Prepare-se para as 6 tendências do mercado de trabalho já!

O avanço das novas tecnologias modificou muitos segmentos e carreiras, extinguindo algumas, adaptando outras e gerando novas oportunidades que antes não eram possíveis. Esse movimento continua firme e tem levantado dúvidas sobre o futuro do emprego em vários setores. Afinal, é preciso estar atento às novas tendências do mercado de trabalho para conseguir uma boa colocação.

Aliado a isso, temos a mudança de prioridades dos profissionais, além de uma percepção social e ambiental crescente, que vem pressionando alguns dos mecanismos tradicionais do mercado. Dessa forma, tanto a tecnologia quanto as mudanças comportamentais do público prometem revolucionar a economia e as relações de trabalho, que em breve não serão mais como conhecemos.

Tal aspecto abre portas para oportunidades que dificilmente seriam possíveis em momentos anteriores da história, de modo que podem trazer novas vantagens e maior qualidade de vida para os trabalhadores.

Para ajudar você a encontrar um novo caminho profissional e conseguir se preparar para ele, separamos a seguir 6 tendências irreversíveis do mundo corporativo, além de dicas práticas para se adaptar aos novos cenários. Dessa forma, você poderá se prevenir para não perder competitividade nem sofrer com a desatualização. Não deixe de conferir!

1. Freelance e trabalho por projetos

A capacidade de autogestão será essencial para conseguir uma vaga nas melhores áreas de trabalho para o futuro, especialmente por conta do crescimento da chamada economia Gig.

Também conhecida como Freelance Economy e Economia sob demanda, ela envolve o ambiente que une trabalhadores temporários e sem vínculo empregatício, como autônomos e freelancers, com companhias que contratam esses trabalhadores. Os contratos costumam ser temporários e independentes, feitos para prestação de serviços pontuais isentos de algumas regras trabalhistas.

A tendência do mercado de freelance parece ter sido impulsionada devido à maior disseminação do Cloud Computing (Computação em Nuvem) a partir de 2011 e ao barateamento dos dispositivos tecnológicos. Como resultado, os valores de itens como RAMs, CPUs, discos e outros componentes caíram, gerando a queda de preços de notebooks, PCs, tablets etc.

Isso permitiu que qualquer pessoa com um aparelho tecnológico desse tipo pudesse trabalhar remotamente em uma série de serviços diversos. Graças à nuvem, por exemplo, é possível contratar uma pessoa do outro lado do mundo que escreva códigos e execute um aplicativo para uma empresa com mais de 1.000 funcionários.

Também se proliferaram as plataformas que servem de intermediárias entre indivíduos interessados em vender seus serviços e pessoas que querem contratá-los. Isso impulsionou o modelo freelance ainda mais, disseminando-o no mercado.

Além disso, as organizações também precisam ter em conta a produtividade versus a presença física de seus colaboradores, pois a maioria geralmente não reside perto do local de trabalho. Isso faz com que muitas delas invistam em conceitos mais modernos de escritórios satélites. Também há os escritórios virtuais e o movimento home office, que estão crescendo.

Um estudo da empresa de tecnologia Intuit (nomeado de “Intuit 2020 Report: Vinte Tendências que Moldarão a Próxima Década”) apontou que mais de 40% da força de trabalho só dos EUA nos próximos anos será constituída de freelancers. E a tendência é que esse fenômeno cresça no mundo todo.

Trabalho por projetos

Para se adaptar a essa nova tendência do mercado de trabalho, é importante desenvolver a liderança e o conhecimento de gestão de projetos. O primeiro atributo será essencial para a gestão de um contingente maior de trabalhadores que não atuarão dentro das empresas e que serão contratados para projetos específicos e temporários.

Dessa forma, gestores terão que lidar com desafios do dia a dia que envolvem profissionais que estão a quilômetros de distância, às vezes em outros países. Os contratos por projetos também trarão novas especificidades trabalhistas. Eles exigirão atualizações rápidas e constantes dos líderes, para que eles sejam capazes de administrar seus projetos em conformidade não só com a legislação do seu local de atuação, mas também com a de outras regiões do globo.

A partir da contratação de freelancers para projetos específicos, as empresas terão condições de reunir equipes multidisciplinares com colaboradores cujos perfis sejam voltados a atividades muito segmentadas. Dessa forma, as rotinas e fluxos de trabalho poderão ganhar maior versatilidade, produtividade e eficiência.

Esse tipo de contratação ganhará força porque as organizações, em geral, procuram manter um quadro mais enxuto de funcionários, especialmente em cenários de recessão ou crise econômica. A possibilidade de contar com uma quantidade grande de especialistas em áreas distintas é algo que só as grandes corporações têm conseguido.

