Por que a automotivação pode ser sua melhor ferramenta de trabalho?

Todos querem dar dicas e conselhos para quem busca crescer profissionalmente sobre como alcançar aquela vaga dos sonhos ou a promoção tão desejada. Mas uma das ferramentas mais importantes é algo que, provavelmente, ninguém nunca recomendou a você. Estamos falando da automotivação.

E por que será que essa habilidade é tão pouco divulgada? O motivo é simples: não se pode vender automotivação. Como o próprio nome sugere, ela depende de posturas e atitudes autônomas. Diferentemente de liderança ou comunicação, que também são habilidades muito importantes, a automotivação é desenvolvida ao longo de uma jornada solitária.

Neste post, vamos apresentar algumas ideias para que você possa trilhar esse caminho com garantia de sucesso, e também vamos explicar por que tal processo é tão importante, afinal. Confira!

A automotivação como diferencial no trabalho

As empresas perceberam que profissionais com a habilidade da automotivação são extremamente valiosos. Agora, quem apresenta essa característica em seu perfil tem uma chance muito maior de recolocação e crescimento. Você arrisca o motivo?

A verdade é que motivar pessoas é caro. Pensando na motivação externa, sempre chegamos a soluções como mais benefícios, flexibilidade, liberdade para o colaborador. Nada disso é ruim, é claro, mas tudo tem seu custo de implementação.

Além disso, existe uma tendência de que cada indivíduo encontre motivação externa em fatores diferentes. Para mim, pode ser um horário de almoço estendido; para você, uma mesa de pebolim no meio do escritório. Atender cada um é inviável e atender apenas alguns acaba gerando conflitos e prejudicando o clima organizacional.

Enquanto isso, o profissional que tem automotivação exige menos investimento para manter seu alto nível de desempenho. Ele encontra motivos para fazer o seu melhor dentro de si mesmo. Além disso, seu estímulo é mais duradouro, pois não está vinculado a um reforço contínuo por parte da empresa.

Situações em que a automotivação é necessária

Em primeiro lugar, vamos esclarecer que a automotivação não é boa apenas para o seu empregador. Ela também é excelente para você, já que permite que você se sinta mais realizado no seu trabalho e tenha mais energia para buscar algo além.

Alguém que tem baixa motivação interna tende a sentir uma insatisfação permanente e, ao mesmo tempo, a demonstrar pouca iniciativa para a mudança. Essa passividade afeta seu bem-estar pessoal.

Agora, vamos ver três situações em que a automotivação é necessária?

1. Quando sua produtividade está baixa

Deixando de lado qualquer discussão sobre os fatores de motivação externa, sabemos que é natural passar por momentos de baixa produtividade; por exemplo, quando você está há muitos meses sem férias e o cansaço começa a bater.

Nessas horas, a automotivação pode dar aquele “gás” necessário para seguir adiante. O que mantém você acordando cedo para trabalhar nem sequer é o salário. É algo mais profundo, como a sua própria vontade de mostrar que é capaz, de vencer suas barreiras, de ser uma referência para os seus filhos.

2. Quando chega a hora de mudar de emprego

Você está em uma boa empresa e continuar no mesmo serviço é uma opção segura. Então, por que correr atrás de algo novo? Mais uma vez, é a automotivação que compele você adiante.

Nesse caso, sua automotivação é seu desejo de se colocar à prova, de mostrar que pode fazer mais, que tem potencial para crescer. Fique atento pois, de novo, não é necessariamente o salário que faz com que você dê esse passo. Aliás, muitos profissionais com forte automotivação deixam seus empregos para ganhar menos. O que está por trás de sua decisão é somente o desejo de enfrentar desafios.

3. Quando quer negociar um novo salário

Até mesmo para pedir um aumento, a automotivação é necessária! Do contrário, você poderia se acomodar com o que tem e se tornar aquele profissional eternamente insatisfeito, sempre reclamando, mas que não faz nada para mudar. Em vez disso, sua automotivação permite que você corra o (suposto) risco.

E saiba que o fato de você dar o primeiro passo e começar uma negociação já tem um impacto positivo sobre sua imagem na empresa. Você demonstra proatividade. Portanto, quem busca o aumento tem muito mais chances de conseguir do que quem espera, passivamente, sua vez chegar.

Como desenvolver sua automotivação

Como já explicamos no começo, infelizmente, não é possível comprar automotivação ou absorvê-la de outras pessoas. Por outro lado, você pode desenvolver hábitos para fortalecê-la.

Temos três sugestões para que você dê início a esse processo. Vamos lá?

1. Descubra por que você faz o que faz

Seja você um contador, um analista de projetos ou um assistente comercial, esse momento de reflexão é indispensável. Como e por que você está nessa posição hoje? Quais foram suas razões para a escolha dessa profissão e do seu atual emprego?

Muitas vezes perdemos a motivação e não é por causa da empresa. O problema é que, envolvidos na rotina diária, esquecemos por que estamos ali. Resgate essa memória! E se você não conseguir mais pensar em nenhuma boa razão para fazer o que faz atualmente, provavelmente é hora de buscar novos caminhos.

2. Elimine qualquer sentimento negativo

Eles simplesmente não combinam com a automotivação. Enquanto você alimenta sentimentos negativos sobre seu trabalho, a empresa e o chefe, torna-se impossível encontrar força de vontade para se levantar de manhã e fazer o seu melhor no trabalho.

Então, assuma a responsabilidade pelo seu sucesso profissional, mas não se culpe ou pense que “falhou” se ele ainda não chegou. Também não gaste tempo demais culpando os outros. Saiba que você está em um processo positivo de crescimento e melhoria contínua, e processos positivos jamais levam a resultados negativos.

Além disso, tenha consciência de que o trabalho duro sempre é reconhecido. Se isso não acontecer no seu emprego atual, certamente você encontrará outra empresa que vai perceber seu perfil motivado e valorizar sua produtividade.

Em resumo: as palavras de ordem para manter a automotivação são paciência e perseverança!

3. Tenha metas ambiciosas

Uma das formas mais eficazes de automotivação é estipular metas para sua carreira profissional. Atenção: não são as metas da empresa, mas as suas. E então, dê os próximos passos de maneira consciente em relação a elas. Ou seja, cada decisão profissional deve ser estratégica, para ajudá-lo a chegar mais perto de concretizá-las.

Assim, sempre que você sentir sua motivação fraquejar, lembre-se de qual é o seu objetivo e como aquele trabalho será importante para realizá-lo. Dessa maneira você está, efetivamente, criando um motivo para seguir adiante — ou seja, criando motivação.

Agora você já sabe como desenvolver sua própria automotivação na vida profissional (e, claro, essas dicas valem para a vida pessoal também). Que tal colaborar para que outras pessoas tenham acesso à mesma ferramenta e entendam a importância dessa habilidade? Compartilhe este post com seus amigos e familiares nas redes sociais!

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