Gestão de carreira: o que nenhum colaborador ou empresa pode ignorar

Muito se fala em gestão de carreira e na sua importância para criar metas bem-sucedidas e atingir novos patamares profissionais. Mas o que ela significa na prática e como utilizá-la para planejar uma trajetória no mercado de trabalho? A resposta para essas e outras perguntas você encontra no post a seguir!

Como fazer uma gestão de carreira eficaz?

As empresas devem ajudar os seus colaboradores a ganhar mais produtividade, motivação e qualidade de vida, principalmente por meio de estratégias como o plano de carreira — que traça todo o percurso profissional e aponta os melhores caminhos para o crescimento.

Entretanto, o funcionário não precisa deixar apenas a cargo da organização em que trabalha o controle sobre a sua conduta e planejamento para o futuro. Essa gestão também pode, e deve, ser feita individualmente. Para realizá-la com eficácia:

Visualize em que ponto da trajetória você está

O ideal é que a gestão de carreira comece a ser feita ainda na graduação, mas é possível investir nessa técnica em qualquer estágio da vida. Para isso, é importante avaliar em que etapa profissional está e aonde quer chegar.

Se você está em atividades operacionais, por exemplo, mas quer alcançar um cargo de diretoria, é mais fácil definir qual caminho traçar para sair da posição atual.

Estabeleça metas mensuráveis e realistas

Quando se trata da definição de objetivos, não basta apenas colocar o seu sonho no papel. É preciso avaliar se ele é viável e como pode ser concretizado. Os especialistas acreditam que toda meta precisa ser SMART (específica, mensurável, atingível, relevante e temporal).

Na prática, isso significa que ela necessita ser clara, ter um limite de tempo definido, ser importante para algo — nesse caso, para a carreira — e, principalmente, ser realista. Em longo prazo é possível sonhar mais alto. No entanto, se as suas metas são imediatistas, não devem ser muito difíceis de realizar ou você corre o risco de se frustrar.

Invista em capacitação

Não importa a sua idade ou quanta experiência você tem profissionalmente. Sempre há algo novo a aprender. Às vezes a empresa não possui ferramentas e uma visão focada no crescimento do seu colaborador. Nesse caso, é importante buscar por si mesmo alguns recursos para expandir suas habilidades, tanto para o mundo corporativo quanto para a vida em geral.

Busque autoconhecimento

Há alguns anos, o sentido da palavra “carreira” estava associado apenas a um emprego ou a uma função em determinada empresa. Mas, com as mudanças das aspirações profissionais e do mercado de trabalho em si, hoje ela também está associada à vida pessoal, às expectativas para o futuro e à busca por satisfação.

Por isso, para fazer uma gestão de carreira bem-sucedida, é preciso se conhecer. Entender quais são as suas afinidades, como se vê daqui a cinco ou dez anos e em que área não suportaria atuar.

Ter essa visão pode ajudar a definir o que tem mais peso na sua vida profissional: o dinheiro, o tempo livre, o status ou a qualidade de vida, por exemplo. Essa é também uma maneira de reconhecer pontos fortes e fracos que precisam ser trabalhados.

O que o profissional deve esperar de uma boa gestão organizacional?

Para fazer uma coordenação melhor da sua carreira, o indivíduo também precisa encontrar na empresa em que trabalha determinados comportamentos e atitudes que estimulem o seu desenvolvimento e concretização de objetivos. Nesse sentido, uma boa gestão é fundamental. Para que ela aconteça, o líder deve investir em:

Pacotes de benefícios

Mesmo não sendo a prioridade profissional de alguns colaboradores, um bom salário e auxílios (como plano de saúde e odontologia, vale-alimentação e férias remuneradas) são muito importantes para a maioria.

Quando um profissional encontra as condições financeiras ideais, ele melhora a sua produtividade e ganha motivação para realizar um trabalho com mais qualidade.

Planos de sucessão

Trata-se de uma estratégia criada para determinar todos os cargos e funções em uma empresa, definindo quem é responsável pelo quê e os requisitos para exercer bem essas atividades.

Essa é apenas uma etapa do plano de carreira. Seu caráter é desenvolver o profissional internamente, dentro do que a organização precisa, sem ter que recorrer a novas contratações, por exemplo. É um processo muito eficiente na formação do colaborador, que é preparado para, quem sabe, se tornar um novo líder no futuro.

Estímulo à capacitação

O conceito de empowerment, ou empoderamento, é uma tendência forte na gestão de carreira, pois permite que o profissional tenha responsabilidades que vão além do seu cargo. Mas, para que ele possa participar com mais eficácia do processo de tomada de decisões, as empresas precisam investir em capacitação.

Muitos gestores têm medo de financiar treinamentos e cursos para os colaboradores, receando que esse conhecimento seja aplicado na concorrência. No entanto, profissionais valorizam lugares em que são reconhecidos e possuem chances de crescer. Não investir na capacitação deles é um erro que impede o negócio de prosperar e obter resultados melhores.

Respeito às diferenças

Hoje em dia, o mercado precisa estar aberto — e pronto — para lidar com todos os gêneros, etnias, orientações sexuais e necessidades especiais do seu time.

Não adianta exigir um bom relacionamento interpessoal da equipe se a própria empresa não respeita as individualidades e diferenças entre os seus colaboradores. O profissional precisa conviver em um ambiente no qual possa se expressar livremente e ser quem é, sem medo de sofrer represálias ou ser demitido.

Planejamento de carreira

Além das diferenças naturais, cada colaborador possui suas próprias maneiras de trabalhar as respectivas habilidades e pontos fracos. Para ajudar os líderes nesse sentido, foi criado o conceito de carreira em “Y”.

Se você observar o formato dessa letra, verá que ela possui uma bifurcação. Do ponto de vista profissional, essa partição significa que cada pessoa possui mais de um caminho em uma empresa, que nem sempre é se tornar um gerente ou diretor. E tratar esse comportamento como estagnação é um erro de gestão.

Observar uma carreira de maneira não linear é uma chance de as empresas aproveitarem as individualidades em novas funções. Além disso, ajuda a valorizar competências, que vão além dos clichês típicos — reter talentos e melhorar resultados — já que as pessoas certas são destinadas àquilo que sabem e querem fazer.

Senso de pertencimento

O colaborador precisa acreditar que realmente pertence e é importante para a empresa, e não apenas mais uma “escada para outros subirem” — sentimento ainda muito comum no mercado de trabalho.

Para isso, é importante que ele encontre um ambiente acolhedor, onde possa desenvolver ideias e projetos com mais autonomia, consiga se relacionar interpessoalmente com todos, tenha momentos de diversão e participe do processo de tomada de decisões.

Reconhecimento

Quando lemos um artigo online como este ou uma notícia em um jornal, é comum buscarmos quem está por trás dele. Então por que não fazer o mesmo com as demandas da sua empresa e dar os créditos aos seus colaboradores?

Pessoas esperam ser reconhecidas. Seja por meio de um elogio, de um feedback sobre uma tarefa que vem executando ou até mesmo de uma crítica, feita de maneira construtiva. Saber que seu trabalho é visto pela chefia é uma forma de encontrar valor e propósito no que faz.

E então, ficou mais fácil investir em gestão de carreira na sua empresa? Se você quer melhorar outros aspectos da sua liderança, não deixe de conferir o nosso artigo sobre como ser um gestor mais humano!

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