O trabalho por projeto causa uma mudança de paradigma em relação ao comportamento dos próprios profissionais. Isso porque muitos indivíduos já enxergaram que o essencial não é mais a procura por um cargo estável ou pela atuação em determinada empresa. O foco é aliar qualidade de vida com possibilidade profissionais mais amplas.

Nesse sentido, uma atitude que deve ser fomentada é a busca por um alto grau de empregabilidade. Esse termo envolve a capacidade de a pessoa se manter no mercado de trabalho e de conseguir boas colocações ou recolocações.

Por conta do dinamismo do mercado, da flexibilidade exigida e da rapidez das mudanças, essa é uma das melhores maneiras de alcançar boas posições na carreira.

Para conseguir elevar sua taxa de empregabilidade, é importante se atualizar periodicamente, fazer uma boa reciclagem profissional e tentar se tornar um colaborador versátil. Muitas pessoas com essa característica têm sido reaproveitadas em novas funções em seus locais de trabalho após períodos de demissões, prestando serviços como freelancers.

Para otimizar sua versatilidade, é vital estar em constante processo de capacitação, visando aquirir diferentes habilidades que sejam úteis para mais de uma função ou cargo.

2. Automação de processos e inteligência artificial

O aumento massivo na quantidade e diversidade de processadores e sensores transformará o mundo em um sistema programável. À medida que o número de dados e informações cresce exponencialmente, muitas funções e cargos exigirão a competência de compreensão das dinâmicas, linguagens e outras nuances. Nesse contexto, será muito difícil sobreviver no mercado de trabalho sem um conhecimento mínimo das regras desse sistema que está sendo desenvolvido.

Desde a primeira revolução industrial, o processo de automação substituiu milhões de empregos operacionais e manuais. A tendência é que os poucos restantes dessas categorias sejam eliminados já na próxima década.

Além disso, o avanço da tecnologia afetará praticamente todos os postos de trabalho em menor ou maior grau, conforme o tipo de atividade que envolvem. A automação, que atualmente está mais concentrada em processos industriais, tem o potencial de transformar áreas de serviços e comércios, como os segmentos de saúde, finanças, varejo etc.

Na proporção em que evoluímos tecnologicamente, os processos e atividades na sociedade tendem a ficar mais automatizados e inteligentes. Sendo assim, quanto mais operacional for um cargo, maior a possibilidade de que ele desapareça ao longo do tempo.

Por exemplo, operadores de caixa nos bancos e operadores de telemarketing já estão sendo substituídos por atendimentos automáticos, já que, atualmente, é possível fazer quase tudo pelo smartphone ou nos caixas eletrônicos. O advento dos veículos autodirigidos — que já estão sendo testados — também trará impactos, substituindo milhões de empregos.

Trocar a mão de obra humana por equipamentos e sistemas inteligentes nos processos operacionais diminui as despesas da organização. Por isso, essa tendência tem ganhado força. 

Hoje em dia, vivemos a chamada “Quarta Revolução Industrial”, que promete ser mais veloz, ampla e impactante do que as anteriores. Isso porque temos o surgimento de novas tecnologias, como computação em nuvem, Big Data, Internet das Coisas (IoT), entre outras que fornecem amparo para o avanço da chamada Inteligência Artificial (IA) e da robótica.

Essas duas tendências provocarão mudanças profundas até mesmo em atividades que exigem maior cognição e raciocínio, já que os sistemas de IA conseguem fazer cálculos, análises e até mesmo tomar certas decisões.

3. Novas formas de contratação

Como visto acima, o grau de empregabilidade será essencial para a conquista de novas oportunidades. Por outro lado, os processos seletivos também sofrerão mudanças na busca das melhores opções de profissionais no mercado. Para isso, as análises poderão ser mais completas, envolvendo avaliações dos indivíduos com os melhores portfólios e capacitações, tanto técnicas quanto emocionais, e a busca pelo perfil mais desejável pelo mercado.

Os processos de recrutamento têm sido organizados em passos utilizados para a mensuração de quem possui o melhor perfil técnico. Concomitantemente, são aplicados testes e questões para verificar quem reúne habilidades interpessoais, como boa comunicação, capacidade de ser um gestor de sucesso, flexibilidade etc.

Com base nisso, fica evidente a necessidade de uma boa preparação para os processos seletivos. Isso porque o número de habilidades e competências analisadas tem aumentado, tornando as contratações mais criteriosas. Fragilidades como a dificuldade de se expressar em público e de se relacionar adequadamente com colegas são pontos que costumam impactar negativamente.

