delegação de responsabilidades permite que a equipe trabalhe de forma mais autônoma. Por isso, o modelo é geralmente utilizado em organizações que possuem uma cultura participativa, na qual as equipes são autodirigidas.

Ele possui quatro pilares principais: 

  • poder: é necessário delegar autoridade e responsabilidade em todos os níveis da organização, confiar nas pessoas e conceder liberdade e autonomia de ação;
  • motivação: reconhecer o bom desempenho, recompensar resultados e permitir a participação dos colaboradores nos resultados de seu trabalho são formas eficientes de promover entusiasmo e engajamento;
  • desenvolvimento: é preciso fornecer os recursos necessários ao bom desempenho — informações, aporte financeiro, capacitação, iniciativas para o crescimento pessoal e profissional, entre outros;
  • liderança: espera-se que o gestor oriente os colaboradores, defina objetivos e metas, avalie o desempenho e proporcione o feedback necessário ao desenvolvimento.

Quais são as vantagens do empowerment? 

Sabe-se há muito tempo que é o olhar do dono que garante o sucesso de um empreendimento. Afinal, ninguém está mais interessado que ele em observar cada processo, corrigir falhas e garantir um bom resultado. 

Agora, imagine como seria se uma empresa tivesse muitos “donos”? É isso o que acontece quando se adota o empowerment como estratégia para gestão de equipes. Os funcionários não se sentem uma simples engrenagem da máquina, mas uma peça fundamental.

Logo, eles passam a ter a “visão de dono”: se engajam nas ações da companhia, vestem a camisa, esforçam-se para atingir a alta performance e obter resultados extraordinários. 

Mas se você acha que esse motivo ainda não é suficiente, vamos listar algumas outras vantagens desse modelo de gestão

  • o funcionário vai fazer o seu melhor para corresponder às expectativas do gestor que atribuiu a responsabilidade;
  • com mais autonomia, os colaboradores podem tomar decisões dentro de determinada esfera e resolver os problemas com maior velocidade;
  • o acesso a um conjunto maior de informações garante uma base mais sólida para as ações dos colaboradores, que deixam de ser intuitivas e tornam-se data-driven;
  • aumento da satisfação dos funcionários, com consequente retenção de talentos;
  • desenvolvimento da visão sistêmica: cada funcionário passa a ver o negócio e suas necessidades de forma mais ampla;
  • surgimento de novas lideranças;
  • decisões tomadas por colaboradores mais próximos dos clientes e, portanto, aptos a entender melhor suas necessidades e expectativas;
  • elevação do índice de satisfação dos clientes, que têm seus problemas resolvidos de forma ágil, sem que a situação precise ser levada a várias instâncias da organização. 

Esses são apenas alguns exemplos de como o empowerment pode contribuir para o sucesso de uma organização. 

O que o empowerment exige dos gestores e da empresa? 

Descentralização

Talvez este seja o maior desafio para muitas empresas. Afinal, o empowerment não funciona em uma organização excessivamente burocrática, hierarquicamente vertical e engessada nessa estrutura. 

Para que o empowerment funcione, é preciso descentralizar as decisões, certamente levando em consideração os diferentes níveis e a amplitude das responsabilidades. 

Redução das exigências burocráticas

Muitas empresas reclamam da burocracia do governo, mas impõem o mesmo modelo aos seus funcionários. Dentro das organizações, o excesso de exigências burocráticas tem o mesmo efeito: lentidão, rigidez e ineficiência. 

Portanto, essa barreira precisa ser eliminada. É necessário, inclusive, impedir que gerentes e gestores que temem a perda de status e poder prejudiquem o processo de empoderamento com exigências dessa natureza. 

Cultura de compartilhamento de informações

Além da experiência, o que torna as decisões mais certeiras é a informação. Sem os dados necessários, as escolhas serão intuitivas e, portanto, mais propensa a erros. 

Por isso, se um colaborador precisa decidir, deve ter acesso a informações referentes à sua esfera de atuação. Sem esse recurso, ele estará muito mais sujeito a agir de forma equivocada. 

Horizontalização da estrutura

No mercado competitivo de hoje, as empresas que desejam agilidade e resultados estão abandonando modelos verticais. Isso serve tanto para a estrutura hierárquica quanto para metodologias. 

Abertura para a verdadeira autonomia

Os funcionários precisam não só de informações, mas de apoio e liberdade para uma atuação realmente autônoma. Para isso, a empresa deve desenvolver a mentalidade de que equívocos fazem parte do processo de aprendizagem, e que as pessoas não devem ser punidas por isso. 

Erros devem ser corrigidos, mas quando a empresa adota uma cultura punitiva, a autonomia dos colaboradores é inibida. 

Como fazer o empowerment dar certo em sua empresa? 

Avalie e escolha as pessoas certas 

A definição dos colaboradores que deverão conduzir projetos mais autônomos deve ser criteriosa. É preciso garantir que o responsável pela tarefa tenha os conhecimentos e condições para realizá-la. 

Comece gradualmente

É impossível sair de um modelo centralizado e adotar um modelo de empoderamento sem realizar essa transição de forma gradativamente. A maioria dos funcionários não foi preparada para isso, então é importante conduzir o processo de forma responsável e até mesmo educativa, preparando o colaborador para desafios cada vez maiores. 

Estabeleça metas e prazos realistas

É importante que o responsável por uma tarefa ou projeto tenha uma ideia clara do que a empresa espera dele, que saiba os alvos que precisa alcançar e o prazo que deve cumprir. Mas é imprescindível que esses aspectos sejam estabelecidos de forma bastante realista. 

Forneça feedback

Delegar não significa abandonar. Por isso, o gestor deve acompanhar o processo. A princípio, de forma mais próxima e, à medida que a equipe desenvolve a autonomia, de maneira mais discreta.

Porém, ele deve manter a porta sempre aberta para orientar, tirar dúvidas, sugerir formas de contornar obstáculos e, principalmente, fornecer feedback. 

Faça desses momentos de retorno e avaliação uma iniciativa para promover o desenvolvimento do colaborador. Analise com ele o percurso de um projeto ou tarefa, questione-o sobre as dificuldades apresentadas e ofereça alternativas. O feedback é uma ferramenta poderosa para o crescimento profissional. 

Entendeu o que é empowerment e como ele pode revolucionar a atuação do capital humano e produzir excelentes resultados? Que tal compartilhar este post em suas redes sociais e mostrar que está antenado às boas práticas de gestão de negócios?

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