Inteligência emocional: o segredo do seu sucesso profissional!

Emoções não são lineares no comportamento humano. A tendência de todos é agir de maneira diferente de acordo com cada uma das diversas situações vivenciadas no cotidiano. Assim, em um mesmo dia podemos sentir raiva, compaixão, alegria e tristeza.

Porém, quando não conhecemos os gatilhos que nos fazem ter um ou outro comportamento, ficamos vulneráveis a expor sentimentos inadequados a determinado ambiente, como o profissional, por exemplo.

Para aprender a controlar os sentimentos e usá-los a favor de uma postura profissional de destaque, é necessário desenvolver a Inteligência Emocional, pois ela é capaz de alavancar carreiras e de induzir pessoas ao sucesso.

Ficou interessado em saber mais sobre essa habilidade para ter um diferencial competitivo? Então, leia agora este post e aprenda a desenvolver a sua potencialidade emocional!

O que é Inteligência Emocional

Inteligência Emocional é um termo popularizado pelo PhD da Universidade de Harvard, Daniel Goleman. Em seu livro que leva o mesmo nome, publicado em 1986, o psicólogo define a expressão como a capacidade de autoanálise dos sentimentos e de percepção das emoções de outras pessoas.

Ainda segundo o estudioso, quem possui esse tipo de inteligência cultiva relacionamentos melhores, é motivado e tem autocontrole, tão necessário ao convívio social e profissional.

Como todas as atividades diárias requerem o trato com pessoas de personalidades diferentes, desenvolver a inteligência emocional é fundamental para o alcance do sucesso profissional e pessoal.

Como a Inteligência Emocional influencia a carreira

Segundo pesquisa feita com mais de 500 mil pessoas por dez anos, realizada por Travis Bradberry e Jean Greaves (autores do livro “Inteligência Emocional 2.0”) e publicada pela Revista Exame, somente 36% dos pesquisados conseguiram identificar as próprias emoções.

Os estudos mostraram ainda que tal competência tem grande relação com o sucesso profissional em todas as carreiras. Ainda de acordo com os dados levantados, 58% daqueles que se destacaram em suas profissões possuem um Quociente Emocional (QE) elevado.

A professora da área de Gestão Pessoas da Fundação Getulio Vargas, Érika Nahass, alerta: é preciso entender que empregabilidade, esse conceito de sustentabilidade e responsabilidade na ação de mercado, é uma conjugação de competência técnica e comportamental. O mundo corporativo de hoje não admite uma pessoa disfuncional do ponto de vista do comportamento e funcional sob a ótica da técnica — ninguém se mantém empregável apenas porque é bom no que faz.

Para conseguir se manter, o profissional deve ter plasticidade, inteligência para lidar com as demais pessoas e construir um network, uma tecedura nesses relacionamentos sociais que faz com que ele deslize e se mantenha uma aquisição atrativa para as empresas. Caso contrário, ele viverá de empregos temporários, que duram poucos meses. Pessoas que têm longevidade no emprego com prosperidade têm essa inteligência para lidar com outras pessoas, ainda que não possuam afinidades pessoais com elas. Adaptabilidade e visão fazem parte desse contexto.

Sendo assim, é possível perceber que há muito a ser trabalhado individualmente para que o coletivo das organizações seja melhor e para que sejam potencializadas as chances de cada profissional de ter uma carreira de sucesso.

Relação entre Inteligência Emocional e demissão

Outro ponto que pode ser observado em relação ao sucesso na carreira é o de que pessoas são contratadas por suas capacidades técnicas, mas muitas vezes são demitidas pela forma com a qual se comportam na empresa.

Tal fato é confirmado por pesquisa feita pela consultoria Robert Half, que apontou os fatores que levam uma empresa a demitir um colaborador no Brasil. Entre os principais motivos, podemos ressaltar o do relacionamento ruim com os colegas, que correspondeu a 16% das respostas dos entrevistados.

Dificuldades de relacionamento, como já apontado, estão relacionadas à falta de aptidão com as emoções pessoais. Portanto, você não precisa de mais argumentos para começar já a desenvolver essa habilidade, não é mesmo?

Como desenvolver a Inteligência Emocional

Cuidar das emoções é uma atividade que deve ser praticada diariamente. Contudo, nem sempre é tarefa fácil entrar em contato com nossos sentimentos e entender o que nos faz agir de determinada forma.

Contar com o apoio de psicólogos, coaches, terapeutas e de outros profissionais é uma ótima alternativa para trabalhar as emoções de forma consciente e segura. A professora Érika Nahass, que é também especialista em Carreiras, selecionou algumas dicas que podem ajudar você a se entender e se desenvolver melhor. Conheça:

Investigue-se

É preciso buscar dentro de si a capacidade de autorizar-se, de maneira honesta e nítida, de se conhecer. O autoconhecimento é o ponto de partida para a lucidez sobre nossas fraquezas, fortalezas e limitações.

Mantenha a atenção

Você precisa ser protagonista interessado no seu próprio desenvolvimento. Nessa perspectiva, precisa estar atento o tempo todo às coisas que vive como oportunidades relevantes para isso. E fazer autocrítica é uma delas.

Tenha propósito

Uma vez que você se autoriza a se conhecer, é capaz de praticar diuturnamente a autocrítica positiva, sem se martirizar, focalizando e ampliando as intenções sobre o seu propósito, desencadeia um movimento de fluxo, em que consegue ter maior disciplina e paciência para alcançar o que almeja, tendo isso como um valor.

Seja metódico

Para conseguir chegar a um lugar melhor, ainda que seja rumo a si mesmo, é preciso ter critérios, caminhos e parâmetros a serem seguidos de maneira repetida e ordeira.

Planeje

Você precisa ter um mapa do percurso para conseguir prever os possíveis tropeços e onde há necessidade de correções de rota.

Tenha visão positiva

Sem ingenuidade, procure entender que as tempestades estão contextualizadas e que não chove todo dia. Assim, você conseguirá ver a luz no fim do túnel — é só se exercitar em uma perspectiva positiva.

Seja resiliente

A resiliência é o pilar da inteligência emocional em que você se constrói e se fortalece, apesar das adversidades, porque você as significa, sabe lidar com contextos mais complexos e não se derrota com facilidade.

Por outro lado, se as derrotas vêm, sabe reconhecer os limites do desastre ou evento negativo em que se envolveu. Por isso, é capaz de se reacender para outras conquistas, novos caminhos. Uma pessoa funcional tem inteligência emocional e não sucumbe definitivamente. Ela pode ter pequenas derrotas — sucumbir temporariamente — mas consegue soerguer baseada num conjunto de raciocínios, num repertório de argumentos que a mantêm próspera mesmo diante de uma falência temporária.

Você já tomou alguma atitude para compreender melhor o que te leva a agir de determinada forma? Tem alguma boa prática para compartilhar conosco? Deixe um comentário e nos conte sobre sua busca pelo aprimoramento de sua Inteligência Emocional.

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