Nesse contexto, não basta ter um bom currículo e uma recomendação, pois é necessário saber como apresentar suas competências, conhecimentos e habilidades, bem como tratar de suas fragilidades de modo adequado. Além disso, o uso de soluções tecnológicas para processos de seleção e recrutamento tem ampliado o leque de opções de captação de currículos, o que, de certo modo, eleva a concorrência entre os candidatos e torna mais apurada a contratação. Será preciso lidar com redes e mídias sociais convencionais e profissionais, sites e portais de recrutamento.

Além dos profissionais de RH, que precisarão se reinventar para conduzir processos cada vez mais precisos e tecnológicos, as empresas também deverão rever suas políticas de contratação. Isso porque sua reputação como empregadora contará muito para atrair e reter talentos, conceito conhecido como Employer Brand.

Desse modo, as organizações terão que desenvolver imagens positivas junto ao mercado para captar bons profissionais. Nesse sentido, faz-se necessário traçar planos para que elas sejam conhecidas e consideradas bons locais para trabalhar, agregando qualidades.

As pessoas poderão comparar companhias de diferentes perfis. Por exemplo, temos empresas conhecidas por apresentarem ambientes de trabalho competitivos e com boas remunerações. Também há as que proporcionam um bom equilíbrio entre vivência profissional e qualidade de vida, possibilitando que seus empregados tenham horários mais flexíveis e até pratiquem home office.

A experiência da organização, aliada ao Employer Brand, poderá ser essencial para atrair trabalhadores talentosos e, mais do que isso, retê-los em seu quadro de colaboradores.

4. Mais formas de interagir com colegas, inclusive robôs

O surgimento da Gig economia modificou o dia a dia de muitas empresas, além de atingir a força de trabalho global. Como visto acima, ela abriu novas oportunidades para profissionais atuarem com empresas de vários pontos do planeta diretamente de suas casas. Outros, por sua vez, passam a incorporar projetos dentro das organizações, mesmo que atuem de forma temporária.

Isso gerou um novo tipo de diversidade, com colaboradores permanentes atuando juntamente com os freelancers. Segundo um estudo da Field Nation em conjunto com a Future Workplace, que visa analisar a economia Gig, 93% das empresas já identificam a força de trabalho combinada, pois estão presenciando trabalhadores freelances que se unem a funcionários para atuarem juntos em projetos. 

Obter uma equipe flexível é o principal motivo pelo qual os empregadores estão se beneficiando desse tipo de força de trabalho combinada.

Além disso, novos meios de comunicação estão modificando as relações sociais, exigindo que as pessoas consigam se relacionar por meio de diferentes mídias e equipamentos. Nossa capacidade de transmitir ideias está sendo testada além da escrita, pois somos provocados não só a conversar com nossos colegas ao lado, mas também com profissionais do mundo todo.

Será preciso fazer design de apresentação para expor ideias e resultados, criar modelos e frameworks, contar histórias utilizando áudio, vídeo, interatividade, entre outros fatores, incluindo realidade aumentada. Aliás, tal fenômeno já pode ser visto no mercado de trabalho contemporâneo, embora ganhe maior intensidade apenas nos próximos anos.

5. Coexistência de gerações

Segundo um estudo do Institute for the Future, intitulado Future Work Skills 2020, a extrema longevidade foi apontada como um dos principais motores de alterações no trabalho até o ano de 2020.

Isso decorre por conta dos avanços na área da medicina e da saúde em si, que estão contribuindo para a elevação da expectativa de idade das pessoas, além de melhorarem as condições de vida. Dessa forma, os profissionais poderão exercer funções por mais tempo, promovendo trocas de aprendizado mais duradouras com as gerações mais jovens.

Os chamados nanobots poderão ser extremamente eficazes no combate a doenças de vários tipos e origens, diminuindo consideravelmente o número de enfermidades que afetam os seres humanos.

Além do maior tempo de atuação, também haverá maiores trocas de postos de trabalho, o que permite experiências mais diversificadas. Todavia, outras demandas surgirão, como a necessidade constante de aprender novos conhecimentos, para que seja possível trabalhar em múltiplos setores e com diferentes funções.

Além da aposentadoria tardia, haverá também a maior mistura de gerações nos ambientes corporativos. Teremos pessoas de muito mais idade do que as que hoje já esticam seus tempos de carreira convivendo com adolescentes, jovens e adultos de várias faixas etárias.

Esse cenário abrirá possibilidades de aprendizado e trocas de experiências, tanto dos mais velhos para os mais novos quanto no sentido inverso, já que os jovens poderão trazer novas ideias e tecnologias para dentro das organizações.

Isso demandará profissionais mais abertos às diferentes visões de gerações afastadas entre si no tempo, que também consigam gerenciar conflitos decorrentes dessa divergência no modo de encarar as coisas.

6. Gestão humanizada

Muitos estudiosos já comentam sobre o chamado “pós-capitalismo”, um sistema econômico que tem como propulsor a tecnologia da informação (TI). Nele, as linhas entre emprego e tempo livre são derrubadas e se tornam opacas, com relações entre trabalho e rendimentos (ganhos) cada vez mais enfraquecidos. Ter uma rotina diária de serviço das 8h às 18h não é mais visto como sinal de êxito na carreira, nem indício de ter uma conta bancária avantajada.

Novos comportamentos e ideais estão se desenvolvendo, com profissionais colocando a qualidade de vida em primeiro lugar. Outros negócios têm impulsionado esse movimento de ascensão de um sistema pós-capitalista e demonstrado sua força — e se desenvolvendo graças ao avanço tecnológico!

Um bom exemplo é a chamada economia colaborativa. Também conhecida como economia em rede ou compartilhada, é um movimento de concretização de uma percepção nova e mais colaborativa de mundo.

Ela representa o entendimento de que a divisão de bens, recursos e serviços deve substituir o acúmulo desenfreado de produtos, especialmente por causar problemas sociais e ambientais que se tornam cada vez mais graves.

Portanto, trata-se de uma força que causa impactos principalmente nas formas como vivemos e fazemos negócios. Alguns exemplos de empresas que já seguem por esse caminho são o Uber e o Airbnb.

Essas mudanças conjeturais e de percepção social também crescem em conjunto com o avanço da tecnologia, sendo, em grande parte, fortalecidas por essa modernização. Cresce o entendimento de que não se faz necessário ser um “robô” no ambiente de trabalho, seguindo rotinas rígidas e tendo expedientes engessados que sufocam a vida pessoal. A qualidade de vida e a busca por carreiras que gerem maior significado têm pautado os sonhos de muitos profissionais.

Nesse sentido, algumas empresas começam a implantar processos de gestão mais humanizados, que conciliem os interesses corporativos com os dos funcionários. Dessa forma, temos o surgimento de negócios orientados às pessoas, que fornecem ambientes de trabalho mais flexíveis, dinâmicos e que prezam conceitos de boa convivência, respeito e qualidade de vida.

Devido a essas mudanças, os cenários futuros demandarão competências e habilidades diferenciadas dos profissionais, como maior capacidade de compreensão e de dar sentido profundo às informações, indo além da superficialidade. Também temos a necessidade de inteligência social, ou a habilidade de se conectar com colegas e outros indivíduos no ambiente de trabalho.

O pensamento adaptativo, ou a capacidade de imaginar soluções além do óbvio, também é algo essencial para quem quer atuar em uma das melhores áreas de trabalho para o futuro.

Igualmente, será necessário um mix de habilidades interpessoais e um mindset de designer, unindo a habilidade de prototipar inovações em serviços e produtos. A gestão de carga cognitiva é outro processo que se tornará importante, pois envolve a habilidade de filtrar conteúdos não essenciais de modo a focar em problemas realmente importantes para o sucesso do negócio.

Embora a tecnologia tenha um grande impacto nas relações de consumo e de produção, a inovação no mercado de trabalho pode ser alcançada com ideias criativas e mudanças de comportamento que envolvam as relações humanas. Portanto, não basta apenas se formar engenheiro ou programador, é essencial desenvolver habilidades plurais exigidas pelo novo cenário econômico, tornando-se também um profissional inovador.

Entre elas, estão atributos inerentes aos bons gestores, como boa liderança, comunicação e habilidade de engajar liderados em busca dos objetivos da empresa. Também é preciso uma boa rede de relacionamentos, bem como estar em constante aprendizado.

Dessa forma, é essencial se capacitar de forma contínua e buscar se atualizar em relação às novas demandas das empresas. Também é preciso estar atento às profissões em alta no mercado de trabalho para o futuro, pois elas costumam sofrer variações de tempos em tempos conforme a tecnologia se moderniza — o que tem sido cada vez mais rápido.

Em suma, os profissionais do futuro serão aqueles que tiverem alto nível de adaptabilidade, podendo atuar não só em um campo, mas em uma pluralidade de funções e tarefas. Para isso, é fundamental também ampliar seus horizontes e buscar se aperfeiçoar em várias áreas, de modo a ser capaz de combiná-las para melhorar seu currículo e impulsionar as chances de ascensão profissional.

Quem quiser garantir um espaço no mercado do futuro deve estar atento às tendências acima, buscando, sobretudo, se tornar um profissional inovador e com alto grau de adaptabilidade e versatilidade. Desse modo, poderá conseguir postos de trabalho que combinem com o seu perfil e que entreguem benefícios em sintonia com suas exigências e necessidades — especialmente envolvendo qualidade de vida e ascensão na carreira.

Agora que você já conhece as principais tendências do mercado de trabalho e como aproveitá-las no futuro, que tal baixar nosso e-book e aprender algumas dicas para conseguir inovar no seu negócio?

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